Para Sempre - Parte II
20 Ele se apaixonou
Julie prometeu para mim que iria me levar a lugares que fomos para tentar me fazer lembrar de algumas coisas. Minha mãe acabou permitindo, mesmo com Samanta dizendo que não era uma boa ideia. Ela me levou para lugares estranhos e disse que o mais legal deles a gente iria no fim de semana, porque era uma casa de campo de sua avó.
Passamos duas semanas conversando por whatsapp, pelo facebook...pessoalmente. Ela era muito engraçada, inclusive quando sua boca estava inchada. Eu não sabia o que era aquilo que eu sentia. Não podia ser amor, mas era uma paixão rápida, daquelas que você só fala uma vez com a pessoa e então PÁ, já está apaixonado. Ela não comentou nenhuma vez sobre a nossa antiga relação, talvez guardasse mágoas. O jeito que ela me olhava era tão intenso, as vezes eu percebia que ela olhava para mim quando estava distraído, mas não falava nada. Aquilo acendia alguma coisa em mim. Ela me deixava pensativo, me deixava com mais vontade de vê-la. Eu só percebi que tinha realmente um sentimento muito forte entre nós na segunda semana, numa noite de domingo. Minha mãe tinha voltado para casa e meu pai também. Ficou somente eu e Julie no meu apartamento e nós tínhamos pedido comida japonesa. Nos divertimos muito, mas quando acabamos de comer e o papo ficou mais profundo, Julie pareceu se afastar. Não estava rindo mais, seu olhar estava distante e as vezes ficava olhando diretamente para a comida que sobrou. Ela foi no banheiro e eu coloquei as coisas na pia enquanto isso. Ela estava demorando demais, até achei que estava com dor de barriga mas quando me aproximei da porta do banheiro, percebi que ela estava chorando. — Julie, o que foi? — Nada, é que eu to gripada — ela disse. — Eu sei que você está chorando. Eu falei alguma coisa? Abre a porta, por favor. Ela abriu a porta e quase que instantaneamente ela pulou sobre mim como um felino e me abraçou muito forte. Abracei de volta porque eu queria muito aquele contato.— Me desculpa eu não queria estar chorando — ela disse, ainda agarrada em mim. — É que ficar olhando pra você é uma tortura. — Julie... — Steve, eu não aguento ficar do seu lado sem poder tocar em você, sabe? Sem poder mexer no seu cabelo, sem beijar sua boca e ainda por cima saber que todo o sentimento que você tinha por mim foi pro inferno! Ela me soltou e ficou me olhando, muito séria. Seu rímel estava borrado mas ela não parecia se importar. — Você é a metade que existe de mim, Steve. Só quero que saiba que mesmo não me amando, eu sempre vou te amar e estar aqui pra você. Só pra você. — Ela passou a mão no meu rosto. — Cacete! Ela desviou de direção e pegou sua bolça. — Onde você vai? — Eu perguntei. Meu coração já acelerado, ela não podia ir embora.— Eu vou pra casa, preciso ficar sozinha. — Julie. — Steve, desculpa eu não quero forçar você a gostar de mim. — E foi em direção a porta. Não, não, não! Eu peguei ela pelo braço e a puxei para perto de mim. Segurei sua cabeça contra meu peito e ela rodeou minha cintura com seus braços. — Não vai embora. — Eu não quero ir, mas eu não quero ficar chorando na sua frente. — Chora. Pode chorar — levantei sua cabeça para olha-la nos olhos. — Julie, quem disse que você não pode me tocar? Tudo o que eu quero é sentir o seu toque e entender o motivo pelo qual eu quero tanto estar perto de você. — Você quer estar perto de mim? — Não é obvio? Eu te ligo todo dia porque durante a madrugada você fica rodando a minha cabeça. — Isso não pode ser verdade. — E por que não? — Segurei seu rosto. — Eu me lembro que um tempo atrás uma cartomante disse que uma pessoa ia entrar na minha vida e que ia ser devastador.— Um tempo atrás você quis dizer há cinco anos. — Ela lembrou. — Steve, você não acredita em destino, não acredita em nada disso. — Por Deus, Julie...se eu amei você antes de perder a memória e se agora eu me apaixonei por você de novo é porque...é porque tem que ser assim. Não sei o que aconteceu durante esses cinco anos mas... ah, que droga! Eu só queria lembrar, era tudo o que eu queria!— Foi horrível. — Não vá embora, por favor. Fique aqui comigo, me conte as nossas histórias. Ela ficou me olhando. — Por favor. — Eu fico.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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