Notas iniciais
Desculpem a demora, como sabem, Nyah estava migrando de servidor. Notei que ele havia voltado só hoje. '-' já estou com o próximo capítulo semi-pronto, ou seja, nada de demoras :)

POV.:Violetta

– Bom dia, Martt.
– Ei, minha flor, bom dia. Tem ensaio hoje?
– Tenho, infelizmente.
– Se você não gosta de ser animadora, por que continua no time?
– Não é isso. Eu amo animar! Só não gosto do modo como você-sabe-quem comanda o time. A gente quase não se diverte.
– Eu imagino. Quando é a eleição?
– Só ano que vem. Não estaremos mais na escola, a não ser que todos os integrantes se revoltem contra ela – o que duvido muito. Aí ela é rebaixada e inicia-se uma nova votação.
– Entendi. Vou pra sala. Beijo. – Martt se despediu e seguiu o corredor.
Entrei na minha sala e me sentei ao lado de Noah, que estava pensativo.
– Ei, Noah. – falei, indiferente.
– Oi, Vi. – sorriu, saindo do transe.
– Nossa, a noite foi boa, hein. – brinquei, piscando.
– O quê? – ele assustou.
– Calma, só estou brincando, você está paradão aí, pensando no que fez, imagino...-ri.
– Eu não fiz nada.- ficou vermelho.
– Haha! Pela sua cara, fez sim! Vou descobrir seu segredo. – joguei verde.
– É sério, fiquei assustado por você ter pensado que fiz algo. Sou um anjinho. – fez movimento circular com o dedo em cima da cabeça.
É mesmo *-* — pensei.
– Você não me engana, Sr. Jackson.
– Não me chame de Sr. Jackson, é formal demais e você é minha amiga. Na verdade, a única. – olhou pra mim.
Apenas sorri, não controlando meu sentimento enorme de felicidade. Que merda, Noah! Pare de ser lindo! E pare de falar assim comigo, só fico mais derretida.
– Me conta da Angelline, a pediu em namoro? – mudei de assunto.
– Pedi. – falou, animado. – Ontem à noite, no Sunshine. Ela ficou bem feliz, aceitou na hora.
– Que ótimo. – fingi.
Abri minha bolsa para pegar minha blusa de frio, vesti-a.
– Tá com frio, Vi? – perguntou.
– Nãããããão, quê isso! Tô morrendo de calor, mas vou vestir a blusa porque quero suar e desidratar até morrer.
Ele riu:- Engraçadinha. Se não tivesse trago uma, eu te emprestava a minha.
Awn, que fofo, meu Deus! Para com isso, Noah!
– Nem pensar, depois sua namorada me dá um tiro na testa, aí você vai morrer com essa culpa.
– Não aguentaria viver.- apertou minha bochecha.
Revirei os olhos. Neste instante, Angelline entra sala. Mesmo estando frio, ela usava uma saia preta soltinha, botinhas pretas e uma blusa azul claro com um casaquinho de couro marrom por cima. Linda, como sempre.
– Oi amor. – Ela sentou em cima da mesa de Noah, se inclinando e beijando-o.
Virei o rosto para o lado.
– Amor, ontem foi ótimo! Obrigada pelo jantar. E depois continuamos o que começamos a fazer. – ela disse piscando e sussurrando em um tom perfeito para eu ouvir.
AHA! Sabia! Essa vaca está te usando, ela não te ama! Eu te amo, fica comigo! – uma voz na minha cabeça gritava estridentemente.
Noah ficou envergonhado, sem saber o que dizer. Olhou pra ela, olhou pra mim e sorriu pra Angelline, pude ver de rabo de olho. Quis balançar a cabeça em um “não”, mas apenas suspirei baixinho, só podendo ser notada por mim mesma.
– Quando vamos sair de novo, bebê? – ela perguntou.
– Quando você quiser, amor. – Noah disse, passando a mão nos cabelos dela.
– Bom dia, turma. – O professor entrou na sala.
Angelline levantou-se e foi pro fundo da sala sentar-se com Lauren. Respirei aliviada. A presença dela carregava o ar.
Bateu o sinal para o intervalo e fui para o pátio. Notei enquanto passava pelo corredor, que algumas pessoas, especialmente meninas, cochichavam entre si, olhando o celular. Fiquei curiosa. Encontrei Martt no meio do corredor.
– Eaí, por que está todo mundo cochichando? – perguntei.
– Está? Nem notei. Ah, essas meninas devem estar vendo foto de Justin Bieber pelado na internet, por isso ficam desse jeito.
– Até que não seria tão ruim. Vamos?
– Ah, hoje não vou poder passar o intervalo contigo, flor. Sabe como é, eu conheci um menino lindo.
– Iiiiiiiih...depois você me conta. Beijo, fui. – apressei-me.
Odiava ficar sozinha, mas queria que Martt encontrasse alguém legal, então não liguei tanto. Se Noah não namorasse a vadia, poderia ficar comigo. Ela podia faltar à aula.
Fui para a fila da lanchonete, assim que cheguei lá, havia uma pequena rodinha de garotas sentadas na mesa ao lado da fila. Quando olhei para elas, bem no meio, havia um garoto. Ah, novato. Essas meninas não sabem ser discretas, credo. Se fosse um nerd com o nariz pingando e óculos enormes, elas cuspiriam nele. Mas o menino estava mais a cara do Austin Mahone. Era moreno, olhos castanhos bem claros, quase verdes, cabelos dourados, não muito alto e usava um boné de aba reta azul. É, cópia do Austin. Meninos assim eram previsíveis. Popular, saem todo fim de semana com uma menina diferente – ou não, mas sempre com alguma menina – e absolutamente metidos e convencidos. Ou seja, tchau Violetta. Sem amizades, querida.
Ele olhou para mim e me deu um sorriso de lado, acenando. Ops. Acenei de volta. Será que eu pagaria língua? Voltei-me para fila, comprei meu lanche e me afastei, sentando-me mais ao fundo do pátio.
Minutos depois, o metido a Austin aproxima-se e senta ao meu lado.
– Oi. – ele disse. – Sou Allan.
– Oi, Allan. Violetta, prazer.
Ele se inclinou e me deu um beijo no rosto.
– Já chamou atenção, hein. – falei, rindo.
– Ah, não é culpa minha. Na verdade, prefiro ficar na minha. Ficar no centro das atenções tem seu preço.
– Concordo. Então, você veio de onde, Austin Mahone?
– Austin Mahone? Você também? Todo mundo fala que eu pareço com ele. Mas eu não acho.
– Você parece e muito.
– Acha o Austin bonito?
– Acho.
Ele sorriu. Tinha um sorriso meio torto, o que deixava ainda mais bonito.
– Mas enfim, vim de Houston.
– Sério? Nossa, por que trocou a vida de cidade grande por uma vida pacata aqui?
– Não foi escolha minha. Meus pais se separaram e vim morar aqui com minha mãe. Ela estava decidida em deixar tudo para trás só para esquecer o meu pai.
Assenti.:- Separação deve ser algo difícil para um filho.
– Muito, mas foi melhor. Meus pais sofriam juntos. Você sempre morou aqui?
– Infelizmente, sim. Meu sonho é mudar para NY.
– Ah, eu já fui lá. Não é grande coisa.
– Todo mundo já foi! Não acabe com meu sonho. – fiz beicinho.
– Haha, que fofa! Lá tem coisas legais, mas as pessoas exageram demais quando vão falar daquela cidade, tanto que não me surpreendi. Você vê mais luzes em Vegas. Lá sim deve ser bom.
– Vegas? Cidade dos cassinos? Não é a minha cara.
– Nem a minha, mas tenho curiosidade.
– Quantos anos você tem, Austin?
– É sério que vai ficar me chamando de Austin? Hahaha, tenho 18 anos. Meu aniversário foi ontem.
– Ah, jura? Bem, parabéns atrasado! – dei um abraço nele.
– Obrigado. – ele sorriu. – Você mora aqui perto?
– Sim, são cinco minutos de carro. Você e sua mãe estão hospedados em algum hotel ou algo do tipo?
– Não, minha avó tem uma casa aqui que servia para aluguel, mas agora é nossa. Então, estamos fixos. Dá no máximo dez minutos de carro.
– Ah sim. Você aceita? – ofereci meu salgado.
– Ah, não, obrigado.
Voltei a comer, enquanto ele olhava em volta. Muitas meninas olhavam para ele e para mim em seguida. Devem estar pensando coisas horríveis.
– Essa escola é grande. Aqui tem equipes de esportes?
– Claro. Mas acho que o futebol já está lotado. A última vaga foi preenchida pelo novato que entrou pouco mais de um mês antes de você.
– Ah, eu não me interesso pelo futebol. Gosto de jogar, mas é violento demais. Aqui tem natação?
– Tem. Que legal, você nada. Diferente.
Ele sorriu:- Amo água.
– Ok, Austin, vou mudar seu nome para Percy Jackson, o que acha?
– Hahahaha. Prefiro Allan mesmo.
– Ah...- fiz biquinho.
Ele riu:- Pode me levar até a piscina?
– Aham, vamos lá. – Me levantei, andando ao lado dele. Ele era alguns poucos centímetros mais alto que eu. – Alguém já te apresentou a escola?
– Sim. Uma menina chamada...acho que é Alice. Da minha sala, mas ela não ficou no intervalo comigo, porque está com o namorado dela. Aí eu me sentei sozinho naquela mesa onde te vi e vieram umas loucas fazendo perguntas. Se eu namorava, qual o meu nome, se eu namorava, qual a minha idade, se eu namorava, de onde tinha vindo...Entende?
– Entendo, sim.- ri.
– Daí, depois que eu vi você sentada sozinha, disse que iria ao banheiro e fui me sentar com você. Uma delas até perguntou se eu queria companhia até a porta.
– Nossa, hahaha.
Saímos do pátio, indo para a quadra de vôlei/basquete. A piscina ficava ao lado da quadra de vôlei/basquete e em seguida o campo de futebol. A piscina ficava dentro de uma quadra fechada, com arquibancadas e vestiários, passamos pela porta da quadra.
– Então, é aqui. – Estávamos sozinhos e minha voz fez eco. – Temos duas quadras. Esta e a de basquete, que é a mesma de vôlei e o campo de futebol.
Allan contemplou a piscina, os olhos brilhando.
– Vocês têm animadoras de torcida aqui? Para o futebol não ligo, mas as animadoras, digamos, é um espetáculo legal de se ver.
– Temos. Sou uma delas.
– Peraí, você é animadora? Nossa, preciso assistir a um jogo.
Eu ri:- O próximo é no mês que vem.
– Você é a líder do time?
– Não. Uma menina da minha sala é, a Angelline.
– Você não gosta dela.
– Como sabe?
– Pelo jeito que disse o nome dela. Ela é chata?
– Uma vadia.
– Vish...dá em cima do seu namorado?
– Se eu tivesse um, ela daria.
Ele arqueou a sobrancelha e sorriu para mim em seguida. O sinal que anunciava o fim do intervalo soou.
– Vamos voltar?
Voltamos para o prédio das salas e seguimos pelo corredor. Parei em frente a minha sala.
– Eu fico aqui. Precisa de ajuda para achar sua sala?
– Não, estou bem. Foi um prazer, Violetta. – Ele se inclinou e beijou meu rosto.
– Foi um prazer, Allan.
Virei-me para entrar na sala e Noah me olhava.