Para Sempre.
6 O jantar.
Notas iniciais
Espero que não se importem.
Além disso, desculpem a demora. :)
POV.:Violetta
Assim que aceitei-o no Facebook, minha mãe chegou.
– Oii filha! Cadê você? — perguntou ela.
– Tô aqui, mãe. — respondi.
– Já tá pronta?
– Pronta pra quê?- estranhei.
– Não te falei?
– Não.
– Bom, vamos jantar na casa dos Jackson hoje.
– Peraí, do Noah Jackson? Lá da escola? — arregalei os olhos.
Meu coração começou a bater forte, fiquei desesperada. Como minha mãe não me avisa uma coisa dessas? Eu não tenho roupa, não arrumei meu cabelo, meu esmalte vermelho está igual puta pobre, todo descascando. Vou pirar! Não posso ir, se eu chegar lá assim, ele vai me achar horrível, vou passar vergonha.
– Ah, mãe, acho que não vai dar. Tenho um trabalho pra fazer.- inventei.
– Aham, sei. Você vai sim, não vou te deixar aqui sozinha, todo mundo vai. Eu, você e seu pai.
– Ah não! — revirei os olhos.
– Você tem uma hora e meia pra se arrumar, dá e sobra. — disse minha mãe.
Fui tomar banho. Me depilei da melhor forma possível. Pra quê? Nunca se sabe.
Coloquei esta roupa:
Não muito chic, mas também não muito simples. Fiz uma maquiagem mais leve e estava pronta em uma hora e quarenta minutos. Minha mãe já estava querendo me matar.
– Anda logo, menina. Já estamos atrasados! O que vão pensar de nós?
– Vão pensar que estamos atrasados, mãe.
– Não me responde!
– Ok.- falei, segurando o riso.
Meu pai pegou o carro e chegamos à casa do Noah em 15 minutos. Meu pai levava uma garrafa de vinho. Quando chegamos ao hall de entrada, a família nos esperava. A mãe de Noah era uma mulher bonita, morena, de traços fortes e um nariz fino, ao qual Noah puxou. Seu pai era alto, muito branco e tinha um cabelo muito preto e liso já com entradas. A irmã de Noah era simplesmente linda. Mais nova que ele, possuía cabelos muito longos e lisos como o do pai, mas castanho claro, como o da mãe.
A família no cumprimentou, muito animada. Assim que terminei de os cumprimentar, Noah veio ao meu encontro.
Ele estava absolutamente perfeito.
– Ei. — disse ele, apenas, me dando um beijo no rosto.
Seu perfume era delicioso.
– Oi. — respondi, abaixando a cabeça levemente.
– Você está muito bonita. — elogiou ele.
– Ah, obrigada.
– Não por isso. — disse, sorrindo calorosamente.
Senti meu rosto esquentar. Ele me levou à sala de jantar, onde as duas famílias já se encontravam sentadas.
Só havia dois lugares vazios, um ao lado do outro.
Depois do jantar, muitas piadas e um pouco de vinho, Noah me chamou para conhecer a casa dele.
– Então, o que você faz da vida, além de ser líder de torcida?
– Bom, eu trabalho em uma livraria, apenas meio-horário.
– Que ótimo. — disse ele.- Este é o meu quarto.
Ele abriu a porta para mim e eu entrei. Era azul claro. Tinha enorme tv e um playstation 3 em cima de um rack preto. A cama era bem espaçosa. Tinha ainda um mini system junto ao guarda-roupa.
– Seu quarto é realmente lindo. Gosta de ler? — perguntei, notando uma prateleira suspensa com bastantes livros.
– Eu amo. Você gosta? — respondeu.
– Sou apaixonada. O que está lendo?
– A culpa é das estrelas, John Green.
– Ah, já ouvi falar. É interessante?
– Sim, é muito legal. É um romance muito emocionante.
– Me empresta depois? — perguntei.
– Claro.- ele sorriu. — Sente-se.
Sentei na cama dele e ele se sentou ao meu lado. Sorri, colocando as mãos no colo, ligeiramente envergonhada.
– Bem, o que você gosta de ouvir? — perguntou Noah.
– Ah, sou bem eclética. Vai desde Pop até um pouco de Country. E você?
– Gosto de Jazz, Pop, Country e um pouco de Skrillex.
– Jura? Gosto de Skrillex também. Ah, ás vezes ouço Claire de Lune.
– Ah, tá brincando, Violetta! Debussy? É bem a sua cara mesmo.
– A minha cara por quê?- ri.
– Fofa. — respondeu ele.
Eu sorri e meu coração acelerou. — Você me acha fofa? Saiba que as aparências enganam. Sou muito mais do que você pensa, querido.
– Nossa. — disse ele, com a voz suave. — Quanto mistério.
Olhei para ele e ele estava sério, olhando pra mim. Ficamos nos olhando, sem assunto algum.
– Já disse que acho seus olhos muito bonitos?
– Não. — respondi.
– Eles são. Castanho claro, grandes e com um contorno que acentuam a cor. Passam sinceridade.
Meu coração batia muito forte. Quando ele tocou meu rosto, um choque passou por todo o meu corpo. Nos olhávamos sem dizer uma palavra. Quando ele começou a se inclinar para mim, seu telefone começou a tocar. — Me desculpe. — disse, se afastando e tirando o celular do bolso.
Era Angelline.
– Tudo bem, eu já estava de saída.- disse, saindo e batendo a porta.
Encontrei minha mãe na sala de estar, conversando com a família dele. Saí e eles nem me notaram. Sentei-me no jardim.
Por que havia ficado tão abalada e com raiva, se eu não tinha vínculo algum com ele? Ele estava saindo com Angelline e não era da minha conta. Devia ficar feliz por ele estar saindo com alguém e se divertindo, mesmo que esse alguém não seja uma pessoa lá tão boa. Era estranho e perturbador o fato de ele se comportar daquele jeito comigo se estava saindo com ela.
Noah não me procurou lá fora, ainda bem. Poderia descontar minha raiva toda em cima dele e não seria nada legal. Se ele ficasse com raiva de mim, não dormiria de remorso.
Fomos embora.
Cheguei em casa, troquei de roupa, tirei toda a maquiagem e caí na cama. Estava quente. Fechei os olhos e me imaginei deitada na cama dele. Devia ser quente. Balancei a cabeça para tirar aquele pensamento ridículo da cabeça e adormeci, sonhando com o beijo não realizado.
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