Para Sempre.
14 Juntos.
POV.: Noah
— Noah?
— Sim, anjo.
— Você me ama?
— O quê?
— É Noah, você me ama? Ou pelo menos gosta de mim?
— Bem, eu gosto muito de você, se dissesse que te amo seria mentira, pois acabamos de nos conhecer, anjo. – toquei seu rosto.
— Vai demorar?
— Espero eu que não, meu bem. Por quê?
— Porque eu te amo.
A abracei. Ela não tem consciência de seus sentimentos, é como uma criança que ama tudo o que vê e se algo a aborrece, em instantes ela já não gosta mais. Mas eu aprendo a lidar com isso, pois gosto de sua ingenuidade apesar de tudo.
— Angelline, quer namorar comigo? – olhei em seus olhos, enquanto jantávamos.
Ela paralisou, olhou em meus olhos de volta, sorriu mais do que eu achava que poderia ser possível e sussurrou um “Sim” num fio de voz emocional.
POV.: Angelline
Oh meu Deus! Ele me pediu em namoro! Claro, não é o primeiro pedido que recebo e não é o primeiro que aceito, mas é o Noah!
Eu estava absolutamente apaixonada por ele, quer dizer, garotas más também se apaixonam, não é nenhum crime. Apesar de todos os garotos com quem já saí e namorei fossem bonitos, tivessem dinheiro e um carro, faltava algo que Noah possui. Inocência. Consigo controlá-lo com facilidade, mesmo reclamando ele faz tudo o que desejo. E é isso que me deixa feliz. Gosto de comandar, além de ele ter um corpo de arrancar suspiros, ele atrai atenção e é disso que preciso: promover minha reputação. Como sempre, isso gera inveja e muitas garotas dão em cima dele, principalmente umazinha que senta ao lado de Noah todos os dias na classe. No entanto, já nasci sabendo o que fazer, concorrência nós eliminamos.
POV.: Noah
Angelline me abraçou e me beijou calmamente. Havia a levado a um restaurante antigo, não era tão rústico quanto eu gostaria, mas era ideal para um pedido de namoro. As luzes eram fracas e o ambiente era abafado, porém não fazia diferença, pois a noite estava fria. As mesas e a cadeiras eram de madeira velha e acolchoadas com um tom bonito de marrom, as paredes eram bege, dando um ar ainda mais quente ao local.
Já havíamos terminado de jantar e o planejado era fazer o pedido quando a deixasse em casa, mas quando ela tocou no assunto, eu não pude esperar. Estava feliz por ela ter aceitado, senti que dessa vez ia conseguir esquecer de vez a...bem, não é importante.
— O que vão querer de sobremesa? – perguntou a garçonete, muito bem vestida, olhando atentamente para mim.
— Amor? – passei a bola pra Angelline, um pouco desconcertado pelo olhar da mulher.
- Vou querer um petit-gâteu. – olhou feio para a mulher, que ainda me analisava.
— E você, querido? – piscou para mim.
— Não é muito atrevimento seu não, minha filha? Não tá vendo que ele está comigo, sua...- Angelline se levantou, falando alto e avançando para a garçonete, que ficou assustada.
— Calma, amor. – a interrompi, segurando-a. – Vamos embora.
Deixei 100 dólares na mesa e saí puxando Angelline pela mão, que estava enfurecida, deixando olhares curiosos das pessoas que estavam no restaurante.
— Que vadia! – xingou, entrando no carro.
— Hey, não deixa ela estragar nossa noite. – dei um selinho nela.
— Ok, mas se você não tivesse me segurado eu teria dado um tapa na cara dela.
— Eu não duvido. – comecei a rir.
Minutos depois, estávamos na porta da casa dela. Saí do carro primeiro, dei a volta e abri a porta do carona para ela.
— Você já vai? – me abraçou.
— Sim. – fiz bico.
— Não faz esse bico! Sabe, meus pais foram dar uma volta, só devem chegar de madrugada. Tem certeza de que não quer entrar? Conhecer o meu quarto. – falou maliciosamente, mordendo o lábio inferior.
— Não me provoca. E para de morder o lábio! – desci a mão pelas suas costas, a fazendo arrepiar.
— Ah...- ela choramingou, me dando beijinhos no pescoço.
Ai meu Deus, eu não posso ir, não posso ir... O que ela vai achar de mim depois? Mas afinal de contas, ela é quem está me convidando.
— Está bem. Mas eu não vou demorar, amor. – cedi.
Entramos na casa, que era decorada de um verde claro bonito e subimos para o segundo andar.
— Este é meu quarto. – ela apontou a segunda porta do corredor. – Pode entrar.
Abri a porta e entrei. O quarto era decorado de rosa bebê. Havia uma cama de solteiro visivelmente macia, um enorme guarda-roupa branco, uma mesa e uma cadeira onde ficava o notbook, um banheiro, havia também um grande espelho sob uma penteadeira, e vários sofazinhos.
— Muito lindo. – sorri, tímido.
— Senta aí. Aceita alguma coisa? Uma vodka, talvez?
— Eu não bebo, amor. Obrigado. – sentei na cama, olhando o teto.
— Uma coca? – insistiu.
— Não vou querer nada não. Então, é aqui que você faz tudo? Tem até uma mesa!
— É, sim. – ela riu. – Passo o dia inteiro aqui.
— Fazendo o quê? – quis saber.
— Ah, depende. Unha, cabelo, experimento minhas roupas, jogo algumas fora, faço minha limpeza de pele, e claro, entro no Face, Twitter...- citou.
— Nossa. – ela passa mais tempo cuidado da beleza exterior do que tudo, meu Deus! – É por isso que você é uma barbie.
— Basicamente. – ela sentou-se no meu colo e começou a me beijar.
Fiquei excitado imediatamente. Puxei-a mais para perto, sentindo todo o seu corpo contra o meu. Ela puxou meu cabelo, intensificando o beijo. Passei as mãos em sua perna toda, chegando perto de sua virilha. Ela olhou para mim maliciosamente e debruçou-se sobre mim, me fazendo deitar na cama.
Fale com o autor