Para Sempre
35 Morte
Notas iniciais
– “Aro, não seja covarde. Pare de se esconder atrás dos seus irmãos.”
– “E você pequeno príncipe? Está se escondendo atrás de seus asseclas? Porque não vem aqui, então?”
– “Você primeiro Aro. Diga-me, por que tanto ódio? Para que isso tudo?”
– “Você ainda não entendeu, não é moleque? Ainda não conseguiu achar em sua própria historia a chave para tudo?”
Edward olhava para os outros sem entender ao que Aro se referia. E por que a esposa de Marcus havia morrido, no final das contas? Será que ainda havia mais coisa nessa historia do que ele desconfiava?
– “Então me explique. Como você fazia quando eu era criança e tentava colocar na minha cabeça a sua forma doentia de pensar.”
– “Eu estava te fazendo um favor. Te tornando um homem e não o pequeno príncipe mimado do papai. Eu estava te preparando para ser um rei de verdade, o marido ideal para Jane, e não esse projeto de bom moço que o Carlisle é, e sonhou para você. Fraco, submisso, manipulável.”
O ódio agora estava no rosto e nos punhos de Edward, que apertava sua arma, mirando-a, felizmente para o chão. Mas se Aro aparecesse por ali, com certeza teria o mesmo fim que Athenadora e Demetri.
– “É isso que ele quer Edward, te desconcentrar. Mantenha-se concentrado. Não se deixe envolver. Você é um soldado, comporte-se como tal.”
– “Você é um monstro calculista. Ela era apenas um bebê que ficou do dia pra noite sem o pai e a mãe. Como teve coragem?”
– “Ora Edward, é assim que pensa em governar? Eu não te ensinei nada mesmo? Eu considero isso baixa de guerra. E ela no final se saiu melhor do que o previsto. A estúpida da sua mãe sempre tão sensibilizada com todos.”
Edward bufou de raiva, mas foi só olhar para Jasper e lembrar o que ele havia dito há pouco. Falar de sua família era a forma de Aro tentar desestabilizá-lo. E era o que ele estava fazendo, tentando colocar um irmão contra o outro. Então, eles estavam quites.
– “Quando seu plano começou a dar errado?”
– “Você acredita que em algum momento ele deu errado? Eu não. Afinal, quem está governando, pequeno príncipe?”
– “Quem governa é quem o povo escolhe Aro. Nunca subestime a força do povo. E porque você me chama de pequeno príncipe?.”
O sangue começou a gotejar da galeria, manchando o carpete verde do plenário. E lentamente o corpo do homem todo de preto que estava pendurado no parapeito despencou.
– “Você viu James? Onde ele está? Ele está me esperando. Nós marcamos um encontro aqui. Eu preciso encontrar meu marido.”
Victoria estava descabelada, suada, a maquiagem completamente borrada, calçando apenas um sapato, a calça de couro preta manchada com o sangue que respingou do corpo de Caius, assim como sua blusa que, um dia foi branca e estava rasgada. Ela segurava uma pistola, mas parecia não se dar conta disso, enquanto caminhava pelo saguão, sem se importar em pisar em sangue, cacos de vidro, restos de toda a destruição causada pela batalha.
Um medico se aproximou dela, juntamente com dois enfermeiros. Ela não fez objeção à aproximação. E um soldado que estava próximo deles, conseguiu desarmá-la.
– “Você viu James? Ele estava me esperando aqui.”
– “Sim, vimos. Vamos, ele pediu que a levássemos até ele.”
– “Sim, eu vou. Onde está o James? Eu estou bonita? Quero estar linda para ele.”
Os médicos a envolveram em uma camisa de força e ela foi levada ate a ambulância e de lá para um hospital psiquiátrico, enquanto o corpo de Caius permanecia sem vida, próximo ao corpo de Athenodora.
– “Foi essa maluca que matou minha esposa?”
Jasper sabia que o fim estava próximo e dando um sinal, caminhou agachado junto com Peter para próximo de Marcus, esperando surpreendê-lo assim que possível.
– “Como pôde seu bastardooooo.”
Assim, que saiu do plenário Edward quis saber se todos estavam em segurança. Mas, Jacob e os outros haviam há muito tempo saído correndo em um carro e ninguém tinha informações deles. Eles saíram perseguindo um carro que fugiu a toda velocidade da garagem, e foram acompanhados por alguns soldados da OTAN.
Fale com o autor