Para Sempre
32 Lua de Mel
Notas iniciais
O quarto que seria ocupado por eles tinha banheiro, closet e uma pequena sala, e, como todo o resto, era em madeira e branco. E ali havia um acesso para uma varanda particular com um pequeno gazebo, formando um mirante.
Bella estava deslumbrada com a casa, boquiaberta, sem saber o que dizer de uma das construções mais simples e lindas que já havia visto. Além, é claro, do fato de ser muito especial, pela presença de Edward. Ali parada no centro do quarto, ela queria iniciar o momento dos dois. Mas, como? Pela primeira vez ela estava sem saber o que fazer, como uma menina que estava diante do seu marido pela primeira vez, e, parecia que o mesmo sentimento acometia Edward.
– “Eu... vou... ao banheiro.”
Bella estava corada, olhando para Edward, esperando que ele se movesse.
– “Ok, eu vou à cozinha, já volto.”
Bella foi até o closet, todo de madeira, cheio de portas de treliça e prateleiras, que ficava entre o banheiro e o quarto, torcendo para Edward ter deixado as malas ali. E teve sorte. Ela abriu a sua, e se assustou com a quantidade de lingeries, camisolas e biquínis que Alice havia colocado. Escolhendo uma peça foi se preparar para a sua noite de núpcias.
Assustada, era essa a palavra que melhor definia Bella. Ela estava trancada no banheiro, completamente nua, se olhando no espelho sob a bancada da pia, depois de ter lavado o rosto e penteado o cabelo três vezes. Tentando entender de onde vinha todo esse nervosismo. Afinal, ali do outro lado da porta lhe esperando estava Edward, o homem que a amava mais que tudo e que ela amava, mais que a própria vida.
Depois de tomar um banho quente para tentar se acalmar, perfumando-se por inteiro preparando-se para ele e pentear mais uma vez os cabelos úmidos, Bella vestiu a camisola branca transparente e rendada, com fitas cruzadas na parte de trás, extremamente curta e uma calcinha tão minúscula que mal cobria o necessário, sentindo-se finalmente uma noiva que ia para a tão aguardada noite de núpcias. Mesmo que não se sentisse totalmente pronta ainda, era bobagem protelar o momento que já havia vivido tantas vezes com Edward.
Bella abriu a porta do banheiro e procurou por ele, não o encontrando. E só nesse momento ela realmente se deteve olhando o quarto, admirada com a imensa cama King Size, com dossel, cortinas e roupas de cama brancas, que reinava no centro do quarto, ladeada por mesas de cabeceira, poltrona com mesinha, virada para a varanda. O fogo crepitando numa imensa lareira em frente da cama, aquecendo todo o ambiente, além de uma musica clássica que tocava ao fundo, abafando o som das ondas que vinha do mar.
Bella admirava distraidamente à noite através das paredes de vidro, finalmente relaxada e desejosa de que seu momento de amor realmente acontecesse, que nem percebeu Edward atrás dela lhe entregando uma taça de champagne Armand de Brignac Brut Ouro, o seu preferido, e o melhor do mundo.
– “Te assustei. Desculpe.”
Não foi uma pergunta e Bella também não respondeu, mas percebeu que ele ainda estava nervoso, vestido apenas com uma boxer preta. Seu peito nu, e musculoso em contato com suas costas, o calor de ambos os corpos trazendo uma onda de excitação e desejo. O beijo de Edward em seu ombro direito, e sua imensa mão percorrendo a barriga plana dela, que deixou a cabeça cair para trás no ombro dele. Completamente rendida a seu amor, sem ao menos terem feito nada, enquanto ele a embalava delicadamente ao som da musica que tocava.
– “Edward.”
A voz rouca e desejosa de Bella fez com que Edward, estremecesse e sorrisse maliciosamente, não mais nervoso, mais excitado, sexy, com os cabelos desgrenhados, as pupilas dilatadas, as mãos ávidas e todos os músculos do seu corpo prontos para possuírem sua Bella.
– “Você ainda vai me matar com essas camisolas, Bella.”
– “Vou?”
– “Bellaaa.”
Ela se virou, ficando de frente para Edward, derramando sem querer nele, a bebida que estava em sua taça, fazendo com que ambos rissem, lembrando que foi assim que tudo começou. Enquanto ele tocava a base da coluna dela, com uma mão e a outra subia para sua nuca, trazendo-a mais perto, beijando o pescoço, subindo em direção à boca, ávido para sentir o gosto dela misturado ao champagne. Fazendo-a gemer de excitação e derrubar a taça de cristal no tapete felpudo a seus pés.
– “Você enfeitiçou meu corpo e minha alma, eu te amo, te amo, te amo!”[1]
Edward pegou Bella em seu colo trazendo-a para mais perto, beijando seu pescoço e caminhou com ela ate a cama king size branca que seria o leito matrimonial deles, ele ajoelhou-se pela cama, colocando-a no centro, detendo-se, adorando a mulher deitada a sua frente.
– “Linda.”
– “Edward.”
Bella jogava a cabeça para trás, apoiada em seus cotovelos, enquanto Edward apenas admirava seus movimentos, sua respiração pesada, venerando sua mulher, e guardando em sua memória cada momento vivido ali, entre os dois.
Não importava o que fosse acontecer essa noite, mas de uma coisa Edward tinha certeza, seria lento e apaixonado.
Edward pegou o pé direito de Bella em suas mãos, chupando seus dedos, e mordiscando a sola, sem tirar os olhos dela, sorrindo torto, fascinado com seus gemidos. Ele beijou e lambeu ambos os pés dela, antes de continuar subindo por seu corpo, beijando seu tornozelo, mordicando a panturrilha, lambendo e lhe dando um banho de gato, sem esquecer um centímetro se quer da pele dela. Quanto mais subia por seu
corpo, mais ela ficava excitada e o desejava.
Bella já estava em outra dimensão, quando Edward finalmente chegou em sua virilha vendo a minúscula calcinha que ela usava.
– “Definitivamente, Bella, um dia você ainda vai me matar de tanto tesão.”
Era, impossível nas atuais condições, Bella responder alguma coisa coerente, mas ela conseguiu puxar os cabelos dele, sem se importar se sentiria alguma dor com isso. Ele não podia se importar menos, ao passar a mão sobre sua barriga, por baixo da camisola, pela lateral do corpo dela, fazendo-a se arrepiar ainda mais, suspendendo a peça de renda e retirando-a de seu corpo.
Bella estava apenas com a calcinha branca minúscula, sentada na cama, a mão em volta do pescoço dele, puxando os cabelos que havia ali na base.
– “Tão linda, Bella. Tão minha.”
Edward a beijou apaixonadamente, deitando-se sobre ela. E voltou a descer pelo corpo de Bella, ainda mais vagaroso, sorvendo cada gotinha de suor e desejo que sai do corpo de sua amada. Mandíbula, pescoço, clavícula, ombros, colo, seios, barriga... Passando a mão, os lábios, a língua.
Chegando ao pescoço dela, deixando verdadeiras mordidinhas que a deixariam roxa, marcada por ele. Isso estava parecendo o esporte preferido deles, um marcar o outro como seu.
Os seios de Bella estavam mais convidativos que nunca para ele, que, enquanto tocava em um, beijava e mordiscava o mamilo do outro, passando a língua, sentindo a textura e sabor dela, fazendo com que ela girasse os olhos perdida em seu próprio prazer.
A língua sinuosamente dele dançava ao redor do umbigo, enquanto ele reparava como era plana a barriga dela, se divertindo com o pensamento de que, um dia, seu filho seria gerado ali..
Edward tocou o sexo de Bella sobre a calcinha e percebeu quão excitada e úmida ela estava. E sem conseguir mais se conter em sua vagarosa tortura ele rasgou a peça com urgência, tocando o clitóris em movimentos circulares de leve, deliciando-se com o perfume que ela exalava e deslizando um dedo para dentro dela.
– “Tão pronta pra mim, Bella.”
– “Edward... por favor... entra em mim... amor.”
Edward riu sempre urgente a sua mulher. Mas, ele não queria parar. Não ainda.
– “Calma, amor”
Edward baixou sua cabeça, de encontro ao centro de Bella, levando sua língua de encontro ao clitóris dela, um ponto com mais de 8.000 pequenas terminações nervosas que unicamente servem para sentir prazer, que ele estava mais do que disposto a lhe dar.
Chupando o clitóris, Edward enfiou dois dedos dentro de Bella, curvando-os e encontrando uma área rugosa, que só ele conhecia, mas que era capaz de proporcionar reações extremamente prazerosas nela, fazendo-a gozar pela primeira vez essa noite.
Mas como Edward poderia resistir mais a um pedido feito por seu amor? Ele não seria capaz de se deter por muito tempo essa noite. Assim, deixando Bella perdida em seu próprio prazer ele sentou à sua frente e retirou a boxer jogando-a longe, o membro estava duro como pedra, e chegava a doer ao se liberar em um salto.
Bella não podia estar mais feliz, vendo seu marido assim, nu, lindo a sua frente. Com os olhos semicerrados, passando a língua no lábio inferior, ela se ajoelhou na frente dele e se apoiando nos ombros de Edward, com uma perna em cada lado dele, ela pincelava o membro dele em sua entrada, fazendo com que os dois gemessem e arfassem de prazer. E olhando-o nos olhos ela desceu a mão tocando o membro endurecido dele, para cima e para baixo, fazendo com que ele fechasse os olhos e jogasse a cabeça para trás, perdendo o ar momentaneamente, imerso em seu próprio prazer.
– “Bella, eu vou gozar dentro de você”
Bella apenas riu presunçosa, ciente do efeito que causava nele e sem soltá-lo ela apenas o posicionou em sua entrada extremamente molhada e começou a descer vagarosamente, sem tirar os olhos dele.
– “Bem devagar amor, por favor”
– “Devagar, Edward?”
Edward não respondeu, ele apenas apertou o quadril dela, ajudando-a a descer o mais devagar que era possível. Até que ele a preencheu por completo, e ela ficou sentada ali, acostumando-se com toda a grossura e o tamanho dele, abraçada no pescoço dele. Para logo em seguida iniciar os movimentos para cima e para baixo, lenta e rebolativamente.
O barulho das ondas, do crepitar do fogo e dos dois corpos se chocando, não eram nada perto das juras de amor, gemidos e gritos que saiam de suas gargantas. Edward, sentado com Bella em seu colo, subindo e descendo, com os cabelos suados e desgrenhados, se colando em seu ombro, era a visão mais linda que ele já havia visto.
– “Edward... Estou... quase.”
– “Gaza pra mim amor”
Edward não esperou mais e flexionou seu dedo no clitóris dela, que arfava, pendendo a cabeça para frente encostando no ombro dele e, sem conseguir se conter, prendendo o membro dele como se o mastigasse, sentindo o aperto se liberar de seu ventre, ela gozou. Chegando ao seu paraíso particular, onde só ele sabia levá-la. E Edward a seguiu, se entregando a todo o prazer que havia ali para ele.
Caindo deitado sobre a cama, levando-a com ele. Edward estava cansado, saciado de amar Bella, pelo menos por enquanto. Ao sair de dentro dela, ela sentiu o vazio dele e ele já a queria mais uma vez. Será que seria sempre assim? Desejando-se e amando-se para sempre?
Depois de um tempo em silencio, apenas deitada no peito dele, que passava as mãos nas costas e pernas dela, Bella começou a rir. E isso fez com que Edward a olhasse esperando a explicação para seu ato.
– “Estava apenas pensando.”
– “E isso está me deixando muito curioso.”
– “Eu faço isso com frequência”
– “Eu sei. E como eu sei, mas continuo curioso”
– “Estamos casados.”
– “É, eu sou seu Bella e você é minha. Minha esposa, minha amante, minha mulher, minha vida, meu amor...”
– “Hoje foi especial, mais do que das outras vezes.”
– “Sexo é uma consequência do nosso amor, Bella. A forma que nossos corpos encontraram de se tornar um só, de dizer eu te amo. E hoje eu te amo mais que ontem.”
– “Então todos os dias serão especiais?”
– “Você tem duvidas minha princesa?”
Era a primeira vez que Edward a chamava de princesa e ela em resposta corou, fazendo com que ele passasse a mão em seu rosto, admirando como ela ficava linda, daquele jeito. Até que o momento foi quebrado quando o estomago de Bella roncou, fazendo ambos rirem e ela corar um pouco mais.
– “Não estou te alimentando suficiente. Que marido mau você arrumou.”
Bella apenas semicerrou os olhos e arqueou a sobrancelha, abrindo lentamente o sorriso.
– “Muito mau... Agora vá buscar algo pra comermos, por favor. E fique sabendo, eu gostava dessa calcinha.”
– “E eu também Bella, você não pode imaginar o quanto”
Edward levantou vestindo a boxer de novo e saindo do quarto em direção à cozinha enquanto Bella foi ao banheiro. Passando pelo closet, ela deu uma olhada no que havia na mala dele, e lembrou-se de algo que ele havia falado uma vez. Bem, se ela podia quase matá-lo de tesão com suas camisolas, porque não tentar com outra coisa?
Fale com o autor