Para Sempre
2 Acidente
Notas iniciais
No final tenho uma perguntinha a fazer, então por favor, me responda...
Obrigadinhaaaaa!!!
Boa leitura!!!
Isabela Swan, filha do chefe local da policia de Seattle, Charlie e de Renée, uma professora primaria, viveu sempre na maior cidade do estado de Washington até se transferir com seu namorado da época e sua paixão de infância, Jacob Black, para Nova York, para fazerem a universidade.
Ela estudou Ciências Políticas pela Universidade de Columbia, porque sempre foi uma apaixonada por diplomacia, e também porque queria ajudar a mudar o mundo de forma pacifica.
Ela não pode dizer que sua vida foi um mar de rosas, mas também nunca lhe faltou nada. Ela é filha única e sempre foi o grande orgulho dos pais. É apaixonada por livros e pela natureza. Se perguntassem a ela algo que deveria ser dito sobre sua pessoa, ela não saberia dizer. Pois sempre se achou uma pessoa muito comum. Não era o tipo que tinha grandes atrativos ou que tenha chamado à atenção dos meninos na época de escola.
Sempre possuiu o mesmo circulo de amigos, que se expandiu um
pouco com a chegada de Ângela e seu agora marido Ben e de Jessica e Mike Newton. Mas, ela era muito confortável com sua vidinha pacifica e sem graça, como costumava nomear.
Após, se formar uma Cientista Política, e odiar tudo o que envolve política, ela estava cada vez mais certa que sua grande paixão era a diplomacia e as causas sócias. Ela tinha certeza que deveria fazer alguma coisa para ajudar os mais necessitados. Ela só não sabia o que poderia fazer. Assim, um dia sua amiga e então, companheira de apartamento, Ângela, encontrou um anuncio em que estavam oferecendo emprego no escritório da ONU. Mesmo contrariando a sua vontade Ângela, lhe roubou um currículo e enviou para o endereço do anuncio. Vinte dias depois chegava uma correspondência onde dizia a hora e o local para que ela se encaminhasse para a entrevista de emprego.
Assim, já há dois anos ela é uma das tantas pessoas que trabalhavam no quartel general da ONU, na 1ª avenida de Nova York, havia se separado a um ano de Jacob, e desde então não namorou mais ninguém, e ainda o viu se aproximando de Leah, com quem brincava quando era pequena, e estava a seis meses morando sozinha em seu novo apartamento, depois que Ângela havia se casado com o namorado de longa data Ben Cheney.
Em resumo, sua vida estava mais sem graça do que nunca. Mas
tudo sempre pode mudar. Para o bom ou para o ruim. E parece que a vida da Bella havia resolvido pender para o lado ruim nos últimos tempos.
No final de março, ela recebeu uma ligação no trabalho de Ângela, pedindo que fosse imediatamente para casa, em Seattle, obvio que ela não entendeu nada e ligou imediatamente para os pais, para saber o que estava acontecendo. Mas quem atendeu foi o velho amigo da família e seu ex-sogro Billy Black, que lhe contou apenas que um acidente havia acontecido e que sua presença era muito importante.
Bella imediatamente correu para casa, fez uma mochila e se
encaminhou para o aeroporto, as 22:00 horas o pai de Ângela, o Sr. Weber, um pastor luterano, a estava buscando no Tac, o aeroporto de Seattle e a levando até o Harboview Medical Center, para que encontrasse finalmente seus pais e pudesse entender o que havia acontecido de tão grave.
Chegando lá, ela viu a pior cena de sua vida. Seu pai, que ela sempre julgou o homem mais forte e durão com quem já havia convivido estava sentado no chão do hospital, em prantos com um medico e uma enfermeira ao seu lado, além de Sue Clearwather, a mãe da Leah, e Billy Black. Ela que estava correndo pelos corredores do hospital em busca de informações ao ver essa cena parou e se encaminhou vagarosamente ao centro de toda aquela confusão. Ao chegar em frente ao seu pai, Bella apenas se ajoelhou e o olhou. Quando Charlie a percebeu em sua frente teve mais uma crise de choro, como um menino abandonado pelos pais.
E era assim que Charlie se sentia, abandonado, e principalmente culpado. Eles não disseram nada nesse momento, apenas se abraçaram e Bella entendeu que havia acontecido algo muito, mais muito grave mesmo com sua mãe. Ela queria todas as respostas naquele momento, mas entendia que seu papel nesse momento era o de apoiar seu pai. E consola-lo da melhor forma possível. Assim, passados uma boa meia hora, ela o levantou do chão, com a ajuda de seus amigos, e conseguiu coloca-lo em uma das cadeiras da sala de espera.
Nesse momento o medico a chamou de lado juntamente com Billy
e pediu que um dos dois tomasse providencias com relação à Renée, pois ele percebia que Charlie não teria a menor capacidade para isso.
Bella então quis saber o que havia acontecido e o medico a explicou que Renée estava dirigindo em alta velocidade quando faltou os freios do carro que pilotava e colidiu em uma curva. Não havia sido culpa de ninguém.
Apenas uma fatalidade. Ela foi atendida pelos paramédicos que chegaram
rapidamente e ainda trazida com vida ao hospital, onde Charlie já a esperava, e eles apenas tiveram alguns segundos para se despedirem um do outro. E que ela havia morrido nos braços dele.
Então Bella respirou profundamente, e mostrando a mártir silenciosa que sempre fora, olhou para o medico e pediu para que ele lhe orientasse sobre que decisões eram necessárias. O medico disse que o corpo seria liberado para seguir para os tramites funerários e seria embalsamada e havia ainda que escolher tudo com relação a isso, e que ela ainda teria que liberar o carro e todas as questões policiais que possivelmente poderiam ser resolvidas depois, considerando que seu pai era o chefe de policia. Mas Bella era extremamente boa, e sua única preocupação nesse momento era com seu pai. Ela queria saber o que poderia fazer por ele. E o medico a orientou a ser muito paciente com ele, pois não sabia o porquê, mas o Chefe Swan estava se sentindo imensamente culpado.
Todos esses momentos passaram como um borrão para Bella, e
no inicio da manhã do outro dia, ela estava sozinha na cozinha de sua mãe, sentada na cadeira que sempre ocupou, olhando pela janela, para o nada, tomando uma xícara de café, sem sentir o gosto que tinha e sem saber exatamente o que o dia lhe reservava. Quando de repente a campainha tocou e ela foi rapidamente atender com medo que seu pai despertasse do sono que a pouco havia conseguido pegar. Quando ela abriu a porta, e Jacob estava ali a sua frente, abraçando-a e consolando-a, limpando as lagrimas que finalmente haviam caído por seu rosto.
Apenas nesse momento Bella se permitiu chorar e sofrer por sua mãe. Apenas nesse momento nos braços do seu amor de infância, ela conseguiu colocar para fora o que estava tentando com todas as forças esconder até dela mesma.
Jacob estava com uma calça jeans escura, uma camiseta preta
e sua inseparável jaqueta, quando fechou a porta da casa dos Swan e conduziu Bella até o sofá sem dizer uma única palavra. Ele sabia melhor do que ninguém que não havia forma de Bella desabafar com quem quer que fosse o que ela estava sentindo naquele momento.
– “Chora, Bella, desabafa. Eu estou aqui”. Ele sabia que estava correndo um serio risco dela se trancar em si mesma dizendo essas
palavras, mas elas saiam de tempos em tempos da sua boca.
Até que depois de uma boa hora chorando, Bella respirou profundamente, e finalmente olhou para Jacob, percebendo a situação que se instaurou ali.
– “Jake, o que você faz aqui? Quem te contou? Como você veio
para aqui?”
– “Calma Bella, meu pai, me ligou dizendo o que havia acontecido e para eu vir te ajudar no que você precisasse, então eu peguei o primeiro voo e estou aqui, para te ajudar”. Ela o olhava como se não compreendesse uma palavra do que ele estava dizendo.
– “Mas, onde está Leah?”
– “Ela só vem no final do dia. Ela não conseguiu ser liberada do trabalho, mas não se preocupe, ela estará aqui para o funeral”.
E ali estava a confirmação de que as coisas estavam realmente piores do que Bella estava achando há cinco minutos. Ela estava quase se deixando levar novamente, nos braços do seu antigo namorado, enquanto ele pedia para que ela, que havia acabado de perder a mãe, não se preocupasse, pois sua atual namorada estaria aqui a tempo do funeral. Se fosse outra pessoa, teria caído em mais uma crise de choro, mais isso só fez com que Bella percebesse a real dimensão da situação, se rmpertigasse nos braços de Jacob, enxugasse as lagrimas e levantasse.
– “Jake, muito obrigada por toda sua ajuda e principalmente por vir tão rápido, mas eu tenho que tratar de todos os assuntos burocráticos enquanto meu pai descansa. Eu não quero lhe atribuir uma carga maior do que a que ele está passando nesse momento”.
– “Bella, eu estou aqui para isso mesmo. Meu pai assim que possível estará aqui com Charlie, para ajuda-lo, juntamente com Sue, enquanto eu vou lhe ajudar no que você precisar”.
E nesse momento toda a vontade de Bella era de gritar para que Jake a deixasse em paz. Mas ela o conhecia profundamente e sabia que seria impossível se livrar dele. Foi quando ela se lembrou de que deveria estar ela própria indo ao trabalho nesse momento.
– “Meu trabalho, eu preciso ligar e dar uma satisfação”.
– “Não se preocupe com isso Bells, a Ângela já ligou para lá e já acertou tudo com o seu chefe. Ele te liberou para o funeral e pediu que
assim que passasse tudo você entrasse em contato com ele”.
– “Obrigada Jake”. Foi tudo o que ela conseguiu dizer nesse momento, enquanto ouvia os passos arrastados de Charlie descendo os degraus da escada.
– “Chefe Swan, estou aqui para ajudar no que for preciso, conte comigo”
Charlie olhou para Jacob, que considerava como um filho e ficou realmente agradecido, mas apenas conseguiu menear uma espécie de careta que deveria ser um sorriso. Bella pediu licença e se dirigiu com seu pai até a cozinha, enquanto Jacob continuava sentado no sofá.
– “Pai, por favor, tome uma xícara de café”.
– “Bella, porque isso aconteceu? Isso não deveria ter acontecido
com ela, e sim comigo” Isso chamou a atenção dela. Que se sentou na cadeira que estava ocupando antes de Jacob chegar pegou nas mãos do pai, e olhou diretamente em seus olhos negros. Fazendo seu pai ter mais uma crise de choro, lembrando que Bella herdara aqueles olhos verdes de Renée.
– “Pai, me diga o que aconteceu. Eu não estou entendendo nada”.
Bella esperou pacientemente sem mudar um segundo a direção
de seu olhar, que seu pai se acalmasse mais uma vez e tomasse uma respiração profunda.
– “Bella, nós tivemos uma discussão terrível, e Renée saiu chateada de casa sem o cinto de segurança”.
– “Pai, não foi culpa sua, isso foi uma fatalidade, infelizmente aconteceu”. Ela sabia que tinha que ser forte, e de verdade não culpava o pai.
– “Ela me mandou sair de casa, e se eu tivesse saído isso não teria acontecido com ela”.
– “Pai, não pense assim, por favor? Por que vocês estavam brigando?”
Seu pai, dessa vez não conseguiu olhar nos olhos de Bella e se encheu de vergonha.
– “Bobagens de casal. Você sabe como era o gênio da sua mãe.
Eu estava trabalhando demais, esqueci algumas datas importantes e ela pensou que eu a estava traindo...”
Isso foi realmente uma surpresa para Bella. Ela se lembrava da ultima vez que havia falado com a mãe cabeça de vento e distraída. Ela sabia que se alguém fosse esquecer as datas de algo ali seria Renée e não Charlie. Mas ela havia percebido também o quanto sua mãe estava triste nos últimos tempos. E principalmente, ela sabia a sua parcela de culpa nisso. Sua mãe se sentia cada vez mais triste desde que ela saiu de casa. De certa forma ela esperava que Bella pudesse voltar para casa depois da universidade, mas quando percebeu que isso não aconteceu e nem iria, Renée se isolou mais em si mesma, deprimida e chateada.
Então Bella sentiu como se parte da culpa por sua mãe ter morrido também fosse dela, mas diferente do pai, ela não queria e achava que não tinha o direito de expô-la a ninguém.
A campainha tocou novamente e foi aberta por Jacob que trouxe os novos visitantes até a cozinha. Era Billy e Sue. Aproveitando-se disso, Bella os cumprimentou e deixou-os com o pai. Enquanto Jacob a seguiu ate o quarto dos pais.
– “Eu preciso dos documentos da minha mãe para tratar de todos os assuntos burocráticos”.
Jacob estava vendo o que ela estava fazendo. Escondendo essa dor dentro de si mesma, mais sabia que não adiantaria falar ou tentar pará-la.
Ela só falaria no momento certo, e com a pessoa certa. E ele sabia que nesse momento não era ele.
– “Vamos eu te ajudo em tudo o que for preciso”.
Assim no outro dia pela manhã, o pai de Ângela estava celebrando o funeral de sua mãe na igreja que ela frequentava quando criança. Todos os seus amigos e os amigos dos seus pais estavam ali. E principalmente o
caixão fechado de sua mãe estava ali.
Bella guardou toda sua tristeza e dor para si mesma. E após o funeral conseguiu adiantar as férias e ficou um mês com seu pai, organizando a casa e tentando deixá-lo o mais confortável possível. Voltando para sua própria casa apenas no sábado de manhã antes de retornar ao trabalho na segunda-feira.
E ao chegar a casa, em Nova York, sua amiga Ângela estava ali lhe recebendo de braços abertos e com um convite irrecusável para que fosse
junto com todos os outros amigos a uma recepção de boas vindas, como Jessica nomeou. E a altruísta Bella, não conseguiu dizer não a amiga.
Nesse momento indo para o trabalho, na segunda-feira pela manhã, enquanto pensava em seu ultimo mês, ela tinha certeza que a melhor coisa
que fez foi aceitar o convite de Ângela, para a tal recepção de boas vindas,
que começou da pior forma possível, encontrando Jacob abraçado a Leah, e que poderia ter sido pior, uma vez que ela conseguiu derramar seu drink em cima de um desconhecido, mas esse fato foi a sua salvação, primeiro porque ela iniciou uma agradável conversa com um rapaz maravilhosamente lindo e encantador e seu amigo piadista e animado e segundo graças ao primeiro motivo, ela não percebeu o tempo passar e acabou não ficando muito tempo à mesa com suas tristes lembranças, fingindo sentimentos que na verdade não tinha.
Notas finais
Me digam se vocês acham legal assim, porrr favorrrrr.
Beijoooooos
Até Segungaa e deixem REVIWSSSSSSSSSS... É inspirador e eu fico muiiiiiiiiiito feliz!!!
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