Para Sempre
11 Could You Hear Me?!
Notas iniciais
Boa leitura
POV: Katy.
[...]
E, de repente, meu celular que toca.
– Alô? — atendo.
– Oi, ééé.. Aqui é Stefanny, amiga do Kyle.
– Hum, e por que você ligou para mim?
– Ah, é que ele tinha deixado o número do seu celular aqui em casa por engano no ano passado, eu acho.
– A sua voz me é familiar...
– Ah, não é não! É que eu estou meio rouca, daí a minha voz fica um pouco alterada =P
– Que seja. O que você quer?
– Kyle me mandou te avisar que a mãe dele foi internada e ele teve que ir para South Park.
– Hum, ok.
– Tchau! Até mais!
– Até!
E desliguei.
– Quem era? — perguntou Josh.
– Era uma amiga do meu namorado. Poxa, ela parecia um homem tentanto imitar uma adolescente!
– Que amiga minha?
Eu fiquei, mais ou menos, assim "¬¬'"
– Huh, você não é meu namorado! — disse mantendo a expressão.
– Ainda não.
– Como assim ainda não, criatura? Eu nunca vou ser sua namorada!
– Vai sim! Dá pra perceber na sua voz que você gosta de mim!
– Já olhou na minha cara para ver se eu estou afim de você?
– Não quero olhar. Vamos.
Saimos do meu escritório. No corredor, Turner ficava cantando umas músiquinhas meio estranhas, e isso me fez lembrar de que Watson foi para Hawaíi e me deixou aqui, com esse palerma do Josh Turner, que não sabe nem quanto é 1+1.
– Cale a porra da boca, Turner! — gritou um oficial, que eu não reconheci a voz (porque não queria mesmo).
– Magoou. — disse Turner calando a boca.
Revirei os olhos.
– Hã, Turner? — chamei.
– Já não disse que não gosto de que me chamem de Turner?
– Não importa.
– Ah, okay.
– Posso te perguntar uma coisa?
– Claro que pode!
– Você é gay?
Ele fez uma expressão do tipo: "não acredito que você disse isso!".
– Não! Por que?
– Nada, é que você age como um.
– E como eu devo agir então?
– Como um homem normal, e não como um guri retardardo!
– Ok, eu vou tentar. Mas você promete me chamar de Hastings? — e fez aquela carinha do gato de botas.
– Ah, Ok. — disse revirando os olhos.
E então, ele começou a agir como um super herói ou algo do tipo. Entramos no carro e fomos para a casa de Mary Blonde com ele falando dos seus bichinhos de estimação de morreram.
Chegamos na casa, entramos e fomos para o quarto dela. Quando vi o homem dentro do baú, que eu esqueci, pedi:
– Ah, eu me esqueci desse homem! — exclamei. — Josh, ligue para a delegacia e fale para algum oficial vir, por favor.
– Ah, ok. Onde tem telefone aqui?
– Você não pode usar o telefone daqui!
– Por que não?
– Por que é o cenário do crime, idiota.
– Nossa, obrigada. — disse fazendo biquinho.
– Ligue logo! — apressei.
– Com o que?
– Com o seu celular!
– Ah... — disse ele pegando o celular e saindo do quarto.
Contudo, depois de investigar o quarto dela, fui investigar o porão e o sótão.
POV: Kyle.
Acordei, aproximadamente, nove horas com uma mensagem.
"Cara, eu já liguei para ela. Foi até divertido kkk'
De: Stan
Para: Kyle"
Que ótimo. Isso significa que o plano já começou. Me levantei, tomei um banho, coloquei a mesma roupa de sempre e desci as escadas, relembrando dos velhos tempos.
Na cozinha, vejo Ike tomando café e conversando com minha mãe. Minha mãe estava na geladeira e Ike sentado de costas para mim.
– Bom dia mãe! Bom dia Ike! — exclamei.
Ike e minha mãe se viraram para trás, mas somente Ike veio me abraçar.
– Maninho! Quanto tempo não vejo você! — diz Ike, me soltando.
– Eu que o diga! — exclamei. — Como vão as coisas?
– Vão bem... — respondeu.
Nos sentamos e tomamos um café. Minha mãe não tirava os olhos de mim, totalmente curiosa. E então, eu decido abrir o jogo:
– Mãe, onde está o papai?
– Ah, ele está no nosso quarto, eu acho...- responde.
– Decidi conversamos agora.
– Ah, perfeito. — um sorriso brotou em seus lábios. — GERAAALD! VEM AQUI!
Depois de alguns minutos, escutamos alguns passos descer as escadas e depois chegarem até a cozinha, que provavelmente, seria o meu pai.
– O que foi, Sheila? — perguntou meu pai.
– Sente-se para conversarmos, Gerald. Kyle tem algo para nos dizer. — respondeu mamãe.
Meu pai se sentou e olhou para mim. Dei um suspiro e começei:
– Bem mãe, pai, eu quero me casar.
Eles riram.
– Mas Kyle, casamento é para os católicos! — exclamou minha mãe rindo.
– É por isso mesmo. Eu quero renegar a minha religião para me casar.
Eles pararam de rir na hora.
– Quem. É. A. Garota? — perguntou minha mãe, pelo o que parece, trincando os dentes.
– Katy Marshal. — respondi, não dando a mínima para a raiva dela.
– É aquela meninã órfã? — pergunta minha mãe.
– Exatamente.
– Pensei que você odiasse aquela garota.
– Eu odiava.
– Calma, Sheila. A gente sabia que isso iria acontecer em qualquer momento. Não adianta não aceitar isso, também porque Kyle já é independente — disse meu pai colocando os braços em cima dos ombros da minha mãe. Dei um tempo para os dois.
– Eu quero vê-la. — disse mamãe, mais calma.
– Ainda não será possível. — respondi.
– Por que não? — perguntou minha mãe.
– Eu quero ter o consentimento de vocês para fazer isso.
Meus pais olharam um para o outro e me responderam:
– Olha Kyle, a gente sempre sabia que isso ia acontecer com você. A gente não podia fazer nada para evitar. — começou meu pai.
– Eu e seu pai sempre queríamos o seu bem, Kyle. Era impossível isso não ser resultado do ódio de vocês. Por isso, a gente sempre mandou vocês para o acamapemento Jubileu, e outras coisas do tipo. A gente queria você judeu, Kyle. — disse minha mãe.
– Mas a gente sabia que você ia acabar se apaixonando pela garota e se casando com ela.- disse meu pai.
– Então isso é um "sim"? — perguntei.
– Kyle, você é nosso filho e queremos o seu bem, você sendo judeu ou não. — respondeu minha mãe.
– E principalmente, que não se arrependa por ter feito isso depois. — complementou meu pai.
– Porra gente! Só falem "Sim" ! — exclamou Ike, impaciente.
– Ike?! — exclamamos eu, minha mãe e meu pai.
– Só uma pergunta: Você namora ela? — perguntou Ike.
– É claro! — respondi.
– Então está tudo certo! — exclamou Ike. — Eu quero conhecê-la!
– Temos que fazer uma coisa antes... — disse.
Notas finais
kkk'
Até o próximo cap!
Fale com o autor