Para Sempre.

28 Capítulo 28 - Desabafo


Notas iniciais
Yo!!
Oi povinho! Sentiram saudades?! Eu senti muuuuitas mesmo! *---* Estou tããão alegre nesses ultimos dias com minhas reviews e com os meus resultados nos exames escolares :3 Maaaas deixando isso de lado, eu acho que vocês vão gostar deste capítulo e diminuir a vontade de tacar pedras em mim - eu acho - Então aproveitem bastante, deixando suas opiniões nos reviews, Okay? ^.~
Bjks e mais bjks! - correndo para responder os reviews! -
Ami ~

Passei cansada pelas portas do hospital com os cabelos presos para trás e com olheiras bastante escuras de baixo dos olhos, que desde aquele dia estavam com um tom cinza escuro melancólico.

Os dias estavam sendo nada fáceis.

Aquele dia me deixou completamente chocada com a capacidade de destruição do meu chakra e ainda mais chocada por não ter notado isso, assim evitando essas visitas ao hospital para vê-lo e tudo mais.

- Fazer oque... São oque os idiotas fazem – Murmurei para eu mesma depois de entrar no elevador do prédio.

Encostei-me à parede de metal e virei o rosto, observando meu reflexo lamentável no espelho do elevador.

A mulher no reflexo era realmente lamentável. Seus cabelos negros presos para trás desajeitadamente deixavam a mostra o rosto pálido, e a pele mais pálida que o normal acentuava as olheiras escuras em baixo dos olhos que em vez de terem a cor cinza claro costumeira, estavam escuros e meio opacos pelo cansaço.

Fiz uma careta para o meu reflexo, desencostando da parede de metal para arrumar melhor os cabelos pesados.

- Okay! Melhore essa expressão, ou então ele vai se preocupar outra vez – Pedi a mim mesma com mais energia e abri um sorriso assim que as portas do elevador se abriram.

Antes mesmo de alcançar a porta no fim do corredor, eu consegui ouvir perfeitamente as vozes agitadas vindas do quarto, me fazendo revirar os olhos.

- Eles não tomam jeito... – Murmurei antes de abrir a porta do quarto.

- Ai sakura-chan! Isso doeu muito ttebayo... – Reclamou o loiro caído no canto do quarto.

- Você mereceu por ser um grande idiota até mesmo quando visitamos o Kakashi-sensei! – Esbravejou a garota de cabelos róseos.

Kakashi deu um suspiro cansado na sua cama de hospital.

- Droga... Será que poderiam parar? Isso é vergonhoso. – Sasuke cruzou os braços desviando o olhar dos dois.

- Concordo com o Sasuke. Eu consegui ouvir vocês dês de o começo do corredor – Entrei na conversa, fazendo cara feia para o Naruto.

- Gomenasai Mitsue-senpai... – Se desculpou em quanto se levantava do chão.

Sakura parou de dar atenção ao loiro e se virou para mim com um sorriso.

- Mitsue-san! Ohaio!

- Ohaio Sakura-chan – Sorri de volta, me virando para o Uchiha – Oi para você também Sasuke.

- Yo... – Cumprimentou sem animo.

- E eu? Vou ficar sem o bom dia? – Olhei para o idiota na cama, notando o olhar divertido dele para minha direção.

Ele continuava o mesmo, com aquele cabelo cinza desordenado grande de mais, o rosto mais pálido que o normal coberto pela mascara irritante e um pouco mais magro. Parecendo nem notar o próprio estado, ele agia naturalmente, e claro, com aquele livro erótico mais irritante ainda no criado mudo ao lado da cama.

Abri um sorriso doce falsificado.

- Ohaio, baka!

Ele me lançou um olhar decepcionado.

- Parece que mesmo depois de tudo você não vai dar uma chance para mim.

- Não até você sair desse lugar ileso – Respondi me sentando numa cadeira ao lado da cama dele – Como você se sente?

- Estou me sentindo melhor do que há alguns dias, me sinto mais disposto – Tocou minha mão pousada no meu colo — Não tem motivos para fazer essa expressão preocupada – Sorriu para mim.

Mentiroso – Baixei mais as pálpebras – Eu sei que esta sentindo dor, então pare de mentir.

Por mais que quisesse dizer oque eu pensava, apenas respirei fundo, e soltei o ar em quanto dizia:

- Tudo bem então – Apertei a mão dele, me esforçando para sorrir também.

Mesmo que fosse mentira, nenhum daqueles garotos precisava saber daquilo. Era bom que continuassem achando que ele estava apenas com fraqueza no corpo.

- Fico mais aliviada que esteja bem, mas... – Olhei para o livro laranja e fiz uma careta – Devia parar de ler esses livros, eles não fazem bem para sua saúde.

- Esse livro? – Pegou ele com a mão livre – Não acho que ele faz mal. Ele me diverte quando estou entediado...

Estreitei os olhos.

- Eu sei como ele te diverte... – Soltei a mão dele e virei o rosto – Seu grisalho tarado...

- Tarado? – Sakura se aproximou do livro na mão dele e fez uma careta quando leu o título – Kakashi-sensei... Nunca pensei que você fosse esse tipo de pessoa...

Kakashi corou e procurou explicar que era apenas um hobbie.

- Espere...

- Isso realmente é decepcionante vindo de um Jounin... – Sasuke interrompeu meio corado.

- Não é isso oque...

- Isso explica porque eu sempre achei suspeita a forma que você olha minha senpai ttebayo – Naruto estreitou os olhos para ele.

- Não acredito que você pensa essas coisas da Mitsue-san! – Sakura se afastou do Kakashi com um olhar chocado.

- Será que vocês podem parar de pensar isso! – Kakashi virou o rosto corado para mim – Mitsue, explique a eles, por favor.

Soltei o ar da boca e cruzei mais os braços.

- Garotos, eu sei que isso é triste, mas o sensei de vocês é um tarado dês de os dezoito anos.

- OQUE?! – Exclamaram todos junto com o Kakashi.

- Eu sinto pena das garotas que ficaram com ele... – Continuei a falar sem me importar com o rosto ainda mais corado do Kakashi.

- Você não pode falar nada sobre elas... – Kakashi murmurou incrédulo.

- Como assim Mitsue-senpai? – Naruto olhou para mim.

- Não me diga que ele também te seduziu! – Sakura me olhou assustada.

- Como tantas outras ele acabou com a minha inocência há muito tempo... Parece que ele nunca se cansa de ser um tarado – Usei uma voz melancólica fingida, gargalhando por dentro.

- VOCÊ É UM MONSTRO TARADO SENSEI! – Sakura apontou acusatoriamente para ele.

- Eu? Mas eu fiz nada de errado com ela! – Kakashi ficou ainda mais vermelho.

O Naruto me abraçou e olhou irritado para o sensei.

- Como você pode fazer isso com a senpai ttebayo... Agora eu finalmente compreendo a raiva dela por você!

- Compreende mesmo Naruto? – Pergunte com a mesma voz melancólica.

- Sim Senpai. Prometo que não permitirei que ele toque em você outra vez!

Abracei-o também usando uma voz chorosa.

- Obrigada Naruto!

- OQUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FALANDO MITSUE! – O grisalho me encarou com os olhos arregalados.

- E ainda tem a coragem de gritar com ela... É um monstro mesmo – Murmurou a Sakura com um ar sombrio.

— QUE DROGA, SERÁ QUE PODEM ME DEIXAR EXPLICAR?!

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Tenho que admitir que me diverti muito com aquela situação. Até a minha aparência pareceu melhorar com as risadas que dei. Mas como nada dura para sempre, aquilo terminou antes que eu quisesse e voltei a minha realidade frustrante.

- Mitsue-senpai, tem certeza que não quer comer conosco dattebayo? – Naruto parou na porta, me observando com certa preocupação que o deixou doce.

- Não se preocupe comigo e vá antes que o Sasuke e a Sakura percam a paciência – Sorri, notando o rosto chateado do Sasuke pela demora.

- Hai! Melhoras para você Kakashi-sensei! – O loiro sorriu largamente para o grisalho em repouso.

- Até mais Sensei – Sakura acenou com um sorriso.

- Obrigado, até. – Kakashi sorriu de volta e os três sumiram do quarto fechando a porta em seguida.

Tirei os olhos da porta e observei o grisalho idiota com sua habitual expressão relaxada, como se houvesse nada no mundo que tirasse sua paciência. Aquilo me irritava profundamente. Pelo menos uma vez, ele deveria se preocupar mais com a sua saúde em vez de continuar com essa história de que estava tudo bem. O que era uma grande mentira.

- Então... – A voz do Kakashi me tirou dos meus devaneios, me trazendo de volta a realidade – Agora que eles saíram você vai me dizer o que está acontecendo?

Recolhi as mãos que estavam em cima da cama pega de surpresa pela pergunta inesperada.

- Eu poderia dizer se eu soubesse do que está falando – Mantive-me neutra, para não deixar transparecer nada.

Kakashi se inclinou para mim com um ar de seriedade e me lançou um olhar incisivo.

- Eu não sou um idiota Mitsue – Me afastei com o peso na sua voz – Está mais que óbvio que está ocultando alguma coisa de mim.

Entortei os lábios de leve e bufei.

- Eu sei que você não é um idiota, pelo menos não totalmente. Mas para sua decepção eu não estou ocultando nada.

- Ah, é verdade? – Perguntou com ironia e se inclinou mais — Eu não acredito nisso.

- Tanto faz. Não sou obrigada a te convencer de nada – Cruzei os braços e virei o rosto para o lado.

Um suspiro sonoro foi exalado, e ele se afastou.

Observei-o de soslaio, mas desviei novamente ao ver que seu rosto estava apoiado numa das mãos, me encarando.

- Quando foi que você se tornou tão teimosa? – Perguntou mais uma vez.

- Acho que já respondi essa pergunta há algum tempo atrás – Murmurei com um ar chateado.

- Ah, é mesmo – Ele olhou para cima, se lembrando – Mas, mesmo assim. Eu continuo não compreendendo como é possível uma mudança tão radical.

Virei-me para ele.

- É como dizem: “O tempo muda as pessoas”. Mas não faz tanta diferença.

- Bem, antes você me contaria a verdade – Revirei os olhos ao ver que ele ainda não havia desistido.

- Eu poderia contar a verdade se tivesse alguma coisa para contar, droga – Voltei a virar meu rosto, apoiando meu rosto com uma das mãos igual a ele.

Um silencio mais que irritante tomou o lugar, mas eu nem ousei olhar para ele. Toda aquela história de “me conte a verdade” estava me chateando bastante.

- Are, are... Deixe isso para lá então – O grisalho voltou a ficar na sua posição normal na cama.

Virei só um pouco para ele, duvidando de que ele houvesse desistido.

- Verdade? – Estreitei os olhos.

- Sim... É o que me resta a fazer – Foi a vez ele virar o rosto para observar a janela — Não posso te convencer a me contar alguma coisa em quanto não tiver confiança em mim. Então esqueça.

Arregalei os olhos, me virando completamente para ele. Ele tinha jogado a isca no ar, jogando na minha cara a falta de coragem por não contar a ele o que queria, esperando que eu mudasse de ideia.

Meu rosto ardeu e o abaixei.

Injusto.

Aquilo era totalmente injusto.

- Isso é injusto – Murmurei a palavra que ecoava na minha cabeça, atraindo a atenção dele.

Seu rosto foi tomado de preocupação e de um pouco de arrependimento ao ver meu estado. Ao ver o quanto eu parecia... Triste.

- O que quer dizer...

- Você... – Ele se calou ao ver meu rosto agora vermelho se erguer – Você não parou para pensar o quanto está sendo injusto?!

Kakashi ficou completamente parado de choque com aquela reação nova que eu mostrava. Eu parecia tão vulnerável, tão triste e tão sensível que isso o fez lembrar-se de mim como antigamente. Até a minha voz estava mais sensível que antes.

- Eu estou dando o melhor de mim para te manter tranquilo e seguro, vindo todos os dias para que eu possa ficar mais em paz em te ver normal, fazendo de tudo para que você não fique mais machucado e você ainda força a barra com essa história de “o que está acontecendo?” como se isso fosse o mais importante?! – Senti meu rosto queimar mais e minha voz falhar um pouco, mas ignorei. Eu estava bastante frustrada naquela hora.

- Mitsue, eu só estava querendo entender. Eu fiquei preocupado com você – Disse completamente atônito.

- É isso o que me irrita! – Levantei da cadeira e me inclinei para ele, com raiva sendo expelida pelos poros – Você esta nesse hospital faz uma semana com muita dor e essa maldita febre que não abaixa, além de estar mais magro que antes e ainda tem a coragem de me repetir todo santo dia que está bem e não sente nada! – Ele se afastou com os olhos arregalados em quanto eu me aproximava mais – Então pare de se preocupar tanto comigo ou com “o que está acontecendo” e pelo menos uma vez na vida pense em você primeiro!

Eu terminei de falar um pouco arfante, só percebendo o tanto que estávamos próximos um do outro quando minha visão ficou desembaçada.

E ai percebi que eu chorava.

As minhas lágrimas caiam pelo lençol que cobria o Kakashi, e sem querer, uma lágrima pousou no rosto estupefato dele, escorrendo pela bochecha dele até desaparecer na máscara.

Estreitei os olhos, sentindo mais surgirem e me afastei um pouco, colocando a mão no rosto.

- Droga... – Murmurei, sendo cortada por um soluço.

Ele voltou a si quando sentiu a lágrima quente cair no seu rosto empalidecido, e então se tocou que tudo aquilo realmente acontecia. E o mais chocante, eu realmente estava chorando na sua frente a pouca distancia pela primeira vez em muitos anos. E aquilo doeu fundo na alma dele.

Kakashi se aproximou mais de mim, tocando meu braço apoiado na cama, mas eu o afastei rapidamente.

- Não olhe para mim! – Voltei a soluçar – Isso é vergonhoso, então se afaste...

Fui calada quando ele voltou a pegar meu braço e em silêncio me puxou para junto dele, fazendo com que eu me sentasse na cama e encostasse a cabeça no ombro dele, molhando-o de lágrimas.

Coloquei as mãos molhadas no peito dele e tentei me afastar.

- Não. Kakashi, Não...

- Shh... Não resista.

Ele passou os braços a minha volta e me aninhou do lado dele, encostando o rosto na minha testa quente. Soltei mais um grande soluço e passei uma das mãos pelo seu pescoço, me juntando mais ao corpo dele.

- Eu tenho me esforçado tanto para isso não acontecer... – Murmurei no seu pescoço – Eu não queria que mais nada desse errado, mas... Sempre acontece algo... – Minha garganta fechou com o novo choro.

- Shhh... – Voltou a me calar, passando a mão pelas minhas costas devagar – Não precisa falar Mitsue... Eu sei disso – Sussurrou se aproximando mais do meu rosto ardente para plantar um beijo na minha bochecha.

Naquela hora eu me senti tão fraca. O que eu mais queria era pedir desculpas para ele infinitamente por todos os problemas que eu não consegui evitar e por ele estar assim agora. Mas como sempre era ele quem cuidava de mim, mesmo quando eu devesse cuidar dele.

Encolhi-me mais junto a ele e ergui o rosto inchado, sentindo sua respiração bater suavemente no meu rosto com a proximidade e também sentindo o tempo parar quando eu encontro seu único olho exposto.

Mesmo que demore, ou se eu mesma não for capaz de salva-lo no fim das contas, eu vou compensar todas essas lágrimas e todo o tempo jogado ao vento. Porque acima de toda a raiva que eu sinto dele, eu...

Sua testa encostou-se na minha, sentindo o calor que emanava dela e eu toquei sua mascara irritante, tirando-a da frente na minha visão para finalmente aquela dor desaparecer para ambos, e o coração esquentar com um único e silencioso beijo.

Porque acima de tudo isso... Eu o amo.