Para Sempre.
9 Capítulo 9 - Novas dúvidas.
Notas iniciais
Eita demora! Desculpem por isso! É que eu estou em periodo de provas, e só vou poder postar mais capítulos semana que vem, quando minhas provas finalmente terminarem! Então até lá esperem por mim que na primeira oportunidade eu estarei escrevendo ^^
Bjks
Ami~
Tudo se tornou uma completa bagunça de um momento para o outro. Há apenas algum tempo atrás eu estava naquele jardim encantador, numa noite refrescante ao lado do Ryo. Agora, eu estou num campo de batalha completamente exausta e bastante ferida com um ANBU desconhecido me protegendo do Lance, que agora, parecia estar mais forte por ter pegado um pouco do meu chakra. E para finalizar, o Ryo e a Arisu tinham acabado de entrar no campo de batalha com os rostos preocupados.
Que maravilha.
Encostei-me na arvore próxima de mim na intenção de controlar as dores, mas no momento que encosto minhas costas na árvore, sinto minha coluna doer pra caramba. Soltei um gemido. Aquilo tudo estava me chateando profundamente.
As dores pareciam vir de todos os lugares, e tudo isso graças ao meu “chakra notável”, como sempre dizia o Akio-sensei nos treinamentos que tive fora da vila. Ignorei a dor. Não podia ficar perdendo tempo, tinha que pensar no que fazer agora. Não importa o meu estado, eu só quero consertar as coisas de uma vez por todas.
Olhei para os arbustos na minha frente tentando ganhar foco. Primeiro como começara aquela baderna? Provavelmente antes mesmo de eu nascer. Nunca na minha vida eu imaginei que fosse a única sobrevivente de um clã mais poderoso que o Uchiha, que teve uma presença marcante na história de Konoha e do país do fogo.
Eu costumava ser tão inocente e ingênua quando criança. Sempre tentei viver o mais naturalmente possível, aprendendo o máximo que podia para que, um dia, eu fosse útil e pagasse minha dívida com o Terceiro Hokage. Isso me traz uma lembrança... Uma lembrança que agora parecia ser muito distante do que realmente era.
Lembro-me do dia em que fui fazer uma missão com o Akio-sensei e minha equipe: Yuuhi Kurenai e Maito Gai. Era uma missão bem simples, já que nós éramos apenas Gennins. Tinhamos que cuidar de uma fazenda para uma senhora que havia contratado nossos serviços, nada de mais. Porém, no meio do caminho o Gai – de alguma forma, que até hoje desconheço – caiu de uma árvore alta, batendo a cabeça diretamente no chão. Levamo-lo imediatamente a vila mais próxima de onde estávamos, mas como a vila era muito pobre, poucos eram os médicos que poderiam nos ajudar. Então quando achávamos que teríamos que cancelar a missão para buscar socorro em Konoha, nos deparamos com um ninja médico que passava na vila para descansar de uma longa viagem.
Ele cuidou rapidamente do Gai sem reclamar, evitando que nós cancelássemos a missão. Eu acabei ajudando ele a cuidar do Gai nos dois dias que ele ficou de repouso, e tenho que admitir, foi bastante divertido ajudar o ninja, pois ele era muito gentil e paciente. No ultimo dia de repouso do Gai, já á noite, o Ninja médico satisfeito pelo meu bom trabalho, decidiu recompensar-me ensinando a fabricar pílulas de recuperação de chakra – que pelo que fiquei sabendo já em idade madura, é um item bastante raro. Lembro muito bem das palavras dele logo após me dar as últimas instruções de como usar as pílulas:
– Mitsue-chan, oque eu te ensinei agora é uma coisa muito especial que apenas alguns ninjas sabem fazer.
– Nossa!! Mas... Como o senhor pode me confiar uma coisa tão especial? – Perguntei com a curiosidade saltando aos olhos.
Paternalmente, toca meus ombros com suas mãos, agachando-se até ficar na minha altura.
– Eu sinto que posso confiar em você Mitsue-chan. Sei que você é uma garota especial e fará bom uso do que acabei de lhe dar – Ainda agachado, tocou minha cabeça com um sorriso – Mas tem que me prometer que vai guardar isso com você e manterá em segredo tudo que eu te disse – Colocou na minha mão um papel um pouco amassado com a receita da pílula para o caso de eu esquecer– Posso confiar isso a você?
– Sim! Prometo que ninguém saberá disso além de nós dois!
Fui interrompida de meus devaneios com uma explosão bem próxima de onde estava. De súbito, me inclinei da árvore para enxergar oque havia acontecido ali. Consegui enxergar o ANBU que havia me resgatado a poucos metros de distancia, com parte da roupa chamuscada pela pequena quantidade de chakra violeta que o Lance havia roubado de mim.
Realmente, estava mais que na hora de eu agir. Havia demorado de mais em minhas memórias de infância. Tentei em vão me levantar dali, mas estava tão exausta que era impossível, além de meu chakra estar em uma quantidade bem reduzida.
Foi ai que uma idéia brilhante surgiu na minha cabeça.
Depois de tanto tempo sem usá-las, quase que me esqueço das pílulas de recuperação de chakra em minha bolsa. Comecei a vasculhar minha bolsa de equipamentos atrás do pequeno saco de pano onde costumava guarda-las. Em não muito tempo, encontrei-as e sem parar para analisar o estado em que elas se encontravam, coloquei duas na boca, mordendo e engulindo-as de uma só vez.
Obrigada por me confiar esse segredo. Agradeci mentalmente.
Pude sentir o meu chakra voltar a correr no meu corpo como de costume, mas como havia perdido muito dele a recuperação se fazia lentamente. Mas como eu não tinha paciência e nem tempo para esperar que meu chakra voltasse a ser como era, levantei de pronto, correndo até onde a batalha acontecia. Com o meu chakra se estabilizando, pude sentir as dores sumirem de pouco em pouco, como ele costumava fazer ao me ferir, permitindo-me mover normalmente – pelo menos próximo do normal.
– Mitsue-san! – Ryo me chamou do outro lado da batalha com o rosto preocupado.
– Ryo! Concentre-se na batalha! – ordenei com a voz séria.
– Mas você não está bem para lutar Mitsue! Não precisa fazer isso!
Virei meu rosto para ele, fazendo-o se assustar com minha expressão dura que me dava um ar mais velho e autoritário.
– Pare de se preocupar comigo Ryo. Como acha que poderei ser uma ninja de verdade se por apenas um problema eu desistir — Virei meu rosto para o ANBU que me olhava e em seguida para o Lance – Devemos aprender a superar os limites de nosso corpo e até mesmo de nossa mente se quisermos lutar de verdade.
Ryo se calou, mas continuava achando aquilo errado.
– Nossa. Uma hora você esta caída, impotente no chão e em apenas alguns minutos está transbordando coragem e força – Lance abriu um sorriso cínico – Bem esperada da filha do casal mais teimoso do clã Terasu, que por isso mesmo, já me causou muitos transtornos como este por exemplo.
– Clã Terasu? – perguntou o ANBU de cabelos negros do meu lado – Isso explica muita coisa.
Ignorei o comentário do ANBU e voltei minha atenção ao Lance que continuava a sorrir cinicamente.
– Não estou muito a fim de receber elogios vindos de você Lance. Que tal irmos para oque realmente nos interessa?
O sorriso dele pareceu aumentar.
– Se é oque deseja.
Mal terminou a frase e já estava praticamente em cima de mim. Sem que alguém pudesse impedir o Lance se joga em mim com toda sua força e nós dois rolamos juntos no chão até o fim da clareira.
– Mitsue!! – Gritou o Ryo.
Quando paramos de rolar, o Lance estava em cima de mim e num só chute, o mandei para longe de mim, mas ele não sofreu muitos danos, apenas pousou no chão com um estrondo.
Levantei-me arfante com o ataque surpresa. Comecei a fazer os selos com as mãos, mas parei ao ver que o ANBU tinha alcançado ele.
– Katon-Housenka no jutsu!
Nesse momento várias bolas de fogo saíram da boca do ANBU na direção do Lance, porém, ele foi mais rápido e desviou de cada uma delas. O ANBU não pareceu desistir e continuou lançando as bolas de fogo que pareciam perseguir o Lance.
Forcei minha visão na direção do Lance e pude enxergar o outro ANBU que tinha sido enforcado por ele fazendo selos familiares com as mãos. Notei oque eles queriam fazer, as bolas de fogo serviam somente para guiar o Lance para até o lugar onde o outro ANBU o prenderia com sua sombra.
O ANBU de cabelos negros se aproximou de mim parando de soltar as bolas de fogo.
– Tenho um plano, mas preciso do seu elemento – olhou para mim de soslaio – Entendeu oque eu quero dizer?
– Perfeitamente – juntei as mãos no momento que eu terminei de falar.
Quando o Lance pousou no chão, a sombra o agarrou pelas pernas e subiu até o tronco imobilizando-o.
– Agora! – gritou o ANBU ao meu lado – katon Ninpou!
Soltei uma rajada de vento forte no momento que ele liberou o jutsu e nossos elementos se fundiram, produzindo um redemoinho em volta do Lance que começou a queimá-lo.
Quando o redemoinho se dissipou, no lugar do Lance tinha uma mancha negra no chão, mas nenhum sinal dele. Arregalei os olhos e olhei em volta a procura dele.
– Como ele... – tentei falar
– Cuidado!! – Gritou o ANBU.
Naquele momento o ANBU se colocou na minha frente, agarrando o Lance que vinha em alta velocidade fazendo que o ANBU fosse lançado no ar.
Não entendi oque aconteceu comigo, mas meu coração doeu quando o vi ser lançado daquele jeito e juntando toda a minha força, corri até ele e senti seu corpo cair em cima de mim. Por mais que aquilo tenha doido pra caramba, me senti tranqüila quando amorteci a queda dele.
– Mitsue-san! – exclamou ele quando a queda tinha parado.
– Eu estou bem... – Ele pareceu não acreditar, pois a minha voz saiu meio rouca por causa do peso dele.
Ele saiu de cima de mim e segurando meus ombros, me ajudou a sentar.
– Porque fez isso?! – Pode ser impressão minha, mas ele pareceu realmente preocupado.
– E você realmente acha que eu sei? Eu morro de raiva dos ANBU – Levantei-me em quanto falava.
Notei que uma coisa ali estava estranha, e depois de observar o lugar descobri oque era. O Ryo se manteve calado mesmo quando eu cai com o ANBU. Olhei na direção que ele estava e meus olhos cresceram duas vezes mais.
Arisu lutava contra vários ninjas desconhecidos e o Ryo estava caído na frente do Lance com um grande hematoma no rosto.
– Maldito... – murmurei ao ver a cena.
– Ops, parece que eu pisei num bicho– Lance ria em quanto pegava o Ryo do chão e colocava uma kunai no pescoço dele.
Saltei para perto do Lance. O movimento o fez apertar mais a kunai no pescoço dele.
– Solta ele Lance! Ele tem nada a ver com isso, você sabe – tentei falar com a maior calma que eu pude.
Lance estreitou os olhos e abriu um sorriso que seria muito charmoso se eu não o conhecesse.
– Como você tem tanta certesa disso? – sua voz ficou grave.
– Porque eu sei! O Ryo fez nada que o envolvesse nessa história toda de Clã e chakra super poderoso – Minha paciência estava acabando com tanta enrrolação.
– Você fala sobre o seu chakra como se fosse a coisa mais idiota do mundo.
– Não tente mudar de assunto. Solte-o logo e vamos resolver isso cara a cara, como você bem sabe sou eu a sobrevivente que você quer tanto exterminar – fechei as mãos em punhos.
– E é ai que você erra – apertou ainda mais a kunai no pescoço do Ryo.
– Oque você está insinuando? – estreitei os olhos.
Ele girou as orbitas dos olhos.
– Ah Mitsue, raciocine um pouco. A resposta esta tão próxima que falta ela bater em você – falou irônico.
Olhei para o Ryo que também me olhava, mas confuso que eu naquela situação. Eu sabia quem era. A única pessoa que poderia ser do meu clã, compartilhar o meu sangue.
Nunca pensei que teria tanta dificuldade em falar esse nome.
– Ryo-kun...
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