Para Sempre.

33 Capítulo 33 - Epílogo - Acordando para a nova vida


Notas iniciais
Yo!
AAAAAAAAAAAA QUE EMOÇÃÃÃO! Eu achei que nunca terminaria essa história *O* Nem acredito que já acabou! T.T Tô até chorando de emoção agora!! Desta vez eu posso falar NADA sobre oque vão ler aqui em baixo, apenas apreciem! - E se realmente gostaram da fic, deixem uma recomendaçãozinha para ajudar aquie o/ -
Bjks!
Ami ~

Epílogo

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Morte.

Como uma palavra tão pequena pode ser tão dolorosa e difícil de lidar? Principalmente quando ela se refere a alguém que você ama. Como uma coisa destas pode ser permitida?

Não faço ideia. E também não sou a pessoa mais indicada para tentar explicar algo tão complexo quanto à morte, por mais que eu me sinta morta.

Um pouco antes de meu coração ser tomado por aquelas chamas e parar de bater como antes, eu me sentia bastante feliz por morrer por alguém, e não o contrário como costumava sempre acontecer comigo. Mas também me senti culpada por ter que ver a expressão desesperada do Kakashi antes de ser engolida pelas chamas. Eu queria tanto pedir desculpas mil vezes para ele, por ter sido descuidada o suficiente para que isso acontecesse.

Também queria poder me despedir do Naruto direito e pedir desculpas por não poder mais cuidar dele. Eu ia sentir muitas saudades dele, provavelmente pelo resto da eternidade já que eu o amava como o meu filho, mesmo que não tenha saído de meu ventre. Mas quem disse que para ser mãe precisa disso? Acho que simplesmente amar mais que a própria vida é o suficiente para ganhar esse título.

Ah, claro. Eu também queria agradecer ao Yuuto. Se não fosse ele o Kakashi teria morrido agora e com certesa eu nunca me perdoaria por permitir isso. Pensando nele agora, meu coração se acende com alguma coisa estranha. Ainda tinha alguma coisa importante sobre ele que eu não pude saber. Mas agora não importava mais.

E o Ryo? Sim ele é uma das pessoas que mais me apoiaram esses anos todos. Suportando minhas crises de choro, de raiva, de felicidade e de tristeza também sem reclamar. E agora, como boa amiga que sou ele é obrigado a suportar o maior momento entre todos: A minha morte. Penso se ele vai ficar irritado comigo no final de tudo, quando eu não puder mais estar presente para ele.

Penso como fui capaz de pensar em tantas coisas e tantas pessoas antes de aquele calor insuportável se abrir no centro de meu abdômen. Sem me dar tempo para mais nada agora, deixo meu corpo ser preenchido pelo calor e queimar como uma tocha humana. Mas antes que algum estrago de verdade fosse feito, a chama some e sinto meu corpo tombar com alguma coisa me segurando, mas eu não suportava mais meu próprio corpo e apaguei, sentindo os batimentos se finalizarem em poucos instantes.

É esquisita a sensação de estar morta.

Era como se eu pudesse flutuar em qualquer instante, mas mesmo assim, de alguma forma eu ainda sentia meu corpo. Parece que eu ainda não havia morrido, não completamente. Abri os olhos pesados e mas cerrei novamente os olhos com a luz que quase me segou.

Então realmente existe uma luz quando você morre. Achei que era apenas uma brincadeira ou uma coisa fantasiosa da mente humana.

Abra os olhos.

Duvidei que estivesse ouvindo aquela voz. Ainda mais uma voz tão suave e melodiosa quanto essa que ecoou na minha cabeça.

Não tenha medo, pode abrir os olhos.

Tornou a pedir a voz suave. É, agora eu tinha certesa que estava morta, só assim para ouvir uma voz tão bela soar nos meus ouvidos.

Abri os olhos devagar, com medo de ficar sega com a luz que tinha visto antes, mas ela agora havia diminuído e tornou-se suave para os meus olhos sensíveis. Pisquei algumas vezes tentando me orientar e senti algo roçar nos dedos das minhas mãos suavemente. Virei meu rosto para a mão e notei que era nada menos que a grama incrivelmente verde e macia onde eu estava deitada em cima.

Grama?

Me sentei no susto e olhei ao meu redor, e percebi que estava no centro de uma extensa campina, com flores brancas espalhadas ao meu redor, e no final, encontravam-se árvores frondosas com as folhas incrivelmente brilhantes.

Meu Deus. Tudo aquilo era tão verde que parecia um planeta alienígena, por exceção das flores brancas pequenas e delicadas que tomavam a campina verde brilhante.

– Olá – A mesma voz suave surgiu só que agora estava fora da minha cabeça, próxima de mim.

Virei o rosto para voz suave e enxerguei uma mulher mais ou menos na minha idade com uma beleza tão chocante quanto a daquele lugar inteiro. Ela estava abaixada do meu lado com uma cascata interminável de cabelos ondulados negros com um tom levemente azulado em alguns fios. Entre as duas cascatas de cabelo, um sorriso branquíssimo se abriu e as orbes cinza claras me observavam calorosamente.

Eu pensei em mil frases diferentes que poderia ter falado, mas apenas uma escapou de meus lábios:

– Aqui é o céu? – Perguntei em voz baixa, como se tivesse medo que tudo aquilo desaparecesse diante dos meus olhos. Mas a mulher continuou ali, rindo com a minha pergunta. A risada soava clara e perfeita como sinos de cristal tocando.

– O céu? Não sei se este é o nome correto – Falou ainda rindo.

– Ah, então eu realmente vou para o inferno – Murmurei numa voz cansada.

A mulher riu mais ainda, me deixando hipnotizada com a beleza dela em quanto ria animadamente de mim. Tirando-me da hipnose, a mulher colocou as mãos nos joelhos dobrados e se levantou, estendendo uma mão para mim logo depois com um sorriso largo.

Olhei por um momento para aquela mão e ergui lentamente a minha, sentindo ela apertar de leve quando finalmente a alcancei, e sem muito esforço eu me levantei.

– Que tal nos sentarmos um pouco para conversar? – A mulher se afastou e indicou com uma das mãos as duas cadeiras viradas de frente para a outra na campina florida.

– Ah! – Exclamei de supresa quando ela me puxou pela mão até as cadeiras, e em silêncio, me sentei de frente para ela, notando que a mulher nunca parecia parar de sorrir para mim.

Depois de alguns instantes intermináveis de silencio, ela se inclinou para mim e pegou minhas duas mãos, sorrindo a me ver fazer um rosto surpreso.

– Nossa, nunca achei que fosse te encontrar novamente – Disse ela com os olhos brilhantes de animação – E você cresceu tanto, está tão bonita e madura.

Eu me sentia nas nuvens. Acho que eu me lembraria de uma mulher tão linda se a tivesse visto alguma vez na minha vida.

– Desculpe, eu não entendo – Admiti e dei mais uma olhada no lugar – Eu não faço ideia de onde estou ou de quem seja você.

Ela assentiu com a cabeça, parecendo compreender completamente oque eu disse.

– Acho que isso é natural, já que você era tão pequena na ultima vez que nos vimos – Apertou minhas mãos – Mas eu me lembro perfeitamente de você, eu nunca poderia esquecer na posição que me encontro, até mesmo porque eu sempre estive de olho em você.

– Em mim? Me desculpe por isso, mas não faço ideia do porque de uma mulher tão bonita estar de olho em alguém como eu – Olhei para o meu colo, pensativa – E... eu estou morta, certo?

– Se você conseguiu alcançar esse lugar, é bem provável – Disse com a voz de sino.

– Então isso significa que você também está morta? – Levantei a cabeça, observando-a minuciosamente. Ela parecia bem viva em minha opinião.

– Se você quiser chamar desta maneira, sim, estou morta há muito tempo.

– Que desperdício... – Soltei, me sentindo envergonhada ao notar que tinha pensado alto.

Os sinos de cristal voltaram a tocar em suas risadas.

– Idem – Sorriu para mim, suavizando alguns instantes depois com os olhos em mim – Você realmente me pegou de surpresa quando surgiu neste lugar, se não me engano, não era para você vir aqui tão cedo.

Arregalei os olhos de surpresa. Aliás, oque aquilo queria dizer?

– Você está me dizendo que é um erro eu ter morrido agora?

A mulher fez um rosto pensativo, selecionando com cuidado suas próximas palavras.

– Não chamaria de um erro, pois é impossível a morte de alguém ser errada... – Ela voltou a sorrir docemente e continuou – Talvez você não tenha morrido afinal de contas.

– IMPOSSIVEL! – Falei duas oitavas mais altas – Eu senti meu corpo ceder aquela hora! Meu coração tinha acabado de parar de bater quando eu cheguei aqui...

– Eu sei que isso parece ser impossível para você querida, mas já pensou nas possibilidades? – Parei um momento, repensando em minhas palavras – Com certesa você ouviu falar num acontecimento especial chamado EQM.

– Experiência Quase Morte? – Ela assentiu. Encostei-me na cadeira com o rosto chocado – Será mesmo possível? Você deve ter visto oque acontecer lá.

– Sim, eu vi tudo – Concordou com a cabeça – Mas para pessoas como nós nada é impossível de acontecer. Pensei que já tivesse percebido isso.

Realmente, ela tinha razão. Sempre acontecia uma coisa comigo que... Epa! Espera um pouco!

– Pessoas como nós?! Você... Você é igual a mim? – Perguntei com a voz novamente alta.

A mulher com beleza desconcertante inclinou a cabeça levemente para o lado e assentiu.

– Você é uma Terasu! – Acusei, me inclinando para ela.

– Sim eu sou. Como eu disse antes, pensei que você já tivesse percebido isso Mitsue – Ela riu gostosamente ao ver meu rosto chocado – Porque a surpresa? Você não vive andando com aqueles dois Terasu?

– Não, ai a você se enganou. Eu ando apenas com um Terasu, ele se chama...

–... Ryo, certo? – Perguntou antes que eu falasse me deixando novamente surpresa – Mas além dele tem outro minha querida.

– Não... Só é o Ryo. Eu tenho certesa absoluta.

– Mesmo? – Dessa vez ela me olhou com surpresa – E aquele outro cara... O tal de Yuuto que agora anda com vocês dois?

– Yuuto? Não, o Yuuto não é um Terasu. Ele é apenas um ANBU intrometido. Sabe, colega do Kakashi.

– Eu sei de tudo isso e muito mais pelo o que vi agora. Querida, alguma vez esse tal de Yuuto já lhe revelou seu sobrenome?

– Sobrenome? – Pensei por um momento, notando que sempre chamei ele de Yuuto – Não... Mas acho que isso é natural por ele ser um ANBU e não poder se expor.

– Isso é verdade também, mas tem outro motivo por trás deste – Olhei para ela com um misto de confusão e surpresa, e ela se aproximou de leve de mim para que e escutasse bem – Ele esconde isso porque o nome completo dele é Terasu Yuuto. Agora entende?

A olhei com o rosto estupefato e a lembrança daquele dia com a Arisu surgiu na minha frente.

“Tem uma coisa que você precisa saber sobre o Yuuto” – Disse a ruiva naquele dia.

– Então era isso... – Murmurei com a voz quase inaudível.

Repentinamente, a mulher desvia o olhar de mim e olha para alguma coisa por trás da minha cadeira, então volta a olhar para mim, puxando minhas mãos para que eu me levantasse com ela.

– Querida, parece que nossa conversa será menor que pensei – Levantei minha cabeça para o rosto dela e ela soltou minhas mãos, dando um passo para trás.

– Onde você vai? – Perguntei, de repente com medo de ela sumir.

– Eu? A lugar nenhum. É você quem precisa ir agora – Falou com a mesma voz de sino, mas agora parecia mais triste.

Fiquei confusa por um instante, mas então algo iluminou o rosto impoluto da mulher e quando olhei para trás a procura da origem, percebi que era eu mesma a fonte daquela luz.

– O que está acontecendo?! – Perguntei assustada, levantando as palmas de minhas mãos que brilhavam cada vez mais. Olhei para ela e corri até a mulher, segurando novamente suas mãos – Porque eu estou brilhando desse jeito?

A mulher soltou minhas mãos e tocou cada lado da minha bochecha com um sorriso angelical no rosto emoldurado pelos cabelos.

– Parece que eu acertei ao dizer que ainda é muito cedo para que você possa ficar comigo neste lugar – Meus olhos se arregalaram diante daquilo e os olhos dela brilharam mais – Você ainda tem muito oque fazer por nós Mitsue. Pela sua família.

– Minha família? – Murmurei, sentindo minha voz falhar de amoção.

– Sim. Ao contrário de nós que falhamos na nossa época, você é a nossa ultima esperança de recuperar o nosso clã que um dia já foi próspero e belo.

– Isso significa que existem sobreviventes além de mim e do Ryo?!

– Claro que sim! – Concordou com se isso fosse óbvio – Como um clã tão poderoso como o nosso poderia ser eliminado com tanta facilidade? Você é a prova viva de que ainda temos chances de voltar a ser oque éramos.

A luz aumentou ainda mais de brilho e começou a fazer meu corpo pinicar. Estava prestes a desaparecer.

– Não! Eu não posso ir ainda! Eu... Eu ainda tenho tantas perguntas... Nem ao menos sei o seu nome! – Me lancei na mulher e a abracei com força com medo de desaparecer.

A mulher tocou meus cabelos e afagou-os com carinho, encostando seu rosto no alto da minha cabeça.

– Minha querida, não tenha medo algum. Eu, como todos que te amam, temos fé em você e protegeremos você de todo o mal como pudermos já que agora não estamos mais no plano físico – Eu comecei a soluçar baixinho com aquelas palavras e aquele afago confortador. Levantei minha cabeça para ela, vendo que seus olhos amorosos me observavam.

– Mas, e se eu falhar, se eu não consegui recuperar nosso clã?

Ela sorriu.

– Continuaremos te amando como em todos esses anos e quando chegar a hora certa, te receberemos de braços abertos como uma família deve ser – Beijou minha testa, arrancando uma lagrima de meus olhos – Agora você precisa ir minha querida.

A luz pareceu reagir as palavras dela e eu meu corpo se iluminou como se tornasse o sol por alguns instantes.

– Não... Eu não acho que vou conseguir sem você! – Falei em quanto minhas mãos se tornavam transparentes.

– Vai, porque agora você tem as pessoas certas ao seu lado para que consiga... Porque luz atrai a luz, e não a escuridão, e é disso que nosso clã é formado. Por luz.

Comecei a chorar de leve em quanto eu desaparecia nos braços dela, e abrindo um sorriso imenso disse:

– Obrigada por tudo que me disse agora...

Ela riu de leve com o lindo rosto parecendo brilhar também.

– Sempre estaremos com você meu bem, é só pensar em mim e eu estarei lá com você para te proteger.

– Jura?

– Para sempre.

De súbito, toda aquela luz me engoliu e tornou a segar minha visão. E como uma afogada que acaba de encontrar o oxigênio, meu coração volta a bater num instante e respiro uma lufada de ar para os meus pulmões, que arderam um pouco com a longa falta de oxigênio, e a primeira coisa que enxergo é a luz da lâmpada acima do leito sujo.

Eu estou viva – Levantei uma das mãos com a respiração pesada e a apartei – Desta vez, eu realmente estou viva.

– Mi.... – Uma voz bastante rouca e próxima de mim se faz presente e eu viro o rosto devagar – Mit.... Mitsue... É você mesma...?

No meio das lágrimas, dos lábios sujos de sangue e das olheiras profundas que se formaram nos olhos, eu enxerguei o rosto daquela pessoa... Da pessoa que eu mais me dediquei nas ultimas semanas da minha vida.

Um sorriso se formou no meu rosto e senti mais uma lágrima escorrer pelas minhas bochechas sujas e ele não fez diferente. Um brilho de puro alivio e alegria tomando o rosto abatido dele.

– Você está viva! – Ele me puxou num abraço de urso forte soluçando entre as lágrimas de tanta alegria ao me ver respirar.

Não me importei quando meu corpo protestou de dor no abraço forte e fechei os olhos, sentindo o calor dele.

Eu prometo, Kakashi... Desta vez não vou errar mais, não vou cometer o mesmo erro de te deixar de novo – Encostei meus lábios perto da curva do pescoço dele, sentindo as lágrimas novas escorrerem.

Não vou falhar desta vez. Não com você do meu lado.

Continua na próxima história...


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