Para Sempre.

32 Capítulo 32 - Nada doeu tanto quanto isso.


Notas iniciais
Yo!
Boa madrugada a todos XD. Aqui estou eu com o ULTIMO capítulo do "Para Sempre" um pouco depois do dia que ironicamente foi o dia do ultimo capítulo da novela das 9. >.< Adoro.
Vocês vão me matar, me decapitar, me jogar num buraco, me balear, me esquartejar, me chutar, me socar, me xingar de banana e por ai vai, depois de ler oque eu preparei para vcs. Um capítulo com cada letra jorrando drama. He, he. Para não estragar a surpresa, vou parar por aqui e desejo uma boa noite a todas e todos XD!!
Bjks
Ami ~

Sempre pensei que nunca existiria nada mais intenso que o chakra do Ryo se conectando com o meu chakra. Que eu nunca me sentiria mais completa como naquele simples toque entre nós.

Mas como sempre, eu estava errada. Nada superaria a sensação de agora.

No momento que eu toquei na pele quente e molhada de suor do Kakashi, aquele chakra que parecia tão vivo quanto as chamas de um incêndio florestal, incendiaram meu corpo de dentro para fora sem causar o tão familiar formigamento, mas sim algo parecido com o choque de um poste de eletricidade.

Provavelmente devo ter gritado de dor. Eu não sei. Havia mergulhado tão fundo naquela chama violenta e devastadora que eu não tinha certesa do que se passava comigo externamente. Mas eu tinha plena consciência do que acontecia dentro de mim.

Mais que uma simples conexão, aquilo pareceu um encontro desesperado dos dois chakras, como se estivessem procurando um ao outro há bastante tempo e agora tinham a chance de poderem se unir novamente. Mas aquele encontro não foi tão bonito assim. Por mais que os chakras parecessem ter uma forte ligação entre o outro por terem vindo da mesma fonte, o que vinha do Kakashi pareceu entrar em conflito com o meu chakra, tentando de qualquer maneira se conectar a ele mas havia a interferência de outro fator que eu não tive dificuldade em identificar.

Talvez, na tentativa de se adaptar ao Kakashi, aquele chakra fundiu o chakra normal dele ao meu e ele acabou se tornando um chakra muito diferente do original. Agora eu entendia perfeitamente os riscos dessa extração.

Cerrei os dentes tamanho era o esforço que eu fazia para não soltar o Kakashi, e ao fazer isso, percebi que meus olhos estavam cerrados. Aquela sensação de ter aquele chakra tão conhecido e também tão diferente dentro de mim era tão palpável, tão viva e real que eu mal percebia a falta da visão.

Arrisquei abrir os olhos e a primeira coisa que vi foi aquelas chamas de chakra violeta envolvendo completamente nossos corpos com um tom violeta faiscante graças a união dos chakras.

Soltei o ar de meus pulmões e concentrei meu olhar no homem na minha frente, percebendo que ele tremia.

– Kakashi?! – Chamei com a voz urgente, notando que seus olhos estavam cerrados também – Abra os olhos Kakashi!

Seus lábios se abriram de leve.

– Mits... – Um arfar de dor interrompeu a fala, apertando mais as pálpebras.

Apertei mais as mãos no braço quente dele e reprimi uma lágrima teimosa.

– Me desculpe... Me desculpe mesmo – Abaixei minha cabeça, sentindo o corpo dele enrijecer mais a cada aumento repentino do chakra. Ignorei a dor que também senti e abri os lábios trêmulos para continuar – Eu prometo que isso acabará rápido – Uma lágrima escorreu pelas bochechas até o canto dos lábios – Você não vai morrer aqui!

Assim que as palavras saíram, eu recebi uma resposta positiva do meu chakra em alguma parte de mim e fechei os olhos prestes a iniciar a extração.

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– Meu Deus... – Murmurou Arisu com a voz sussurrante – Que carga de energia é essa no ar?

Gai se inclinou para frente ao lado dela.

– É a Mitsue-san... – A ruiva virou o rosto para o outro lado do banco que sentava, quase se esquecendo que o sobrancelhudo estava ali – Dá para sentir o chakra dela por mais que este pareça um pouco diferente.

Ela voltou a encarar a porta com um olhar preocupado, tentando imaginar oque se passava ali dentro.

– Então já começou a extração... Deve estar sedo difícil para ela – Suspirou de leve.

O homem deu uma risada confiante.

– Não precisa se preocupar, aliás é da Mitsue que estamos falando!

– Você parece ter bastante confiança nela.

– Claro que sim! Aliás, foi ela quem o meu rival escolheu para ser sua parceira eterna – Gai colocou a mão no ombro dela – Se meu rival Kakashi escolheu ela não devemos temer mal nenhum – Sorriu para ela, dando um sinal de Nice Guy para ela.

Uma gota nervosa de suor escapou de sua testa e ela se afastou do sobrancelhudo.

– Sim... Claro que sim.

No corredor do hospital, passos apressados ecoaram pelas paredes brancas e três vultos surgiram na curva para a sala de operações.

Arisu e Gai se levantam imediatamente assim que identificam os três gennis barulhentos.

Arisu se colocou na frente deles e os encarou com as sobrancelhas curvadas.

– Podem parar bem onde estão! – Pediu com veemência e os três param de correr imediatamente – Que ideia é essa de ficarem correndo por ai?! Isso é um hospital caramba!

– Desculpe! Mas recebemos a noticia que o nosso sensei está sendo operado nessa sala depois de uma crise de espasmos! – A voz da garota de cabelos róseos saiu tão aflita quanto ela estava.

– Sai da frente, não temos tempo para perder com pessoas estranhas como você! – Sasuke se colocou na frente da Sakura com os orbes ônix irritados no rosto da ruiva.

– QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE ESTRANHA SEU PIRRALHO METIDO A BESTA?! – Ela encarou o Uchiha com um rosto demoníaco.

– Hey garota, não foi você quem estava pedindo ordem agora a pouco? – Gai surgiu do lado dela, se afastando quando o olhar demoníaco pousou no rosto dele.

– Fique quieto, droga! – Segurou o Gai pela gola da roupa verde esquisita.

– Fale mais baixo... Aqui é um hospi...

– Estou me lixando se aqui é um hospital ou não! – Arisu largou o Gai e se virou para o garoto – E você... – Se calou assim que deu de cara com o vazio – AI MEU DEUS O GAROTO SUMIU!

– Ali estão eles! – Gai aponta para o trio que corria prestes a alcançar a porta larga da sala de operações.

Arisu começou ficar ainda mais irritada com a coragem do garoto em desobedecê-la e correu até o trio.

– EU FALEI PARA VOCÊS PARAREM DE CORRER!!

Os três viraram os rostos para trás a tempo de ver algo parecido com um demônio vermelho correr com os olhos em chamas na direção deles e todos soltaram um grito de susto. Ela conseguiu pegar dois deles, mas o terceiro fugiu de suas mãos graças a um kage bushin.

A ruiva levantou os dois pela gola das roupas e arregalou os olhos quando viu o pequeno loiro agarrar a maçaneta da porta gigante.

– NÃO! VOCÊ NÃO PODE ENTRAR AI! – Largou os dois no chão prestes a segurar o garoto, mas ela chegou tarde de mais.

Naruto já havia conseguido abrir um pouco as portas da sala e o pouco que conseguiu enxergar o deixou completamente estático.

Na sua frente estavam algumas pessoas que olhavam diretamente para o centro da sala onde uma grande chama fazia brilhar uma luz violeta faiscante, e dentro dessa luz estranha, o seu sensei se debatia soltando gemidos agoniados em quanto uma mulher apertava seu braço com a expressão destorcida de dor.

Aquela mulher dentro das chamas violetas era sua senpai.

– Mitsue-senpai... – Murmurou com a voz um pouco rouca no momento em que alguém o afasta da porta e ela se fecha na sua frente. O garoto se desespera assim que vê o rosto da sua senpai desaparecer – SENPAI!!

– Se acalme Naruto! – Gai aperta os braços do garoto que se contorcia.

– Não! A minha senpai... A minha senpai está sofrendo! – Os olhos azuis transbordam de lágrimas em poucos instantes.

– A Mitsue-san está lá?! – Sakura coloca as mãos no rosto.

– O que está acontecendo... – Sasuke olha para a porta com o cenho franzido.

– Me solta!! – Grita o Naruto, se debatendo ainda mais – Ela precisa de ajuda!

– Não vou permitir que você atrapalhe a Mitsue. Você não tem permissão para interferir Naruto!

As lagrimas começaram a escorrer cada vez mais dos olhos redondos e azuis do garoto. O medo de perdê-la se tornou insuportável no pequeno coração, porque sem ela, ele não passaria de um órfão abandonado numa casa vazia.

– NÃO! – Naruto deu um chute no sobrancelhudo, livrando-se dos braços dele e correu de volta a sala, mas antes que pudesse alcançar a maçaneta a Arisu o impede com seus braços ao redor dele, puxando-o novamente para longe e tudo que lhe resta a fazer é chamar por ela com uma voz soluçante – MITSUE-SENPAI!

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Uma sensação esquisita – além da que eu já sentia – percorreu meu corpo e comecei a ficar preocupada com oque acontecia ao meu redor.

Não! – Pensava – Esqueça o mundo ao seu redor e salve a vida dele de uma vez!

Olhei novamente para o rosto do Kakashi e notei que respirar começava a se tornar uma tarefa bastante complicada para ele. Ignorei tudo e a todos e voltei a concentrar meu chakra em volta do dele para começar a sugá-lo para dentro de meu corpo.

Meu chakra mudou de forma até parecer que tinha garras e de uma vez, agarrei e puxei o chakra dele com todas minhas forças. Um arfar pesado escapou de meus lábios assim que senti o outro chakra me rasgar em quanto entrava no meu corpo, espalhando uma dor aguda nos meus músculos e tendões, principalmente nas mãos e braços. Puxei o chakra com um pouco mais de lentidão, berrando com a dor dos meus músculos.

– Mitsue! – Ryo aproximou um passo de mim, mas não se aproximou mais. Ele sabia que morreria se entrasse em contato com aquilo. Virou-se para o Yuuto e se deparou com seu rosto completamente tenso de preocupação, com gotas e mais gotas de suor no rosto – Yuuto! Ela não vai suportar muito tempo!

O moreno não desviou o olhar de mim, e cerrou os dentes ao ver meus joelhos se dobrarem um pouco de dor.

– Ela vai conseguir... – Falou mais para convencer a si mesmo do que o Ryo.

– Não cara, ela não vai! – Ryo se aproximou dele e apontou para mim – Olhe para o estado dela! Se ela insistir mais nisso ela vai...

Morrer...

A palavra silenciosa ecoou no lugar, e o corpo dos dois tremeu com a tensão que ela emanou.

– Faça ela parar agora! – Ryo não pediu, ele ordenou em alto e bom som.

Yuuto assentiu silenciosamente e se aproximou de mim com passos lentos, levantando uma das mãos para tirar uma das luvas de couro que as cobriam.

– Anda logo com isso! – Pediu com mais urgência.

– Eu já estou...

– CALEM SUAS BOCAS DE UMA VEZ! – Berrei em plenos pulmões, fazendo o Yuuto congelar atrás de mim como uma estátua humana – Eu comecei com isso e agora vou terminar!

A expressão no rosto do Ryo ficou mais tensa quando viu eu me curvar para frente por causa da dor aguda de mais um rasgo feito pelo chakra do Kakashi dentro de mim.

– Mitsue! Mesmo assim, o seu corpo não vai conseguir seguir com isso!

– Não importa! – Falei, tendo a impressão de sentir um gosto metálico na boca – Eu vou me esforçar o quanto for preciso... O quanto for necessário... – Mais uma avalanche de chakra entrou no meu corpo e o Kakashi gemeu mais uma vez de dor e aumentei o aperto nas mãos – Por favor... Não tente me impedir ou então eu nunca vou me perdoar por isso – Praticamente implorei, sentindo o gosto metálico se espalhar pela boca.

Yuuto abaixou a cabeça, e num conflito interno sobre oque era o certo a fazer, decidiu se afastar de mim um pouco e esperar até que eu alcançasse o meu limite.

As mãos do Ryo começaram a tremer de nervosismo e ele não teve escolha a não ser observar toda a cena com o Yuuto estático ao seu lado.

Dei um meio sorriso e murmurei num som quase inaudível um Obrigado.

Respirei fundo e desdobrei minhas pernas devagar, sentindo meus músculos mais debilitados do que nunca e voltei meu olhar para o rosto do Kakashi, sorrindo mais uma vez ao ver a chama ao redor dele bastante reduzida.

Com as mãos tremendo compulsivamente, deslizei uma delas pelo seu braço até a sua mão suada, entrelaçando nossos dedos.

– Estamos quase lá Kakashi... – Mais uma enchente de chakra maior que eu esperava rasgou minhas entranhas, lançando meu corpo para frente de tanta dor e meus joelhos cederam fazendo meu rosto cair pesadamente no peito dele quase no fim de minhas forças – Estou quase terminando... – Murmurei com a voz rouca, e um liquido rubro e quente escorreu no canto de meus lábios até escorrer pela roupa do hospital que ele vestia.

Kakashi sentiu seu corpo ficar menos dolorido e mais leve cada vez que o tempo passava, e esse pouco de alivio fez que o torpor dele passasse, abrindo um dos olhos pela primeira vez desde que eu cheguei ali. Infelizmente a primeira coisa que ele pode enxergar foi a cena infeliz do meu corpo machucado e debilitado caído em cima do leito com meu rosto em cima dele, em quanto o sangue rubro escorria das minhas narinas e de minha boca, que por pior que estivesse naquela situação, sorria para ele com um alivio enorme.

– Mitsue! – Se alarmou, com a voz mais limpa que na ultima vez.

Meu sorriso se alargou ao ver ele abrir os olhos, mas no momento em que mais queria falar algo para ele, parte do sangue volta pela garganta e eu me engasgo, tossindo mais e mais sangue no tecido da sua roupa.

– Me... Desculpe... – Consegui murmurar no meio da tosse de sangue.

Os olhos do Kakashi praticamente saltavam no rosto de tão arregalados que estavam ao me ver morrendo na sua frente.

Finalmente, depois de tanta dor, sinto o formigamento familiar na mão que eu segurava e paro de absorver o chakra do corpo dele.

Alguns momentos antes de o chakra armazenado em mim entrar em colapso com o meu, lágrimas abundantes escorrem no rosto do Kakashi e eu abro meu ultimo sorriso sincero para ele, e com lágrimas descendo quentes pelas minhas bochechas repito as palavras que para mim eram as mais importantes do mundo numa fala sem som, mas que o Kakashi consegue ler perfeitamente em meus lábios:

Eu te amo muito...

E então tudo se seguiu com rapidez.

Minha expressão aliviada desapareceu e uma convulsão levantou meu corpo violentamente para trás, e numa questão de segundos, como uma faísca de fogo num ar repleto de gás, meu corpo entra em chamas que incendeiam meu corpo dos pés a cabeça, me fazendo girar as órbitas dos olhos para trás.

Graças ao desespero que ele sentia, Yuuto retirou as luvas de couro com os dentes e me segurou por trás. Como pura magia as chamas diminuíram até meu corpo tombar com o Yuuto para o chão e um fio grosso de sangue escorrer pelos meus lábios como uma mini-cascata.

Kakashi se levantou de uma vez, e com a visão completamente embaçada de lágrimas, ele caiu de joelhos no chão, engatinhando apressadamente na direção do Yuuto que me segurava nos braços trêmulos.

O grisalho parou de frente para mim e levantou as mãos até meu rosto.

– Não... – Ryo encarava-me a pouca distancia em estado de choque, tentando bloquear as coisas que passavam pela cabeça mais tremulo que qualquer um ali.

Kakashi tocou minha bochecha manchada de sangue e parou de se mover quando sentiu minha pele fria, com os olhos congelados no rosto sem expressão e aparentemente sem vida que ele tanto amava.

– Mitsue... – Suas mãos se fecharam com força no meu rosto e seu corpo começou a tremer furiosamente, com lágrimas e mais lágrimas tombando no chão liso, e com todos os rostos das enfermeiras voltados para o trio em volta da mulher que não aparentava ter mais vida.

Mesmo com todo o tremor no corpo, Ryo se aproximou do Kakashi e tocou o seu ombro.

– Kakashi...

– Se afaste de mim.

Um novo tremor percorreu pelo corpo do Ryo ao ouvir a voz fria e sem emoção, e devagar, ele afastou a mão.

Kakashi deixou a cabeça cair no colo e cobriu a cabeça com as mãos, deixando todo o lugar em completo silêncio.

Yuuto ainda me segurava nos braços com os olhos meio avermelhados, e em silêncio, ele desceu meu corpo com toda delicadeza até o chão liso e um pouco sujo de sangue e me deitou.

Yuuto recolheu as mãos e juntou as palmas, fechando os olhos em seguida.

Ryo observou a cena com um silencio sepulcral, pensando se o Yuuto estaria em prece. Mas seu pensamento muda quando vê uma pequena luz cálida surgir entre as palmas e crescer até cobrir as duas mãos. E para a maior surpresa do Ryo, a cor da luz era violeta suave, mas mesmo assim falou nada.

O moreno abriu os olhos e separou as palmas, descendo-as até pousá-las no meu abdômen. Kakashi levantou levemente a cabeça ao sentir a presença daquele chakra e observou com o rosto pálido as mãos que emitiam luz, pousadas no corpo imóvel.

Os dois ficaram observando a cena sem animo nos olhos até que a luz se extinguisse e as mãos fossem retiradas de lá.

Ryo levantou os olhos para o rosto do Yuuto e abriu levemente a boca ao ver que o cabelo castanho escurecia de pouco em pouco e os olhos se tornaram um pouco mais claros que o normal.

– O que você fez? – Perguntou em voz baixa, como se não quisesse me acordar de um sono profundo.

– Apenas a ultima coisa que poderia fazer pela minha irmã mais nova... – Murmurou.

Ryo arregalou os olhos, mas o Kakashi manteve a expressão sem animo.

– Depois de todo o tempo que você teve, só agora você resolve falar isso? – Pergunta o grisalho com a voz ainda rouca.

Yuuto deu uma risada sem humor, seus cabelos quase alcançando a tonalidade negra característica do clã.

– Eu nunca prestei como irmão até agora... – Yuuto tocou o meu rosto frio, afastando alguns fios de cabelo sujos para o lado – Ela não merecia saber que tem um irmão como eu.

Kakashi encarou o Yuuto e desceu o olhar até mim. Limpando um dos olhos, ele se aproximou de mim e passou os braços por baixo do meu corpo, e quase caindo para trás, ele se levantou e virou para trás deixando o Yuuto no chão, e de frente para a cama de hospital que ele estava antes, me deitou ali, observando meu rosto tombar de lado no travesseiro.

O coração dele recebeu uma pontada ao ver como eu não parecia reagir a nada e com os olhos voltando a arder, se aproximou do meu rosto e tocou suavemente meus lábios ensanguentados, deixando uma de suas lágrimas cair no meu rosto.

Um ultimo beijo de adeus.

Mal se afastou de meu rosto e o peito dele começou a tremer, e soluços baixos escaparam dos seus lábios, descendo o rosto de volta até se aconchegar na curva de meu pescoço e chorar baixo em quanto abraçava meu corpo gelado com força, na esperança de encontrar aquele calor que antes era emanado por ele, mas era uma esperança vã.

Era agora uma concha vazia, que um dia já preenchera o coração de várias pessoas e que por uma delas abriu mão de tudo e se tornou oque é agora:

Apenas uma concha vazia.


Notas finais
PERAE! Antes de explodirem de raiva pela autora aqui - Medo - Lembrem-se que um epílogo vos espera. Hehehehe..
Pronto, agora podem se explodir de raiva a vontade.