Para Sempre.

29 Capítulo 29 - Plano arriscado


Notas iniciais
Yo!
Como vão vocês minhas queridas? :) Estou ainda mais alegre hj pq meu livro "The Walking Dead" finalmente chegou em minhas mãos! ^^ Adoro! Enfiiim, espero que apreciem mais esse capítulo, e já adianto que temos uma surpresa inesperada no final ^.~
Bjkas e muitas outras mais!
Ami ~

Passei pelos muros do hospital com o nariz rosado, sentindo-me mais disposta. Foi difícil ter que me separar de perto do Kakashi quando me sentia tão confortável com ele, mas eu não tinha escolha. Minhas opções eram ficar com ele o resto do dia sem fazer nada pela, ou então eu me separava dele para me encontrar com o aqueles dois na floresta para conseguir a “cura” para o mal que eu fiz.

Resolvi optar pela segunda opção.

Há uma semana o Yuuto me procurou pela segunda vez, surgindo na porta da minha casa durante uma segunda nevasca não tão grande como a ultima. Lógico que eu não gostei daquilo, e mesmo com toda a nevasca eu seria perfeitamente capaz de fechar a porta na cara dele, mas ele foi direto quando falou comigo:

-“Tenho um plano de verdade para salvar o Kakashi.”

Eu me surpreendi com aquilo e pensei duas vezes antes de acreditar no que ele dizia. Mas pelo o que ele me mostrou até agora, ele é a melhor pessoa para ter ajuda nessa situação, e pelo Kakashi, eu não negaria. Depois daquele dia eu e ele nós encontrávamos somente para discutir sobre a situação do Kakashi numa floresta não tão distante do hospital.

Para minha maior surpresa, o plano do Yuuto era brilhante, brilhante até de mais para quem não possui e nunca possuiu meu chakra. Aquilo me fazia pensar sobre quem ele realmente era, mas eu tenho evitado para não perder tempo já que como eu disse o plano era brilhante. Depois de ouvir o plano eu comecei a ficar mais esperançosa em salvar o Kakashi e para não perder tempo, eu planejava correr até o Kakashi e explicar o plano, e claro, como ele foi parar naquele estado. Foi neste momento que o Yuuto negou a minha ideia:

-“Não conte a ele agora. Se contarmos, o Kakashi vai negar que o façamos e fará de tudo para impedir.”

Insatisfeita, revidei:

-“Porque não? Esse plano não tem riscos de falhar e nem de machuca-lo de acordo com o que me disse!”

-“Não... O plano como qualquer outro, não é perfeito, contendo alguns riscos que precisamos correr” – Para variar... – “Kakashi é inteligente e evitará isso, então manteremos o silêncio até a hora chegar”.

Fiquei bastante confusa, nem mesmo eu sabia dos riscos e pedi explicações. Ele me disse que apenas me contaria quando o Ryo pudesse estar conosco para dar início ao plano.

E aqui estou eu, já no meio da floresta a apenas alguns metros de distancia do meu destino.

No meio da vegetação coberta por neve, pude ver duas silhuetas, e imediatamente reconheci uma das pessoas que mais me importava.

- Ryo! – Chamei, correndo na direção dos dois, mas com os olhos pregados no homem de cabelos negros que olhou para mim.

- Mitsue-san! – Sorriu quando me viu parar na frente dele e me deu um abraço repentino, deixando-me atônita por um segundo.

Logo o abraço se quebrou, apenas segurava meu braço que formigou levemente com o contato. Só nesses momentos que eu percebia o quanto que aquela sensação fazia falta.

- Que bom que chegou logo, comecei a ficar ansioso.

- Eu não me atrasaria num dia como esse – Sorri para ele também e me virei para o Yuuto, que olhava contente a cena. Reprimi a vontade de revirar os olhos – E ai Yuuto, contou para ele?

- Sim, ele já sabe o porque desse encontro.

Ryo soltou meu braço e se virou para ele.

- Na verdade ainda estou um pouco confuso com toda a história que ele me contou, inclusive a parte do Kakashi – Olhou para mim – É verdade que vocês...?

Não precisou completar para que eu soubesse do que se tratava.

- Sim, é tudo verdade – confirmei com firmeza.

- Ahh... – Limitou-se a isso, logo virando de volta para o Yuuto – E então, como é que resolvemos isso?

Olhei para o Yuuto também, esperando por toda a explicação que se seguiria.

Limpou a garganta antes de começar:

- O plano é nada mais que a pura lógica. Como já sabemos o chakra violeta no Kakashi vai entrar em descontrole em menos de um mês no máximo, causado pela falta de espaço no corpo dele para tamanho poder – Eu e o Ryo concordamos com a cabeça, e ele continuou – Então, se o problema em questão é a falta de espaço, teremos apenas que retirar o excesso de chakra do corpo dele.

Ryo arregalou os olhos diante da normalidade com que ele falou aquilo, como se fosse algo perfeitamente simples.

- Mas isso é impossível. Para retirar o chakra em excesso, temos que ter um outro recipiente para ele ficar depois de retirado, e ninguém nessa vila é capaz de receber o chakra e não acabar como o Kakashi.

- Eu sei disso, por isso planejei tudo nos mínimos detalhes. – Colocou a mão novamente coberta pela luva de couro no ombro do Ryo para acalma-lo – Raciocine comigo, se nenhuma pessoa normal suporta esse chakra, ninguém melhor para extrair que a própria pessoa que o colocou ali e usar a si mesma como recipiente.

- Mitsue?! – Ryo virou bruscamente para mim, surpreso.

- Sim, eu sou a única que poderia extrair e servir como recipiente por eu estar acostumada com meu chakra. – Umedeci os lábios, prestes a explicar – O plano vai ocorrer quando o corpo do Kakashi chegar ao seu limite e o chakra estiver prestes a sair do corpo dele atrás de espaço. Nesse momento, como o meu chakra estará correndo pelo corpo dele, eu poderei me conectar ao chakra apenas tocando no seu corpo e iniciarei a extração direta. – Me aproximei do Ryo e toquei a mão dele, sentindo imediatamente a corrente do chakra dele atravez do formigamento – É a mesma coisa que nós fazemos quando nos tocamos e nossos chakras se unem. Exatamente a mesma coisa.

Yuuto aproveitou a brecha e prosseguiu a minha explicação:

- Como ela disse é o mesmo método que vocês usam. Ela irá se conectar a ele com o toque e o chakra violeta presente no corpo dele se unirá ao dela, e ela literalmente sugará o chakra para dentro de seu corpo e deixará apenas uma quantidade segura para ele sobreviver. Simples, não é? – Sorriu para o Ryo, que não retribui o sorriso.

- Isso é arriscado, você sabe disso não é? – Perguntou diretamente a ele, sério como nunca.

- Sim... Eu já pensei nisso.

Olhei para o Ryo levemente irritada. Como ele pode ter descoberto os riscos se nem ao menos eu sei?!

- Será que poderiam me explicar, por favor? – Apertei mais a mão dele, e o Ryo se virou para mim ainda sério.

- É que... – Engoliu em seco – Na hora da extração, mesmo que tenha sido você a colocar o chakra dentro dele, a partir do momento que seu chakra consome o dele, ele não se torna o mesmo de antes, deixando de ser compatível com o seu e você poderá morrer antes de o processo de extração acabar.

Meu coração falhou uma batida ao terminar a frase.

- Mas você tem algumas chances de sobreviver já que ele ainda é de alguma forma o seu chakra, mesmo que elas sejam pequenas – Yuuto cruzou os braços – E acredite, é a forma mais segura de extração que conheço.

Engoli em seco e senti as mãos suarem.

- Quer dizer que... Se eu quiser salvar o Kakashi. Eu terei que arriscar minha própria vida?

Yuuto concordou.

- É a única forma.

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Tudo se tornou mais tenso depois da grande noticia. Boa parte dela emanava do próprio Ryo, que temia minha morte mais que eu mesma, mas não falou nada. Ele sabia que graças a minha teimosia sem tamanho, ir contra o plano me motivaria mais a fazê-lo, sendo até mesmo capaz de fazer escondido dele para que não haja mais preocupações. E como era de se esperar, ele estava correto. Eu faria isso e muito mais.

Recompus-me do choque e continuamos o que fomos fazer ali. Basicamente, Yuuto precisava da presença do Ryo para que eu simulasse uma extração de chakra nele, como se ele fosse o Kakashi no caso, diminuindo os riscos do plano dar errado e eu morrer. Claro que eu não o extrairia de verdade, eu somente o sugaria e o devolveria logo depois. Como disse, é apenas uma simulação.

Ficamos treinando assim o resto da manhã, e o Yuuto apenas observava meu desempenho de longe com o olhar sempre focado em mim, as vezes distante como se tirasse um sentimento do fundo dele e o revivesse por alguns segundos em quanto me observava. Mas, completamente focada na simulação, não percebi o brilho estranho no olhar dele e nada disso. Apenas continuei.

Na metade do dia, eu e o Ryo resolvemos descansar. Ele realmente parecia acabado por ter seu chakra retirado e colocado dentro de si diversas vezes e eu também estava exausta.

Estavamos no meio de uma conversa sentados num tronco de árvore úmido, quando algo foi colocado na frente de nossos rostos.

- Podem pegar – Yuuto sorriu e balançou os copos de plástico com chocolate quente para nós dois.

- Obrigada – Peguei o copo, e observei o liquido quente e espesso no copo, exalando um cheiro doce e convidativo.

- É bom esquentar um pouquinho nesse frio todo – Voltou a sorrir e deu um passo para trás – Enquanto vocês bebem, eu vou lhes apresentar uma pessoa que vai nos ajudar com a simulação.

Ryo tirou o copo dos lábios e curvou as sobrancelhas.

- Pensei que era uma coisa restrita a nós.

Ele colocou as mãos cobertas nos bolsos, demonstrando tranquilidade.

- Não se preocupe, essa é uma pessoa de nossa confiança – Diminuiu o sorriso e ficou de lado para nós – Pode vir aqui.

Nós dois olhamos em volta atrás da pessoa que ele chamava, mas vimos nada além da floresta coberta por neve. Demos um olhar cúmplice, com uma interrogação no olhar.

Ryo se virou para o Yuuto.

- Cara, onde está a tal pessoa que você... – Nesse momento alguma coisa surgiu em cima do Ryo, quase o fazendo cair para trás. Levantei-me assustada e encarei a cena com as mãos tremendo.

- Ryo-kuuuuun! – A criatura feliz em cima do Ryo o apertou com força, também apertando o rosto corado contra o peito dele.

- A-Arisu?! – Exclamou ele ao enxergar o rosto da mulher.

- ARISU?! – Falei ainda mais alto, ouvindo o eco da minha voz passar pelas árvores.

Os anos se passaram e aquela garota pareceu mudar nada, apenas pelo cabelo ruivo e liso que estava maior, preso em duas maria-chiquinhas longas até quase alcançar a cintura e uma franja longa caia no rosto dela, naquele estilo rebelde próprio dela. Ah sim, ela cresceu um pouco também, mas nem tanto.

Tive certeza que ela continuava a mesma ao ver seu olhar irritado vir na minha direção, como se eu tivesse interrompido algo de muita importância.

- Ah, é você.

Estreitei os olhos, incrédula. Que tipo de cumprimento é aquele?!

- Oi para você também Arisu. Há quanto tempo.

Ela saiu de cima do Ryo e ficou de frente para mim, colocando as mãos na cintura.

- Desculpe-me, é que na ultima vez que eu te vi você parecia tãããão chocada com o seu homem que mal te reconheci – Um meio sorriso malvado escapou pelos lábios dela.

Eu encarei a pirralha – que agora devia ter vinte e poucos anos — com cara de tacho. Não me irritaria por uma besteira dessas.

- Obrigada pelas sinceras desculpas – Revirei os olhos ao levar meu copo para a boca.

Quase que cuspo o chocolate quente quando cinto uma mão no meu ombro, mas relaxo quando vejo que é apenas o Yuuto com seu enorme sorriso, divertido com a cena. Desvei o olhar dele, soltando um resmungo baixo.

- Ora, ora! Vejo que já se conhecem heim Mitsue – O sorriso dele se alargou, mas eu não ousei olhar para ele – Muito bom, isso facilita bastante às coisas.

- Yuuto-san... O que quer dizer tudo isso? – Ryo finalmente resolveu falar algo, meio corado pelo susto.

Yuuto tirou a mão do meu ombro e ficou de frente para todos nós, ainda sorrindo.

- Não é nada de mais. Eu apenas resolvi “contratar” os serviços de minha velha companheira para ajudar vocês dois a controlarem melhor o chakra, já que ela é bastante talentosa nesse aspecto.

Arisu bufou para o Yuuto, fazendo cara feia.

- “Velha companheira”... Não fale como se tivéssemos tanta intimidade. Eu ainda não vou com a sua cara – Resmungou.

Yuuto tocou a cabeça dela e se aproximou.

- Então porque resolveu me atender com tanto animo, Ari?

Ela se virou para ele irritada e deu um tapa na mão dele, fazendo que ele desse um passo para trás.

- Eu não vim por você, baka. Vim por ele – Ela apontou o indicador para o Ryo-kun, que exalou um grande suspiro de cansaço.

- Lógico que viria por ele... – Murmurei, dando uma bebericada no meu chocolate em seguida.

- Alguém te perguntou alguma coisa?! – Arisu fez cara feia para mim.

Dei um meio sorriso para ela.

- E eu por acaso preciso disso para falar?

- Tudo bem, tudo bem, já chega de brincadeiras – Yuuto olhou para nós duas – Precisamos iniciar logo esse treinamento. Não dispomos de tanto tempo assim.

Tomei o ultimo gole de chocolate e amassei o copo de plástico com uma das mãos.

Ele acima de tudo – Repeti na minha cabeça e joguei o copo perto do tronco.

- Vamos logo com isso – Pedi a Arisu.

- Pelo Ryo. Lembre-se disso – Murmurou antes de se dirigir para o centro do lugar.

- Tanto faz – Revirei os olhos pela octogésima vez no dia.