Para Sempre.

26 Capítulo 26 - Impossivel? Não mais.


Notas iniciais
Yo!
Ebaaaaa to muito feliz *O* Acabou todo o estresse de provas e agora posso voltar a escrever normalmente XD.
Se meus instintos estiverem certos, alguem vai ser capaz de jogar pedras em mim com oque vão descobrir ^^. Mas procurem manter a calma, se quiserem ver novos capítulos precisam me dexar viva ;P
Bjks meu povo e até um dia desses ^^
Ami ~

Kakashi...

Ele não saia mais da minha cabeça dês de o momento que pisei meus pés no hospital com ele e o resto do time sete. Tudo aquilo foi cansativo, principalmente ter que carrega-lo até Konoha sendo que ele era bem maior que eu e mais pesado. Mas o mais cansativo foi convencer três certas pessoas a se tranquilizarem e saírem do hospital para repousar da missão já que o Kakashi ia ficar bem agora.

Não ia?

Enterrei meu rosto nas mãos para que eu relaxasse mais.

Dês de o momento que ele me disse os sintomas... Dês de quando eu o vi daquele jeito, algo dentro de mim dizia que não ia ficar tudo bem. Pelo menos não por agora.

Mas porque tanta preocupação?!

Até agora eu lembrava a mim mesma que aquela possibilidade na minha cabeça deixou de ser uma possibilidade no momento que isso se tornou completamente impossível de acontecer. É impossível. Totalmente impossível.

– Ardência... Dores musculares fortes... Calor demasiado... Dores fortes nos órgãos como se tivessem feridas internas... – Murmurei para eu mesma num tom inaudível para quem passasse por perto – São exatamente todos os sintomas de quando eu uso meu chakra em excesso, ou ele sai de controle... Por isso é impossível que seja isso – Levantei minha cabeça, encarando a parede branca do corredor – Certo? – Perguntei para eu mesma.

Deixei de lado o dialogo comigo mesma quando ouvi os passos do médico que eu aguardava. Desencostei da parede e andei também até ficar de frente para ele no corredor.

– Ora, ora, se não é a Terasu Mitsue – O médico sorriu quando notou quem era a pessoa.

Meus olhos cresceram de leve quando reconheci o rosto do médico também.

– Doutor Mairu? – Perguntei para ter certeza se era esse mesmo o nome dele, já que eu só o ouvira uma vez.

– Eu mesmo – Assentiu – Pelo que vejo você quem trouxe o meu novo paciente... – Ele levou a caderneta para perto do rosto, observando o nome nele – Hatake Kakashi?

– Sim, ele mesmo.

– Muito bem... Poderia me acompanhar Terasu-san? Quero ter uma conversa particular com você. – Me assustei com o olhar sério dele, e apenas assenti com um movimento de cabeça.

Acompanhei-o como me pediu com meu coração na mão. Aquele pensamento de que ele não ia melhorar me atormentava outra vez.

Entramos numa sala modesta e confortável, um pequeno cômodo que provavelmente seria o local onde o Dr. Mairu trabalhava, e que mesmo sendo nada medonho para um hospital, me deixou nervosa.

Ele me indicou uma cadeira na frente da sua mesa de trabalho e me sentei em silêncio, esperando suas palavras. Só me tranquilizei quando o vi sentar na minha frente, colocando a prancheta do seu lado na mesa.

– Bem, pressuponho que você já tenha conhecimento do estado físico dele, certo? – Colocou as mãos na mesa, esperando pacientemente que eu assentisse novamente – Muito bom, isso facilita as coisas.

– Poderia ir direto ao assunto, Dr.? – Pedi meio impaciente.

– Se é o que deseja – Se inclinou mais para a mesa – Eu não pude conter o choque que tive ao ver os ferimentos dele, muito menos quando soube que você estava envolvida nisso. Isso porque os ferimentos dele são os mesmos que os que você teve a uns tempos atrás e tão graves quanto.

– Eu sei disso, mas aonde você quer chegar, Dr.? Eu pedi para que fosse direto – Repeti.

– Estou tentando ser o mais resumido possível em minhas palavras, mas vejo que não vai adiantar muito – Umedeceu os lábios antes de continuar – Esses tipos de ferimentos, os seus ferimentos, são sempre causados pelo uso excessivo e/ou descuidado do seu chakra, já que ele é mais letal que o comum, sendo que isso limita a quantidade e o tempo que seu corpo pode usa-lo. O que significa que se você o usar de modo incorreto isso acarretará em um desgaste rápido do corpo com ferimentos graves por fora e principalmente dentro dele.

– Sim... – Concordei mais impaciente que antes.

– Pois bem... O caso do Kakashi é exatamente o mesmo – Foi direto.

Não faço ideia de qual foi minha expressão quando ouvi aquilo, mas deve ter sido muito ruim pelo modo que o Mairu reagiu.

– Você me pediu para que eu fosse direto... – Olhou preocupado para o meu rosto.

– Mas como você espera que eu reaja ouvindo que...?! – Deixei a frase morrer. Não era aquilo que eu queria falar – Como o Kakashi pode ter a mesma coisa que eu Mairu?! Deveria saber que isso é impossível já que foi o meu médico!

– Como eu disse, eu fiquei chocado como você está, já que isso só ocorre com você e o outro Terasu. Mas então eu descobri uma coisa mais chocante ainda, mesmo que fosse um pouco previsível pelas circunstancias...

– O que?! – Cortei-o assustada.

Soltou o ar de leve antes de falar.

– Encontrei vestígios do seu chakra violeta no chakra azul do Kakashi.

Um choque repentino passou pelo meu corpo, como se tivesse colocado o dedo encharcado de água na tomada.

– O-oque você...? Como...? – Perguntei com a voz engasgada.

– Eu tenho certeza absoluta disso. Mesmo que a quantidade de chakra violeta não seja grande, é ele que esta causando isso no Kakashi – O olhar do médico se tornou ainda mais pesado e sério no meu – Agora sou eu quem pergunto Terasu-san. Como o seu chakra conseguiu ter acesso ao corpo do Kakashi?

– Eu não sei... – Murmurei com a voz assustada – Eu não faço a menor ideia de como...

– Pense Mitsue. Preciso que pense em todos os momentos que tiveram algum contato, mesmo que mínimo para pelo menos ter alguma pista de como ele chegou lá e de como posso tira-lo.

– Tirar o chakra violeta? – Repeti incrédula. Aquilo era possível?

– Exatamente. A única maneira de podermos controlar o avanço das feridas internas e de todo o resto é retirando o chakra. Caso contrario, o chakra continuará circulando pelo corpo dele junto do chakra positivo – azul – agravando de pouco em pouco as feridas e provocando outras talvez piores.

– Uma das razões que ter um chakra diferente no corpo é tão grave – Refleti, mastigando as informações que eu conseguia.

– Na verdade chakras comuns, mesmo sendo diferentes, podem ser contidos ou até mesmo retirados já que temos informações de sobra sobre eles. Mas o seu chakra... Temos nenhuma informação útil sobre ele, somente as que conseguimos com suas internações – Suspiramos juntos, ambos chocados e cansados – Mas ficar falando sobre isso não ajudaria muito, o que eu preciso no momento é saber como seu chakra conseguiu ter acesso ao corpo e consequentemente ao chakra positivo dele.

– Me desculpe Dr. Mairu, mas eu realmente não sei. Eu nunca vi uma pessoa comum conseguir o meu chakra... – Me calei no mesmo instante – Não... Não estou sendo sincera. Na verdade só teve uma única pessoa que conseguiu pegar parte do meu chakra...

O médico se moveu nervosamente na cadeira.

– Como ela se chama? Sabe o nome dela?

– Lance – Murmurei, mas mesmo assim o médico conseguiu ouvir.

O medico ficou de olhos arregalados, incrédulo.

– O fugitivo da prisão?! O mesmo Lance que te raptou?

Tremi discretamente ao me lembrar dele.

– Sim... Isso foi na ultima vez que me encontrei com ele.

– Tem alguma informação de como ele conseguiu isso? – Mairu recuperou parte da calma, tentando não me deixar mais nervosa.

– Nenhuma. Eu não faço ideia de como ele pôde. Só lembro que de alguma forma ele absorveu-o com as mãos.

– Absorver? – Dr. Mairu se se encostou à cadeira, pensativo.

Desviei o olhar do médico e olhei para minhas mãos, só me dando conta do quanto que as apertava quando vi meus dedos brancos pela pressão. Aquilo era demais para um dia.

Com um rangido, levantei da cadeira e me dirigi até a porta da saída.

– Espere, aonde vai? – Se pôs a indagar quando me viu abrir a porta.

– Vou descobrir como isso aconteceu com o Kakashi – Simplesmente disse antes de fechar a porta atrás de mim.

Antes que ele abrisse a porta atrás de mim, e já havia desaparecido dali na primeira oportunidade, com só um objetivo na cabeça.

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– Ryo!

Bati na porta mais três vezes com força, preocupada de ele ter saído em alguma missão ou algo assim.

– Ryo! – Chamei mai uma vez.

– Com licença, moça! – Olhei para o lado enxergando uma mulher jovem de cabelos castanhos – Melhor desistir, o Ryo-kun não está em casa no momento.

– Sério?! – Olhei para a porta com chateação – logo hoje ele resolve desaparecer!

A mulher fez um rosto assustado a me ver dar um soco na porta, fazendo uma pequena marca na madeira.

– Me desculpe...

– O que foi? – Perguntei quando estava prestes a sair.

– Se tiver algo importante para falar com ele... Pode me falar que eu dou o recado quando ele voltar.

Sorri mesmo sem muita vontade para a moça e neguei com a cabeça.

– Não, obrigada. Isso é uma coisa que deveria falar pessoalmente.

– Tudo bem então... – A moça deu um meio sorriso e passou a chave na porta ao lado da dele.

Comecei a andar para o fim do corredor quando uma ideia surgiu na minha cabeça.

– Ahn, espere um pouco – Pedi, antes que ela entrasse no apartamento.

– Sim?

– Será que... Se ele aparecer você poderia avisar que Terasu Mitsue está querendo falar urgentemente com ele? – Ignorei a mudança de expressão dela ao ouvir meu nome.

– S-sim, poderia – Concordou rapidamente.

– Obrigada – Agradeci outra vez e desapareci do corredor em direção as escadas.

Cheguei ao lado de fora com pressa. Eu tinha que procurar por ele custe o que custar. Ele é o único que sabe sobre o nosso chakra com mais detalhes que eu.

Pisei forte na neve quase levando um escorregão, mas em pouco tempo estava correndo, sem importar para os perigos daquilo. Fui para o Ichiraku, para o prédio do país do fogo, para as churrascarias e por fim no campo de treinamento que ele costumava passar o dia treinando sozinho.

Freei na neve fofa do campo dando de cara com nada, a não ser o tapete branco e gelado que eu tanto odiava.

– Merda! – Falei em voz alta descontando a minha frustração na floresta a minha volta que ecoou a palavra por uma boa distancia. Coloquei as mãos no rosto e me agachei na neve – Que droga... Porque você não aparece Ryo.

Levantei meu olhar para frente quando escutei passos surdos na neve.

– Ouvi falar que ele foi para a vila vizinha entregar alguma coisa a mando do Hokage – Virei bruscamente para trás, enxergando um homem com o rosto familiar se aproximar de mim.

– Quem é você? – Observei-o de cima para baixo tentando me lembrar de onde eu o vira.

Os olhos amendoados me observaram, curiosos.

– Desculpe-me! É normal que não lembre de mim já que eu não consegui me apresentar para você – Sorriu gentilmente, me oferecendo a mão coberta por uma luva de couro – Sou Yuuto, ex-parceiro do Kakashi.

Fiz uma careta, me lembrando muito bem de onde eu o vira. Recusei a mão dele, me levantando sozinha.

– O amiguinho ANBU do Kakashi que foi até a minha casa naquele dia, eu lembro – Falei com uma voz mal humorada, alargando o sorriso dele.

– Vejo que já esta sabendo de algumas coisas sobre mim. Presumo que Kakashi lhe disse. – Revirei os olhos para o sorriso dele.

– Não, simplesmente foi óbvio de mais para mim – Cruzei os braços antes de continuar – Por acaso está me seguindo?

Ele colocou as mãos cobertas nos bolsos, sem desmanchar o sorriso.

– Não é só porque eu sou um ANBU que tenho que ficar seguindo as pessoas, Mitsue-san.

– Então porque está aqui?

– Coincidência? – Me fitou com o olhar divertido.

– Estou fazendo uma pergunta séria.

O tal Yuuto me fitou mais um pouco, diminuindo o sorriso aos poucos até se tornar bem discreto no rosto dele.

– Vamos dizer que eu vim aqui pelo Kakashi.

– Kakashi? – Afrouxei os braços, de repente interessada.

Assentiu com a cabeça uma vez sem desviar o olhar.

– Eu soube... – Se interrompeu, negando com a cabeça – Eu vi o que aconteceu com ele, e sinto que posso lhe ajudar.

– Isso soa muito suspeito – Comentei – Por que do nada você sente que pode me ajudar? O que você sabe?

O rosto dele assumiu uma expressão séria pela primeira vez.

– Eu sei como ele ficou desse jeito, e também sei que se ele continuar assim ele vai morrer. Interessada?