Para Sempre...

3 Um grande encontro


3. Um grande encontro

*Por Raymond*

Eu estava tomando meu café, quando escutei um som maravilhoso de motor, mais quem seria àquela hora? E quem teria tal carro? Será que são os Nixon? Algum problema? Resolvi ir lá para checar quem era, e dei de cara com a bela vampira da noite passada, agora que eu estava mais calmo pude perceber a beleza daquela mulher, cabelos sedosos e cumpridos na cor cinza, seu rosto era fino e delicado, seu andar era de tirar o fôlego, ainda mais com aquela roupa, mas isso é só truque de vampiros, eu não vou ficar babando para uma vampirinha como ela. E lá vem ela com um belo sorriso no rosto, e pelo visto vem me cumprimentar.

- Boa tarde, Raymond. Vim avisar que fui meio que adotada e irei realmente ficar por aqui. E vim conhecer as pessoas que habitam as redondezas, já que vocês são lobos, achei que não haveria problema de fazer amizade com vocês.

- Boa tarde, Sophie. Fique á vontade, minha família vai adorar conhecer a nova integrante da família Nixon, eles são grandes amigos do meu pai. – eu disse em meu bom e velho tom irônico.

- Obrigada. Adorarei conhecer seu pai. – ela deu um belo sorriso para mim, ela era tão perfeita, apesar de toda minha arrogância ela ainda era tão meiga.

- Oi Sophie, que bom te ver de novo, pensei que só te veria na sua próxima caçada. – disse meu querido primo Robert sorrindo para a vampira.

- Oi Robert, oi pessoal, eu agora estou morando com a família Nixon, eles meio que me adotaram, é estranho ser adotada com essa idade, mas eu já me acostumei. – disse ela com seu jeito doce e sorridente, enquanto o resto da matilha também sorria para ela.

- Não acredito que você seja tão velha assim, mas se for você é linda de qualquer jeito. Só não conta nada para a Tracy, somos namorados. Mas eu não deixo de ser curioso, me conta, qual a sua idade? – Disse Robert todo entusiasmado enquanto levava ela para dentro da minha casa.

- Tenho cento e dezessete anos! Ah! Ang! O que faz aqui? Senti a sua falta. – de onde ela conhecia a Angel? É cada uma que me aparece.

- Oi! Também senti sua falta. Eu vim visitar meus amigos, e ver como meu velho Joe está, ele e minha mãe foram muito amigos e ele cuidou de mim quando ela faleceu. Hoje tenho um primo de consideração muito chato, mas fora isso, eu sou feliz. – disse Angel olhando para mim e sorrindo, retribui seu sorriso e a abracei.

- Nossa! Acho que você deveria ensinar bons modos a seu primo, ele é muito... – ela pensou um pouco — Muito irônico, mas acho que ele faz isso para ver se me tira do sério.

- Eu ainda estou aqui. – eu disse indignado com as palavras dela.

À tarde com ela foi até boa, eu consegui me dar bem com ela, todos a amaram, eu acho que se os outros descobrirem o que estou sentindo vão zombar de mim, eu prefiro nem pensar nisso, mas eu simplesmente gostei de hoje, acabei marcando um encontro com a vampira, vamos dar um passeio pela floresta hoje á noite, fiquei de buscá-la ás sete. Vamos tentar conversar e resolver nossas diferenças, que nesse caso são muitas, mas isso não me impede de tentar reduzir meu nojo por ela ser uma sugadora de sangue, ela é diferente de qualquer um, ela é meiga e se importa com os humanos, e vejo no olhar dela que ela é uma boa pessoa, acho que há uma parte nela que ainda permanece humana.

[…]

Já eram quase sete horas e fui pegar minha linda Ducati. Cheguei a casa dela ás sete em ponto, e ela desceu as escadas da frente em direção a mim. Ela estava linda, com uma calça branca, sapatilha preta, blusa branca e um casaco vermelho sangue, que a deixava mais radiante. Ela me deu um beijo na bochecha e subiu na garupa. Fomos a caminho de um penhasco, queria mostrá-la a lua, lá era mais calmo.

- Vamos lá lobinho! Sei que você pilota melhor do que isso. – disse ela dando altas gargalhadas, então acelerei a moto, seu rosto tinha uma expressão de felicidade.

- Gostou disso vampirinha? – disse no meu tom irônico.

- Não tem tanta graça, corro mais rápido do que essa moto.

Chegamos ao penhasco sorrindo muito, ela mal conseguia falar algo sem sorrir, e como consequência eu também não parei de sorrir para ela. Finalmente depois de cinco minutos, nos sentamos um ao lado do outro bem na ponta do penhasco, eu amava ir para aquele lugar, me sentia livre lá e percebi que ela também. Nós estávamos calados, somente olhando á bela lua cheia no céu, os olhos da Sophie brilhavam e ela sorria de forma sutil, até que ela resolveu quebrar o silêncio.

- Bom senhor lobinho, a sua moto é muito bonita!

- Obrigada! Mas não é assim que se puxa assunto comigo. – eu falei com um sorriso provocante.

- Bom eu gosto muito de me divertir, então, que tal apostarmos uma boa corrida? Aposto que venço de você em milésimos de segundos!

- Ah! Vampirinha fala sério, você não me vence nem querendo. E, além disso, viemos aqui para conversar.

- Ah é mesmo, e também, sei que você está com medo de perder.

- Não me provoque, posso ser muito mal. – disse me aproximando dela, e quando percebi já estávamos nos beijando, e rapidamente hesitei.

- Desculpa. Deveria ter tentado te evitar! Mas fica tranquilo, isso é normal entre jovens e pessoas de idade como eu! – Ela disse em um tom irônico, mas eu não poderia deixar nada acontecer, como se não já bastasse o casal nota vinte, Tracy e Robert.

- Me desculpa Sophie, eu não queria fazer isso. Mas deixa pra lá! Quero te fazer uma pergunta.

- Faça!

- Como conheceu a Angel?

- Eu morava no apartamento ao lado do dela... Você sabe qual lobo é o pai da Alyssa? – Ela perguntou com uma cara de preocupação.

- Ela já tem nome?! Nossa nem fiquei sabendo! Bom, o pai é Cian Lewis, mas ele faleceu há uns seis meses atrás, em um acidente com vampiros.

- Nossa! Ela nunca me contou. Bom e onde você estuda? Vou começar a escola amanhã! Estou muito nervosa, depois que virei vampira nunca mais fui á escola ouhá um lugar público.

- Estudo em Port Walter High School.

- Sério? Também vou estudar lá, só para manter as aparências.

- Vamos! Eu preciso descansar, amanhã tem aula e não quero me atrasar.

- Tudo bem Raymond Sandler! – disse ela e começamos a rir baixinho.

Agora eu me sentia cada vez mais preso aquela garota, aquela bela vampira, não era a mesma coisa viver sozinho, sem amar ninguém, ela agora fazia parte de mim, mas preferi deixar em segredo, não queria me magoar, afinal ela é uma vampira e eu não poderei mudar isso, nós somos inimigos naturais, não sei se posso ser feliz com alguém que nem tem sangue circulando nas veias. Saindo do penhasco, a levei para casa, e lá o Derek estava esperando-a na enorme janela de vidro do segundo andar, e o inesperado, ela me deu um beijo se virou e saiu sorrindo para mim, aquela garota ainda me colocaria em péssimos momentos, mas se ela também estivesse apaixonada como eu estou por ela, estarei disposto a qualquer coisa pela minha doce Sophie.

Agora a minha vida estava tomando um rumo diferente do que tinha planejado para mim, eu não sabia se era certo tomar o rumo eterno ao lado de uma vampira, apesar de ser mais humano que ela eu também sou imortal, mas tenho certas diferenças. Agora o que me importa mesmo é ela, agora minha gravidade é ela, eu não sei o que está havendo comigo. Queria poder descobrir!

Notas finais
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