Para Sempre...
1 Minha Vida
Notas iniciais
1. Minha vida
Meu nome é Sophie Mary Foster, sou de uma cidade chamada Atlanta nos EUA. Nasci em 1894, no dia 19 de maio, minha mãe morreu logo após o parto, me deixando apenas com meu irmão mais velho por parte de pai, Stanley, um garoto de apenas 15 anos. Meu pai havia ido embora antes mesmo de saber que minha mãe estava grávida.
Em 1904, meu irmão sumiu, e nunca foi encontrado. Algo devastador levou meu irmão, algo que mudaria a vida de todos nós para sempre, principalmente a minha.
Logo após o desaparecimento do meu irmão, resolvi me mudar para Bolton no Reino Unido. Antigamente era muito mais fácil de viajar, e eu não tinha tanto medo de estranhos.
Sete anos se passaram desde que meu irmão desapareceu, eu acabara de fazer 17 anos e estava muito contente, a festejar com meus amigos e amigas. No meio desta festa conheci um garoto lindo, alto, com a pele branca como a lua, olhos vermelhos, com a aparência de um garoto de 18 anos, forte, cabelo loiro e encaracolado, parecido com um anjo, mais as aparências enganam. Divertir-me incansavelmente com aquele rapaz, cujo nome era Ramon Mazar. Ele me fazia esquecer-me de todos os problemas pelos quais já havia passado. Após a meia-noite, ele resolveu me levar para sua casa, para que eu conhecesse seus pais, na Itália.
Ele tinha em seus olhos vermelhos o terror, mais a tentação de ir com ele, era muito maior, aquele seu jeito me enfeitiçou. Cheguei á Itália muito contente, logo tínhamos chegado a um enorme castelo, o lar de Ramon. Conheci seus prováveis pais, havia uma bela mulher, cujo cabelo escuro e longo emoldurava seu belo rosto afinado, sua pele era pálida e seus olhos vermelhos como sangue, seu nome era Debi Khan Match; ao seu lado havia um homem loiro, alto, devia ter uns 1,90 de altura, seu físico bastante forte e claro que com os mesmos olhos e pele igual a da mulher, seu nome era Ethan Scott Match. Naquele momento eu não havia entendido tal semelhança que havia nos três. Acho que uns três minutos se passaram desde que eu entrei naquela enorme sala, então o senhor Ethan se levantou com um enorme sorriso.
– Ora, ora, ora! Então essa é a bela Sophie. – Disse Ethan ainda com o enorme sorriso.
– Sim! Senhor Ethan, ela é extraordinária, servirá bem. – Disse Ramon, seu rosto mostrava muita seriedade naquele instante.
Eu realmente não entendi aquele pequeno diálogo entre os dois. Então Ethan se aproximou de mim e fez uma cara de como se estivesse com vontade de me devorar, como se eu fosse um belo Bife ou algo assim.
– Fique quietinha não vai doer nada. – Disse Ethan, com uma feição amedrontadora.
Naquele momento eu fiquei assustada, mais mal deu tempo de raciocinar, logo Ethan tinha mordido meu pescoço. Senti uma dor terrivelmente agonizante que pareceu durar uma eternidade. Logo todos os meus sentidos ficaram aguçados e meu coração parou de bater; e uma agonia começou a tomar conta de minha garganta, eu não me sentia mais eu. Logo senti um cheiro ótimo, um cheiro que eu jamais havia sentido em toda minha existência, e de repente eu estava lá, largando o cadáver de uma das empregadas, meus lábios cobertos de sangue. Sai em disparada para a pequena sacada e me joguei, corri e corri até a floresta mais próxima, e de lá só sai um ano depois, quando já me controlava e apenas tomava sangue de veados, alces e outros pobres animais que poderiam saciar minha sede.
Mas, enquanto eu estava na floresta sem conhecer muito bem a espécie que me tornara, eu percebi várias mudanças incrivelmente intrigantes. Ás vezes partes do meu corpo ficavam invisíveis sem razão alguma, para mim talvez fosse algo normal, eu não suspeitava de muitas coisas. Também percebi depois de uns meses, que sempre que não me alimentava meus olhos assumiam uma cor mais escura, e quando eu me alimentava “normalmente” meus olhos estavam sempre com cor dourada.
Uma década depois de minha transformação, conheci o clã Walker, no México, quando eu apenas estava a passeio. Com eles eu aprendi várias coisas sobre minha espécie, e também descobri que cada vampiro tem um poder diferente, e por isso eu tinha o problema com a tal “invisibilidade sem sentido”.
Passei dois anos com o clã Walker, apenas para aprender mais sobre mim, e tentar dominar melhor meu poder.
Após os dois anos, eu realmente tinha aprendido muito sobre mim e sobre a minha espécie. Descobri que nem todos os vampiros têm algum dom, e os que têm são privilegiados. Eu realmente estava me acostumando com a vida que levava, estava virando rotina estar sempre correndo, indo para lugares diferentes no mundo, mas meu propósito não era passear e sim fugir. Fugir de Ethan e seu clã, já que o clã Walker me alertara sobre os Match. Disseram-me que eu não deveria subestimá-los, e que Ramon era um “caçador de talentos”, ele podia identificar qual o poder que o humano teria quando transformado, ou qual poder o vampiro possuía.
Então, esse era o motivo para terem me escolhido, meu poder seria útil o suficiente para eles. Mas eu agora era mais uma vampira solitária, em cada lugar que eu parava, encontrava mais um clã, ou às vezes encontrava mais um solitário como eu.
Minha vida parecia não ter sentido, eu nunca iria ter felicidade, ou ate mesmo ter uma vida de verdade. Era apenas fugir e caçar, nada acontecia, até que conheci Derek Nixon e sua esposa Hale Nixon, juntamente com seu filho adotivo e sua prima de terceiro grau, que me receberam muito bem. Eu sempre passava o natal com eles. Eles se tornaram uma família para mim.
Em 1926, fui para a Espanha, onde salvei um humano da morte, chamado Nicolas Owen. Ele estava sendo acusado de assassinato, e foi condenado à morte, mas eu sabia que Nicolas era totalmente inocente, e resolvi salvar sua vida por pura pena. Resolvi não manter contato com ele, mais não consegui resistir á seu cheiro, eu não conseguia me controlar totalmente. Dois dias depois de salva-lo, procurei-o, e resolvi me apresentar formalmente para ele. Nós estávamos em sua casa, então ele resolveu me beijar, creio que como agradecimento ou por puro desejo, mas aquilo foi o pior erro de sua vida, eu simplesmente o salvei da morte, mas ele próprio se matou a partir do momento em que encostou seus lábios nos meus. Eu não consegui me controlar, simplesmente o mordi e suguei seu sangue, mas não o suficiente para matá-lo.
Consequentemente, após sua transformação, nós nos juntamos, e resolvemos seguir juntos em minha jornada de fuga. Nós nos dávamos bem, éramos melhores amigos, apesar de Nicolas ter me pedido várias vezes para me tornar sua mulher. Eu tinha uma regra em minha existência, que era nunca se apaixonar e nunca manter um lar.
Em 1932, Nicolas foi encontrado por Ramon, eu não estava com ele no momento, pois, eu precisava visitar o clã Nixon. Desde então, Nicolas viveu com Ethan por vontade própria. Às vezes, ate mesmo ele, era enviado para me caçar, já que seu dom era exatamente esse.
Logo esqueci que ele existia, eu não o conhecia mais, para mim ele nunca foi ninguém.
Após cem anos de uma vida solitária, Derek resolveu que me adotaria, ele passou uns dois anos resolvendo as papeladas. Quando ele estava perto de conseguir, ele achou melhor que eu começasse a manter residência perto de Little Port Walter, é verão por lá, e Hale está aproveitando para reformar a casa.
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