Para Sempre...
25 Estranho casamento - parte 2
Notas iniciais
Bjs meus leitores, boa leitura!
[…]
Acabamos de estacionar na garagem de casa. Passamos sete horas dentro da loja, Madeline ainda disse que achou pouco e que nós corremos contra o tempo. Já esta quase escurecendo. Subi para o meu quarto em velocidade vampiresca e coloquei meus objetos na cama, desci novamente e fui até a cozinha onde Hale cozinhava e Derek conversava com Raymond que comia.
- Oi! – disse da porta da cozinha e todos sorriram, Derek se levantou e subiu as escadas. Hale sorriu para mim e também subiu. – Só por que eu cheguei? Se não me quisessem aqui era só avisar. – disse sentando-me ao lado de Raymond que comia frango á milanesa. – Que gosto tem isso? – perguntei encarando o prato e Raymond riu.
- É gostoso meu amor. Você pode provar? – ele perguntou e me deu vontade de sair correndo.
- Er... Não, eu não posso. – disse temerosa e insegura, ele riu e pôs o garfo na minha frente. – Não vou comer isso. – disse e me levantei. – Vou tomar um banho. – sai correndo e só ouvi uma gargalhada estrondosa. Entrei no quarto e fui diretamente para o chuveiro, despi-me e tomei uma ducha. Vesti um vestido largo, calcei sandálias rasteiras e deixei meu cabelo molhado. Desci e encontrei todos na sala conversando e rindo. – Oi. – disse baixinho e sentei-me em um degrau das escadas.
- Você está simples? – Madeline perguntou-me eu ri.
- Claro, às vezes é bom livrar-se do compromisso com saltos e roupas chamativas. – falei dando de ombros.
- Ok. – ela sussurrou e eu tremi de medo. Geralmente ela teria um surto e me faria trocar de roupa.
- Raymond, vamos sair? Dar uma volta? – perguntei-lhe ainda da escada e ele veio devagar e sentou-se ao meu lado.
- Você está bem? – perguntou-me passando um de seus braços por meus ombros e acariciando-me com delicadeza.
- Sim. – responde-lhe sorrindo. A verdade é que, como toda mulher, eu quero muito ter uma vida mais completa, ser normal, mas eu tenho que começar a encarar, novamente, o fato de que perdi muitas coisas com a transformação. – Você vai comigo ou não? – perguntei-lhe, já estava escurecendo e eu não quero ficar espantando os pernilongos que insistem em tomar o sangue de Raymond.
- Claro meu amor. – respondeu simplesmente.
- Antes de irem, fiquem sabendo que ninguém pode ir para as redondezas do penhasco, eu os proíbo, só vão ver a casa quando voltarem da lua de mel, ainda falta uns detalhes. – disse Madeline autoritária, eu sorri e lhe abracei.
- Está bem. Você que manda pipoca. – disse sorrindo e Raymond entrou na brincadeira.
- A general, ela é tão linda, perfeita da cabeça aos pés... –começou Raymond a cantar uma música sem fundamento.
- Para de me paparicar. Eu sei que sou linda. – disse ela empinando o nariz e jogando o cabelo para traz.
- Calma essa é a melhor parte... Oh! A general tem cara de funeral, com todas suas rugas, e seu cabelo oxigenado, faz pegar fogo meu coração mal amado... – Blacke pulou em cima de Raymond e começaram a discutir.
- Cala boca, ou não sobra um pedacinho de você. – rosnou Blacke.
- Olha Blacke... – eu ia falar, mas ele avançou em cima de mim.
- Majestade, é melhor ficar fora disso. – falou, a sua voz estranhamente mais rouca que o normal e seus olhos flamejantes.
- Não é o Blacke. – falamos eu e Ang juntas e todos nos fitaram curiosos.
- Quem é você? Por que me chamas de majestade? – perguntei fitando seus olhos seriamente.
- Minha rainha, sou apenas um humilde vampiro que descobriu coisas incríveis. – ele disse com um sorriso malicioso.
- Pare de me chamar assim. – gritei perdendo o controle de mim mesma.
- Perdoe-me, não posso controlar meus instintos. – disse seriamente fazendo uma reverência, todos estavam estáticos em seus lugares, exceto Ang que estava preparada para qualquer coisa. – Mas respondendo suas perguntas anteriores, sou Jordan Stokins, perdoe-me por tal indelicadeza com vossa majestade e seu noivo. – essa coisa de majestade está me dando nos nervos.
- Já mandei parar de chamar-me de majestade. – falei rispidamente e ele abaixou a cabeça. – O que você quer?
- Dar-te teu verdadeiro lugar. Vós não sois uma vampira qualquer, precisas assumir teu posto e descobrir como comandar os brutos. – disse seriamente, definitivamente não é Blacke.
- E o que eu sou então? – perguntei-lhe gentilmente com as sobrancelhas erguidas.
- Vós sois a rainha de toda uma espécie, mas precisas tomar cuidado com a chefe atual, ela é bem pior do que aparenta. – disse calmamente e sorriu, de repente sua expressão tornou-se assustada. – Ah! – gritou. – O que foi isso? Mas que filho da mãe, ele tomou conta de mim. – gritou Blacke alterado. Esse sim é meu irmão.
- Blacke, conte-me o que houve. – falou Madeline o abraçando assustada, ele a abraçou fortemente e sorriu.
- Fique calma meu amor, ele apenas queria esclarecer algo para Sophie, eu encontrei um vampiro hoje cedo lá na clareira, e ele controlou meu corpo e parte da minha mente, eu pude conversar com ele mentalmente. – disse ele sentando-se no sofá e levando Madeline consigo.
- Ele te contou o que é? Pois eu não entendi nada do que ele falou. – disse seriamente sentando-me no sofá. Raymond sentou-se ao meu lado e passou um de seus braços por meus ombros.
- Er... Eu não posso te contar maninha, ele me ordenou isso, e eu não entendo por que sinto necessidade de obedece-lo assim como acontece com você. – ele disse dando de ombros e acariciando o rosto de Madeline que se encolhia ao seu lado.
- É impossível. – murmurou Derek que até agora estava estático junto a Hale.
- O que é impossível Derek? –perguntou Ang fitando-o curiosa. Ela está aprendendo a ser uma vampira, de certa forma, interessada e esperta, sempre com controle absoluto de suas ações.
- Jordan foi da guarda Match, mas descobriram que ele estava querendo algo deles, acabar com eles se possível, mas eles também descobriram algo terrível sobre ele que os deixaram temerosos. – disse pensativo.
- O que eles descobriram Derek? – perguntou Raymond.
- Ele é um dos senhores dos vampiros, como um rei, aquele que deve comandar nossa espécie com sabedoria. Mas há boatos que Debi matou a rainha e o rei, assim declarando-se como a verdadeira majestade dos vampiros. – ele disse e Hale parecia perdida em devaneios enquanto abraçava seu marido fortemente.
- Então ela não é a verdadeira rainha, por isso nem todos obedecem suas regras, apenas a de não nos revelar. – falei descrente com as coisas que acabara de ouvir.
- Ela também caçou todos os descentes da rainha e do rei, pois o vampiro descendente da realeza vampírica tem o poder do comando sobre a espécie. – falou Blacke e eu o olhei interrogativamente. – O Jordan me mandou falar isso. – arregalei meus olhos. – O que? Estou conversando com ele, até que ele é gente boa. – balancei minha cabeça negativamente.
- Chame-o para vir aqui, preciso saber a tal verdade sobre mim. – falei e Blacke riu.
- Ele disse, — Blacke pigarreou e continuou. – não posso comparecer até o momento da revelação, vós sois esperto, precisas ganhar tempo Blacke, cuide dela por mim, tenho muito o que resolver, Sophie terá que ser inteligente. – falou imitando a possível voz do vampiro Jordan.
- Esse assunto vai acabar com minha festa e com o casamento da minha irmã, então os vampiros mudem de assunto, e os que dormem tratem de dormir, amanhã teremos um dia longo. Mais um casamento, e não mais um enterro. Então mandem esse Jordan passear e vamos nos divertir. Chega de problemas, pelo menos por um mês. Merecemos um descanso. – disse Madeline rapidamente.
- Calma pipoca, relaxa, as coisas são paradas demais para uns e agitadas demais para outros. Nunca há um meio termo, temos que aceitar isso. Principalmente eu. Desculpem-me por causar tudo isso, não sei por que atraio tantos problemas. – Acho que foi por isso que minha mãe faleceu e meu pai e irmão desapareceram por décadas. Completei mentalmente meu breve discurso.
- Sophie, não é você que atrai os problemas, eles que lhe procuram. – disse Peter sorrindo e subindo as escadas. – Boa noite e até amanhã.
- Boa noite. – dissemos em coro e ele subiu de uma vez.
- Posso tirar uma dúvida? – perguntei para Madeline que sorriu assentindo. – Quem ensinou a Holly como levar as alianças até o altar? – perguntei olhando diretamente para Madeline que apenas riu.
- Foram os lobos, eles são cachorros, então a Holly seguiu tudo o que eles disseram para ela fazer. – disse Blacke dando de ombros.
- Amor, eu estou um pouco cansado, vou dormir. – falou Raymond beijando minha bochecha e levantando-se. – Boa noite. – disse e saiu cabisbaixo.
- Vou com você. – falei levantando-me e correndo até ele. – Boa noite. – peguei na sua mão e subimos as escadas vagarosamente. Adentramos meu quarto, fechei a porta e ele deitou-se. – Você está doente? – perguntei sentando-me ao seu lado.
- Estou bem. – respondeu sorrindo. – O que você acha que ele quis dizer?
- Tenho minhas teorias, mas é melhor ficar calada, não posso arriscar sua vida. Além disso, para que nos preocuparmos? Amanhã a essa altura estaremos casados e iniciando nosso “felizes para sempre”, não quero ficar remoendo algo ruim. E quanto menos qualquer um daqui souber é melhor, assim só eu me arrisco. – falei sorrindo e acariciando sua bochecha com meu polegar.
- Deita aqui, parece mais que eu sou a mulher e você o homem. – falou sorrindo, eu ri e ele deu espaço para deitar-me ao seu lado, deitei apoiando minha cabeça em seu braço e ficando de frente para ele, fitando seus olhos. – Eu estou com medo que a história se repita. – ele murmurou e eu ri.
- Amor, fica calmo, eu sei me virar, eu aprendi muito com o passado, sei usar melhor minhas armas. – falei sorrindo e ele retribuiu me beijando gentilmente. – Eu te amo. – sussurrei assim que paramos o beijo. Ele sorriu e voltou a beijar-me e logo depois descansando e adormecendo.
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