Para Sempre

9 Um caso encerrado.


Notas iniciais
Leitoras lindas e divas da minha humilde vida! Quanta saudade dessa fic HUASHAUHSUAHSUAUSHA sério, foram 6 meses de abstinência por falta de criatividade! Mas estou de volta e já com os próximos capítulos em mente, então espero que eles saiam mesmo :)
Obrigada pela paciência que tiveram comigo e por estarem acompanhando a história, que tenham vontade de continuar a ler!
Um agradecimento mega especial à Izabela que me incentivou a continuar e que acredita no que escrevo. Eu te amo.
Aproveitem e curtam, mesmo que o capítulo seja minúsculo :)

O céu começava a ganhar um tom escuro enquanto o laranja desaparecia gradativamente. O vento salgado e pesado bagunçava seu cabelo e lhe refrescava suavemente. O som das ondas quebrando era alto, ela podia ver a água agitada deitada na rede da varanda de casa. O mar estava furioso.

Olhando para a paisagem ela não podia deixar de lembrar de todas as vezes em que ela e a esposa fugiam do mundo, se escondendo naquela casinha e aproveitando cada segundo que tinham longe de suas vidas agitadas para ficarem juntas, sem pensarem mais nada.

O problema era que lembrar de Demi fazia com que ela pensasse sobre o estranho telefonema que recebera dias atrás. O recado continuava em sua caixa de mensagem. Demetria parecia perdida, desesperada e por mais que Selena quisesse lutar contra, a preocupação crescia em seu peito.

Ela segurava o telefone em uma das mãos, travando dentro de si uma batalha entre amor e orgulho, queria ligar, saber que tudo estava bem, ouvir mais uma vez a (ex?) mulher, mas estava magoada, ferida.

Se balançou de um lado para o outro na rede de renda branca enquanto percebia uma única estrela brilhando no céu. Sentiu-se tão solitária quanto ela, estranhou não ter o calor da esposa junto do seu. Sentiu falta da voz dela.

Em segundos discou o número já tão conhecido, não parando um segundo sequer para pensar, tinha medo de perder a coragem se o fizesse. Não foram precisos mais do que dois toques para que a voz do outro lado da linha lhe saudadesse confusa. “Selena?”

Não respondera de imediato porque não sabia o que responder, ocorreu-lhe naquele momento que não sabia o que falar. Sequer havia pensado sobre isso, fora movida por impulso. “Lena? É você?”

Lena. Sentira saudade da forma melodiosa como sua esposa dizia seu apelido. O coração pareceu querer saltar do peito em reconhecimento àquilo que estava lhe fazendo falta.

“Ouvi seu recado.” Mesmo ela havia se assustado com a frieza de sua voz. Estava seca, indiferente. Um enorme contraste com o seu interior, com a bagunça, o caos de sentimentos que era por dentro. “O que aconteceu? Eu não entendi nada do que disse...”

Demetria suspirou cansada, procurando em algum lugar dentro de si as palavras certas, embora duvidasse que elas existissem. Encarou o teto do seu quarto incerta sobre o que falar. “Me desculpe, eu estava desesperada, precisava desabafar, precisava de alguém, como sempre fomos amigas pensei em você, eu não sabia para quem correr.”

Selena esperou que algo mais visse, mas não veio e o silêncio reinou. Viu as luzes de casas vizinhas irem se acendendo pouco a pouco anunciando que a noite chegara de vez. “E então?”

A mais nova media cada palavra. “Coisas demais aconteceram nesses dois meses que estamos separadas...” Ela pousou a mão sobre a barriga inexistente. “Coisas que sei que mudarão nossos destinos para sempre.”

A latina começou a ficar preocupada com o rumo da conversa. O que poderia ter acontecido que poderia mudar seus caminhos tão definitivamente?

“Sei... E que coisas poderiam ser essas?”

“Você se lembra quando costumávamos planejar nossos bebês?” Demi ignorou a pergunta da outra. “Você queria que o nome dele fosse Benício mas eu sempre discutia e dizia que preferia Bernardo, lembra? Ou ainda quando cogitava uma garotinha e queria dar à ela o nome de Luna?”

Lena estranhou que a mulher tivesse tocado naquele assunto. “Por que esse papo agora?”

“Selena, eu estou grávida. Foi por isso que eu liguei.” A mais nova confidenciou. “Eu liguei porque eu não sabia o que fazer, eu estava perdida! Liguei porque eu não queria isso, eu não quero isso. Não desse jeito. Eu precisava de ajuda, mas agora eu tomei uma decisão...”

A mais velha precisou de um tempo para digerir todas as informações e teve medo do que poderia se tratar essa decisão. “O que você vai fazer?”

“Não se preocupe querida, esse é um caso encerrado.”

Nesse momento, a ligação caiu.

Notas finais
Enfim lindas da minha vida, comentem, divertam-se e volto quando eu puder :)
Amo vocês s2