Para Recordar
1 Capítulo 01: Para Sempre
Notas iniciais
Capítulo 01: Para sempre
Já passava das dez da noite. O céu estava negro e chovia fortemente, apenas os constantes relâmpagos iluminavam o céu. A energia ameaçava a cair constantemente, deixando Kuchiki Rukia irritada. Como ela escreveria se faltasse luz? Tinha certeza que não havia comprado velas e com certeza não tinha uma lanterna.
— Que merda de chuva! — praguejou, olhando pelas cortinas da enorme janela do apartamento.
— É bom chover um pouco, há meses que não chovia assim e estava um calor dos infernos! — o ruivo comentou, antes de aparecer na porta que dividia a sala da cozinha.
— Pode ser... — murmurou insatisfeita e virou para fitar o homem que vestia apenas uma calça cinza de algodão e estava com um pano de prato nos ombros. — O que está fazendo?
— Lavando a louça do jantar para a senhorita preguiça! — respondeu sem deixar de sorrir. — O que mais seria? — acrescentou com sarcasmo a fim de irritá-la um pouco.
— Ah tá. Que bom! — devolveu com uma pontada de indiferença, ignorando a tentativa do seu noivo de irritá-la.
Ichigo ficou em silêncio e observou sua futura esposa que continuava a olhar pela janela e estava vestida apenas com uma das suas camisas, deixando as belas pernas a mostra. Os cabelos curtos bagunçados, mas sem perder o charme, os olhos violáceos mais destacados que o normal por causa do leve deliniador. E os óculos de leitura adicionavam um charme extra.
Rukia notou o olhar do ruivo sobre si e virou-se.
— O que foi? — indagou com curiosidade.
— Estou te apreciando — respondeu ao se aproximar da morena. — Não posso?
— É esquisito — comentou, diminuindo a distância entre eles. — Fica parecendo aqueles caras psicopátas dos filmes.
— Você não é nada romântica, Rukia — Ichigo disse, enquanto passava os braços em volta da cintura feminina. — Já disse como você fica sexy com esses óculos?
— Já! — falou, dando uma risada e passando os braços em volta do pescoço bronzeado do rapaz.
— E que fica ainda mais sem eles? — perguntou retoricamente, tirando os óculos da morena e os colocando na mesa de centro. Quando recebeu um aceno positivo seguido de um sorriso, continuou: — Amo você, sabia?
— Já tinha esquecido disso hoje.
E o puxou para um beijo cheio de amor e desejo.
Os lábios se encostaram fazendo com que uma corrente elétrica passasse pelo corpo de ambos. Ichigo trouxe Rukia para mais perto e pressionou os lábios com mais força nos dela, parou de selar os lábios rosados e fez uma trilha de beijos molhados até o pescoço alvo, sorriu ao ouvir um suspiro da amada.
— Também amo você, Ichigo — sussurrou apaixonadamente.
Os lábios voltaram a se encontrar, mas dessa vez com mais intensidade. Rukia entreabriu os lábrios concedendo permissão para que Ichigo intensificasse o ato. A língua quente e úmida do ruivo invadiu a pequena boca de Rukia, fazendo-a ter deliciosas sensações. Ele explorava cada canto dos lábios femininos, como se ali estivesse guardado o mais puro néctar.
Em um ato lúbrico as mãos grandes e experientes do Kurosaki apertaram suas coxas torneadas, fazendo-a gemer de prazer. As pequenas mãos da morena foram até o tórax do ruivo e arranhou levemente fazendo-o ter arrepios de prazer. Ele parou o beijo e os dois arquejaram e buscaram folêgo rapidamente para retomar o beijo.
Sabendo que não daria tempo de chegar no quarto, foram até a parede mais próxima, provocando um baque surdo. Ichigo puxou as pernas dela para si e a pressionou com mais força contra a parede. As pernas da morena se encaixaram com perfeição no quadril masculino e ela pôde sentir a excitação dele contra si o que a fez gemer um pouco mais alto.
Sem paciência para delicadezas, Ichigo puxou com força a camisa que Rukia vestia, fazendo com que vários botões estourassem e voassem em várias direções. Acabou expondo os seios delicados da mulher e sem demoras, sugou um deles. Com uma reação automática, Rukia ofereceu-se à ele pedindo por mais.
Ichigo explorava o corpo conhecido com destreza, luxúria, desejo, paixão. Nada explicaria todo o amor que ele sentia por ela, aquela mulher com quem ele iria se casar. Beijou-a mais uma vez antes de fazê-la sua mais uma vez.
A calça caiu sob seus pés e ele a tomou ali mesmo, na parede. Em movimentos frenéticos e pouco calculados, mas sem deixar de ser prazeroso. Recebeu várias mordidas ao longo do ato e distribuiu vários beijos e mordidas no pescoço de Rukia, deixando marcas roxas e vermelhas na pele branca.
Depois de se amarem mais uma vez naquele dia, chegaram ao limite do prazer humano. Primeiro Ichigo e logo em seguida Rukia. Ficaram apenas escutando a respiração descompassada do outro e trocaram alguns beijos antes do ruivo a carregar até o quarto e dormirem juntinhos, apenas desfrutando a presença um do outro.
Quando chegaram ao quarto, ela o chamou bem baixinho:
— Ichigo.
— Sim? — murmurou, beijando o topo de sua cabeça.
— Tenho que te falar uma coisa.
Apoiou-se nos cotovelos e olhou diretamente nos olhos cor de amêndoa do noivo.
— O que quiser, minha rainha.
— Estou grávida — sorriu ao dizer, e depois, sorriu mais ainda ao ver os olhos de Ichigo se arregalarem de surpresa. — De gêmeos.
— WOW! Gêmeos? — E em um ato de pura alegria, ele a puxou para um abraço de puro afeto e colocou uma das mãos no ventre de sua futura esposa e murmurou: — Como vai aí dentro?
Rukia riu e naquele instante achou que seria feliz para sempre.
— Agora, somos uma família completa. Eu, você e nossos filhos.
— Sim — Ichigo murmurou, antes de beijá-la novamente.
3 meses depois
— Pare aí mesmo! — Ichigo ordenou, quando pegou Rukia no flagra tentando carregar um monte de sacolas sozinha. — Que feio! Você não devia estar carregando isso! Largue agora mesmo!
— Arghs! — Rukia resmungou revirando os olhos. — Pare de me tratar como uma criança, céus! É só umas sacolas! — continuou a teimar sem deixar de largar as sacolas. — Vai, saia da minha frente.
— Nem pensar! Largue isso agora mesmo! Você está grávida esqueceu? — Andou até ela soltando uns xingamentos de reprovação.
— Isto mesmo Ichigo! Grávida! E não doente! — tentou mais uma vez, mas só teve tempo de ver as sacolas de compras sendo arrancadas de suas mãos. — Tá, tá. — resmungou, passando as mãos nervosamente no vestido branco que usava.
— Amo você — declarou, com um sorriso zombeteiro. — Agora, se comporte, Srta. Kurosaki — disse rindo, enquanto empurrava Rukia delicadamente para dentro do elevador.
— Os anos passam e sua estupidez aumenta — sibilou zangada, entrando no elevador a contragosto com os braços cruzados.
— Os anos passam e sua estupidez aumenta, blá blá blá — Ichigo a imitou, verdadeiramente feliz. — Resmungona! — E ele a surpreendeu com um beijo rápido e carinhoso.
Em silêncio, ela levou a mão aos lábios totalmente deliciada com aquilo, e ali, novamente, Rukia se lembrou o motivo de ter se apaixonado por Kurosaki Ichigo.
— Sua resmungona.
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