Notas iniciais
Espero que entendam nosso adorável Mason, rs Beijo beijo. Esperando os comentários de vocês!

Claire estava excitada com a ideia de irmos ao parque juntos. Então assim que sai de meu quarto decidi que Mason e eu precisávamos de uma trégua até o fim da noite.

O trajeto até o parque ia bem, até o momento em que o locutor no radio decidiu falar sobre as últimas novidades das celebridades. Foi assim que descobri que aparentemente Jade estava na cidade.

Quando finalmente chegamos a costa, eu estava irritada e deprimida. Claire nem mesmo esperou por nós antes de saltar do carro, correndo em direção a bilheteria. Sorri a vendo tão eufórica em sua alegria, e a segui. Em algum momento de minha distração, Mason aproveitou para tomar minha mão. Bufando a puxei para longe dele. Atrevido!

Seu sorriso de menino pode ter me desnorteado por alguns segundos, pois acabai tropeçando em uma pedra. Tenho certeza de que teria caído de cara no chão se não fosse ele.

– Inferno!

– Você me surpreende a cada minuto com essa sua boca senhorita Everly. – não preciso dizer que um sorriso idiota estava estampado em sua cara enquanto ele me apertava contra si. Isso era um problema, Mason Evans era um problema.

– Seu i...

– Erin?

Claire nos olhava impaciente, alguns metros a frente, já parada perto da bilheteria. Bufando me soltei de seus braços e fugi para perto dela. Rindo, Mason caminhou tranquilamente até a bilheteria. É claro que as pessoas a nossa volta começaram a nota-lo. Exibido! Tudo bem, quem em sã consciência não notaria um cara vestido de preto, todo tatuado, lindo de morrer e que ainda por cima é um astro do Rock!

– Três passes por favor. – por que ele tinha que piscar tanto? Coitada da garota na bilheteria, parecia que tinha visto um fantasma, tremia mais que vara verde.

– Obrigado. – e lá estava o seu sorriso de arrancar calcinhas.

– V-você poderia, hum... me dar um autografo? – a maneira como ela gaguejava era quase adorável.

– Claro. E assino para?

– Kassy.

– Okay – ela estendeu a ele um pedaço de papel – Para Kassy, com amor Mason Evans.

– Obrigado.

– Sem problemas – virando para mim e Claire, que assistíamos seu pequeno “momento”, ele disse – Vamos princesas?

Não pude deixar de revirar os olhos. Quando ele ficou tão, tão convencido e atrevido?

Para minha desgraça Claire e Mason eram aventureiros, não que eu não fosse também, afinal estive em mais países do que posso contar, aprendi um pouco de algumas línguas, conheci diversas culturas e respirei tantos ares diferentes. Mas nada, nada como um parque de diversões para trazer meu lado covarde a tona, e eu nem mesmo sabia o porquê.

Eu simplesmente pirava em rodas gigantes, montanhas russas e até mesmo no maldito carrossel. E como descobri tudo isso? Foi bem simples. Primeiro Claire escolheu o carrossel, e lá estávamos nós, sentados em nossos cavalos e pôneis, e eu não entendia o por que de minhas mãos estarem suado ou por que Mason olhava para mim, como se eu tivesse algo preso entre os dentes. Ele até mesmo gargalhava. Filho da puta! Foi então que a coisa começou a girar, e Deus, tudo o que eu pensava era em uma maneira de sair dali. Eu não conseguia respirar, e lágrimas saltavam de meus olhos. Era horrível.

Eu posso ter gritado um pouco e ameaçar vomitar até que o funcionário que comandava o maldito brinquedo decidiu parar de rir de meu desespero e parar o carrossel.

Durante os próximos vinte minutos tive de aguentar olhares de estranhos, que secretamente riam de minha infantilidade. Até mesmo Claire ameaçou fazer xixi nas calças, enquanto Mason fazia uma terrível imitação de mim. Serio? Traidores.

Não tivemos um senário diferente na roda gigante, onde em algum ponto fui parar no colo de Mason quando o brinquedo decidiu simplesmente parar lá em cima.

– Eu já disse como amo rodas gigantes? – eu poderia ter dado um soco nele por isso, mas suas mãos em meu quadril de repente estavam tão apertadas e quentes, ele era tão confortável e a vontade de me... — Erin?

– Sim? – piscando percebi algumas coisas, primeiro: Claire ria nos olhando como se fossemos loucos; Segundo: Eu estava no colo de Mason e Deus! Eu lambia os lábios. Não preciso dizer que estava quase babando.

Aproximando sua boca de minha orelha ele sussurrou – Estou realmente tentando me controlar aqui Bu, para não ataca-la como um Neandertal, e ficaria feliz se você também ajudasse. – ele olhava para meus lábios enquanto falava e seu aperto em minha cintura fazia com que eu pudesse sentir seu “desconforto”.

Me aproveitando da situação, fiz biquinho como Car fazia quando estava chateada ou não entendia algo, e piscando falei – Não sei do que esta falando.

Eu poderia ter rido mais a coisa deu um solavanco, voltando a vida. Apertei-me contra Mason, irritada pela minha fraqueza.

– Eu não acho que você vá querer jogar esse jogo Bu, eu posso ser muito mal quando quero – sua voz em minha orelha me ajudava a não pensar em todas as casinhas e as pessoas minúsculas lá embaixo, mas deixa-lo ver o quanto me atingia era um erro.

Então sorrindo abertamente, respondi amargamente – Eu sei, acredite Mason, eu sei perfeitamente o quão ruim você pode ser.

Pulando para meu banco, permaneci ali, o mais afastada dele que pude, com os olhos fechados, cantarolando mentalmente.

Quando finalmente chegamos ao solo eu já estava mais calma.

– Erin, podemos tomar sorvete agora?

– Claro princesa, por que vocês não vão na frente e eu fico para pegar nossas camisetas? – há alguns minutos Claire decidira que nós três devíamos ter camisetas do parque, então esperamos na fila, mas aparentemente a demora não a agradara.

Assisti enquanto ela e Mason iam em direção a uma pequena barraquinha, onde uma velha grisalha vendia sorvetes. Com sorte consegui comprar nossas camisetas, mas a de Claire ficaria um pouquinho comprida nela. Quando voltei minha atenção para o lugar onde os tinha visto há alguns minutos atrás, não os encontrei. Bufando segui aquela direção. Quando fiz a curva perto da pequena barraquinha, trombei em algo, ou em alguém, dando de cara com um homem muito estranho. Ele com certeza estava acima do peso, sua barriga nada pequenina saltava para fora de sua camisa, esta que estava ensopada de suor. Ele era nojento e o olhar que dirigia a mim era ainda mais repugnante. Inconscientemente dei um passo para trás.

– Aonde vai boneca? – suas palavras estavam arrastadas e o cheiro de álcool em seu hálito era insuportável.

– Estou procurando meu marido e minha filha – filha? Marido? Serio Erin? Tentei esconder meu nervosismo, mas quando o estranho deu um passo a frente e tomou meu braço, não pude deixar de tremer e olhar para os lados, esperando por um milagre.

– Esse seu marido é um filha da mãe sortudo, não acha boneca? – tentei inutilmente me soltar enquanto ele passeava sua barba extremamente grande e desagradável em meu pescoço.

– Sim eu sou idiota – a voz dele instantaneamente me aqueceu e o medo se foi. Em segundos o homem gordo estava no chão com um Mason possesso em cima dele, deferindo golpe atrás de golpe.

Dois homens vestidos de preto caminharam até mim, um deles tinha Claire no colo, enquanto o outro foi até Mason, tirando-o de cima de meu agressor.

– Se você ousar mesmo em seus sonhos doentios, toca-la novamente, eu o mato, entendeu? – não percebi as lágrimas que molhavam meu rosto até que eu estivesse em seus braços, quebrando em soluços. – Eu sinto muito Bu, Car e eu fomos procurar por outra barraca de sorvete, eles...

Eu não conseguia entender o que ele dizia, ou por que aqueles homens estavam conosco, tudo o que importava no momento era a forma como ele me segurava junto a ele, como se sua vida dependesse disso.

– Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a você Bu – agarrei-me a Mason, e foi quando descobri que apenas o homem a minha frente, aquele que me quebrou de todas as formas possíveis, era o único que poderia me concertar. – Eu amo você Erin Everly.

O trajeto de volta para casa fora extremamente silencioso e em algum ponto deste, Claire adormecera agarrada a mim, no banco de trás. Mason nos olhava constantemente pelo retrovisor, preocupado.

Descobri que os dois homens mais cedo, eram os guarda-costas de Mason.

Quando as portas do elevador se abriram, tudo o que eu queria era fugir para o banheiro e tomar um bom banho, eu sentia-me suja. Foi o que eu fiz, logo que Claire estava em sua cama, dormindo como um anjo.

A água quente corria por mim, fazendo com que o frio em mim fosse embora momentaneamente. Minhas pernas pareciam não serem capazes de sustentar meu peso, então apenas sentei-me embaixo do chuveiro e colocando minha cabeça em meus joelhos, chorei.

Não o vi entrar, tudo o que sei é que Mason de alguma forma estava junto a mim no box, ainda vestido, segurando-me da forma que só ele podia. Agarrei-me a ele e deixei-me chorar.

– Eu sinto muito Bu, eu parti acreditando que estava fazendo o melhor para você, mas agora percebo que você não é a mesma, e de certa forma nunca será. Deus me presenteou com uma nova Erin, sinto muito por não ter percebido antes.

Apenas assenti, era tudo o que eu podia fazer no momento.

Ele delicadamente me banhou, o que fez com que meu coração saltitasse, feliz por tanta atenção daquele que o deixara há alguns meses, e depois de lavar meu cabelo, me enrolou em uma toalha e me levou até meu closet.

Vesti um pijama e deixei que ele secasse meu cabelo enquanto cantarolava. Eu sentia o sono, agarrando-se a mim, mas lutei contra ele enquanto Mason me colocava na cama e deitava-se ao meu lado.

– Eu disse que precisávamos conversar, e precisamos Erin, mas vou entender se preferir não o faze-lo hoje.

– Tudo bem, estou bem.

– Bom, acredito que você já deva saber sobre a Jade, eu tentei te ligar para explicar antes, mas você não queria falar comigo. Eu a conheci três anos após o seu acidente, eu estava devastado emocionalmente, nenhuma gravadora se interessava por meu trabalho, e eu me recusava a usar as nossas canções, elas eram nossas e só nossas. Eu me agarrava desesperadamente a qualquer coisa ligada a você. – seus dedos passeando por meu cabelo, faziam com que a vontade de dormir fosse maior, mas o conforto de seus braços em volta de mim, e suas voz aveludada, me impediam de dormir, afinal eu precisava saber – Então um dia eu estava em um bar e a vi, ela era completamente o oposto de você fisicamente, foi o que me atraiu primeiramente. Nós saímos algumas vezes, eu conheci a banda dela e o mundo dela, nos tornamos íntimos, mas nunca a amei de fato, acho que nunca poderia. Então um dia recebi uma proposta de uma gravadora grande, fiquei extasiado primeiramente, até perceber que não havia feito contato com a gravadora. Alguns meses depois de ter assinado um contrato, descobri que Jade tinha enviado uma de nossas fitas Bu, e alguma de nossas canções para a gravadora. Eu não pude fazer nada, já havia fechado um acordo.

Era doloroso saber que eu havia perdido tanto de sua vida, de sua carreira.

– Então nos próximos anos lutei para progredir sem ter de usar o trabalho que criamos juntos, não era justo. Deixei de falar com Jade e segui trabalhando mais e mais a cada dia. No último ano, tornei-me famoso e com isso passei a me sentir cada vez mais solitário, perdido. Fiz algumas burradas, machuquei algumas pessoas e quase desisti de tudo, mas então você acordou, você voltou e eu não sabia o que fazer, tinha medo de encontra-la mesmo quando cada célula de meu corpo chamava por você. Então apenas entrei em um avião, com a esperança de que você ainda seria a mesma quando eu a encontrasse. Hoje agradeço a Deus por você não ser a mesma, eu amo essa nova Erin, doce, gentil e carinhosa.

A luz do abajur ao lado da cama, dava um ar fantasmagórico ao quarto, fazendo com que os olhos de Mason parecessem ainda mais escuros e brilhantes. Sua boca gritava para que eu encostasse meus lábios nos dele. Foi preciso muito para voltar a me concentrar em suas palavras.

– ...Então quando me ligaram propondo uma nova turnê onde eu poderia escolher a banda que abriria meus shows, pensai em Jade, como uma forma de retribuir o que ela fez por mim.

Por que apenas o nome dela me dava náuseas?

– Ela aceitou, mas parecia muito triste e quando perguntei o porquê, ela acabou confessando que precisava do dinheiro mais não queria estar o tempo todo na estrada, não quando sua mãe estava com câncer e precisava dela.

Espera? Câncer?

– O dinheiro da turnê nas estava sendo o bastante para o tratamento que a mãe dela precisava e eu estava preocupado, ela se negava a aceitar meu dinheiro. Foi quando Becky, a minha assessora, nos deu a ideia de um romance, onde ambos sairíamos beneficiados. Este era nosso último recurso, não pude dizer não.

Mesmo que a ideia de seu “romance” com Jade fizesse com que meu estomago se contorcesse, eu entendia agora.

– Não há um minuto no dia em que eu não esteja pensando em você Bu, espero que entenda eu apenas...

Não o deixei terminar, selando seus lábios com os meus.

Este era o meu gosto preferido em todo o mundo, o gosto de Mason Evans.

– Deus, como eu senti sua falta boneca.

– Por tudo o que é mais sagrado, não me chame de boneca tão cedo.

– Então isso significa que posso ficar? – eu estava disposta a deixa-lo entrar novamente? A aceita-lo mesmo depois de toda a dor que ele me proporcionara, mesmo que intencionalmente?

– Erin?

Não pude responder pois a visão de Claire e Sam na porta me tirou de meus devaneios.

– Sim princesa, o que foi?

– Sam não consegue dormir, ele esta reclamando de dor nas costas, e acha que sua cama é melhor que a minha. Então... hum, podemos dormir com você? Por que o tio Mason esta aqui?

Rindo Mason pulou da cama, e tomou Claire, depois voltou, colocando-a no meio de nós. Sam que aparentemente precisava de algumas massagens, pulou na cama, descansando em meus pés.

E foi assim que dormi naquela noite, ouvindo Mason cantarolar minha canção, com Claire agarrada a mim e meu filhote gigante dormindo pacificamente conosco.

Pela primeira vez em muito tempo eu estava completa.

Notas finais
Reviews? Eaí, era o que esperavam?