Notas iniciais
Yoo Minna-sama! Eu aqui de novo, com mais um capítulo ^^
Mais uma vez fui má com o L... Gomen T^T Peço pra por favor não odiarem o Raito, tudo bem? :S Lembrem-se de que apesar de tudo ele é perfeito o/ aoskasak
Me perdoem se houver algum erro .-.
Espero que gostem, encontro vocês lá embaixo :D
Boa leitura ♥

L’s POV

Acordei enxergando tudo meio embaçado, me sentei na cama um pouco aturdido, sem me lembrar direito do que ocorrera antes desse meu sono repentino. Minha cabeça doía e eu me sentia estranho...

– Raito-kun...? – Murmurei pateticamente. Logo percebi que estava sozinho em meu quarto e, ao ver o bolo em cima do criado mudo, me lembrei de tudo. – Desgraçado! – O xingamento deveria ter saído ríspido, mas soou tremido e magoado. Eu me sentia mais patético que nunca. Sentia a mesma coisa da época de escola, só que, de alguma forma, ainda pior.

Me levantei da cama, vendo o estado de meu quarto. Ele estava arrumado, provavelmente Raito colocara tudo no lugar antes de sair e me deixar dormindo. Resta saber porque ele queria ficar sozinho em meu quarto. Eu nunca deixaria nada que pudesse me prejudicar em meu quarto, principalmente sabendo que Kira pode matar apenas com o nome e o rosto de sua vítima. Qualquer um esperaria isso de um detetive como eu, chegava a ser ridículo ele pensar que conseguiria me vencer simplesmente revistando meu quarto...

Alguém estava batendo na porta. Fui até ela vagarosamente e abri-a, dando de cara com Watari.

– Aconteceu alguma coisa? – Indaguei.

– Já leu a carta, Ryuuzaki? – Perguntou ele com um “q” de curiosidade. Franzi o cenho.

– Do que você está falando? – Perguntei confuso. Watari adentrou o lugar, pegando dentro de uma gaveta do pequeno armário, um pedaço de papel.

– Eu havia avisado sobre a carta, Ryuuzaki. – Disse ele. Ignorei sua frase e simplesmente peguei o envelope em mãos,. Devia ser sobre algum caso qualquer.

Abri-a languidamente e o nome que nela estava escrito me surpreendeu. Near? Olhei para o papel com reprovação. Ele não usara o codinome, mesmo depois de todas as minhas...

– Droga, Near! – Exclamei olhando assombrado para o nome que estava escrito naquela folha, na parte de trás. Caí na cadeira atrás de mim, já com uma terrível cena do que devia ter acontecido em mente. Eu só não entendia como Near podia ter feito isso, como fora tão descuidado, como fora...

– Eu sei, L, eu sei... É triste, mas você não deve culpar ao Near por isso. – Ouvi Watari dizer. Olhei-o confuso.

– Do que está falando, Watari?

– Ainda não leu a carta? – Perguntou ele. Balancei a cabeça negativamente, ainda sem acreditar no que estava acontecendo. Meu nome. Como aquele idiota se atrevera a escrever o meu nome?! Foi a vez de ele franzir o cenho. – Então por que está tão perturbado?

Ignorei sua pergunta e iniciei a leitura.


A Wammy’s House iria te mandar essa carta L., mas achei melhor que eu mesmo escrevesse. Acharam o corpo de Mihael, morto. Eu não permiti que te avisassem antes, pois suspeitei que fosse uma farsa dele, para que pudesse investigar o caso Kira sem nenhum empecilho. Então fui ver o cadáver para ter certeza e era realmente ele.

Não sabemos ainda o motivo de sua morte, pois mesmo quando ele fugiu eu impedi que o procurassem, pois estava tendo certas suspeitas em relação ao Mello. Por isso me sinto culpado por isso.

Eu sabia que você o desejava como detetive, então, por favor, me perdoe por tomar conclusões precipitadas sem o informar.

Nate River.

Terminei de ler a carta com uma dúvida em mente. Sobre o quê Near suspeitava de Mello? Bem, não importava mais, afinal, Mello estava morto. E aquilo me deixava realmente triste, o garoto podia ser impulsivo e podia ter desvios de ética, mas, se soldado viraria um ótimo detetive. E, no fundo, era um bom garoto.

Encarei Watari.

– Depois teremos que investigar esse caso, saber porque ele morreu. Near estava suspeitando de algo, ainda tenho que esclarecer umas coisas... – Mas eu não conseguia me concentrar. Tinha que saber se fiquei muito tempo dormindo após ingerir o sonífero, tinha de descobrir se Raito havia achado a carta e agora sabia meu nome. Minhas suspeitas aumentavam ainda mais, dizendo que Raito era Kira. Meu coração afundou no peito quando pensei isso. Mas, de algo eu tinha absoluta certeza. Nunca em hipótese alguma deixaria meus sentimentos saírem novamente, nunca mais ameaçaria o maior detetive do mundo. Se é que não era tarde demais para prometer isso.

– Quer que eu avise o pessoal do QG? – Perguntou ele. Balancei a cabeça negativamente.

– Depois cuidamos disso, Watari. Tenho que resolver coisas mais urgentes agora.

E saí do quarto. Adentrei a sala principal e quase todos me olharam.

– Onde estava, Ryuuzaki? – Perguntou o Sr. Yagami.

– Estava dormindo, me desculpem. – Todos pareceram surpresos. Os ignorei e fui em direção a saída. – Volto logo.

E saí do QG, ignorando as demais perguntas. Raito não estava lá, então, naturalmente, estava em sua casa. Por isso eu estava me direcionando à ela. Não sabia ao certo o que iria fazer, mas faria algo.

***

Entrei na casa de Raito, por sorte só a irmã dele estava lá e ela não foi abrir a porta, se manteve em seu quarto fazendo suas coisas. Atrás de Raito, mais uma vez, entrei em seu quarto.

– Você parece melhor, Ryuuzaki. Antes de te deixar eu chequei sua temperatura e tentei ver se estava doente, mas parece que o seu mal era somente o sono. – Disse Raito enquanto se sentava em sua cama. Os olhos dele tinham o mesmo brilho de sempre e sua voz a mesma maciez. Ele era um criminoso ideal. Vendo-o assim, quem desconfiaria? Suspirei.

Fui até a cadeira, não queria ficar muito próximo a ele. Já sentado, fiquei encarando-o, tentando entender o que eu sentia ao olhar aqueles traços. Havia 75% de chances de que foi falso, 15% de que achava que estava sendo falso, mas no fundo era verdadeiro, e, apenas 10% de que foi verdadeiro comigo.

– Ryuuzaki? – Ele chamou minha atenção, tentava desvendar minha expressão, mas obviamente ela não mostrava nada. Soltei o ar com força.

– Quando irá me matar, Kira? – Indaguei com a voz dura. O rosto de Raito pareceu surpreso, ele se levantou e veio até mim, se inclinando, as mãos apoiadas nos braços da cadeira, o rosto próximo ao meu.

– Do que está falando, Ryuuzaki? – Ele perguntou. Sua voz revelava desespero, e seus olhos também. Mas eu já não caía nisso. Raito devia ser realmente um bom ator. Quero dizer, Kira devia ser um bom ator. Sendo assim, eu deveria ver somente os fatos, não deveria avaliar suas expressões, seus atos e manias, eu já sabia que ele era um assassino que não agia como assassino, então para quê insistir? Foi essa mania de ficar o examinando que fez com que eu me apai... Que droga eu estava pensando? Não. L nunca gostaria de Kira. Em hipótese alguma.

– Raito-kun, não me subestime. Eu reconheço os efeitos de um sonífero e admito que gostei do seu método de jogo. Quero simplesmente saber quanto tempo vai demorar para que eu morra, pois, se isso acontecer, todos suspeitarão ainda mais de você, já que descobriu meu nome recentemente. – Olhei no fundo dos olhos castanhos de meu oponente. – Em outras palavras: eu morrerei, mas você não se livrará de mim.

Achei que iria vislumbrar uma leve expressão de raiva que ele tentaria disfarçar, mas isso não aconteceu. Seu rosto mostrou tristeza, mas não pude analisá-la, pois ele logo se virou de costas para mim.

– L, eu não sou o Kira. E eu não sei o seu nome, lembra? Você nunca permitiu que eu soubesse. Não entendo essa conversa, mas, o que quer que tenha feito você aumentar suas suspeitas novamente, eu já vou deixar bem claro: é mentira. Eu não fiz absolutamente nada, Ryuuzaki. – Disse ele, parecendo ter dificuldade para manter a voz instável. Como sempre um bom ator... eu estava odiando a parte de mim que ficava me mandando acreditar. Simplesmente odiando.

– Raito-kun, você não precisa mais fingir, não é mesmo? Aposto que já é uma questão de tempo para eu morrer, Kira não seria descuidado ao ponto de espe- – Minha frase foi cortada por um movimento repentino do garoto. Ele se virou para mim e se abaixou deixando o rosto quase colado ao meu, sua respiração era urgente.

– Eu não sou o Kira, L. E não sei o seu nome, droga. Por favor, não use mais esse tom de acusação comigo, você não sabe o quanto eu odeio isso. – Os olhos dele estavam mergulhados nos meus, me deixando sem fala. – Não é de agora que eu vejo os olhares que lança pra mim. Se eu estou apaixonado, detetive, a culpa é totalmente sua.

Eu ia protestar, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa ele me beijou. E meu corpo protestou enquanto eu tentava me livrar dele. Mas Raito era mais forte que eu e logo conseguiu me deixar imobilizado. E não resisti... Que inferno. Eu retribuí seu beijo. E não simplesmente retribuí. Eu retribuí da forma mais desesperada e intensa possível.

Logo Raito estava com a mão em meus cabelos, querendo ficar ainda mais perto de mim. Sua língua se entrelaçava à minha com voracidade e sua mão foi as minhas costas, me fazendo me levantar da cadeira, ficar de frente para ele, o beijando. Não, eu não quero isso. Não quero beijar meu assassino, não quero me sentir bem ao lado de Kira!

Mas quando tentei me separar mais uma vez, Raito começou a beijar meu pescoço demoradamente, os lábios macios indo e vindo, me arrepiando. E eu tinha que admitir, meu corpo amava os toques dele e uma parte de minha alma amava saber que ele me desejava. Mas era mentira, porque ele não me desejava. Era tudo parte do plano...

– Ra-raito...! – O gemido saltou de minha boca quando senti as mãos do garoto em meu órgão que eu não percebi, já estava se enrijecendo. Não, Raito, por favor, não me faça me humilhar mais uma vez... Mais um gemido. Raito havia aberto minha calça e deslizava a mão por baixo de minha boxer. – N-não...

Mas ele já havia abaixado a boxer e se abaixava ficando na altura ideal de meu membro. Por que ele fazia aquilo? Naquele momento acho que eu... tive certeza de que Raito... nunca me amou.

Ele lambeu a glande levemente e então abocanhou com força, arrancando gemidos de minha boca, fazendo com que eu me contorcesse como uma lagarta de prazer. Seu toque quente e úmido era capaz de me enlouquecer completamente... Minhas mãos foram ao cabelo dele, o fazendo ir mais fundo, mais rápido, me dando espasmos de prazer... logo, logo eu chegaria ao ápice. E ao perceber isso Raito parou de fazer aquilo, me deixando com uma imensa vontade. Então ele beijou meus lábios novamente, como o meu gosto na boca.

Mais uma vez tentei me afastar e mais uma vez ele me impediu. Me segurou enquanto lambia os próprios dedos e sem mais delongas invadiu-me com eles, dois de uma só vez. Realmente doeu. Por que Kira fazia aquilo? Já não havia vencido? Será que Raito me odiava tanto assim?

Ele foi atrás de mim, depositando beijos e mais beijos em minha nuca, arrancando gemidos de mim.

– Você me deixa tão louco, Ryuuzaki... Me desculpe, por isso. Mas já que está me odiando por algum motivo, quero ter uma última vez. – Disse ele com a voz inteiramente carregada de desejo, meio rouca. Não tive tempo de protestar, pois logo um grito rompeu minha garganta. Raito havia iniciado.

Começara só com a ponta, mas sua respiração era rápida. Ficou poucos segundos com o membro parado, mas logo começou a enfiá-lo mais e mais, gemendo alto. Mais uns segundos parados. E vieram as estocadas, urgente, indo fundo, até o final. Então ele tocou meu ponto sensível e isso arrancou um gemido de mim. Comecei a gemer junto à ele, enquanto movimentava os quadris, enquanto Kira estocava sem piedade. E eu estava gostando daquilo, por mais que odiasse, sentia a pulsação de Raito dentro de mim, ouvia seus gemidos, gritando meu nome. Ele estava amando aquilo e o pior era que eu também... Mas eu não queria. Por que aquele que ia sem o mínimo de cuidado, com gemidos altos e mãos firmes, não era o Raito.

Um gemido que superava os outros e então Kira desfez-se dentro de mim, eu também senti o liquido em minhas mãos, só agora havia gozado duas vezes... Raito caiu na cama, se retirando de dentro de mim. Me vesti rapidamente e, sem encarar Raito, fui até seu banheiro, sentindo dores. Lavei as mãos, arrumei o cabelo e fiz a coisa mais vergonhosa que poderia ter feito.

Eu chorei.

Eu queria que Raito me amasse, mas quem fizera isso não fora Raito. O Raito nunca existiu. Quem sempre esteve ali fora...

– Kira. – O nome saiu rouco. Como se fosse minha sentença de morte. Eu havia prometido que não deixaria meus sentimentos saírem nunca mais e aqui estava eu, em um banheiro, ouvindo os chamados de Raito e vendo as lágrimas caírem, querendo acreditar que não era o meu fim...

Notas finais
Não sei se posso considerar isso um estupro, mas provavelmente sim :S Me desculpem T^T
E então, gostaram desse? *--* Fiz mais um POV's L o/
Não sei se está muito bom esse lemon U_U Deêm a opnião de vocês, aceito críticas e sugestões, vocês sabem ^^
Kissus ♥ Até o próximo epi *3*