Notas iniciais
Minha primeira fic de death note .-. (sim, eu já comecei com lemon U.U podem me processar kk)
Espero que gostem! ^^

Eu estava no quartel do grupo da investigação anti-kira. Tudo corria bem. Misa ainda não tinha aparecido para encher meu saco, os computadores não mostravam nada que pudesse me denunciar, Ryuuku estava sumido e L ainda não havia insinuado nada sobre mim e suas suspeitas. Pra falar a verdade, aquilo estava um verdadeiro tédio.


–Ryuuzaki... – Estiquei os braços para cima e soltei um bocejo. – Acho que vou ir pra casa. Vocês irão sentir minha falta? – Perguntei aos outros, sem verdadeiro interesse. Matsuda deu um sorriso simpático.

– Acho que não, Raito-kun. Pode ir descansar, hoje tudo está tranquilo.

Acenei positivamente e Matsuda voltou sua atenção para a tela do computador. Me levantei da cadeira esticando as costas, passei por L que comia um pedaço de bolo cheio de chantilly e me perguntei como ele conseguia ficar tanto tempo naquela posição desconfortável, cheguei à porta de saída

O Sol já estava indo embora, deviam ser cinco da tarde, se não me engano. Comecei a andar em direção à minha casa encarando o céu alaranjado, mas não sabia o que iria fazer quando chegasse lá.

– Você vai me tirar do tédio, Raito? Finalmente verei algumas mortes? – Ryuuku perguntou de repente. Eu nem me assustei já que aquele Shinigami desgraçado sempre fazia isso. Dei um riso seco.

– Claro que não, L suspeitaria ainda mais de mim. Eu sumo e mortes acontecem, não é preciso ser o maior detetive do mundo para achar isso suspeito.

Ryuuku simplesmente suspirou.

– Quando chegarmos, você vai me dar uma maçã.

Ignorei sua frase.

Eu já havia passado por dois quarteirões quando aconteceu. Uma mão fria segurou meu ombro, me impedindo de andar. Me virei pra ver quem era.

– Ryuuzaki? O que está fazendo aqui? – Perguntei fitando os olhos com olheiras do garoto à minha frente. L não mudou sua expressão de tédio.

– Eu queria falar com você, Raito-kun. – Disse. – Claro, se isso não for te incomodar. – Acrescentou levantando uma das sobrancelhas. O que queria dizer: ou eu converso com ele ou as suspeitas daquele filha da puta aumentam. Soltei um longo suspiro, mas dei um sorriso ao final.

– Por que me incomodaria? – Perguntei como se fosse a coisa mais óbvia do planeta. – Só não demore muito, realmente estou cansado.

L assentiu com a cabeça e se pôs ao meu lado, finalmente tirando a mão de meu ombro.

– Vamos. – Ele disse. Franzi o cenho.

– Aonde?

– A sua casa. Teremos essa conversa lá. – Respondeu ele com a maior naturalidade possível. Encarei seu rosto, achando aquilo absurdo. Quem se convida para ir a casa de alguém tão descaradamente? Ele devia estar brincando, só pra ver minha reação. Afinal, se eu não tinha nada a esconder, porque não levá-lo a minha casa?

Por isso concordei sem pestanejar. Vamos ver até onde ele iria.

***

Eu realmente vi até onde ele iria. E esse “onde” era o meu quarto. Entrei nele seguido por aquele desgraçado, com a mesma expressão de tédio na cara. E eu precisava atuar melhor do que nunca no dia de hoje. Eu sabia perfeitamente que isso era a droga de uma inspeção em meu quarto, a procura de algo suspeito. Só que ele não tinha uma licença pra isso, por esse motivo, eu poderia arranjar uma forme de impedi-lo. Mas... que forma?

Ele entrou, para um cara até que meu quarto estava arrumado. Seus olhos passearam por minha cama forrada, minha pequena televisão, minha cômoda... e então pararam em uma gaveta. Não uma gaveta. A gaveta. Sim, a que eu guardava o death note. Claro, há um “sistema de segurança” que eu coloquei nela, mas não acho que o maior detetive do mundo se renderia à ele. Eu tinha que arranjar uma forma, tinha que ter um jeito de impedi-lo, droga!

E então os olhos de L encontraram os meus.

– Bonito quarto. – Disse ele. Soltei um sorriso de canto de boca.

– Valeu. – Fui até minha cama e me sentei na beirada. – Senta aqui, Ryuuzaki. O que você quer falar comigo?

L andou vagarosamente até uma cadeira e se sentou nela daquele jeito estranho ao que eu já havia me acostumado. Olhou no fundo de meus olhos. E eu soube. Era nesse momento que ele iria falar algo como “eu queria ver o que você guarda aqui, pra te conhecer melhor” ou até “Eu não queria falar nada, foi só um pretexto. Mas já que estou aqui você não pode me impedir de revistar seu quarto, se não minha suspeitas aumentam em não sei quanto por cento.”

Por isso fiz o que fiz. Arranjei a forma de impedi-lo, ignorei que Ryuuku provavelmente veria tudo. Seria um sacrifício e com toda certeza seria vergonhoso, mas eu não podia deixar que aquele detetive achasse meu death note. Ele não ia saber o que era, de fato. Mas o problema é que resolveria apreendê-lo e então, como que por mágica, as mortes parariam. E isso me complicaria ainda mais. Eu não podia deixar.

Cheguei perto dele e então passei os dedos que tremiam levemente sobre seus lábios, tirando um pouquinho de chantilly deles. Então coloquei o dedo na boca, sentindo o gosto adocicado. Dei meu melhor sorriso.

– Estava sujo. – Afirmei casualmente. Mas não voltei a cama. Fiquei ali, na frente dele, ajoelhado, o encarando. L apenas assentiu. Mas antes que ele pudesse falar algo, eu interrompi. – Você não quer algo para comer, antes de iniciarmos a conversa? Acho que tenho uns doces ali embaixo, basta pedir para Sayu pegar.

L assentiu novamente. Gritei o nome da Sayu, pedi e logo ela voltou com uma bandeja cheia de doces para o L e, para mim, um café. Sorri e observei L pegando um palitinho de chocolate, mordendo-o vagarosamente. Vamos, Raito, você tem que agir.

– Ryuuzaki... faz algum tempo que eu estou... hum... quero dizer, você se convidou pra vir aqui. Eu só pensei que... – Fingi estar envergonhado propositalmente e então levantei os olhos em direção aos dele. – Posso fazer uma experiência?

– Claro Raito-kun. Mas com uma condição. – Ele disse. Não mudei minha expressão de vergonha.

– Q-qual? – Indaguei.

Ele largou os palitinhos na bandeja e veio em minha direção. Olhou-me com os olhos negros intensos.

– Me deixe sozinho em seu quarto depois disso. – Pediu. Inferno! Aquele desgraçado havia conseguido, ele mudara a situação! Mas que inferno!

– Só isso? – Perguntei com olhar inocente, escondendo minuciosamente a minha raiva. L mais uma vez assentiu. Dei de ombros. – Então tudo bem.

E então fiz da mesma forma com que fazia para enlouquecer todas as garotas que passavam por mim. Olhei-o no fundo dos olhos e, sem mais delongas, colei meus lábios aos dele.

O que me surpreendeu foi que L não ficou surpreso. Ele logo abriu a boca dando passagem para minha língua explorá-la, se entrelaçar com a dele, dançar com seu toque quente... Levei uma das mãos aos cabelos do detetive, intensificando o beijo. Claro, eu não estava gostando de verdade, simplesmente queria fingir bem. Era simplesmente isso. Era isso.

Então passei os braços em torno de L, abraçando-o ainda sem desfazer o beijo. Fui descendo até a pele de seu pescoço, beijei-a com vontade, mordisquei, lambi... a pele de L, diferente de suas mãos, era extremamente quente. Foi então que algo estranho aconteceu.

Eu senti algo nas minhas partes baixas, um formigamento... Caralho. Eu estava... excitado. Com um homem. E não só um homem, meu maior inimigo. Que diabos estava acontecendo?

Passei a mão por debaixo da blusa de L, sentindo sua pele em meus dedos, acariciando-a e arranhando-a de leve. Então pousei a mão no pênis dele. Estava começando a endurecer também... eu confesso que foi um alívio. O maior de todos. E o sorriso que surgiu em meus lábios, foi de alívio também. Com toda certeza. alívio. Por mais que me agradasse o modo como a respiração do detetive estava acelerada. Foi alívio.

Comecei a brincar com o membro dele, mesmo sendo por cima da calça L soltou um gemido ao sentir meu toque. Empurrei-o até a minha cama e o deitei nela, abri sua calça e abaixei sua boxer, L estava sem reação, tinha que estar, afinal, precisava disso para revistar meu quarto. Mas não parecia estar se sacrificando tanto assim...

Por um momento simplesmente olhei o tamanho daquela coisa enorme no meio das pernas do detetive... Soltei um sorriso.

E então comecei a provocá-lo. Fiz uma pequena massagem no órgão, descendo e subindo os dedos nele, abaixei a cabeça e levei os lábios até o membro e então... parei. Simplesmente coloquei a mão ao redor dele novamente, só que sem mexê-la.

– Peça. – Eu ordenei com a voz rouca. Eu queria ver L se humilhar, implorar para que eu lhe desse prazer, pedir por mim como uma garotinha.

– R-raito... – Gemeu. Passei a língua por sua glande e a abocanhei, dei uma leve sucção. L gemeu meu nome de novo. Parei novamente.

– Peça, Ryuuzaki. – Pedi, dessa vez deixando minha voz o mais sexy possível. Dei mais uma sucção, arrancando mais um gemido dele. Parei. O rosto de L estava vermelhinho. – Vamos, Ryuuzaki. Nós dois sabemos que você quer isso...

– Faça, Raito-kun... p-por... favor...! – Ele mais gemeu que falou. Um sorriso sem tamanho invadiu meus lábios. Era uma cena impagável, simplesmente.

Abocanhei o membro rijo de meu oponente e comecei a chupar, junto a um vai e vem. Não demorou para que eu sentisse as mãos de L em meus cabelos me fazendo ir mais fundo, me fazendo dar mais prazer a ele... Seus gemidos eram de pura satisfação e várias vezes ele se contorcia na cama.

– Ra-raito! Uh... M-mais... Hmm... – Ouvi-o gemer, e na sua voz havia tanto desejo que eu me perguntei se ele já havia imaginado isso, se me desajava o assediando desde a época em que me olhava de canto de olho pensando que eu não percebia... Comecei a descer e subir com minha boca em seu penis mais depressa, o som da voz dele fez com que eu ficasse ainda mais excitado. Levei a mão aos testículos de L, massageando-os enquanto pagava pra ele, ouvindo-o gemer. Dei a maior de todas as sucções, L se contorceu.

– R-raito-k-kun... eu vou... vou... – Ao ouvir isso tudo o que eu fiz foi sugar com mais vontade, mais, mais...

– Raito! – Um grito rompeu o quarto. E então três coisas aconteceram ao mesmo tempo.

1° L gozou dentro de minha boca.

2° Eu senti alguém me puxar pelos ombros.

3° Eu me engasguei com o gozo, começando a tossir e cuspir um pouco daquilo no chão.

Olhei para trás ainda tossindo para ver quem era. Era meu pai. Caralho. Ele me olhava com uma expressão dura de nojo e decepção. Raiva. Me largou em um canto do quarto.

– P-pai, eu posso explicar! – Eu disse controlando a tosse. Ele sequer olhou pra mim. Foi até um L deitado em minha cama com a respiração pesada e as calças arriadas, o fez se levantar e o escorraçou para fora gritando impropérios.

A boa notícia: L não revistaria meu quarto, eu estava a salvo novamente.

A má notícia: eu havia virado um gay assumido aos olhos de todos da minha família, aos olhos de L e posteriormente, aos de todos no QG também. E o pior. Aos olhos da Misa Amane também.

Caralho. Eu estava muito fodido...


Notas finais
E então, ficou legal? Eu resolvi fazer um lemon bem leve já que não tenho muita prática >< Por isso a censura é só +16
Desculpe se cometi algum erro e não esqueçam de comentar =w=
Kissus ♥