Paraíso Perdido
3 Visão
Notas iniciais
Resolvi inovar na família Hyuga dessa vez 'rsrs
Tenham todos uma boa leitura u.u
Sakura encontrava-se agora num cais diante de um imenso mar azul vívido, a claridade rebatia na água, formando um lindo arco-íris.
Sentada á beira dele, uma garota da mesma idade aparente de Sakura. Seus cabelos eram negros, quase azuis e corriam retos por suas costas, a franja curta tapava lhe a testa e seus olhos eram levemente branqueados, ali estava Hinata: uma profeta.
Ao seu lado de pé, um garoto com características semelhantes, exceto por seus cabelos que eram castanhos, porém igualmente compridos. Morreram em uma invasão á casa da família no Japão. Neji como o mais velho, sempre teve a função de proteger sua irmã Hinata e quando o fogo tomou conta do quarto, ele estava lá preferindo sacrificar-se junto dela ao invés de sofrer com a humilhação e com o peso de sua própria consciência caso a perdesse.
No Céu, sua função era basicamente a mesma. Os dois não enxergavam desde o incêndio, mas tinham uma sensibilidade única. Poucos eram os que sabiam que Hinata era a profeta e não o contrário.
– Sakura-san. –a voz fina pronunciou antes mesmo que se aproximasse mais.
– Hinata, Neji. –saudou-os. – Será que pode –foi cortada antes mesmo de terminar seu pedido.
– Nii-san, será que pode nos deixar á sós? –pediu gentilmente.
Mesmo desconfiado, no instante seguinte o rapaz não estava mais ali.
– Itachi-sama te pediu para falar comigo não foi? –a morena parecia fascinada olhando a vista, embora não visse nada.
– Exatamente. Creio que já sabe o porquê também. –a rosada supôs.
– Sim. –respondeu sorrindo e no instante seguinte uma folha de papel antiga estava em suas mãos assim como um pincel e um tinteiro.
Sakura nunca tinha visto a morena agir antes. Era incrível a agilidade com a qual ela fazia os traços e quando se pensava que era algo sem sentido, ela juntava as linhas e a imagem criava mesmo uma forma.
Era um garoto: olhos grandes e redondos, cabelo arrepiado e cicatrizes em ambos os lados do rosto, elas se assemelhavam com bigodes de um gato.
– A áurea dele é muito boa para um demônio. –a morena comentou ainda. – Seu nome é Naruto Uzumaki, vai encontrá-lo numa reunião de jovens descrentes e viciados na cidade de Los Angeles. –terminou de dar as informações lhe entregando o desenho.
– Certo. Muito obrigada Hina. –agradeceu beijando-lhe a mão, um sinal de admiração e respeito.
– Mais uma coisa Sakura-san. –chamou sua atenção quando estava prestes á sumir. – Ele estará precisando de ajuda quando o encontrar.
– Tudo bem, vou ajudá-lo. –garantiu sumindo de vez.
...
Mais uma vez encontrou-se com Itachi no mesmo cenário de antes:
– Já tenho as informações sobre o tal demônio. Acho que é hora de partir. –ela afirmou.
O moreno segurou sua mão e colocou o colar dentro dela apertando-a em seguida.
– Coloque-o assim que localizar o tal demônio. Estarei de olho em você, mas se quiser se comunicar, afaste-se e retire-o. –instruiu-a.
– Entendido. –acenou com a cabeça.
Itachi então pegou um frasco com um óleo e umedeceu a ponta dos dedos com ele. Desenhou alguns símbolos no ar e um portal se abriu.
– Que seja abençoada. –disse-lhe antes de plantar um beijo no topo de sua cabeça.
Sakura então, mesmo um tanto insegura passou lentamente pela abertura.
...
Recobrou a consciência devagar, sentia seu corpo deitado sobre a grama e ouvia vozes próximas indagando coisas como: “será que ela está bem?”. Os olhos verdes se abriram e pôde ver um pequeno grupo formado por um rapaz e mais duas garotas, que a olhavam preocupados.
– Você está bem? –indagou uma das moças enquanto Sakura se colocava de pé.
– Claro que não está, ela acabou de cair da árvore. –a outra retrucou e só então reparou no ambiente ao seu redor.
Estava numa pracinha, dessas onde as crianças vão á tarde para brincar umas com as outras. Já era início de noite e poucos carros circulavam ali por perto.
A rosada ergueu-se normalmente.
– E-Eu estou bem. –respondeu tentando um sorriso.
Eles se entreolharam surpresos com o fato de que ela parecia estar intacta, sem nenhum arranhão em sua pele clara.
Virou as costas para os três e caminhou tendo dificuldade em atravessar as ruas afinal não estava acostumada com esse tipo de movimento.
Passou por uma vitrine de uma loja, que já estava fechada. Observou os manequins, sabia que não poderia encontrar o tal Naruto vestida daquela forma e no instante seguinte, estava vestida com uma calça preta bem rente ás suas pernas e uma blusa negra de mangas compridas com um colete de couro por cima, botas cano longo na mesma cor complementavam seu visual.
Depois encaminhou-se até uma viela sem saída, onde com uma velha tigela contendo sangue de animal morto e um mapa da cidade, pronunciou algumas palavras em enoquiano (a língua dos anjos) e derrubou o conteúdo sobre o papel. O liquido vermelho secou na mesma hora, deixando uma única mancha bem aonde o seu alvo deveria estar.
Antes de seguir com seu objetivo, pegou o cordão de prata e colocou-o em seu pescoço. Instantaneamente sentiu parte de suas forças sumirem, mas ainda poderia se defender caso algo saísse errado.
Seguiu as coordenadas e chegou até uma casa revestida de madeira e telhado triangular, assim como as dezenas que havia ao redor. Porém esta não estava silenciosa como às vizinhas, de lá se ouvia uma melodia pesada e barulhenta.
Sakura entrou no lugar calmamente, embora não houvesse como ser discreta, afinal ela era a garota dos cabelos cor de rosa, o que era até comum hoje em dia com as tinturas, mas ainda assim chamava a atenção.
Diferente do que imaginou, a casa não estava muito lotada. Ela também não sentia a presença de outros demônios ali á não ser o que certamente estava procurando.
Era tudo muito comum, exceto a bagunça de móveis tombados e certo líquido esparramado pelo chão, o qual ela não soube identificar o que era, pois o único cheiro que sentia ali, além de uma fumaça estranha era o de álcool.
Na sala de estar viu um casal se amassando no sofá, uma garota entornando uma garrafa com um líquido roxo e um rapaz gordo deitado no tapete aos roncos. Até aí nada de mais, á não ser um bando de adolescentes como Hinata descrevera antes, até que um deles chamou sua atenção: o garoto loiro estava sentado no chão recostado á parede. Os olhos azuis arregalados, seus lábios tinham um tom levemente arroxeado enquanto lutava para respirar.
A Haruno aproximou-se dele vendo se obtinha alguma reação, mas não conseguiu nada. Ele podia estar tendo uma reação àquelas drogas consumidas por todos ali, mas depois das coisas que Itachi lhe contara, sabia que o mais provável era uma segunda opção.
Ergueu-se na mesma hora, revirando todo canto daquela sala. Os demais presentes permaneceram indiferentes enquanto ela olhava debaixo dos móveis e dentro das gavetas. Entretanto foi apenas quando jogou todos os livros de uma das prateleiras da estante, que finalmente encontrou o que procurava.
O saquinho de pano logo foi queimado com o isqueiro que o rapaz gordo tinha em uma das mãos em seu sono profundo.
Logo se virou novamente para o loiro que respirou aliviado como se tivesse se recuperando de um afogamento. Olhou para ela intrigado e grato ao mesmo tempo.
– O que foi aquilo? –ele questionou ainda com dificuldades.
– Um patuá de bruxa. –respondeu simplesmente, agachando-se perto dele.
– Essa foi por pouco, se não fosse por você eu estaria morto agora. Malditas bruxas, ainda me pagam por isso! –praguejou fazendo um biquinho como uma criança mimada, não parecia estar diante de um demônio. – Bando de inúteis esses pirralhos! –referiu-se aos demais jovens ali, isso porque ele parecia estar no auge de seus quinze ou no máximo dezesseis anos. – Vamos sair daqui antes que os vizinhos chamem a polícia e nós precisemos prestar conta aos tiras. –falou com repugnância o recordar dos policiais.
As coisas pareciam melhores do que ela imaginava, o loiro não dava indícios de ter notado sua real natureza e tinha a leve impressão de que se aproximar dele não seria difícil.
...
Notas finais
Opiniões sinceras?
Não sei quando posto ¬¬'
Bjos floores :)
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