XI-Paraíso.

São nuvens que agem comigo,

É o sol que vem com abrigo.

E o céu se inicia,

Com cores e mares de ventos,

E assim podem-se ver os moinhos,

Balançarem ao relento,

Podem-se ver as filas

De anjos para olhar,

Aquele sol que vem nascendo

E afaga o brilho do luar.

O dia inicia na calma,

Sem euforia.

É só mais um dia,

De paz e harmonia,

Onde o céu que vivencia

Todos os passos do mundo,

E este fica com alegria,

E orgulha-se do que cria.

As horas passam como anos,

Para aqueles que tempo vos tem.

As horas vêm como segundos,

Para aqueles que pouco vejo,

Meus sonhos abrangem desejo,

De saber o que pensa,

Os anjos por cima nas nuvens.

Porém, a noite alcança,

E o sol começa a entretecer-se.

A lua e sua cantada planejam

Tomar-lhe o posto

E com muito gosto,

Iniciar a noite.

O sol despede-se do mar,

E a lua começa a cantar.

Os anjos continuam observando,

As estrelas, a canção acompanhando.

E quando as crianças vão dormir,

A rua se apaga,

Os anjos olham para baixo,

Orgulham-se novamente,

Mas dessa vez, bem diferente.

O sonho começa,

A música se exalta,

E os anjos dormem,

Com a voz de Deus.

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