Par Perfeito
1 Percy no submundo
— Percy, é uma ordem. Você não irá. – disse Annabeth.
- Mas, pense bem! Se eu não for ao submundo o planeta não terá paz. Eu devo ir. Devo mostrar ás pessoas que não sou apenas um semideus de sorte.
- Percy, concordo com Annabeth. Se você for, correrá grande risco de morte, e o pior, não terá ninguém para enterrar o seu corpo. Os cães de Perséfone vão lhe engolir! – Grover disse com um tom de sarcasmo, mostrando falta de respeito á um dos grandes.
- Até você? Desisto de discutir! Vou ao mundo inferior e ponto final.
- Então, já que é assim... Tomara que morra na escuridão! – Annabeth gritou e saiu correndo. Ela foi para o seu dormitório.
- É, companheiro... Parece que eu e você teremos que ir sem nossa guerreira preferida... – Percy disse á Grover.
- O que? Você acha que vou descer de novo naquele lugar? Só se eu estiver ficando louco. Já fui com você uma vez e tive de ficar com Perséfone. Argh!
- Tudo bem, traidor! Vou sozinho! – Percy foi embora sem se despedir em direção á Hollywood.
Chegando lá, Percy foi direto ao estúdio de gravação M.A.C. Avistou Caronte de longe e foi logo dando os dracmas. Já sabia do Cérbero, portanto, passou sem fazer barulho algum para que ele não acordasse. Chegando perto á sala onde estava Hades e sua esposa, Perséfone, Percy tentou lembrar-se do que havia pensado em fazer. Não havia como lembrar. A ansiedade e o medo estavam deixando Percy meio zonzo, o que é mais vantajoso para Hades, que se alimenta do medo, da ansiedade, da tristeza e da dor dos outro. Percy continuou andando. Por fim, ele chegou á sala.
- Oi tio! Como vai sua vida de amargura e tristeza?
- Percy Jackson... É bom ter você aqui, sobrinho!
- Hum... Percy, como você está maior! Da última vez que veio me “visitar” estava bem menor. – Perséfone disse.
- É bom te ver também, Perséfone. – Percy disse.
- Mas... O que veio fazer aqui? Interromper o que eu chamo de D.P.M.
- O que é isso? – Percy perguntou.
- Depressão Profunda Mortal, apesar de que eu sou imortal.
Aquela conversa estava ficando ridícula. Assim, Percy tentou dar um golpe, com uma espada, em Hades, que por sua vez chamou seus cães. O que Percy faria? Simplesmente, num só golpe, matar e em seguida queimar todos os cães, que davam um total de sete.
- Parabéns! – Hades começou á bater palmas. – Mas não é tão bom para isso!
Hades lançou uma esfera de fogo gigante em direção á Percy, que por sua vez tentou combater a esfera com uma grande onda. Agora, Percy sabia controlar o seu poder como nunca antes havia conseguido. A onda deu conta da enorme esfera. Hades não se cansa nunca. Lançou mais um esfera e em seguida fez um círculo de fogo em volta de Percy, que, sem saída, resolveu tentar uma nova forma de usar o seu poder de semideus. Percy tentou usar sua mente e nada mais. Ele pensou num deserto, seco, com muita tristeza e, de uma hora para outra, uma grande avalanche de água. Praticamente um tsunami no meio do deserto. Essa nova forma foi bem sucedida. Todo o fogo foi apagado, e o mais estranho, sem água. Pela primeira vez, Percy conseguiu impedir sua morte com a mente. Isso que é usar a cabeça. Após passar o susto, Percy foi correndo á uma sala com o seguinte nome: Sala restrita, pois lá que estava o cálice que alimentava a D.P. M, que, além de afetar os mortos, afetava os vivos, da Terra. Percy, rapidamente, pegou o cálice e o jogou no chão. Assim, o quebrando e acabando com toda a amargura e tristeza na alma dos mortais. Hades estava desacordado para a alegria de Percy e Perséfone. Mas, como Percy sairia do mundo inferior sem a pérola? Pedindo ajuda á Perséfone, é claro. Felizmente ela mostrou uma saída secreta onde não havia nenhum monstro ou coisa do tipo. Percy disse obrigado e foi embora. Foi em direção ao Acampamento Meio-Sangue, onde ele estava desde o inicio das férias de verão como conselheiro no chalé de Poseidon.
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