Papo Reto

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Song fic da música Papo Reto de Charlie Brown, indico que leiam escutando a música.
Espero que gostem :D

Oh, otário eu vou te avisar,
O teu intelecto é de mosca de bar.

Idiota! Era essa palavra que Scorpius queria gritar alto e bom som, no meio da festa de aniversário do seu melhor amigo.

Era 26 de dezembro, e era a primeira vez que ele ia ao aniversário de Albus, mesmo depois de tantos anos de amizade. Desde o primeiro ano de Hogwarts, eram inseparáveis, mas a questão de ele ser filho de Draco Malfoy e Al de Harry Potter impossibilitou um pouco a amizade fora da escola.

Fora o primeiro ano que veio em parte pelo amigo estar completando 17 anos, e era a comemoração da maioridade, então Scorpius se sentiu meio obrigado a vir. E em parte (e preste atenção, por que isso é importante) pela irmã de seu melhor amigo.

Ele sabia que não podia olhar Lily Luna daquela forma, por diversos motivos. Número um: ela era mais nova e irmã de seu melhor amigo, deveria ser sua irmãzinha. Número dois: ela era a filha perfeita e predileta dos Potter’s, grifinória perfeita, notas perfeitas, monitora perfeita, tudo ao contrário de Scorpius. Número três: ela tinha namorado. Apesar de que esse último não fosse tão importante. O loiro tentava com todas as forças relembrar todos os detalhes dessa teoria, não podia esquecer, mas não conseguia tirar os olhos dela.

A festa era na casa dos Potter’s, e eles haviam liberado a casa para festa, só havia adolescentes nela, e os mais velhos eram James Potter, Dominique Weasley e Fred Weasley II, o que não eram, exatamente, a companhia de adultos responsáveis. Não era meia-noite e muitos já caiam bêbados no quintal.

No momento Lorcan Scamander, ou o “namorado de Lily”, estava falando com os outros idiotas do time de quadribol da grifinória (Scorpius ainda não havia entendido, o porquê de Albus convidar aquele tipo de gente), deixando a garota sentada sozinha num canto com seu copo de bebida. Ele nem ao menos a olhava.

Aquilo deixava Scorpius com raiva, afinal como namorar aquela ruiva e não lhe dar atenção? Ele não entendia.


Você deixou ela de lado pra falar com seus amigos,
Sobre as suas coisas chatas...
Ela deu brecha eu me aproximei
Porque eu me fortaleço é na sua falha
Ela estava ali sozinha querendo atenção
E alguém pra conversar
Você deixou ela de lado
Vai pagar pela mancada pode acreditar...

Irritou-se ainda mais quando Lorcan abraçou Roxanne Weasley por trás, sem ao menos ver os olhos de Lily se encherem de lágrimas com o gesto. Já havia um boato que o moreno traia a ruiva com a prima, desde o reinicio das aulas, pelo jeito era verdade mesmo.

Não aguentando mais, Scorpius levantou-se e caminhou até o canto afastado da ruiva. Viu que em seu campo de visão era, basicamente, a cena patética de seu namorado e a prima. Parou na sua frente e sorriu, Lily lhe respondeu de forma vaga.

— Eaí, Ruiva? Tudo beleza? – A chamava assim, pois era a mais ruiva dos Weasley’s, e seu cabelo se destacava mais do que qualquer outro, até mesmo do de Rose, já que o de Lily tinha uma cor mais pendente para o acaju do que para a cor laranja, lembrava-se de Al dizendo que sua avó paterna tinha o cabelo nesse tom. Eles não eram amigos, mas cumprimentavam-se, pela ligação de Albus.

— Estou indo. – respondeu fracamente. E ele sabia que ela não era assim, era sempre tão cheia de vida e alegre. Outro ponto sobre Lily, ela era tímida, não costumava se enturmar, mesmo com seus primos, por isso hoje estava ali, sozinha, abandonada pelo inútil do namorado.

— O que está bebendo? – ela olhou para o copo, e sorriu.

— Cerveja amanteigada. – Scorpius ergueu uma sobrancelha, irônico. – Não ria! Eu não bebo – ela falou sorrindo.

— E por quê? Por que não bebe? Albus me disse que seus pais não são, exatamente, rigorosos.

— Não são mesmo, deixam a gente fazer o que quiser. – ela suspirou, olhou para frente. Naquele momento, já estava sentado do seu lado – Lorcan diz que isso é horrível, garotas se embebedarem e que a maioria não sabe quando parar. Então para não decepciona-lo, nunca bebi.

— Bem, acho que hoje você pode decepciona-lo, — o loiro fez uma careta – afinal ele nem está aqui. – Fez um gesto amplo onde, antes estava o grupo, que haviam se deslocado para o jardim dos fundos. – Como os trouxas dizem, mesmo? O que os olhos não vêm...

— O coração não sente. – Ela completou. – Não sei se devo...

— Vamos, vai ser divertido, quero fazer isso com você. Nunca entreguei o primeiro copo de bebida a alguém. – Scorpius se levantou e estendeu a mão para ela, e apreensivo aguardou a ruiva decidir.

Por fim, ela sorriu e deu de ombros, lhe dando a mão.


Então já era...
Eu vou fazer de um jeito
Que ela não vai esquecer
Se for já era...
Eu vou fazer de um jeito
Que ela não vai esquecer

A ruiva riu, segurando no balcão da pia. Já era a quarta dose de Whisky de Fogo que ela bebia, Scorpius sabia que se ela tomasse mais alguma coisa ela iria fazer bobagem. No entanto, ele não era o cara certinho, e com toda a certeza não tinha moral para controlar a bebida de alguém.

Então, ao invés de fazê-la para de beber, se encostou ao balcão, também e acompanhou a ruiva na risada. Sem nem ao menos saber o porquê de estar rindo.

— Foi o dia mais divertido da minha vida – ela falou – quer dizer... Era o dia mais divertido da minha vida, agora esse se tornou o dia mais divertido da minha vida! – Ela sorriu ainda mais, Scorpius bebeu direto da garrafa de Whisky e ofereceu a garota, ela sorriu e aceitou a garrafa, bebendo seu conteúdo – Adorei beber isso, quero mais!

— Você não vai dizer isso amanhã de amanhã, quando acordar...

— Ah... Mas uma dorzinha de cabeça, por isso, vale a pena.

— Tenho certeza que você vai mudar de ideia, quando acordar e ninguém lhe der um remédio. – o loiro falou e sorriu – E eu acho que você ainda quer ter consciência do que faz nessa festa.

— Você é minha consciência hoje, — Ela realmente não sabia onde estava se metendo, mas Scorpius sabia – e vai cuidar de mim amanhã, quando eu acordar vai estender o remédio de cima do bidê para eu tomar e... – Lily percebeu o que estava falando e parou de falar.

Mas nesse momento tudo já havia desandado, na mente Scorpius formou-se uma imagem de Lily enrolada nos lençóis brancos de sua cama, contrastando com o cabelo ruivo, seus olhos abrindo-se devagar, para se acostumar com a claridade. O loiro saiu de sua fantasia olhando para os olhos castanhos a sua frente, eles brilhavam e piscavam rapidamente. Sem perceber ambos foram se aproximando.

— Acho melhor parar de beber – ela sussurrou próximo aos seus lábios. No entanto era tarde demais, o estrago já havia sido feito, e em poucos segundos as bocas se chocaram.

Naquele momento, Scorpius agradeceu aos céus, Morgana, Merlin e todos os deuses do universo por ter ido oferecer uma bebida para a garota. Seus lábios eram perfeitos e encaixavam-se perfeitamente aos dele, suas línguas travaram uma batalha silenciosa, que ambos adoraram.

Ouviram um pigarrear alto.

Separaram-se rapidamente, com o choque de serem interrompidos e com medo de ser Lorcan. Felizmente, era somente Albus com um sorriso enorme.

— Finalmente, já tava na hora irmãzinha de largar o chato do Lorcan. E Scorpius só a leve para cama, ok? Na cozinha é nojento – E do mesmo jeito que chegou, foi embora, pegou uma bebida e saiu. O moreno tinha desses ataques.

Lily olhou para Scorpius, e ele resolveu agir como se o beijo não tivesse acontecido. Apesar de que em sua mente revivia o toque de seus lábios.

— Vamos para a rua? Aqui tá muito calor.

Ela sorriu, e concordou. Quando ele lhe ofereceu o braço, Lily o enlaçou, saíram para o quintal a frente da casa, ainda com uma garrafa de Whisky na mão. Riram quando tropeçaram na porta e quase foram ao chão. Tudo ficava mais divertido com bebida, disso Lily não podia discordar.


Oh, otário eu vou te avisar,
O teu intelecto é de cu de rola

— Não consigo entender tanto amor pelo quadribol, odeio o esporte desde que me entendo como gente, e com toda a certeza não fui feita para voar. – A ruiva suspirou – Isso deixou meus pais um pouco decepcionados, sabe? Mãe jogadora de quadribol, pai como o apanhador mais novo do século, e tal...

— Eu gosto de voar, gosta da sensação de estar em cima da vassoura e o vento bater no rosto em alta velocidade. É muita adrenalina. – O loiro respondeu rindo levemente –, mas acho que se você experimentasse andar de moto, adoraria – deu um sorriso gatuno para ela.

— Meu pai diz que é incrível, como voar, mais baixo e mais emocionante. – Lily sorriu encantada, e tomou mais um gole da bebida de Scorpius – mas não sei quem poderia fazer isso comigo, nenhum dos meus primos têm coisas trouxas.

— Eu tenho uma moto, e se você não se importar, posso te levar para dar uma volta quando quiser.

— Você? Sério? Seus pais não são contra tudo trouxa? – Seus olhos estavam brilhando de curiosidade, mas havia a esperança de fazer algo diferente. Scorpius riu, passou as mãos pelo cabelo, e se reencostou no banco, antes de lhe responder.

— Não, esses são meus avós. Meus pais até se casaram em uma ilha trouxa americana, eles têm muitas coisas trouxas, minha mãe é fascinada por eles. Sempre passamos as férias em algum lugar do universo deles.

— Incrível! Nunca imaginaria isso – ela suspirou mais uma vez, e sorriu – Quero andar de moto com você, sim. Mas também terá que me ensinar a pilotar.

— Claro, ensino, sim. – Scorpius sorriu para ela, e mais uma vez se perguntou por que aquela garota era tão incrível, se ele não poderia tê-la.

— Sabe, Al sempre diz que você é gente boa, que gosta de musica trouxa e que cozinha bem – ela riu com o último comentário, e ele ficou vermelho – mas Jay e Lorcan sempre disseram que você era só mais uma cobra se preparando para o bote. E eu meio que acreditei neles, sabe? Afinal, sua família estava no lado negro da guerra e... – Sua voz morreu no meio da frase. Scorpius estranhou, e olhou para onde ela estava olhando. Lorcan e Roxanne se encaminhavam para uma moita, e as mãos do garoto estavam na bunda dela.

Scorpius se sentiu mal, queria pegar Lorcan e batê-lo até que não conseguissem o reconhecer, porém também agradecia por isso acontecer, assim Lily não ficaria mais com aquele imbecil. Olhou para a ruiva ao seu lado, ela suspirou e olhou para baixo escondendo o olhar de dor.

— Vou te contar mais um segredo. Eu já desconfiava deles, mas não queria acreditar. Porra, ele é meu namorado faz mais de um ano, e ela é minha prima, crescemos juntas! Minha vontade era ir lá e bater nos dois, armar um barraco e nunca mais olhar na cara deles – ela segurou os cabelos com força, e me olhou desesperada – Só que adivinha? Eu sou a filha perfeita de Harry e Ginny Potter, não posso fazer isso, tenho que falar cordialmente com minha prima, e continuar namorando o filho da minha madrinha, pois é isso que eles esperam, todos eles. Não quero mais isso para mim, quero viver e fazer o que eu quero.

Scorpius sorriu para ela, passou um braço sobre seus ombros. Deu um beijo em sua bochecha e encostou sua boca na orelha dela.

— Então por que não faz? Deixa-os para lá, eles nem merecem sua preocupação. – ele olhou nos olhos dela – Vamos lá para dentro e quebrar as regras, Ruiva. Beber, fumar, dançar, e se pegar no sofá, sem se importar com os olhares alheios.

Dessa vez, não foram se aproximando devagar, muito pelo contrário, Lily simplesmente o puxou pelo pescoço, beijando-o com vontade há muito escondida. Quando se separaram sorriram e entraram na festa, e como combinado, não se importaram com os olhares alheios.


Você falou pra ela que eu sou louco e canto mal,
Que eu num presto que sou um marginal
Que eu não tenho educação,
Que eu só falo palavrão,
E pra socialite eu não tenho vocação...
Sei que isso tudo é verdade mas...
Eu quero que se foda esta porra de sociedade
Pago minhas contas, eu sou limpinho,
Não sou como você filho da puta, viadinho.

A música era alta,e a maioria das pessoas presentes não se importavam com os dois sentados no sofá se beijando, claro que essa maioria era sonserina. Já os grifinórios presentes na sala, os olhavam torto, e eles já planejavam chamar James ou Lorcan para acabar com aquela palhaçada. Afinal, como a princesa grifinória ficaria com o sonserino mais puro de Hogwarts?

Para o casal, pouca coisa importava. Estavam aproveitando o momento juntos, e Lily estava conhecendo coisas novas, por assim se dizer.

Scorpius achava que nunca virá nada tão sexy quanto à ruiva e seu batom vermelho borrado, com um cigarro na boca. Ele mesmo havia lhe entregue o fumo, e mesmo que ele não tivesse esse habito regularmente, achou interessante a garota provar.

Naquele momento, a garrafa de Whisky jazia do lado do sofá vazia, assim como o cigarro apagado no cinzeiro, improvisado no vaso de planta na mesa de centro. E Scorpius estava com Lily no seu colo, o beijando indecentemente, ele sorriu quando ela se separou dele bruscamente, ouvindo a música, era uma nova das Esquisitonas, agitada e que falava de quebrar padrões.

— Vamos dançar essa música? Adoro ela. – Lily falou rapidamente, já de pé.

— Claro, Ruiva, seu desejo é uma ordem.

Ele levantou-se rapidamente, e enlaçou a cintura da garota, foram para a pista de dança improvisada no meio da sala. Lily rebolava e esfregava-se com o Malfoy, enquanto ele acompanhava seus movimentos. Os amigos sonserinos do rapaz gritavam palavras de incentivo para os dois, inclusive Albus, esse era o mais animado com a irmã e o amigo. Quando Lily desceu até o chão e subiu lentamente, em sua frente, Scorpius segurou-a fortemente próximo ao rosto, com desejo.

— Você está me deixando louco, garota. Se continuar com isso... – Ela o interrompeu.

— Vai me levar para o meu quarto, e passaremos o resto da noite sem essa gente chata, só nos dois, e um feitiço isolador de ruídos, o que acha? – No fim, a Potter piscou o olho direito e mordeu o lábio inferior.

— Acho perfeito – ele respondeu, lhe beijando de forma imprópria para o público presente.

No meio do caminho para as escadas, alguém segurou seu ombro fortemente, e ele estranhando virou-se para trás, mas não esperava levar um soco. Lorcan o olhava com raiva, havia acertado o olho direito de Scorpius com força, e quando esse se assustou puxou Lily que estava mais à frente.

— O que você pensa que está fazendo com a minha namorada, filho de Comensal? – O moreno gritou com raiva, a música havia parado e todos olhavam para eles. James segurava Albus pelos braços, já que esse queria acertar Lorcan.

— A tratando como merece, ao contrário de você, filho da puta. – O loiro já estava de pé e o encarava com ódio, enquanto a ruiva tentava se soltar das garras do namorado – Solta ela, a está machucando. – o moreno deu uma risada sarcástica.

— Desde quando você sabe como tratar uma mulher, Malfoy? Ainda mais Lily que é uma princesa, não essas prostitutas da Sonserina... – Foi à vez de Scorpius rir.

— E você sabe? Deixando-a de lado, para se agarrar com a puta da Roxanne nos jardins?

— Não fale bobagens, Malfoy, todos sabem que isso é mentira para levar Lily para a cama.

— Pergunte para Lily, então, foi ela quem viu, não eu... E eu já disse que é para você larga-la. – Lorcan soltou Lily devagar, essa o olhou com desprezo, e com a voz mais fria já escutada dela, respondeu.

— Você acha que sou idiota, Scamander? Ou que tenho cara de palhaça? Eu vi vocês dois naquela moita lá da frente, não foi ninguém quem me disse. Alias, já haviam me falado e eu não havia acreditado...

— Lilidinha você entendeu tudo errado, te garanto que Lorcan e Rox nunca fariam isso com você – James se pronunciou, mas apesar da fala, olhava para Lorcan com desconfiança.

— Você que está errado, James. Eu vi, e eu sei que eles se encontram em Hogwarts as escondidas, até Albus já havia me falado e eu não acreditei.

— Lily, meu doce, te garanto que foi tudo um mal entendido, — Lorcan começou novamente, olhando Lily mais de perto – e que Scorpius que fez sua cabeça, com essa bebida e isso é cheiro de cigarro? Isso não faz parte do seu perfil, foi só você passar uma noite em companhia com dessa gentinha, e já está assim, já pensou o que seus pais vão dizer?

— Já, já pensei. E sabe o que eles vão dizer? Nada, por que eles sempre disseram que era para eu seu feliz, não importando a forma. E depois de muito tempo, posso dizer que estou feliz. – Ela respondeu olhando-o com desprezo – E a única coisa que Scorpius fez hoje, foi me dar atenção, que eu nunca recebi de você. – Olhou mais uma vez com raiva para o ex-namorado e foi para o lado de Scorpius – E só para deixar claro, eu estou terminado com você e metade de Hogwarts está de testemunha. – Lily puxou o braço do loiro em direção as escadas – Ah, e se mais alguém, tentar estragar minha noite com o Malfoy, vai conhecer minha azaração de bixo papão, que aprendi com mamãe.

Eles estavam no inicio das escadas, quando Lorcan se pronunciou mais uma vez.

— Espero que tenha certeza dessa decisão, Lily, por que você vai desafiar todo o mundo bruxo com isso. Posso ter meus defeitos, não sou fiel, mas sou seu par ideal.

— Meu par ideal, Scamander, sou eu quem decide.

— Pois bem, então só mais um recadinho – ele suspirou, e o casal se virou para Lorcan – eu saiba que você estava a fim de Lily, antes de começarmos a namorar, Malfoy, foi por isso que quis pegar a Potter. Eu queria mostrar que eu era melhor, que eu era ideal para namora-la, enquanto você era somente um sonserino, esquecido pela sociedade, um babaca que gosta de quebrar as regras, e para namorar a princesa grifinória, precisa seguir as regras.

— Pois acho que você não seguiu as regras direito, não é? – perguntou Scorpius sarcástico – Ou talvez, ela não quisesse seguir as regras, não preciso agradar ninguém, além de Lily, para estar com a Ruiva. E foi aí seu erro, não lhe dar atenção necessária, não dar a ela, o que ela precisava. No fim, não deu certo, afinal Lily escolheu a mim, não a você.

— Você pode estar com ela agora, pode ficar com ela para sempre. Mas há algo que você nunca vai ter dela, Malfoy, ao qual Lily entregou para mim. Sabe o que é? – Lorcan o olhou desdenhoso – Eu serei sempre o seu primeiro homem, ela poderá se deitar com você quantas vezes quiser, mas o primeiro a estar com a Ruiva,vai ser sempre eu.

E antes que Lily tivesse uma reação, de puxar sua varinha, Scorpius já havia acertado o primeiro soco em Lorcan, que caiu no chão, o loiro lhe acertou mais três socos, antes de James e Albus chegarem neles. Os dois irmãos se juntaram a pancadaria, e logo Lorcan estava desacordado. As pessoas ao redor, ficaram sem reação, e a primeira a despertar foi Lily, que percebeu que se eles não parassem, o matariam no chão da sala.

— Parem! Parem! Não vale a pena! – aos poucos seus gritos deram resultado, o primeiro a parar foi Scorpius, seguido de Albus, e por fim James, que parecia enfurecido por ter acreditado que Lorcan era o ideal para a irmã. O garoto estava desacordado, e seu rosto, praticamente, irreconhecível. James olhou para Lily pedindo uma solução. – Chamem a madrinha, conte a história resumida e ela o levará para casa. – Ela olhou para o loiro, que a olhava com um pedido em silencio – Vem Scorpius, vou cuidar do seu olho.


Então já era...
Eu vou fazer de um jeito
Que ela não vai esquecer
Se for já era...
Eu vou fazer de um jeito
Que ela não vai esquecer

Quando chegaram ao quarto, ainda em silencio a garota indicou a cama para Scorpius, enquanto ia ao banheiro. Ele sentou-se, ainda receoso, estava com medo de Lily brigar com ele por ter batido em Lorcan, já que a ruiva sempre fora contra a violência. Meio segundo depois, Lily estava de volta com um livro de capa preta, e fazia caretas enquanto lia.

— Então, Malfoy... Vai ser a primeira vez que faço esse feitiço, e eu espero que dê certo, não quero seu rosto deformado andando para cima, e para baixo comigo. – Scorpius deu um pequeno sorriso. Ela se posicionou em sua frente, pegou a varinha e anunciou em voz alta – sanitatum! - um segundo depois, ele sentiu um esfriamento no olho que estava machucado – Ai! Merlin! Fiz besteira – Seu rosto parecia arrependido.

Scorpius correu até o banheiro, para ver seu rosto, com medo de algo ter dado errado. Mas ele continuava do mesmo jeito, sua pele branca com os olhos acinzentados. Escutou a risada de Lily do quarto.

— Você acreditou? É obvio que com os irmãos que eu tenho, já aprendi feitiços de cura há muito tempo. – Ele não pode deixar de rir com a garota, mas se aproximou dela e a abraçou, logo estavam se beijando.

E logo depois, sem nem ao menos os dois perceberem, estavam deitados na cama espaçosa da garota, com ele por cima dela, e devagar as roupas foram caindo. A única parte racional de Scorpius deu seu último suspiro antes dele laçar um feitiço silenciador na porta e trancá-la, depois ela morreu junto com a parte racional de Lily.

Ele passou as mãos por toda a lateral da garota, querendo gravar cada textura de sua pele, e ela arranhava as costas albinas dele. Num ímpeto, e raro, momento de delicadeza do garoto, ele beijou-a lentamente, enquanto a penetrava. A ruiva cravou ainda mais as unhas nele, e aos poucos foram acertando o ritmo perfeito para os dois.

Ao fim ambos, caíram no abismo do prazer, envoltos de uma camada de algo que nunca haviam sentido. Scorpius queria repetir a dose com a garota assim que pudesse, e ela nunca tinha sentido tanto prazer ou vontade de ficar na cama com alguém. Caíram no sono, sem nem ao menos perceber, e o loiro nem se importou com a ruiva dormindo em seu peito, algo que ele nunca havia deixado uma garota fazer, só queria ficar mais tempo com ela, não importa como.


Você deixou ela de lado pra falar com seus amigos,
Sobre as suas coisas chatas...
Ela deu brecha eu me aproximei
Porque eu me fortaleço é na sua falha
Ela estava ali sozinha querendo atenção
E alguém pra conversar
Você deixou ela de lado
Vai pagar pela mancada pode acreditar...

Notas finais
Feliz natal, queridos!
Meu presente para vocês, do meu novo ship favorito, espero que gostem ♥
Beijinhos, vejo vocês nós comentários :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!