Papercut

5 Capítulo 5


Capítulo 05

Nem acreditava no que estava ouvindo...

Faça-me seu... Era exatamente o que havia sido pronunciado pelo menor. Então, como se as palavras repentinamente tivessem feito sentido, não conseguiu se conter nem mais um momento.

Separou mais as pernas do pequeno, lambendo os lábios, deliciando-se com a visão que teve.

Colocou a cabeça entre as mesmas, apoiando as mãos sobre os joelhos do outro, enquanto passeava a língua pela entrada do outro.

“Mnnnn...”

Ruki estremeceu com a sensação completamente diferente.

O corpo tensionado, imóvel...

Era algo definitivamente estranho sentir aquela língua passar por uma área tão sensível de seu corpo... Fazendo movimentos eróticos enquanto o preparava.

“Relaxe...”

Disse em um sussurro enquanto sua língua continuava a umedecer a região, para que a dor fosse minimizada.

“É difícil fazer isso enquanto sua língua est—“

Seu balbuciar foi preenchido por um longo gemido quando sentiu a língua de Reita ir mais fundo em sua entrada...

E tudo parecia girar.

A sensação de estranhamento havia sido substituída por pura satisfação.

Até que estivesse pronto.

Preparado para senti-lo.

Reita parou com sua pequena ocupação quando percebeu que já era o suficiente. Olhou rapidamente para o outro enquanto ajeitava as pernas dele a volta de sua cintura. Posicionando-se.

Sua boca levemente aberta, os lábias partidos, enquanto Reita finalmente o penetrava.

Devagar, tão devagar que suas unhas afundavam na pele do maior.

Agarrando-se, num esforço de manter a sanidade.

Apenas quando Reita estava completamente dentro de si, Ruki foi perceber que havia parado de respirar.

Tentando recuperar o fôlego perdido. Estremecendo-se ante a indescritível sensação de estar preenchido, e ainda mais, estando unido a Reita.

Seu corpo parecia rasgar-se. Aquela dor que não deixava o corpo para ser preenchido por um prazer maior.

Percebeu pelas feições do menor abaixo de si o quão penoso aquilo era para ele. Os olhos fechados com força. As mãos agarrando ainda mais fortemente suas costas. Marcando-as.

Esperando o outro se acostumar, beijando a pele avermelhada que havia sido mostrada unicamente para sua pessoa.

Uma tortura estar dentro daquele corpo tão...Quente, sem poder fazer nada. Sem se mover. Apenas aguardando.

Vagarosamente Ruki começou a sentir aquele mesmo deleite. Que o consumia, preenchendo a consciência do que fazia, já quase por abandoná-lo.

Percebendo a mudança da fisionomia do ruivo, pousou suas mãos ao lado da fina cintura deste. Saindo levemente de dentro dele, introduzindo-se novamente.

Ruki contorceu-se em prazer quando sua próstata foi golpeada. Fundo.

Repetidas estocadas.

Impossibilitado de fazer qualquer ação além de ofegar em prazer.

Reita pressionou sua face no pescoço úmido do outro. Sentindo seu membro crescer cada vez mais dentro do corpo menor a cada choque de quadris.

Cada vez que sua ereção tocava aquele ponto em especial de Ruki. Deixando-o mais louco do que o menor o estava fazendo-o ficar.

“Ahn...”

Sabendo que não duraria muito tempo encaixado naquele calor apertado.

Já sentia como se estivesse insano, espasmos de prazer ultrapassando seu corpo com cada impulso lento, cada vez que a entrada de Ruki apertava-se em volta de seu membro. Os dedos cravados nas costas de Reita, deixando possíveis marcas, a cada vez que o êxtase o levava à loucura.

“Ruki... Você é tão apertado... Tão quente...” – murmurou sob sua respiração.

O som da voz melódica de Ruki gemendo repetidamente, soprando sobre a orelha de Reita, era praticamente o necessário para levá-lo ao ápice naquele momento.

“Ruki,” Reita arquejou, levantando o rosto do pescoço alvo, a face avermelhada e suada “Mmm... Olhe para mim,” — ordenou, dando pequenos beijos na boca carnuda, enquanto forçava o ruivo a manter o olhar — “Olhe para mim quando você gozar, junto comigo”

Ruki apenas gemeu em aquiescência. O ritmo dos quadris tornando-se levemente irregular enquanto continuava a se mover junto com o maior. Sincronizadamente.

Os lábios se encontrando a cada impulso ávido.

“Ahnnnn... Mais... Rápido...”

Seguindo ao pedido do menor que se encontrava tão sublime com as pernas entrelaçadas em sua cintura, Reita começou a investir mais rapidamente no corpo menor. Acabando com os movimentos lentos, saciando sua necessidade – assim como a de Ruki — . E os gemidos se tornavam mais freqüentes e necessitados, soando alto no ambiente.

Então, de repente, era como se algo dentro de Reita se repelisse. A tensão e pressão que estavam dentro de si haviam sido liberadas.

Veio ao ápice. Enterrando-se dentro de Ruki enquanto o outro também chegava ao seu limite.

“Ahhh... Sensei!”

Lutou para obedecer ao outro, sem desviar o olhar, liberando seu sêmen entre seus corpos. Enquanto Reita fazia o mesmo. Preenchendo-o por dentro, sentindo o líquido escorrer por sua entrada.

Com o prazer grande demais, seus olhos já semi-cerrados se fecharam. As costas arqueadas com a intensidade que o orgasmo o alcançava.

Finalmente o havia feito. Tomado o controle completo do corpo de Ruki. Levando-o à loucura. E o mesmo havia feito o pequeno consigo.

Olhou para baixo, vendo-o recuperar o fôlego, o peito subindo e descendo ritmado. As pequenas mãos ainda agarradas às suas costas. O cabelo ruivo grudado na pele suada e quente. As pernas ainda entrelaçadas em sua cintura, afastadas.

E aquela boca... Que parecia mais bela que o normal. Os lábios ainda separados, permitindo assim, que deslumbrasse a cor avermelhada que possuíam. Úmidos, quentes e voluptuosos.

Convidando-o. Para que se unissem.

Tocando a bochecha rosada do menor com os polegares, inclinou-se meros centímetros, colando suas bocas.

E Ruki pareceu necessitar daquilo mais do que tudo. Seus braços enlaçavam agora o pescoço do maior, agarrando-se a aquela sensação. Sem querer se desatar.

“Sabe... Só de olhar você com essas marcas pelo corpo, feitas por mim mesmo, me deixa mais excitado...” – Sorriu, maliciosamente, passando as mãos pelas marcas vermelhas do corpo do menor, pescoço, ombros, peito...

“E quando eu digo excitado,” – sussurrou – “Eu digo em todos os sentidos”

Pressionou os corpos já esgotados e quentes. Fazendo Ruki entender o que ele queria dizer. Um gemido de surpresa – e excitação – escapava de sua boca carnuda.

“Sensei...”

“Não precisa me chamar desse jeito quando estivermos juntos, mesmo que eu goste”

Murmurou sobre a pele de Ruki, beijando as manchas vermelhas, passando novamente as mãos por aquele corpo tão belo, tão pequeno e frágil. Completamente à sua mercê.

Chamando para ser possuído novamente.

“Eu adoraria fazer-lhe meu novamente,” – levantou o olhar – “Mas como é sua primeira vez, você deve estar cansando...”

Beijou a testa do menor, saindo de cima deste. Deitando-se ao seu lado.

Ruki ainda permanecia na mesma posição, a face corada, olhando para o teto. Como se fosse tão apreciativo... Ainda tentado analisar as palavras proferidas.

Até que Reita o puxasse para junto de seu corpo, passando os braços torneados em volta do corpo pequeno, delicado.

“Boa noite, Ruki...”

Sussurrou ao pé da orelha do menor, fazendo com que se estremecesse levemente.

“Boa noite... Reita”

Sorriu ao ouvir que o outro o chamava pela primeira vez pelo nome – ou apelido -, apoiando a cabeça sobre os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro. Enquanto o outro se aproximava mais de si.

E adormeceu aconchegado nos braços de Reita, repousando sua cabeça sob seu peito, sendo levado pelo ameno descanso.

Mesmo que nenhum eu te amo houvesse sido pronunciado.


Viu, dessa vez eu não fui insana de separar o lemon – de novo –

Como já sabem foi minha primeira vez escrevendo, não sejam tão cruéis.

Obrigada Hugão! Pelos seus 8 anos de ensino, só por sua causa consegui escrever um lemon 8D

Enfim, obrigada pelos comentários passados – e as lições de moral -! Que bom que não estava tão ruim.

Continuem comentando se querem o resto, saibam que eu amo vocês, leitores <3

Então, próximo capítulo: A confissão de Ruki 8D /www.Brega.Com

Hehe, espero que continuem acompanhando.

E provavelmente não vou postar nada mais durante as férias, só em Agosto mesmo

Até :)~