Papercut

3 Capítulo 3


Capítulo 03

Após levar Ruki para seu quarto, havia colocado-o sobre a cama. Deitando-se sobre ele.

Sem hesitar, introduziu uma de suas mãos debaixo da gola da camiseta de Ruki, descobrindo seus ombros e acariciando seu peito.

O menor não podia evitar soltar alguns gemidos baixos, pois aquelas mãos que o desnudavam lhe causavam tanto prazer, mas...

Reita parou o que estava fazendo pela súbita mudança na expressão de Ruki.

“Me perdoe” – se desculpou – “Não queria que se sentisse assim...”

Mas antes que pudesse continuar, Ruki o calou com um beijo

“Não é isso. Não é que eu não queira...” – fez uma pausa – “É só que...”

Ruki seguia distante. Com as pernas cerradas e a mirada cheia de temor.

Não se sentia completamente seguro mesmo depois de Reita ter-lhe afirmado que aquilo significava para ele mais do que apenas diversão e prazer.

“Não vou mais te obrigar a nada, Ruki” – disse carinhosamente, inclinando-se para mais perto do corpo do menor, roçando seus lábios de leve – “Você ainda não acredita completamente em minhas palavras, né?”

Ruki apenas olhou nos olhos do outro. Sem conseguir responder a pergunta, mesmo estando ciente de que Reita já sabia qual era a resposta.

“Não tem jeito...” – mirou-o nos olhos – “Não é mesmo?”

Retirou-se de cima de Ruki, ajoelhando-se na cama, e removeu as vestimentas que cobriam seu corpo, peça por peça. Primeiro foram descobertos seus braços, seu peito e seu abdômen, então, finalmente, suas pernas. Olhou Ruki, que mantinha o olhar fixo em seu corpo, com a face corada.

“Gosta do que vê?”

Ruki apenas assentiu com a cabeça, sem deixar de ver aquele corpo escultural, digno de ser contemplado.

O loiro se acercou ao menor, inclinando-se novamente sobre este. Passou a mão pelo seu corpo pouco descoberto.

Primeiro a face, desenhando cada detalhe. Sua testa, suas sobrancelhas, as bochechas rosadas... Detendo-se em seus lábios entreabertos, traçando-os com a ponta dos dedos.

Abaixou a cabeça, até chegar à altura da orelha do pequeno, então sussurrando levemente, fazendo com que o outro estremecesse.

“Ainda não confia em mim?”

Ruki levantou o olhar até encontrar-se com os orbes de Reita.

O homem mais velho parecia sincero – talvez da mesma forma do acontecido da sala –

“Sensei... eu...”

Não conseguiu terminar, Reita o havia calado com um beijo.

Traçava seus lábios com a língua, pedindo abertura por aquela boca quente. Os lábios mais doces que já havia provado.

O menor permitiu, sentindo o corpo despido de Reita friccionar mais contra o seu, sentindo certas partes dele roçarem contra o seu próprio corpo ainda incomodamente vestido.

Enquanto as línguas se encontravam nas bocas úmidas, Reita passeava as mãos quentes pelo corpo de seu aluno.

Passando primeiramente pelo peito já descoberto. Descendo para seu abdômen. E introduzindo levemente a mão por dentro da calça do ruivo, que ao sentir o contato inesperado se separou do beijo.

“Ah... Me desculpe, Ruki... Acho que me deixei levar demais. É difícil me controlar com você debaixo de mim, quase sem roupa”

“Tudo bem... Eu acho. Quero dizer, eu gosto muito do senhor, sensei” – fez uma pausa, olhando diretamente nos olhos do loiro – “Já está tudo bem agora.”

Reita permanecia instável na mesma posição que antes, sem se mexer.

Estava ouvindo direito?

Ruki, a pessoa mais fofa e adorável deste planeta estava finalmente aceitando-o para torná-lo seu?

Como se tivesse caído a ficha, Reita sorriu, e voltou ao que estava fazendo anteriormente. Menos preocupado, pois agora o pequeno já estava completamente entregue. Literalmente.

Retirou por completo a camisa já aberta do outro. Acariciando levemente a pele eriçada e quente.

Desta vez, sem hesitar, voltou a atenção para a parte de baixo de suas vestimentas. Descendo o zíper de forma lenta, como se estivesse a provocar.

Para se assegurar de que estava tudo certo, olhou para a face do outro, procurando por uma afirmação de que pudesse continuar.

Ruki assentiu levemente com a cabeça, a vergonha tomando-o, enquanto sua face permanecia completamente vermelha.

Reita removeu sua calça, levando com ela a parte de baixo também. Agora o menor estava completamente exposto.

Olhou para baixo, contemplando a imagem que via.

Ruki, com as pernas brancas abertas. A respiração descompassada. O peito subindo e descendo rapidamente. As pequenas mãos apertando levemente os lençóis debaixo de si. O rosto quente, corado. Os olhos entreabertos. Os lábios carnudos e vermelhos estavam úmidos e inchados e os cabelos desordenados sobre o travesseiro.

“Deuses...” – olhou atentamente ao corpo agora completamente desnudo de Ruki – “Como eu consegui me controlar por todo esse tempo?”

Ainda com a face corada Ruki olhou para cima, encontrando os olhos de Reita. Um sorriso estampado em seu rosto.

“Na verdade você não se controlou muito...”

Reita só pôde retribuir ao resplendente sorriso do pequeno. Era verdade, mas quem conseguiria conter-se perto desta criatura divina que agora estava deitada debaixo de seu corpo, completamente entregue?

“É mesmo... Mas será que agora você consegue acreditar em minhas palavras?”

Ruki apenas sorriu, desta vez de uma forma simples e verdadeira, como se seus lábios afirmassem ‘sim’ à pergunta do outro.

Parecia que agora os toques de Reita haviam se tornado mais carinhosos. Ou talvez eles sempre tenham sido – de uma forma meio difícil de se perceber –

O ruivo passou os braços em volta do pescoço do maior, aproximando os corpos.

Agora Reita tinha certeza de que Ruki não se importaria em finalmente se tornar apenas seu.

Oii 8D

Tá, agora vocês querem é me matar,

Mas eu juro que no próximo capítulo eu termino o lemon

* vai ser a primeira vez que escreve um de verdade*

Nesse eu decidi deixar desse jeito mesmo.

Mas não foi tão frustrante, vai!

Ah, obrigada pelas reviews, continuem comentando 8D

Vou tentar não demorar para postar

impressão minha ou eu passei mesmo do Capi 2? *