Papercut

11 Capítulo 11


Capítulo 11

Lembrava perfeitamente da vivacidade de seus olhinhos se perdendo em contrate com os seus orbes. Depois que dissera aquilo, o menor levantara a cabeça ruiva, incrédulo.

Novamente, não se agüentava por ter feito aquilo. Mas o que mais poderia ter dito?

Aquela reprovação no olhar do moreno maior já lhe dissera tudo que precisava. Não aceitaria de jeito algum o que fizera. Muito menos o que pretendia continuar, pelo menos até aquele momento.

Pôde ver um filete de lágrimas grossas no canto dos olhos chocolates do menor. Quase que... Decepcionado. Acima de tudo descrente.

Não era para menos. Estava a ponto de lhe dizer o que realmente sentia – mesmo que relutante pretendia dizer as malditas palavras ‘eu te amo’ – e logo em seguida lhe contradisse tudo o que fizera.

Depois daquelas palavras, o irmão do pequeno se limitou a mover-se rapidamente e agarrar o braço do menor. Levantando-o à força.

Pronunciou um rápido ‘Vamos, Takanori’.

Seu corpo levantou-se em um impulso, procurando pelo olhar do garoto que estava sendo arrastado às pressas. E quando o encontrou, viu que as lágrimas finalmente escorriam pelo seu delicado rosto.

Afinal, era o certo, não era?

E agora, jogado em sua cama, de qualquer jeito, lembrava do rosto arredondado, a pele clara, às lágrimas.

O timbre da campainha ecoou pelo ambiente.

Levantou-se em um impulso, não fazia idéia de quem estaria lhe importunando a essa hora.

Muito menos depois do que aconteceu.

Andou em passos rápidos. Abriu a porta em um ímpeto, sequer se importando em checar quem era.

E arrependeu-se rapidamente de encontrar com aquele olhar encantador novamente.

Por céus! O que ele estava fazendo ali parado a sua porta depois de tudo?

Precisava manter a pose fria, para não desabar.

“A-ah...” – gaguejou um pouco, continuava o mesmo, de qualquer forma – “Hum... Será que eu posso... Falar com você, Sensei?”

E ainda mantêm o mesmo ‘sensei’ de sempre... Adorável...

Não! Tinha que controlar-se.

E em um modo gélido, tentou pronunciar as palavras.

“... Falar sobre o quê?”

O menor abaixou um pouco a cabeça, desiludido. As mãos trêmulas agarrando a camiseta, levemente.

E este gesto o fez lembrar daquela manhã... Quando o fizera o mesmo. Em uma situação diferente, em quando os lábios rosados se moveram para pronunciar as três palavras que o fizeram tão confuso.

Não, não podia voltar atrás agora.

Mesmo que seu peito se apertasse e sentisse aquela vontade louca de abraçar o menor. Sentí-lo em seus braços, seguro.

“... Você realmente quis dizer aquilo?” – sua voz saíra em um fio, trêmula.

Óbvio que não.

“Sim. Nós nunca tivemos nada, Ruki” – seus olhos começavam a lacrimejar – “Além do mais eu nunca disse que te amava, disse?”

Ah... Céus... O que estava fazendo?

“M-mas... Aquele dia, você...”

Sua voz era mais sublevada do que antes. As lágrimas já corriam pelo rosto livremente...

De novo.

Mais uma vez.

“Me desculpe.”

E fechou-lhe a porta, apoiando o pesado corpo sobre a madeira. Deixando assim, suas próprias lágrimas escorrerem pela face.

O que estava fazendo?

Como eu achei que o fora do Reita no capítulo passado não foi suficiente, precisei fazer isso.

Mentira gente, não seria capaz de fazer isso com o chibi. Mas...

Não me matem² DDDD8

Reviews?

Reviews fazem bem, para podermos viver fortes e saudáveis! !

E se tiver bastante, vou tentar fazer o Ruki não sofrer tanto. ( já disse isso? )

Ate :)~