Papercut

14 Capítulo 14


Capítulo 14

Perdeu uma batida do seu coração com aquela frase. Tão doce e... Triste. Sincera.

Olhou-o diretamente nos olhos castanhos, endireitando-se sobre o corpo menor, frágil, debaixo de si. As palavras escolhidas eram únicas, e esperava que o outro as compreendesse.

Acima de tudo, que lhe perdoasse. Que absolvesse aquela mentira dita. Atuada.

“Eu sempre vou te querer, esta não vai ser a última vez.”

O que veio a seguir foi um beijo arrebatado, que aconteceu tão rapidamente que Ruki mal teve tempo de dar um som em protesto. Os lábios prendidos em tal paixão, que varreu sua mente. Consciência afogando-se em ardência.

Não soube dizer se a razão de sua cabeça começar a girar fora a fúria daquele beijo. Poderia estar morrendo desse beijo fervoroso que não notaria, dissolvendo-se no zelo.

Entendera o que o maior quis dizer, e ficara feliz apenas com isso. Mesmo que o que esperava por tanto tempo ainda não lhe tivesse sido confessado, esta pequena confidência rapidamente sibilada já era o suficiente.

Por enquanto.

Ainda ouviria aquelas três palavras mágicas serem pronunciadas pela voz grossa, rouca.

Mas, dessa vez, dissolveria-se no ato. Entregando-se por completo, deixando o loiro maior fazer o que quisesse com seu corpo. Pois não negaria, esta falta de contato entre os dois corpos lhe fazia falta.

E assim Reita, deslumbrado, fascinado pela resposta fleuma e não dita do outro, começou a despir-lhe.

Persuadido pelo desejo que vira no olhar do menor.

Primeiro a camisa branca que levava... Seguida por um beijo doce sobre a pele exposta. Recebera como resposta o ruborizar mais forte das maçãs do rosto do ruivo, os lábios carnudos entreabertos, suas pernas docemente envoltas em sua cintura.

Logo em seguida, fora seu cinto a peça retirada. Agora pequenas mãos pressionadas sobre seus ombros. Intensamente.

Mais um beijo deixado sobre a região da barriga. Sua pele era tão branquinha... Tão macia. Encantadora de se tocar, beijar, sentir.

Encaminhou suas mãos amplas para o cós da calça do outro, um gemido mais alto do que o normal sendo emitido pelos lábios abertos. Os olhos já semicerrados pelo prazer. Não conseguia se conter, cada toque tão ansiado, tão... Seu.

Retirou a peça de roupa juntamente com a parte íntima. Ambas deslizando pelo corpo deleitável. Direcionou um olhar faminto para região.

Era praticamente impossível não olhar. Aquelas pernas tão bem formadas... Brancas como neve, macias como a superfície em que estavam.

Roçava a ponta de seus dedos sobre aquela pele tão bem adorada, encaminhando olhares libidinosos sobre todo seu corpo. Seus dedos bem moldurados trançavam um caminho imaginário, a pele alva debaixo de si, estremecendo.

Era o que adorava sentir.

Aquele sobressaltar do outro. Que só acontecia quando ele o tocava. Que fazia o outro só almejar por mais, implorando com aquela voz melosa, quando ele o fazia.

E sabia nessas horas que Ruki era apenas seu.

Apenas seu de se tocar, sentir perto, apertar entre os braços fortes, sentir-se dentro, profundo...

Assim, já impossível de se contar mais um minuto, levantou um pouco a face, pedindo assim, por uma confirmação de que pudesse ir mais além. Que pudesse tocá-lo finalmente como desejava.

E com uma troca de olhares significativos, a recebeu.

Ao ruivo foi concedida uma pausa, acovardando-se ao sentir uma fria e molhada sensação na base da sua entrada. Eram os dedos de Reita, já molhados por sua própria saliva. Não sabia quando o louro mais alto havia feito este ato, estava tão preso em seu próprio prazer... Uma corrente elétrica percorreu toda sua espinha.

Como sentira falta daquela sensação. De estar tão perto. Quase dentro, profundo.

O menor arqueou as costas para fora do colchão macio quando o segundo dedo flexível fora adicionado. Agarrou-se ao ombro forte rapidamente, firmemente. Os belos orbes há muito tempo ocultado pelas pálpebras fechadas.

“A-ah!... Sensei...”

Esses deleitosos e lânguidos gemidos ansiados por seu nome, estavam pondo seu autocontrole em prova.

Seus dedos ásperos acharam o doce ponto escondido em sua entrada, extraindo vibrações do corpo menor. Deslumbrava os sentidos e estimulava a sensação de paixão, necessidade. Sua ereção dolorosamente presa sob o tecido da calça.

Tomou um longo tempo na preparação. A última coisa que queria era machucar seu frágil ser de qualquer maneira que fosse.

Parando os movimentos que atormentavam docemente o corpo menor, sentiu o mesmo ter ficado louco com as sensações ardentes. Tremendo e tentando pegar sua respiração enquanto uma gota de suor lhe percorria a face rubra.

Era a imagem do puro pecado.

Beijou-lhe levemente os lábios avermelhados, direcionando sua boca para o pé da orelha do ruivo. A respiração quente e acelerada, enquanto calmamente lhe pronunciava as palavras, fortemente ditas.

“Abra mais um pouco suas pernas.”

Ruki ofegou, as razões não tão claras para si. Talvez tivesse os lábios de Reita acariciando sua orelha para culpar ou o divertimento insinuante ocultado nessa voz tão masculina e grossa.

Mas não se submeteu ao pedido, recebendo um olhar interrogativo do maior sobre si. Tinha uma outra idéia em mente.

“O que foi?... Desistiu de continuar?”

A inquietação proveniente do ato hesitante de Ruki era clara. Depois de tanto tempo sem tocar o menor, estava louco. Seu corpo reagia rapidamente com pequenas carícias, até mesmo um pequeno toque de peles.

Não poderia esperar por muito tempo; se não fosse seu autocontrole – que já estava praticamente se esgotando – já teria aberto aquelas belas pernas e se posto entre elas.

“Se você deixar... Eu gostaria de... ficar em cima de você enquanto... Você sabe...”

Sua frase saiu entrecortada, a respiração completamente descompassada enquanto a face recebia um tom mais avermelhado – se é que fosse possível -.

Reita apenas olhou-o folgaz.

Sorriu para si mesmo em satisfação, enquanto levou um tempo para achar uma resposta, suas mãos tremendo, uma sendo levada de encontro a Ruki, colocando-o em um beijo.

\"O que te faria pensar que eu não quereria isso?\" — Respirou, colocando madeixas vermelhas levemente úmidas de cabelo atrás da orelha de Ruki, como pressionou beijos levianos aos lábios do outro.


Há! Vai dizer que dessa vez ficou pequeno? Tá, talvez só um pouco...(realmente reparei que o capítulo passado estava minúsculo, mas a gente releva isso 8B)

Eu me esforcei, ta ÇoÇ

Hum... Terceiro lemon, num ta uma beleza nem muito original, que tive que me inspirar.

Mas espero que tenha dado pro gasto :D Além do mais... Não acabou, né! (não se esqueçam que eu só tenho 14 anos, não conte pra minha mommy DD:)

Não me matem, ok! No próximo eu acabo direito, mas é que eu preciso por uma outra coisa nele também /spoiler

Aee já vamos pra segunda fase da fikku /o

Só quero ver quantos capítulos vão dar, né... E obrigada pelas reviews! ( L )

Espero que vocês continuem acompanhando.

Até :)~

PS: Muito feio você, senhor leitor, que leu e não deixou nenhum comentário, viu! DD:

Tô de olho!

PPS: Não me matem? :B~