Papercut

13 Capítulo 13


Capítulo 13

Ouvira bem? Parecia exatamente com aquele dia em que fizera o pequeno seu. Apenas seu. E desta vez, era o ele próprio quem lhe pedia, com aqueles olhos briosos, refulgentes.


Seu corpo reagia de acordo com as informações que eram processadas.



Como conseguir negar? Como conseguir convence-se de aquilo não era o correto? Que não era o que queria, que não era o que seu corpo pedia, contestar o que sempre ambicionou.



Aquilo que o deixara extremamente feliz naquela noite, quando pôde passar as mãos sobre o corpo alvo e tênue.



E agora, ele mesmo, o que sempre ansiou, lhe pedindo para ser tomado.



...Não iria recusar.



Pelo menos, apenas mais uma vez, para ter aquele corpo cândido, abaixo do seu, enquanto os lábios carnosos sussuravam gemidos abafados.



Iria fazer o que lhe pedira.



Exatamente como a junção rosada, seu beiço, contorceu-se. Pelo menos por uma última vez.



Só para poder-se sentir junto àquele corpo quente. Coxa com coxa, peito com peito, membros.



Contíguo.



Puxou o menor pelo braço. Os olhos se dilataram, pôde perceber. Os lábios se entreabriram, quase em surpresa.



Sentiu um ofego escapar-lhe por entre os dentes trincados, aproveitando-se da situação para impor sua própria boca libidinosa contra a do outro.



E como era bom sentí-lo novamente.


Os corpos praticamente colados, enquanto a mão, ainda tímida, agarrava-se ao seu pescoço. Os lábios movendo-se na sintonia proporcionada.



A língua receosa do menor em encontro com a sua própria. Descobrindo cada pedaço, ansiado durante todo aquele tempo que não pôde sequer encostar as mãos na bochecha rubra.



Desgrudou as bocas, debilmente, sentindo um arquejo em resposta.



E já o imaginava em sua cama, completamente exposto. Apenas para si.



Rapidamente, com uma agilidade que encontrara apenas nesta situação, abriu a porta do apartamento, empuxando, com certa delicadeza, o ruivo para dentro.



“Sensei...?”



O menor levantou-lhe o olhar, certamente curioso. Mas sequer pôde terminar de concluir uma frase coerente, sendo empurrado contra o sofá.



Quando sentiu que o outro já se encontrava sobre a superfície macia, atacou-lhe o pescoço.



Sedento por qualquer pedaço de pele que lhe era exposto.



Auferia cada pedacinho, deixando marcas vermelhar durantes o percurso. Suas mãos afoitas desciam rapidamente pelo peitoral descoberto, o abdômen... Até chegar ao cós da calça do outro.



Quando sua mão adentrou aquele local — praticamente sagrado — sentiu o corpo menor tencionar.



Levantou o olhar, encontrando a face de Ruki franzida, um leve rubor espalhado pelas bochechas, os lábios prensados.


Olhou-lhe raro.



As palavras claramente ditas.



“O que foi, não era o que queria?”



E sua frase poderia até soar fria, mas a intenção puramente não era esta. Apenas estava confuso.



O menor, em um último pedido, lhe dissera abertamente que queria ser tomado. E quando, impetuoso, fizera exatamente isso, recebera em resposta um rosto em desgosto.



Era um tanto que... Contraditório.



Ruki apenas se limitou a abrir os olhos lentamente, encontrando-se com os orbes questionadores do maior.



Os lábios partidos em meio à sentença.



“... Eu só pensei que talvez desta forma você voltaria pra mim...”



Sua própria batida de coração oscilante ecoava apenas.



Gentee, meu terceiro lemon, Ok
Peguem leve ÇoÇ
Estou dando – vou dar — meu máximo. Imagina quando acontecer o lemon de verdade e_e
E desculpem a demora fiquei inabilitada de escrever, pois teve minha viagem de formatura e...
Bom, foi isso.
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