Papercut

1 Capítulo 1


Papercut — Capítulo 01


“Sensei...”



O aposento estava sendo preenchido por sussurros de deleite vindos por parte de uma das duas figuras presentes na sala, prensada contra a mesa.



Enquanto a outra apenas se preocupava em lhe proporcionar as carícias que originavam tais sons. Marcando sua pele alva. Deixando bem à mostra marcas avermelhadas na região de seu pescoço.



“Já disse que não precisa me chamar assim quando estivemos em intimidade” – sussurrou contra sua orelha fazendo com que o corpo menor estremecesse.



“Mas sensei... A aula já vai começar e...”



Não conseguiu terminar a frase, pois as carícias foram aumentando de intensidade. O maior, descendo as mãos pelo corpo até chegar a seu abdômen, abriu levemente os botões da parte de baixo da camisa do uniforme.



Deixou de lado o pescoço – já bem marcado – para agora de apossar da nova parte de pele descoberta. Passou a língua pelos lábios, para logo em seguida deslizá-la sobre sua barriga.



Lentamente lambeu seu umbigo, demorando-se sobre a região. Estava prestes a mudar novamente o local das carícias para mais baixo ainda. Abrindo levemente os botões da calça...



Até se chocar contra o chão.



“Hey! Por que você fez isso?” – disse, passando a mão pelo lugar machucado por causa da queda inesperada.



Em cima da mesa da sala de aula se encontrava Ruki, ofegante e com a face corada. Botões da camiseta abertos e as pernas separadas levemente uma da outra. Uma imagem que faria Reita agarrar o aluno, novamente.



Reita, Suzuki Akira.



Mais conhecido como Professor Suzuki. Era o novo estagiário do colégio e estava encarregado de dar aulas ao primeiro ano.



Em seu primeiro dia como estagiário havia fixado seu olhar em certa figura na sala. Estatura baixa, corpo de fisionomia pequena, orbes castanhas e um cabelo vermelho arrepiado que lhe caía muito bem. Foi sua primeira visão do garoto.



Depois, conforme os dias na escola passavam, percebeu que o garoto que havia roubado-lhe a atenção era completamente atrapalhado, daqueles capazes de tropeçar no próprio cadarço do sapato. Sem contar que ficava vermelho com praticamente qualquer palavra que lhe era dirigida, principalmente quando Suzuki o elogiava por ter acertado a algum exercício.


O pequeno não tirava o olhar do novo professor que tinham, fazendo-o começar a estranhar.



Foi quando, para sua surpresa, após a aula o ruivinho foi até a sua sala e, com a face completamente vermelha, – como o usual – disse que gostava dele.



Havia se encantado com o modo que remexia as mãos em razão do nervosismo e como abaixava a cabeça, envergonhado. Realmente, o garoto lhe encantou.



Não podia dizer que retribuía o sentimento a ponto de amá-lo, mas estava maravilhado com sua ternura. Não era possível resistir. Mesmo sendo eles aluno e professor, um clichê para não poderem estar juntos. E esquecia de qualquer impedimento quando aqueles olhinhos tímidos encontravam os seus e um sorriso se desenhava em seus lábios.



Capaz de tirar qualquer sanidade que um homem de 20 anos pudesse ter.



“A culpa é sua, de qualquer forma!” – acusou.



Mas, convenhamos, às vezes a timidez do outro o incomodava.



“Eu sei que você gosta quando eu te toco assim...” – sussurrou, aproximando-se novamente de Ruki que continuava sobre a mesa.



Não foi possível continuar com o que estava prestes a fazer, pois o sinal acabara de tocar. Maldito seja!



O menor já estava se levantando da mesa e fazendo menção de ir embora, quando uma mão segurou seu pulso.


Tornando a virar a face para trás encontra Reita com um sorriso no rosto.



“Agora você está indo para a aula, mas... porque esta noite não passa lá na minha casa para continuarmos o que começamos?”



Nem precisou de uma resposta verbal – sabia que não receberia nenhuma — e apenas observou as duas bochechas do garoto queimarem, deixando então a sala.



Estava convicto que tiraria toda a timidez de Ruki de uma vez por todas.



N/A: Oiii você que chegou até aqui no final,
Que tal fazer uma pessoa feliz? 8D
Acho que realmente não consigo não escrever,
Prometo que um dia posto o resto das outras fics.
Objetivo de vida: passar do capítulo 2.