Paper Island
2 Paper Island - Capítulo II
(…) – Estava mesmo a pensar que nunca mais vinhas – reclamou Riuga.
– Desculpa – pedi – não imaginei que fosse tão longe.
– Não faz mal – disse ele – vamos ao que interessa, anda daí! Eu mostro-te!
E então andámos durante aproximadamente vinte minutos até chegarmos a uma húmida e sombria paisagem.
– Tens mesmo a certeza para onde estamos a ir? – inquiri.
– É óbvio que sim... – respondeu Riuga de maneira insegura.
Entrámos numa gruta fria e com um ar bastante pesado. Ao avançar, Riuga foi explicando como tinha vindo parar à gruta. Explicou que ao ter escorregado numa pedra, caiu ao rio e foi levado pela corrente até aí, até que uns segundos depois da sua explicação, chegou ao seu destino. Era um sítio muito estranho situado na extremidade da gruta. Era uma espécie de quartel cheio de bombas, sabres e outras armas.
– Não será melhor sairmos daqui?- perguntei eu – é que isto está a cheirar demasiado a perigo...
– Tem calma! – exclamou ele – Nós estamos sozinhos, não há crise!
Subitamente ouvimos um barulho vindo da entrada da gruta.
– Sozinhos dizes tu, ã? – disse eu de maneira arrogante – Toca a fugir!
Fomos os dois a correr para outra direção da gruta onde encontrámos muitas esferas verdes, gelatinosas e transparentes com dragões bebés, que, segundo Riuga eram ovos de dragões.
– O que fazemos agora? – inquiri – as pessoas estão agora a dez metros de distância de nós, e estão cheios de armaduras, não é bom sinal.
– Essas pessoas são soldados de Fire Island, os grandes rivais de Paper Island, ouvi falar que estavam a a preparar um ataque surpresa, mas não te preocupes, o imperador Misuki (imperador de Paper Island) já tem tudo preparado para esse tipo de problema.- acalmou Riuga.
– Inconsciente! – exclamei – tens noção que somos mortos se formos apanhados...?
– Chiu! – interrompeu ele – tenho tudo sob controlo.
Riuga tirou um origami em forma de sapo do seu saco, desenhou sobre ele um símbolo esquisito e atirou-o para o chão. O sapo foi a saltitar até ao sítio preciso onde estavam os soldados. O sapo abriu a boca soltando uma onda de fumo branco por toda a gruta. Eu não via nada mas senti uma mão fria a puxar-me pela camisola. Era Riuga, e pareceu ser o único a ver alguma coisa naquela nuvem de fumo. Saímos da gruta num abrir e fechar de olhos. Ainda se ouviam os soldados a tossirem no meio do fumo.
– E agora?- perguntei eu — eles vão atrás de nós!
Riuga não respondeu, apenas tirou mais um origami do saco, desta vez em forma de cisne e ao desenhar mais um símbolo esquisito, fez com que o cisne de papel se expandisse e que pudéssemos voar por cima dele. A batalha começou, bolas de fogo tão rápidas como flechas quase que nos acertava. Eram os soldados, tinham a capacidade de dominar o fogo, mandavam cerca de uma bola de fogo por segundo. Viram que não nos conseguiam acertar, então, decidiram estrear uma daquelas bolas gelatinosas que falei anteriormente. O pequeno dragão que de lá saíra começou a crescer, e, dez segundos depois tornou-se gigantesco. Este voou atrás de nós, e era mais rápido do que o cisne de papel. O dragão, montado por um dos soldados, cuspiu chamas extremamente quentes numa das asas do cisne, e claro, devido à falta de recursos, nós caímos ao chão. O dragão, satisfeito, foi ter connosco e com uma expiração, fez sair pelas narinas um fumo vermelho que nos pôs inconscientes.
Onde será que acordarão? Como escaparão dos guardas? O que acontecerá a Paper Island se não contarem com a invasão surpresa? Veja tudo no próximo episódio!!!
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