Papel e tinta

2 Pessoas novas me assustam.


Notas iniciais
Novo capitulo!! *--* esperem que gostem. Hey gente vamo nessa! Ajudem na divulgação da fic pf!!1 Capitulo 3 a caminho, mais quero saber sua opniao vai! Sem preguiça! ahsahsahhsahsah BJSSS

Meus olhos se abrem e noto que o barulho parou. O carro não esta se movendo. Olho através da janela e vejo mamãe discutindo com o cara que dirigia o caminhão, na certa ele deixou que algo se quebrasse durante a viagem.

Andrew esta na frente da casa, a observando e vendo se a estrutura esta alinhada como as dos seus projetos. Ele é formado em arquitetura, mais ignorou o talento para se tornar vice-presidente de uma imobiliária. As vezes, em ocasiões extremamente raras, me levanto para beber água e o vejo sentado rabiscando, projetando alguma coisa que nunca vai se tornar realidade.

Me pergunto se dinheiro é mais importante, e chego a conclusão que pra ele, o dinheiro é melhor companhia que a própria família.

_ É uma bela casa!_ digo tentando parecer animada.

_ Não é exatamente o que eu queria mas deve servir. O segundo andar não me parece perfeitamente alinhado, com certeza é obra de alguém que não intende a importância de...

_ Volte aqui Battercurp! _ grito ao ver aquele fanfarrão correndo rua a baixo.

Ele me ignora completamente e continua o percurso. Talvez, Batt esteja cansado por passar horas e horas dentro de uma lata de sardinha, digo, dentro do carro. Desde de pequeno, Battercurp esta acostumado a ser livre, e a ideia de que agora não poderia dormir comigo no quarto deve tê-lo deixado triste. Não o culpo de estar fugindo, eu também faria o mesmo se pudesse.

Quando em fim a ficha cai, respiro e corro atrás dele.

As coisas a minha volta parecem girar, as cores estão se distorcendo e quase não enxergo um palmo a frente. Meus pulmões estão falhando e o ar esta me escapando. Procuro pela bombinha no bolso da calça, mas não a acho. Tenho asma.

Não sei bem como descrever a sensação de ter um ataque de asma, mais com certeza é uma das piores coisas que tenho que enfrentar. Lutei a vida toda com o fato de não ser normal, mais ao fim sempre acabava chorando no canto do quarto, sendo amparada por Nona.

Nesse exato momento, tenho a pior crise de asma que já tive. Nunca senti a cabeça tão pesada, nunca perdi por completo o equilíbrio, e muito menos dei com a testa no chão.

Ali estava eu, em um quarto maior que o sótão de Nona. A tintura das paredes estavam descascando, e a porta ao lado do armário estava fechada. A cabeça de Battercurp estava sobre uma das minhas pernas, o olhas caído dele queria dizer: Me desculpe. Afago a cabeça dele e vejo o seu rabo balançando, balançando da mesma maneira quando íamos ao campo brincar com os patos nervosos do laguinho. Certa vez ele mordeu o bumbum de um deles, e em troca recebeu uma bela bicada na pata.

A bombinha esta ao meu lado agora. Levanto e olho pela janela. Tudo lá fora me parece tão sombrio e estranho, tão sem vida. As casas se repetem em um padrão irregular por toda a rua. São casas parecidas com a nossa, acho que a única diferença é a cor, e talvez o quintal. Ao contrário da minha antiga cidade, esta, possuía estruturas de luz, não me lembro o nome daquelas coisas.

_ Será que temos vizinhos tão legais quanto os Whotinks?_ pergunto a Battercurp que se espreguiça sobre a colcha amarela.

Noto que metade da minha “tralha” esta jogada no canto do quarto, ao lado de uma escrivaninha de madeira, presente do meu tio Sam.

Ouço a companhia tocar no andar de baixo, e arrasto-me para fora do quarto, permanecendo agachada na escada de modo que possa ver quem esta na porta.

_ Oh Susan! _ disse a estranha entregando algo a mamãe_ Como vai Sophie?

A mulher que pergunta por mim tem a pele bronzeada, cabelos curtos e tão pretos quanto os da minha mãe.

_ Dormindo no quarto novo. Gostariam de entrar e tomar café conosco?

_ Claro! Evan e eu adoraríamos!

Não havia ninguém ali além das duas. Com um gesto educado mamãe conduz a estranha para o local onde deve ser a cozinha. O latido do meu labrador soa alto demais no meu ouvido, Batt esta ao meu lado, latindo para o estranho na porta.

_ Hey garoto!_ diz o estranho.

Battercurp desceu as escadas correndo em direção ao menino de cabelos cacheados. Como meu cão pode fazer isso comigo? . Confesso que sou um pouco arisca quando o assunto é meu labrador lambendo o rosto de um estranho quando na verdade devia estar lambendo o meu. Batt é meu único amigo, então o que digo para o estranho na porta soa meio grosseiro.

_ Largue meu cão ou chamo a policia.

Noto seus olhos verdes se erguerem e me olharem de modo confuso, não sou boa em falar com pessoas, este não é meu forte.

_ Não tem de que!_ ele diz batendo de leve na cabeça de Batt, depois de fechar a porta, ele se dirige para cozinha.

_ Espere! Por que deveria te agradecer?

_ Talvez por não deixar que seu cão fosse atropelado?

A ideia de perder Battercurp me atinge como um soco do Anderson Silva . Já perdi muita coisa em muito pouco tempo, e meu doce labrador e a coisa da qual nunca abriria mão.

_ Desculpe_ digo timidamente_ e obrigado!

_ Meu nome é Evan!_ cumprimenta ele, estendendo a mão.

Eu o encaro. Estou nervosa, não estou acostumada com esse tipo coisa, sei o que é e o que devo fazer, mais não me sinto preparada para tocar uma pata, quero dizer, uma mão.

_ Você fala?_ ele pergunta erguendo a sobrancelha.

_ M-meu, nome, meu nome é Sop...

_ Prazer em lhe conhecer, Sop... Sopa?

Notas finais
E ai?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.