Paparazzi
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Pov Paulo
Eu realmente estou disposto a me vingar daquela paparazzi, mas para isso eu preciso saber do que ela mais gosta. Eu preciso convesar com Jorge, afinal ele é o melhor amigo dela!
Pov Jorge
Eu estava em casa assistindo alguns filmes quando recebi a visita do Paulo:
—Oi Paulo, entre. Mas qual seria o motivo dessa sua ilustre visita?
—Oi Jorge. Vim para conversarmos. -Estranhei a resposta dele, Paulo querendo conversar?
Sentamos no sofá e começamos jogar video game tranquilamente. Conversavamos assuntos aleatorios quando Paulo pergunta sobre meus amigos da pizzaria:
—Como eram os nomes deles mesmo?-Perguntou.
—Daniel, Mário, Margarida, Maria Joaquina e minha diva maxima Alicia. -Respondi
—Alicia é garota dos cabelos rosas, não é?
—Ela mesma.-Respondi normalmente.
—Vocês sao melhores amigos?
—Somos.-Falei o encarando.
Ele fingiu desinteresse e continuou a jogar.
—Foto legal, onde tirou?-Perguntou apontando para uma foto onde estavam eu, MaJo e Ally.
—Foi no aniversário de 17 anos da Ally, tiramos a foto porque ela queria exibir a nova guitarra que havia ganhado de mim. -Sorri- Ela ama guitarras, inclusive a coisa que tem mais valor na vida dela é essa guitarra, ela mataria por ela.
Pov Paulo
Enrolei um pouco e fui embora da casa de Jorge, eu já tinha a informação que precisava.
Fui na casa da Marce e contei o que havia descoberto, juntos montamos uma pequena vingança para a senhorita Gusman.
Pov Alicia
Cheguei em casa e a porta estava aberta, será que fui assaltada? Entrei devagar para dentro, não estava faltando nada e me tranquilizei. Quando entrei no meu quarto senti falta de algo, não pode ser, tudo menos isso! Minha guitarra, minha linda guitarra! No local vazio estava um pequeno bilhete, tratei logo de apanha-lo e ler o mesmo:
"Estou com sua guitarra, se quiser te-la de novo pare de divulgar minhas fotos"
P.G
Fiquei chocada, Paulo Guerra havia roubado minha guitarra! Se ele acha que nao vou tentar recupera-la, ele está muito enganado.
Quando cheguei na casa de Paulo notei que ela estava vazia, perfeito! Pulei o muro da parte de trás e procurei alguma forma de entrar na casa e recuperar meu bebê, vi uma porta, tentei abri-la mais estava trancada. Eu não pensei, agi. Arrebentei a porta com um chute e logo tinha o caminho livre para o meu resgate.
A casa do Paulo é incrivelmente limpa e organizada, com toda certeza minha casa é um lixão comparada com a dele. Subi as escadas e entrei em vários quartos e nada da minha guitarra, faltava apenas um quarto, provavelmente o dele. Abri a porta devagar, nao queria encontrar um Paulo na cama com alguma modelo, por sorte ele nao estava lá. Procurei a guitarra em todos os cantos, mas parecia que ela nao estava lá. Eu estava de saída quando olhei para trás e vi algo embaixo da cama, corri até lá e encontrei minha linda guitarra, quando puxei a guitarra encontrei uma caixa tambem, dentro dela havia muitas fotos, uma delas em questão chamou minha atenção, era Paulo quando criança abraçando uma mulher. Peguei a foto e observei por um tempo, a foto era realmente muito fofa. Eu estava de saida quando escutei alguem chegando na casa, eu tinha apenas uma alternativa: a janela do quarto.
Sem pensar muito pulei a janela, caí de mal jeito e torci o tornozelo, levantei com dificuldade e andei em direçao ao muro, porém, fui surpreendida com uma voz:
—Senhorita Gusman! Sabia que não é educado invadir as casas alheias?
Pov Paulo
É incrivel o que se consegue quando se é famoso! Foi facil convercer o zelador do prédio onde Alicia mora de me entregar a chave extra do apartamento dela. Entrei e fiquei surpreso com a bagunça, aquilo parecia um lixão. Tratei de procurar a guitarra rapido e logo eu ja estava saindo do predio com a tão amada guitarra, no lugar deixei um bilhete.
Quando cheguei em casa escondi a guitarra embaixo da minha cama e saí para ir ao mercado
Eu estava entrando em casa e escutei um barulho de algo se chocando com chão, corri em direçao a parte de trás da casa e vi Alicia andando com dificuldades até o muro, nas costas ela levava a sua guitarra:
—Senhorita Gusman! Sabia que nao é educado invadir as casa alheias?-Falei.
—Digo o mesmo a você!-Falou furiosa tentando escalar o muro.
—Ui que nervosinha!-Respondi rindo.
Ela ia responder, mas caiu do muro. Eu corri até ela e a ajudei a levantar.
—Está tudo bem?-Perguntei.
—Não, não está! Eu acabei de cair de um muro, torci o tornozelo e ainda tenho de ficar dando satisfações a um pop star metido a ladrão de guitarras.-Respondeu seca.
—Quanta delicadeza! Devo lembra-la que você está em minha casa.-Respondi rindo.
Ela se levantou e tentou subir o muro novamente, mas ela nunca conseguiria fazer aquilo com um tornozelo machucado.
—Hey, por que você não sai pela porta da frente?
—Porque eu não quero!-Ela respondeu irritada, caindo mais uma vez no chão.
—Pare de ser orgulhosa, venha, eu te levo até a porta.-Falei calmamente.
—Não.-Falou fechando os olhos, provavelmente de dor.
Não pensei duas vezes, peguei a mesma no colo e começei leva-la para dentro.
—Me solta!-Falou socando minhas costas.
—Para de birra garota! Olha, nós vamos para dentro, eu vou cuidar do seu tornozelo e depois sentamos como duas pessoas civilizadas e resolvemos nossas pendencias.
Ela ficou quieta no mesmo instante. Entramos para dentro e eu a coloquei no sofá, enfaixei seu machucado e enquanto fazia isso via a expressão de dor em seus lindos olhos castanhos. Feito isso sentei ao seu lado e ela me encarou.
—Por que raios você roubou minha guitarra?-Falou direta.
—Pelo mesmo motivo que você fica tirando fotos incovenientes minhas.-Respondi a encarando.
—É diferente, eu tiro as fotos porque é o meu trabalho.
—Um trabalho que me custa muito caro.-Falei.
Ouve um silêncio na sala até que eu me pronunciei.
—Olha é o seguinte, você para de me seguir e eu te pago o dobro do que você ganhava por foto.-Fiz minha proposta.
—Você acha que eu faria isso? Nem aqui, nem na China! Afinal, só estou mostrando quem é você de verdade, um idiota bêbado, mulherengo, mal educado e insenssivel!-Respondeu muito alterada.
—Calma aí, pelo que sei você não é perfeita! Você não pode falar nada de mim, ouviu? Nada!-Gritei-Você não conhece meu passado.
—Você não é o unico com problemas, garanto à você que meus problemas são bem maiores que os seus!-Ela gritou.
—Você acha mesmo? Então agora você vai ouvir e no final você dirá de quem são os maiores problemas!
—Então comece, estou ouvindo.-Ela respondeu desafiando-me.
—Quando eu era pequeno meu pai vivia nos bares bebendo, chegava bêbado em casa e batia na minha mãe, em mim e na Marce. Com o tempo ele ficou cada vez mais violento e as surras eram cada vez mais frequentes, um dia cheguei da escola com Marce e encontrei minha mãe caída no chão rodeada de sangue e meu pai estava ao seu lado com uma faca na mão, ele me olhou e disse que eu era um vagabundo que nunca seria nada da vida e que a Marce seria igual minha mãe, uma biscate que não valeria nada. Do nada ele avançou sobre nós com a faca e desferiu alguns golpes, depois cravou a faca no próprio peito tirando a própria vida. Eu juntei minhas forças e avançei até o telefone
e liguei para a policia. Eu tive uma perfuração profunda na barriga, Marce teve um corte grande no braço, minha mãe levou cerca de 9 facadas mas mesmo assim sobreviveu.-Parei um pouco, eu já estava com os olhos cheios de lagrimas, mas eu continuei.- Depois disso minha mãe ficou em um estado depressivo e nem ligava para mim e para Marce, como precisavamos de dinheiro eu começei a cantar em bares para nos sustentar e foi num desses bares que conheci um produtor musical que me lançou no mundo artistico, eu tinha 14 anos na epoca.
—Nossa Paulo, eu lamento.-Ela falou com um olhar triste-Eu sei o que é perder quem se ama, pelo menos sua mãe está viva, mas não posso dizer o mesmo da minha.
—Sua mãe morreu?
—Sim, ela morreu quando eu tinha 15 anos.
—E o seu pai?
—Eu não o conheço.
—Triste.-Respondi.
—Essa não é a pior parte da minha vida, eu ja sofri bulling por ser muito pobre quando criança, me chamavam de pé rapada, favelada, Maria macho.
—Maria macho?
—Sim, um dia me falaram que no futuro eu não iria casar, que ninguém nunca se apaixonaria por mim e que jamais eu realizaria meus sonhos.
—Eu nao entendi uma coisa, se você era tão pobre como veio para aqui em Nova York? -Perguntei curioso.
—Meu pai deixou alguns milhões como herança antes de sumir. -Ela suspirou alto.- Eu fiquei surpresa na epoca, porque eu e minha sofremos tanto com a pobreza e eu tinha todo aquele dinheiro na conta bloqueado. Com o dinheiro me mudei para cá, eu precisava esquecer o Brasil.
—Eu lamento por você. -Falei baixo.
Ficamos nos encarando por alguns segundos em silêncio. Entao, ela se levantou saindo do transe e disse:
—Vamos parar com o papo de comadres, eu preciso ir! A essa hora estou perdendo milhares de furos.
—Calma aí, não quero ter fotos que destruam minha imagem espalhadas por todo canto. -Falei segurando o seu braço.
—Olha, esse é meu trabalho. Eu vou continuar fazendo isso, mas prometo tentar amenizar as coisas pop star. -Ela falou se soltando.
—Espera! Eu te levo em casa. -Falei.
—Não! Eu sei me cuidar.
—Deixa de birra, você nao vai muito longe com esse tornozelo.
Ela parou e pensou um pouco.
—Ok, eu aceito a carona.
O caminho até o predio dela foi tranquilo, quando ela subiu para o apartamento eu fui para casa pensando na paparazzi de mechas rosas.
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