Paném, A Divergência Ruge
1 Disfarce, a morte
"Dois anos se passaram após minha morte. Há dois anos eu, Beatrice Prior, morri. Meus pais morreram. Tudo morreu. Era o que todos acreditavam, e era o que eu desejava acreditar. Não me perdoaria por fazer pessoas sofrerem. Por fazer Tobias sofrer.
Mas era preciso.
Um pouco antes do meu "assassinato", recebi uma mensagem de um dos líderes da Erudição que me fez a proposta de passar além da cerca e embarcar em uma missão fora de Chicago. Uma missão em um país governado externamente pela Erudição: Paném. Não entendo por que confiei em alguém da facção que matou meus pais. Que me matou. Mas percebi que era a oportunidade certa de me libertar, e quem sabe no futuro, libertar o povo de todas as facções, e os sem, daquela cerca.
Mas, acerca de que? Como poderia ter certeza?
Não poderia.
Eu deveria liderar um grupo junto a Cara e Caleb e tínhamos a missão de controlar uma rebelião provocada pelo povo de Paném, mas era de se esperar que eu estivesse curiosa para saber os motivos.
Fui em direção ao trilho do trem durante meu funeral, e quanto mais me lembrava desse detalhe e imaginava cada pessoa que chorava, que se despedia de mim, me sentia mais culpada.
Mas era preciso.
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