Notas iniciais
Oioi pessoas.. Então essa fic é totalmente ficcional, a não ser que não seja, mas é. Se gostaram leem também nossa outra fic: http://fanfiction.com.br/historia/512799/Story_Of_My_Life/

O avião balançava de um lado para o outro, eu seriamente pensei que iria morrer, apertei o colar que era da minha mãe, como sei isso fosse resolver alguma coisa, mas não resolve, obviamente, desisto de me manter calma e sinto todo o pavor se apoderar de mim, um tipo de respirador sai do teto e meu primeiro instinto é colocá-lo em minha boca, isso me acalma mas não muito, olho para o lado direito e a duas poltronas de mim havia um garotinho chorando, sua mãe havia desmaiado, ele olhou para mim com seus grandes olhos castanhos e seu pai o pegou apertando-o contra seu corpo. Isso foi tudo que vi antes de desmaiar

Acordei com um cheiro de mar, como cheguei a praia? Olho em volta, ah, não cheguei a praia, foi onde o avião caiu, botei a mão em minha testa, sangue, eu estava sangrando, bom isso é obvio já que está na minha testa. Algumas pessoas ja estavam acordadas mas outras ainda estavam " dormindo ", não queria admitir mas sabia que algumas daquelas pessoas estavam mortas, consegui ficar em pé mas logo me arrependi, minhas pernas não aguentavam ficar eretas, como se não conseguissem aguentar meu próprio peso, um garoto que aparentava ser da minha idade passou por mim e parou

-- Estamos tirando todos que estão vivos do avião, consegue ficar em pé? -- perguntou com cuidado, ele tinha se machucado bem pouco, alguns arranhões no rosto e no braço, ele tinha olhos verdes e cabelos pretos, fiz que não com a cabeça, doeu mas não sei se conseguia falar, ele se esquivou da senhora deitada ao meu lado, me pegou no colo bruscamente e me levou para fora, vi o pai do menino de hoje — eu acho — cedo e sussurrei ' para '

-- Ah -- começou ele depois de parar de andar -- O que foi?

-- Lá atrás, gente acordada -- eu disse com dificuldade, ele me virou e nós fomos para lá, o menino ainda estava chorando e o pai lutava contra a inconsciência, ele me olhou nos olhos e depois nos do garoto e disse num ultimo fôlego

-- Por favor, cuide dele -- e se foi, acho que essa foi a coia mais linda e triste que já vi, saímos eu, o garoto e o garotinho do avião.

Não havia muita gente , ele me explicou que tinha gente que voltou para dormir no avião , uma mulher de aparentemente trinta anos , nos ofereceu água e comida.

O garoto me colocou sentada em um tronco caído e o garotinho cujo pai me pediu para cuidar se sentou ao meu lado , ele tinha olhos castanhos, pele bronzeada e cabelos loiros .

-- Qual é o seu nome ? -- Eu perguntei com a voz quebrando . Sem resposta . -- Qual é o seu nome menino ? -- Perguntei de novo , agora com mais força , ele me olhou , seus olhos transpareciam tristeza . Tinha certeza que ele iria chorar , mas ele não o fez .

-- Meu nome é Charlie . E o seu ?

-- Meu nome é Summer . -- Eu disse -- Quantos anos você tem , Charlie ?

-- Eu tenho dez . Quantos anos você tem , Summer ?

-- Eu tenho dezenove . -- Falei enquanto uma garota de cabelo azul corria até nós .

-- Meu Deus ! Sua cabeça está sangrando ! -- Ela disse segurando minha cabeça entre suas mãos e a apertando . Charlie gargalhava ao meu lado . Fiquei um pouco assustada quando ela abriu uma caixa de primeiros socorros , essa garota parece doida . -- Não foi um corte fundo , então um curativo básico resolve .

-- Você é enfermeira ? -- Perguntei .

-- Não , é só minha intuição agindo ! -- É , totalmente doida . Ela limpou o sangue da minha testa e bochechas , depois fez um curativo .

-- Ah , obrigada .. -- Falei enquanto ela se levantava .

-- De nada ! Meu nome é Cara , e o seu ? -- Ela disse apertando minha mão .

-- Summer ! -- Falei com um sorriso simpático . -- E esse é o Charlie .

-- Oi Charlie !

-- Oi Cara ! Gostei do cabelo ..

-- Obrigada ! Ele é seu irmão ? -- Ela perguntou , olhei para o Charlie e ele estava encarando seus tênis .

-- Não .. -- Respondi , ela olhou para mim com um olhar triste e eu sabia que ela havia entendido .

Nós ficamos um bom tempo sentados em silêncio olhando para o mar , depois o pessoal nos chamou . Eles haviam cavado , em um lugar mais afastado da praia , umas covas para enterrar os mortos , que foram dezenove de cinquenta e seis .

Charlie chorou muito ao ver os corpos sem vida de seus pais sendo colocados em buracos e depois cobertos por terra . Me esforcei para não chorar perto dele , o que ele mais precisava agora era de uma pessoa forte , e eu tentei ser essa pessoa .

A noite chegou e , depois de termos comido um pouco da comida que estava no avião , voltamos para o que sobrou dele e tentamos dormir . Depois de um bom tempo tentando , eu me levantei silenciosamente sai do avião , caminhei um pouco e avistei uma grande pedra , me sentei lá e olhei fixamente para o mar . Todos os acontecimentos de hoje vieram a tona em minha mente , meus olhos embaçaram e eu não aguentei e comecei a chorar . Chorei como nunca havia chorado antes .

Foi quando uma mão grande e forte tocou meu ombro .

Sobreviventes do dia : 37

Notas finais
Nós realmente esperamos que vocês tenham gostado !
- Esther e Luiza