Panic

7 Revelações


— Mãe! — April gritou, com desespero, ao olhar para trás, e ver que o carro passou por cima da Sra. Davis. Em seguida, seus olhos se encheram de lágrimas.

A menina tentou se aproximar do carro, para apenas verificar se tinha alguma chance de sua mãe estar bem. Mas, o assassino saiu do carro, com a faca em suas mãos, e começou a correr atrás de April, que vendo isso, seguiu rapidamente para dentro da casa.

Assim que entrou na residência, April fechou a porta. Porém, para o azar da menina, estava sem a chave. Logo, ela lembrou que Mason ainda estava lá, e ele poderia ajudá-la. Mesmo que não soubesse o que aconteceu com ele, depois da mesma ter corrido desesperadamente, o deixando sozinho no quarto, a menina imaginou que ele poderia estar bem. E ela estava certa.

Quando se afastou da porta da frente, ela pegou uma cadeira, que estava próxima, e colocou na porta, a travando. Em seguida, ela se virou para ir ao andar de cima, e viu a cena de Mason descendo as escadas.

— April, sua mãe! Ela está bem? — Mason pergunta assim que desce as escadas. — Eu estava vendo tudo do segundo andar.

— O assassino está tentando entrar… — Ela diz, enquanto era possível ouvir batidas na porta. — … Pegue o telefone. Temos que ligar para a polícia, rápido!

— Ele está perto do sofá. Ligue! Eu já volto. — Ele diz, e em seguida, segue para o andar de cima novamente. April, ainda assustada e com medo, pega o telefone próximo ao sofá e disca o número da polícia, enquanto continua ouvindo as batidas. Aquele som a deixava mais nervosa.

Depois que discou, ela colocou o telefone no ouvido, e assim que fez isso, soube que seu pedido de ajuda as autoridades não iria acontecer. O telefone estava fora de área, e logo April percebeu que estava sem internet e sem sinal de celular também, pois tentou usar o seu próprio aparelho eletrônico. Por sorte, Mason desceu, e desta vez, estava com uma arma nas mãos.

— Onde você conseguiu isso? — April perguntou, surpresa.

— Meu pai tem essa em casa. Ele diz que é para se proteger. E ele tem razão. — Mason responde e em seguida, destrava a arma.

Os dois se aproximam da porta, que volta a bater depois de uma pequena pausa. April estava atrás de Mason, que apontava a arma para a porta, pronto para atirar em quem estivesse do outro lado. O rapaz tirou a cadeira que impedia o indivíduo de entrar, e abriu a porta lentamente.

Para a surpresa dos dois jovens assustados, não era o assassino. Eram Liam. Ele estava batendo na porta, e com as costas sangrando.

— Me deixem entrar, por favor! O assassino me atacou, eu preciso de ajuda! — Liam disse alto, quase gritando. Quando perceberam quem era, Mason e April desconfiaram se Liam poderia mesmo não ser o assassino. Mas, as suspeitas tiveram fim quando os dois viram que o menino estava realmente ferido. Eles o deixaram entrar, e Liam entrou mancando para dentro da casa.

April o ajudou. Colocou o rapaz ferido sentado no chão. Ele estava fraco demais para ir ao sofá, e April não o aguentava. Mason, enquanto isso, carregava a arma, pois tinha acabado de ver que a mesma só tinha uma bala.

— O assassino não está lá fora? — April disse assim que Liam já estava no chão.

— Eu não sei. Quando ele me atacou, caí no chão, e não consegui ver para onde ele foi.

— Então precisamos ter cuidado. Ele ainda está ao redor da casa. — April diz indo em direção a porta, e em seguida, coloca as mãos nela, a empurrando para fechá-la, logo saindo um pouco de perto dela.

Porém, a porta é impedida de ser fechada. Alguém a abre novamente. O assassino a abriu. Quando April percebe que a porta foi aberta novamente, ela se vira, vendo que é o indivíduo mascarado novamente. Ela se vira para Mason, se jogando nos braços do mesmo.

— Ele está aqui! — Ela diz, com um olhar de medo.

Alguns segundo se passam, e o assassino não se move direito. Apenas dá alguns passos para frente. April olha para ele, confusa e surpresa. Era para ele atacar alguém naquele momento. E então, ela se afasta um pouco de Mason, que também encara o assassino. O indivíduo continuava a encarar todos ali, e foi nesse momento, que ele colocou a mão em sua máscara, pronto para tirá-la e se revelar. E assim aconteceu.

O assassino se revelou, e April, assim que viu quem era por trás da máscara, recuou um passo, e ficou indignada. Era Louise. Ela era a pessoa que matou todas aquelas pessoas. Que matou Logan, que matou Ethan e Elliot, que matou Jodie, e que atropelou a Sra. Davis.

— Olá April! — Louise disse com um sorriso maléfico no rosto. — Está surpresa, não está?

— Não. Não é possível. — April suspirou, com raiva e medo. — Por que? Você era minha amiga. Você matou seus próprios amigos. Como pode?

— E o melhor, é que isso não é tudo. — Louise disse enquanto levantava a faca, ainda com o sorriso.

April, com medo naquele instante, virou-se para Mason, segurou a mão do rapaz e tentou correr com ele. Mas, o mesmo não a deixou ir, permanecendo parado. Em seguida, ele olhou para April e apontou a arma para a mesma.

— Agora, não tem como você não estar surpresa. — Disse Mason.

— Não é possível. Não. Não. Não. Não pode ser vocês. — April disse, se afastando dos dois.

— Sim, April, é muito possível. Por que não seríamos nós? Poderia ser qualquer um. A máscara fez o seu trabalho de deixar tudo mais divertido, não mostrando quem está por trás dela. — Mason disse, e após isso, Louise entregou para ele a máscara e faca, recebendo a arma de volta, e em seguida, Mason jogou a máscara em direção aos pés de April.

— Por que fizeram isso? Por que mataram seus amigos? Por que mataram todas essas pessoas?

— Acha que alguém precisa de algum motivo para fazer tudo isso? Em um filme, é sempre mais assustados quando o assassino é apenas um psicopata querendo matar. Sabe por que? Porque sabemos que pode acontecer de verdade. — Ele fez uma pausa, aproximando-se de April, que foi impedida de se afastar mais por causa de uma mesa de jantar que estava atrás dela. — E aconteceu. Mas dessa vez tem um motivo.

— Nenhum motivo justifica tudo o que fizeram!

— Uma coisa justifica. Ver sua mãe viver em um relacionamento abusivo, ver ela sofrer, e ver que ela traiu seu pai com outra mulher. Isso talvez justifique. Ou então, ver o que vai acontecer com sua mãe quando seu pai descobrir, e lembrar que você vai sentir mais do que ela quando acontecer. E sabe quem é a vadia que fez tudo isso? A morta que foi atropelada lá fora. Considere ela a culpada por isso. — Mason dizia enquanto aproximava seu rosto mais e mais de April. A menina estava com medo, e precisava se salvar. -

— As outras pessoas não tinham nada com isso. Por que envolveu elas? — April pergunta, cada vez mais angustiada com o que estava passando.

— Para ver sua mãe sofrer com o seu sofrimento. Pensa que ela não se sente mal com tudo isso? Mas, ver você sofrer foi melhor ainda. E agora, nós temos que acabar com isso. — Ele se afastou de April, andando de volta para onde estava. — Louise, preciso que pegue ele. Precisamos terminar antes que a polícia chegue. Tenho certeza de que esses desgraçados dos meus vizinhos já ligaram para a delegacia. Vamos!

Louise foi até um armário que tinha na sala. Lá dentro, estava Garrett. Ele estava amarrado com cordas, e sua boca estava fechada com um tecido, amarrado fortemente. A menina pegou o rapaz e o jogou no chão, próximo a April.

— Temos que fazer parecer real. Um louco surtou no meio da festa, fez com que todos fossem embora, e matou todos esses que ficaram. E depois de ver o que aconteceu, ele se matou, não é, Garrett? — Mason disse, olhando de relance para trás. Mas, nisso ele percebeu que April não estava mais onde ele havia a deixado. Ela correu. — Mas que droga!

— O que houve? — Louise perguntou enquanto tentava ajeitar Garrett no chão, que se mexia muito para se soltar

— Aquela puta fugiu. Vá atrás dela. Eu termino por aqui. — Mason responde, e em seguida, Louise passa a procurar April.

A menina tenta achar a outra na cozinha, mas sem sucesso. Depois de um tempo, com raiva daquilo, Louise escuta um barulho. Era April, tentando não ser vista na varanda de trás. Louise corre para lá, e consegue capturar April novamente.

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Mason continua o que estava fazendo na sala. Logo ele tira o tecido que não deixava Garrett falar.

— Me solta, agora! — O rapaz dizia, com raiva

— Eu não tenho tempo para você. — Ele diz a Garrett. — Louise, eu preciso dela agora! Ela não pode escapar. — Assim que termina de falar, ele coloca a faca em cima da mesa de jantar, e em seguida, vai ver o que estava acontecendo nos fundos.

— Eles vão pegar vocês. Eles sempre pegam. — Garrett disse, tirando o olhar de Mason

— Não, eles não vão. Acha que eu não pensei em tu… — Ele é interrompido. Uma lâmina o perfurou nas costas.

— Eu ainda não estou morto. — Quem disse era Liam. Ele tinha pego a faca de cima da mesa, e conseguiu esfaquear Mason.

— Não! — Mason tentou se virar para atacar com as mãos, mas, a perfuração de suas costas foi muito profunda, e então, ele caiu, batendo a cabeça fortemente no chão, ficando inconsciente.

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Louise, assim que achou April, segurou ela pelo cabelo. A menina estava abaixada, e a outra jovem a levantou, tentando levá-la a força para a sala novamente.

— Louise, Louise, você é tão imbecil. Matou toda essa gente por nada. Mason tinha um motivo. E você? — April pergunta, tentando resistir aos empurrões e puxões da garota.

— Eu não preciso de motivos para fazer nada! — Louise responde, ainda empurrando April

April continuou resistindo por um tempo, e depois de alguns segundos, conseguiu, finalmente, agarrar o pescoço de Louise. Com dificuldades, ela levou a menina em direção a pia. Ela também resistia, mas agora não tinha chances. A pia estava cheia de água, com o ralo fechado. April enfiou a cabeça de Louise dentro da água, impedindo que a mesma retirasse. Foi com muita dificuldade que April conseguiu manter a cabeça dentro da água, até que Louise parasse de se debater, e logo, de respirar.

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April voltou para a sala. Louise estava morta, e quando chegou na sala, Mason também estava, aparentemente.

— Liam! Como conseguiu?

— Ele foi burro demais para deixar a faca na mesa.

— Venha! Me ajude a soltá-lo. — April se referia a Garrett, que ainda estava amarrado.

Os dois soltaram o rapaz. Louise tinha sido afogada, e Mason, esfaqueado. April conseguiu pegar a arma da mão de Louise quando a mesma a matou. Mas talvez, ela não precisaria usá-la. Os três jovens olharam para o corpo de Mason, jogado no chão.

— Cuidado! Essa é a parte que o assassino volta a vida para dar um último susto! — Liam diz, atrás de April. E aquilo aconteceu. Mason acordou e soltou um grito. Talvez ele conseguiria levantar-se. Mas April foi mais rápida, e acertou um tiro na testa do menino caído.

— Hoje não!. — A garota disse, com o olhar furioso.

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Tudo tinha acabado. A polícia chegou, e estava prestes a amanhecer. Liam foi levado por uma ambulância para o hospital, e April estava sendo examinada, enquanto Garrett respondia algumas perguntas. Não demorou para os repórteres chegarem.

— Estamos transmitindo ao vivo do último lugar que o assassino atacou, esperando o pronunciamento de April Davis. A única sobrevivente. Uma sobrevivente do que está sendo chamado de O Massacre de CottonWood. April Davis é o nome que o mundo inteiro conhecerá. Ela e mais dois amigos, impediu que esse massacre horrível continuasse. April Davis, de CottonWood. Uma garota que tem a nossa devoção esta noite. Uma heroína americana que parece ter saído dos filmes. — Essa foi a primeira coisa que disse a repórter Gale Weathers, assim que ligou a câmera.

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