A noite estava perfeita e tudo ocorria bem, pelo menos para April e suas amigas que estavam na festa. As três, Louise, April e Jodie dançavam ao meio de outras pessoas. A felicidade era vista no rosto das jovens, como se tudo o que passaram não tivesse acontecido. Um certo tempo se passou, e elas precisaram de um tempo para descansar. Louise e April sentaram-se no sofá, e Jodie foi pegar mais uma bebida, tanto para ela quanto para suas amigas.

— Eu estou cansada demais. A última música foi muito contagiante, eu não consegui parar de pular. — April disse assim que encostou no sofá. Louise se sentou logo em seguida.

— Eu também estou. — Ela toca em sua testa, percebendo o suor que tinha por ter se movimentado muito. — Merda! Não posso estar suada. Preciso ficar bonita para Ryan poder me pegar.

— Normalmente, quem faz esse tipo de trabalho é a Leila. — April responde rindo um pouco

— Mas nesse caso é sério. Eu gosto do Ryan, não estou querendo ficar com ele apenas por interesse ou algo do tipo. — Louise tenta secar sua testa, e logo o suor vai sumindo.

— Eu sei, eu sei. Mas fica tranquila. Eu tenho certeza de que ele vai te achar muito gostosa, e aí, é só dar a chave e pronto, você conseguiu. — April tenta encorajar a amiga, em um certo ton de brincadeira.

— Certo! Bom… — Louise olha para o menino sobre o qual as duas estavam falando. — … Chegou a hora. — April olha para a porta de entrada da casa, e percebe que Liam chegou. Ela não esperava ele naquele lugar, principalmente porque ele não respondeu nenhuma das suas mensagens.

— Boa sorte! Eu também preciso falar com um cara. Até daqui a pouco quando você estiver com o seu namorado. — April olha para a amiga e se levanta do sofá, andando em direção a Liam, que cumprimentava algumas pessoas.

+++

Jodie, enquanto suas amigas estavam sentadas no sofá conversando, foi pegar mais bebidas para as três. Ela chegou na cozinha, se dirigiu para a geladeira e pegou algumas garrafas. Foi um pouco difícil para fechar a porta depois, mas finalmente ela colocou as bebidas em cima da mesa. A festa estava cheia. Tanto dentro como fora da casa de Mason tinha pessoas. Jovens bêbados e alegres. Quando Jodie estava com o abridor de garrafas em suas mãos e abriu a primeira garrafa, a tapinha caiu. A menina se abaixou para pegar, se levantando em seguida. A mesa dava de frente com uma janela, que era para o jardim da casa. Quando Jodie se levantou e olhou para frente, para a janela, ela deu um grito de susto. A máscara do assassino, do cara de fantasma, estava na janela.

Após o grito, um rapaz tirou a máscara. Era apenas mais um outro jovem fazendo criancices, assustando as pessoas na festa.

— Seu demônio, filho de uma puta! — Ela disse para o garoto, assim que o mesmo tirou a máscara e ela pode ver quem era. O susto foi grande, mas a menina estava aliviada agora.

Quando terminou de abrir todas a bebidas, Jodie saiu da cozinha, indo de volta para onde estavam Louise e April. Ela não precisou se aproximar muito de onde elas estavam para ver que ambas já conversavam com outras pessoas. Sendo assim, ela resmungou algo, colocou duas das três bebidas em cima de um móvel, e seguiu com sua garrafa para fora, para o quintal de trás da casa de Mason.

Saindo de dentro da residência, ela se encontrava no jardim de trás, onde tinham algumas pessoas se beijando e conversando. A menina estava cansada, e até mesmo um pouco bêbada. Dançar foi muito divertido para ela, mas aquilo a destruiu. Ela se sentou na varanda, e fechou os olhos por um momento, dando início a um cochilo.

+++

— Olá! Como você está? — April pergunta a Liam, assim que se aproxima dele.

— Estou até que, bem. — Ele responde, gaguejando um pouco.

— Ótimo! Pensei que não viria depois que ignorou minhas mensagens.

— Sobre isso… Me desculpe. Eu não estava em um bom momento, e acabei descontando em você no cemitério. Sério, foi mal.

— Não se preocupe. É esperado uma reação assim quando se acontece algo como o que aconteceu com você.

— Pois é. E você, está bem?

— Bom, agora e estou. Essa festa está me fazendo esquecer um pouco o que aconteceu.

— Que bom! É… — A conversa era interrompida por Mason, que cutucou o braço de April, e a mesma se virou para ele.

— Podemos conversar um pouco? Eu te chamei para a festa e até agora não falei com você. — Mason diz, olhando de relance para Liam, mas, focando seu olhar em April.

— Liam, desculpe. Depois podemos continuar conversando. Até mais! — Ela se desculpa com o garoto e se vira para Mason. Em seguida, os dois começam a caminhar lentamente em direção ao andar de cima.

Ambos seguiam para a escada, e enquanto isso eles conversavam. Mason perguntou sobre o resto do pessoal, e April explicou que Leila e Laura ficaram estudando, e que Louise e Jodie estavam na festa. Quando disse isso, April olhou para sua amiga, Louise, e percebeu que a mesma conseguiu o que queria. Ela estava beijando Ryan.

Eles ainda não tinham chego na escada, por causa da quantidade de pessoas que ainda estavam dançando pelo meio da casa. Uma dessas pessoas era Garrett. Ele não parecia tão afetado pelas mortes quando elas ocorreram, e por isso, April acreditava que ele estava aproveitando mais a festa.

+++

A polícia estava na rua, com suas sirenes acesas e dois corpos eram retirados de uma casa. Eram os corpo de Laura e Leila. A mãe de Leila tinha chego do médico com seu filho, e se deparou com a cena de sua filha e a amiga dela, mortas. Como esperado, a Sra. Benson ligou desesperadamente para a delegacia, e as viaturas logo chegaram na casa.

Olívia Davis, mãe de April, não morava tão distante da casa da família Benson, e conseguiu ouvir as sirenes. Imediatamente, ela foi para a casa da amiga de sua filha, preocupada com o que tinha acontecido. Ao chegar lá, ela viu do que se tratava. Então, ela pegou seu celular e ligou para sua filha. April não atendia o telefone, e a cada minuto que passava, a Sra. Davis ficava mais preocupada.

Não aguentando mais ter que esperar ser atendida pela filha, ela voltou para sua casa, pegou o carro da garagem e foi para a casa de Mason, dirigindo rapidamente pela a estrada.

+++

Jodie ainda estava dormindo, e depois de muitos minutos, a garota acordou. Misteriosamente, todas as pessoas do jardim da casa tinham sumido. Ela não sabia o motivo, mas pelo o que parecia, mais três corpos foram encontrados: O de Laura, Leila e da professora Anne Sale, que apareceu a poucos minutos, e foi encontrado por um funcionário da escola. O corpo da professora estava pendurado por uma corda dentro do armário de limpeza.

A menina que tinha dormido na festa se levantou, e precisou sacudir um pouco a cabeça para tirar o sono que ainda tinha. Em seguida, ela entrou na casa novamente, que agora estava aparentemente vazia.

— April! Louise! — Ela gritava, a procura de suas amigas. — Vocês ainda estão aqui? Mason? Tem alguém na casa? — Ela estava ficando preocupada, visto que a casa estava deserta.

Ela tentou procurar alguém em alguns cômodos da residência, mas percebeu que pelo menos naquele primeiro andar, não tinha ninguém. E então, Jodie estava indo em direção a porta, por um corredor que havia naquela parte da casa, quando algo a derrubou no chão. Um braço, coberto por um tecido preto, a atacou no peito, fazendo-a cair.

A menina sentiu uma dor, e olhou para cima, vendo uma faca ir em sua direção. Era o assassino. Ele estava li. Ele tentava esfaquear Jodie na direção de seu rosto, mas era impedido pela mesma, que fazia força para não ser ferida. Jodie chutou a perna do assassino, que fez com que o mesmo caísse. Em seguida, ela tentou voltar para onde estava, o jardim de trás, por meio da cozinha. Mas, o assassino levantou antes que a garota pudesse sair da casa. Pelo corredor, ele correu atrás da jovem, e estava pronto para saltar em cima dela na área entre o corredor e a cozinha. Porém, quando foi atacar, a menina conseguiu evitar de ser atingida, pois parou antes de passar pela frente do corredor. O assassino caiu no chão, e Jodie pegou um copo de vidro, o jogando na cabeça do assassino, que desviou, rolando para o lado.

Após jogar o copo, Jodie correu desesperadamente para a porta da frente. O assassino se levantou e correu atrás dela. Ele conseguiu a alcançar, e esfaqueou as costas da garota, jogando-a no pequeno espaço que havia na varanda a frente da porta. Jodie estava morta.

+++

— Sabe, eu não entendo nada do que você passou, mas, eu queria ajudar de alguma forma. — Mason disse enquanto olhava pela janela. Ele e April estavam em seu quarto, vendo a paisagem que era bela naquele ponto.

— Mason, você me ajudou muito a esquecer tudo isso. Não precisa se preocupar! — April respondeu.

— Só que, eu acho que posso fazer mais para ajudar. — Ele dizia devagar, aproximando seu rosto ao rosto da menina, e ela fazia o mesmo. Logo, os dois selaram seu lábios com um beijo.

Aquilo, para April, foi muito rápido, até demais. Mas ela não hesitou em beijar Mason quando ele tomou atitude. O beijo foi demorado, e depois de um tempo, eles pararam, se olharam e sorriram.

— Você não precisa fazer mais nada. — April disse, ainda com o sorriso.

Logo, o momento de alegria iria acabar. A menina viu o assassino se aproximar, e soltou um grito, que fez com que Mason se assustasse. Em um ato de desespero e proteção, April se afastou do menino e tentou correr em direção a porta. O assassino tentou a esfaquear, mas teve o azar de não ser rápido o bastante.

Quando desceu as escadas, com o sentimento de desespero, April viu que não tinha ninguém na casa. Inicialmente achou aquilo muito estranho, mas, sua expressão mudou quando viu o corpo de Jodie na entrada da casa. Ela se aproximou do cadáver, e começou a chorar, tentando ver se sua amiga acordava. Sua tristeza só aumentou, ao ver que a menina já estava morta.

— April! — Um grito foi ouvido na rua. A menina olhou em direção ao som, e viu sua mãe, saindo do carro.

— Mãe! — A jovem gritou de volta, se levantando e correndo até a mulher. — Mãe, o assassino está aqui, precisamos correr. Rápido!

— Quem é aquela caída no chão, April? — Ela diz, olhando para sua filha.

As duas estavam muito nervosas, desesperadas e preocupadas uma com a outra. Isso as impediu de perceber o assassino, saindo da casa e entrando no carro de Mason, que estava do lado de fora. April e a Sra. Davis viram o assassino apenas quando o mesmo ligou o carro e saiu com o veículo. As duas estavam no meio da rua, e o assassino que estava no volante do carro olhava para elas.

— Corre! — Olívia, mãe de April, gritou para a filha, que correu em direção a casa. A mulher fez o mesmo, mas não foi rápida o bastante. O assassino acelerou com o carro e atropelou a Sra. Davis. April não foi atingida por um triz, e quando viu que sua mãe foi pega, soltou um alto grito.