Panettone
1 Panettone
Notas iniciais
Fiz essa fic de Natal, embora era para ter sido postada antes, a internet aqui de casa está dando pani com uma certa frequência, então só consegui hoje.
Essa fic foi feita em homenagem a Lika Nues, essa fofa que escreve maravilhosamente bem e que aceita críticas construtivas de uma forma perfeita :3 Além de ser muito legal, é claro :3
Espero que você goste, é bem simples e foi o que consegui, mas foi de coração.
Boa leitura!
O Uchiha chegara carrancudo no apartamento. Era Natal, época que ele mais odiava, as luzes piscantes, juntamente com pinheiros artificiais enfeitados ao lado de presépios não fazia o mínimo de sentido, primeiramente que boa parte da população japonesa não era cristã e segundo que pessoas que ele nem se lembrava da existência surgiam para desejar-lhe felicidades. Havia mais falsidade nessa época do que em qualquer outra para si, mas o que o fazia seguir a tradição era seu namorado, ele simplesmente amava a data e se recusava a não comemora-la.
Abrira a porta do apartamento dando de cara com o grande pinheiro branco artificial enfeitado com bolas laranjas, luzes piscantes com vários presentes aos pés. Não apenas a sala, mas o lugar todo adquirira esse visual.
O loiro enfeitara a casa há 2 semanas e ele ainda não havia acostumado-se com isso.
Ao perceber a sua chegada, o Uzumaki aparecera serelepe na sala, olhando para a sacola em suas mãos esperançoso. Era 24 de Dezembro e o menor o fizera sair de seu lar para enfrentar o formigueiro humano que estavam as ruas de Tókio para comprar Chocottone ou Panettone, não sabia a diferença, mas todo aquele estresse nas ruas deixaram o seu humor da pior forma possível.
– Você trouxe? – perguntou sorrindo
– Não, a sacola é só para carregar o vento, usuratonkachi – cortou seco e deixou a sacola sobre a mesa, ouvindo os impropérios do outro
– Preferia que fosse apenas para carregar vento mesmo, teme! – exclamou após retirar o produto da sacola – VOCÊ TEVE A PROEZA DE TRAZER PANETTONE AO INVÉS DE CHOCOTTONE, BAKA!
O moreno o encarou com a sobrancelha arqueada, claramente incomodado com o escândalo do outro – Que seja, é a mesma coisa.
– Mesma coisa é a tua cara com a cara de um asno! – berrou irritado pela falta de interesse do outro – Aonde que frutas cristalizadas são iguais a gotas de chocolate?!
Encarara o menor, realmente não tinha nada haver uma coisa com a outra, mas como não seria ele a comer, não lhe importava – Hn, é você que come, como vou saber?
– Vá se foder Uchiha, se ao menos prestasse atenção no que eu falo ao invés de ficar lendo esse livro idiota.
Sasuke apenas o ignorou, colocou a cacharrel preta e sentou-se no sofá com seu chá e livro, durante anos de amizade e de namoro acostumou-se com os chiliques do loiro quando ele sentia que não estava tendo a atenção desejada.
O Uzumaki o encarou furioso – Bastardo não me ignore!
– Já lhe disse que fica uma gracinha quando está bravo? – debochou e voltou a ler.
A atitude do maior serviu apenas para irrita-lo ainda mais, aproximou-se do namorado e com brutalidade arrancou o livro de suas mãos, jogando-o no chão em seguida – Idiota.
Sasuke ficou estático, já estava suficientemente irritado e ainda tinha que aguentar as infantilidades do outro? Não, com certeza não.
Levantou o olhar para o loiro, que percebendo a variação de seu humor ir de ruim à assassino psicopata, inflou ainda mais o peito e endureceu o olhar de forma severa.
Ao perceber a atitude petulante do outro o Uchiha ergueu o corpo da poltrona e sibilou – Se está insatisfeito vá comprar você mesmo essa merda. – virou-se
– Eu estava terminando de arrumar a ceia, caso não se lembre teremos visitas.
O moreno parou, virou-se para o menor e aproximou-se bruscamente, empurrando-o na parede mais próxima e prendendo-o entre ela e seu corpo – Preste atenção Uzumaki, eu odeio o Natal e se eu ainda o comemoro é por consideração a você, então cale a boca e não me encha o saco.
O menor forçara o tórax para frente fazendo o maior recuar um pouco, Sasuke poderia ser mais alto, mas Naruto sempre fora mais paranoico com relação a seu corpo o que o levava à academia 3 vezes por semana, se realmente quisesse sairia dali com um pouco de esforço.
Ao perceber o claro deboche na face do outro por suas forças equivalentes lançou-lhe um olhar ameaçador, encaixou o joelho entre as pernas do loiro, mostrando-lhe que na hora da raiva qualquer ser humano adquiria muito mais força – Acho que te mimei demais, está pior que uma criança ao ouvir um “não”.
O Uzumaki gargalhou alto – Me mimou? O que você acha que é? Meu pai?
– Seu dono.
O loiro explodira em risos o que servira para irritar Sasuke ainda mais – Tem alguém te iludindo, só pode – debochou.
– Você é meu, mas isso não faz de mim seu empregado, Uzumaki.
Naruto espalmou as mãos no peito do namorado e empurrou-o em direção ao sofá – Eu odeio que me segurem, você sabe disso – assistira o maior levantar-se – Entendo que não goste, mas não custa me ajudar.
– Eu ajudo até demais, mas você nunca especifica direito o que quer – tentou aproximar-se, mas o menor o repelira evitando assim que fosse segurado novamente – Você já viu o preço daquilo? Desperdício de dinheiro na certa!
– Por isso que peço ao Sai para comprar pra mim, onde ele trabalha é mais barato! – exaltou-se – Mas alguém fica com chilique quando eu converso com ele – ironizou
O rosto de Sasuke já não era mais sombrio, era o demônio em pessoa – Então é assim que você aparecia com aquela merda sem nem ao menos sair de casa? – desconfiou – Era o Sai que comprava? Então os enfeites e as outras porcarias foi ele que comprou também?
Naruto engoliu em seco, para se lidar com o moreno em seu momento de ciúmes era necessário muito cuidado, sentia-se pisando em ovos. – Você sempre reclamou de ir buscar o que eu pedia, ele já sabia qual eu gostava.
– Por que só contou agora que ainda fala com ele? – sibilou, para em seguida o encarar desconfiado – Ou não tinha intenção de falar? – assistira o outro ficar tenso, ele sempre fora muito fácil de ser lido — Peixe morre pela boca, sabia Naru?
– Obviamente é por isso que você não fala muito, certo Sasuke? – devolveu – Eu e ele já imaginávamos sua reação se eu lhe falasse isso. – frase errada, percebera isso após termina-la.
– Apenas imaginava? – perguntou irônico – Essa foi a pior forma para descobrir minha reação.
Naruto o encarou com descrença, aquilo soara como uma ameaça a seus ouvidos – Vá se foder Sasuke – deu-lhe as costas, mas fora puxado de volta pelos pulsos – Mas o que...?
– Se aquele “made in China” te conhece melhor do que eu então fique com ele! – largou-o, virou-se e saiu do apartamento.
O loiro revirou os olhos, aquela situação estava insustentável, os conflito irrompiam por motivos banais, quando não era a infantilidade do Uzumaki, era o ciúme obsessivo do Uchiha, precisava resolver aquilo, não aguentava mais tanta discórdia entre eles.
Riu internamente ao perceber que o que causara tanta confusão fora o maldito Panettone.
Naruto sabia que havia sido infantil com todo aquele escândalo, principalmente em usar Sai para causar-lhe um pouco de ciúmes, mas não imaginara que o outro fosse fazer tal cena por causa disso.
Naruto e ele brigavam por coisas patéticas e até estranhas, como a mania que o Uchiha tinha de colocar os pés sobre qualquer coisa que estivesse na frente dele. Ou então com o fato do Uzumaki largar roupas sujas espalhadas por todos os cantos do apartamento.
Pegou o celular e digitou a mensagem para o Uchiha, diferente do maior ele sabia admitir seu próprio erro e tentar se redimir.
“Vamos brigar por causa de um Panettone mesmo?
“Não está acostumado com motivos idiotas? Você e o Sai não discutem por causas assim?”
Revirou os olhos, quem era o infantil agora? O outro sabia realmente como dar o troco em alguém.
“Não, não brigamos por causas assim.”
“Hn, conte-me sobre vocês, afinal sou seu melhor amigo, certo? Sabe que pode confiar em mim.”
Naruto até tentou usar do sarcasmo, mas Sasuke era infinitas vezes melhor na arte da chatice , mas diferente do que o maior pensava, ele apenas estavam arrancando risos do namorado.
Um sorriso maldoso surgiu nos lábios do loiro.
“Já lhe disse que fica uma graça quando está bravo?”
Enviou a mensagem e gargalhou ao imaginar a cara do moreno quando lesse o conteúdo da mesma. Não existia nada melhor do que atacar o orgulho do grande Uchiha Sasuke. Ao perceber a típica falta de resposta, apenas enviou-lhe outra mensagem, desta vez mais sério.
“Eu não quero brigar no Natal, volta?”
“Por que eu faria isso? Chame ao Sai.”
Naruto sorriu, sabia que o moreno já estava voltando, mas se não tivesse uma pitada de ironia não seria o seu Sasuke. Mas não custava nada surpreende-lo com uma resposta.
“Porque eu amo você, teme.”
Minutos após envia-la, ouviu o barulho da porta sendo destrancada e em seguida aberta, como havia imaginado não houvera tempo para ele se afastar muito de onde moravam, ainda mais a pé.
Apareceu na sala e o encarou.
– Não me olhe assim, eu não estou errado – a carranca emburrada do outro denunciava que ele estava tentando convencer a si mesmo com essa afirmação.
– Não é questão de certo ou errado, Sasuke – sorriu sincero – É apenas... pedir perdão.
Sasuke sorriu de canto e puxou-lhe pela nuca, unindo seus lábios, para em seguida segurar em sua cintura. Sentiu o menor agarrar seus cabelos com força causando certa dor, expondo o pescoço pálido, desceu os lábios deixando algumas marcas pelo caminho. O Uchiha percebera a tentativa do outro de trocar as posições, uke para seme, mas hoje a noite não seria do loiro.
Desceu a mão chegando às grandes bochechas da bunda do outro, apertando o que era seu por direito, pois Naruto era seu, inteiramente seu e não haveria Sai que mudaria isso. Ergueu-o pelas pernas e colocou-o sobre o balcão, descendo os lábios para seu pescoço.
– A noite não será sua hoje, kitsune¹ – falou malicioso ouvindo o leve rosnar do outro ao ser chamado de raposa, ele detestava isso – Você será inteiramente meu.
– Será? – provocou descendo do balcão, prendendo o maior de costas para si – Não é o que parece – mordera seu ombro, mas fora empurrado em seguida até a parede e novamente erguido pelo outro.
– O que lhe parece agora? – sorriu malicioso mordiscando seu pescoço, enquanto apertava suas coxas e mantinha-o suspenso – Feliz Natal, Naru.
Fora surpreendido pelas mãos bronzeadas que o obrigaram a encarar as safiras.
– Eu amo você, jamais se esqueça disso.
Sorriu de canto – Não vou deixar que esqueça, meu amor.
Notas finais
Lika-chan desejo um ótimo Natal (atrasado kk) e um Feliz Ano Novo, que você alcance tudo o que deseja :3
Espero que tenham entendido o que eu quis passar, num relacionamento ambas as partes precisam ceder. Sasuke detesta o Natal, mas por Naruto ele encara isso, e o loiro simplesmente precisou desculpar-se sozinho com algo que ambos erraram. Cada um cedeu um pouco e tudo ficou bem :3
Espero que tenham gostado.
Críticas, dúvidas, elogios mandem um review :3
Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
PS: Kitsune é raposa em japonês.
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