Pandora's Box

1 Uma pequena caixa de música


Notas iniciais
Primeiro capítulo 'u'Está meio parado, mas a partir do dois começa a ficar mais legal, esse é mais um capítulo explicativo pra conseguir entender algumas coisas da história mais para frente. Depois editarei com a ilustração desse capítulo.

Todos já devem ter ouvido falar do antigo mito da caixa de Pandora. Pois bem, o que eu falarei agora é semelhante o que aconteceu nessa história... quando Pandora abriu a caixa, todas as coisas boas do mundo foram guardadas. Mas eu não falo da mesma Pandora, a dos mitos, de anos atrás, e sim de uma garota de onze anos que não tinha noção do que aquilo causaria.

Meu nome é Yoshino Nishihara, tenho 17 anos, e sou a irmã mais velha dela.

Desde sempre Pandora foi curiosa, sempre quando via algo novo corria atrás, querendo saber o que era. Mas esse ano, nossa família se mudou para uma casa nova, muito grande, dois andares de uma belíssima arquitetura estilo inglês. Realmente, haviam muitos quartos nessa casa, mas havia um em especial, que Pandora gostava de ir, ficava horas sentada em uma poltrona que havia no cômodo lendo os livros de mistério que ela tanto gostava.

Era algo bonito de se ver... Pandora era uma garota muito linda, tinha longos e lisos cabelos loiros claros com algumas mechas rosas, e seus olhos tinham uma linda tonalidade violeta, os olhos mais lindos que eu já vi. Minha família toda não tem nenhuma anomalia genética nem nada do gênero, exceto eu e ela. Olhos roxos com certeza não é algo que vemos por aí, e eu, com heterocromia, também não é algo muito comum. Pandora também estava sempre usando uma adorável touca alaranjada de orelhas de coelho. Suas roupas sempre tinham uma combinação de cores diferente, eram cores suaves, e ao mesmo tempo muito coloridas. Enfim, Pandora tinha realmente uma aparência invejável.

Demorou algum tempo para eu notar que aquela casa não era completamente normal. Digo, não era uma casa assombrada nem nada do tipo, mas ela sempre passava uma sensação de vazio. Parecia que sempre faltava algo lá, não importava em que parte da casa eu ficasse.

Eu costumo ficar no meu quarto, no andar de cima da casa, ele tem um espaço um tanto quanto rasoável, é muito tranquilo, possui uma grande varanda também, todas as paredes são de um tom creme, o piso é todo de um tipo de porcelanato imitando madeira, minha cama é de casal com um docél na parte de cima. Aquele quarto tinha muita tranquilidade, as vezes eu passava um tempo apenas apreciando a beleza dele. Pandora às vezes aparecia por lá também, no meio da noite ficava meio assustada pelos ecos que a casa fazia, e vinha se deitar do meu lado, se enrolando nas macias e brancas cobertas da cama.

A nossa relação de irmãs sempre foi incrível, nos damos bem desde sempre, mesmo que ela chore demais e acabe me irritando de vez em quando. Acho que sou uma boa irmã mais velha para ela.

Bem... eu estou enrolando demais para começar a contar a parte que realmente importa.

Naquele mesmo quarto em que Pandora passava horas e horas lendo livros, haviam várias caixas em volta da poltrona, caixas de nossa mudança que nunca havíamos aberto e visto o que dentro havia.

No verão, aquela quarto parecia ficar muito abafado, e isso a incomodava um pouco, então resolvemos fazer uma limpeza, e olhar tudo que havia estado dentro das caixas por tanto tempo.

Muitas caixas tinham brinquedos antigos, pertencentes até a nossa mãe e nosso pai, pudemos até nos divertir um pouco passando aquele tempo desencaixotando aquilo tudo. Também encontramos uma caixa que haviam várias jóias e itens que pareciam valer bastante, mais e mais livros de história, antigas cartas com selos muito interessantes, desenhos meus, discos velhos, álbuns de fotografia, fantasias que já não serviam mais... realmente todo tipo de coisa.

Entre todas aquelas caixas que vieram de nossa mudança, tinham algumas naquele cômodo que não pertenciam a nós, e sim aos antigos moradores de lá.

Demorou um tempo até Pandora conseguir me convencer de abrir aquilo para ver que tipo de pessoas moravam lá antes de nós. Abrindo as caixas, descobrimos coisas lindas, delicadas e um tanto quanto perfeitas. Pandora se encantou por uma bela caixinha de música que encontrou.

A caixinha tinha um tom de rosa peculiar, puxado para o coral, mas um pouco mais claro, também possuia lindos detalhes prateados. Pandora tinha razões para ter se encantado por aquela peça.

Nós ficamos com muita vontade de ouvir o som que ela produzia, mas a chave para abrí-la não estava lá, então resolvemos continuar vasculhando mais e mais aquelas caixas.

Até que encontramos.

Aquela chave era tão bonita quanto a caixinha. Tinha o mesmo tipo de detalhes, mas com as cores inversas.Entreguei a pequena chave à Pandora, e ela a girou na fechadura da caixinha cuidadosamente, com medo de quebrar alguma coisa.

A partir daqui, o que eu conto pode ser inacreditável. Mas eu juro por tudo que isso aconteceu de verdade, eu vi.

Eu vi uma luz imensa cobrir o quarto, uma luz imensa saindo daquela caixa, e uma música típica de caixinhas de música antigas tocando em um volume que ia aumentando a cada momento. Cheguei a pensar que toda aquela luz iria me cegar ou causar algum tipo de dano aos meus olhos, fico feliz por não ter acontecido.

Não sabia o que estava acontecendo, não tinha a mínima ideia pra falar a verdade. Mas meus pensamentos estavam voltados eram pra Pandora, ela estava bem... não é? Aquela caixa não tinha machucado ela? Eu fiquei muito preocupada, mas ao mesmo tempo, sem ação.

Se algo estivesse acontecendo, eu deveria protegê-la, é esse o meu dever como irmã mais velha.

Eu perdi a noção do tempo, não sabia a quantos minutos os meus olhos só enxergavam branco pela demasiada luz espalhada pelo quarto.

A música parecia vir de todos os lados, e não diminuia ou parava.Não posso dizer que o som que a caixinha emetia não era agradável, muito pelo contrário, ele era calmo, assim como tudo naquela casa.

Finalmente resolvi chamar pelo nome dela, precisava ter controle daquela situação de alguma forma.

"-Pandora! Você está aí?" — disse num tom alto, para ela ser capaz de escutar mesmo um pouco mais longe do que o esperado.

"-Yoshino... o que está acontecendo?" — pude escutar a doce voz dela, aquilo me deu um alívio instantâneo, mas também me deixou preocupada pelo tom em que ela falou, era um tom assustado e choroso.

"-Não saia do lugar onde está, a luz parece estar diminuindo um pouco, vamos esperar, certo?" — disse com um tom parecendo calmo, mas muito inseguro.

"-C-Certo." — disse ela parecendo estar um pouco mais tranquila por estar conseguindo falar comigo.

Passou-se mais algum tempo e a música diminuiu, a luz sumiu. Demorou algum tempo para a minha visão voltar ao normal, pois toda aquela insesante luz fez mal às minhas retinas.

O que eu pude ver depois disso, não é algo que gosto de lembrar.

Aquele era o início do meu atual pesadelo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se puderem, comentem o que estão achando e o que deveria ser melhorado ;u;