Prólogo.

Engoli o choro e subi no maldito palco mostrando meus dente pálidos para os milhares de fãs quem me amavam. Gritei um foda-se e observei a plateia vibrar com isso.

Meu sorriso se abriu mais e dessa vez foi verdadeiro. Aquelas pessoas estavam ali por mim. Joguei as mãos para o alto em sinal para Kayk começar com a mágica da bateria. Sam ao meu lado toca a guitarra de um jeito que deixa as garotas de pernas bambas.

Meu parceiro, a minha dupla e meu ex-namorado, Taylor Stark sobe ao palco e com isso vem uma fumaça com aroma de cachaça. Eu rio alto quando jogam uma cueca de coraçõezinhos para mim. Pisco meu olho direito para a plateia enquanto Taylor dá as boas vindas dizendo como gostou da recepção da cidade. Solto um riso. Hora perfeita para ser uma cretina!

— Você adorou a recepção, não é Taylor?

— Foi o que eu disse — ele respondeu com uma voz doce.

— Ele também adorou as mulheres daqui, não é querido? — a plateia vaia e meu ex-namorado fica sem expressão. Kayk grita da bateria um "pense no que vai fazer, Pandora".

Então desisto da ideia de humilhá-lo. Só passaríamos vexame, além de ser ante-profissional da minha parte. Respirei fundo e tentei me concentrar.

— Acho melhor continuar o show! Que música quer cantar, Pandora? — Reviro os olhos. Já estava tudo programado.

— Welcome to the Underworld.

Os garotos fizeram aquela música quando estava em coma e havia ficado cinco meses afastada da banda. A bateria e o baixo se destacava em Welcome to the Underworld. Alex se dedicava ao baixo enquanto eu cantava devagar sussurrando um "welcome to the underworld" e Taylor soltava a voz de anjo que tinha.

As pessoas cantavam junto e os meninos estavam elétricos enquanto eu só queria estar deitada em uma sauna. Quando a música acaba eu recebo uma garrafa d'água da garota de cabelo roxo que sempre está dando ordens por aí. Agatha era nervosa.

— Cherry, o que estava fazendo? — ouvi a voz do meu produtor pelo fone de ouvido.

Estava demorando.

— Qual é o problema?

— Você não pode dar uma de menininha traída na frente dos fãs, garota! Você tem o que na cabeça? Meu irmão está querendo os seus neurônios fritos! O empresário pode afastar você da banda o tempo que achar necessário. Ou até mesmo acabar com essa turnê.

— Não controlo meus sentimentos, Row. E se não fosse Taylor, eu estaria...

— Quero ouvir só las mujeres cantando! — Taylor fala e reviro os olhos. A plateia feminina solta gritinhos desafinados e os meninos riem.

— Só cuidado com a banda, Cherry. — Ouço Row falando e os meninos ao meu redor pulam. Volto ao palco.

A noite irá ser longa.

Notas finais
Hola, muchachos. O que acharam? Rápido demais? Bom para um começo? Digno de um prólogo? Até mais, obrigada por lerem. Beijo.