PanaPaná
8 Capítulo 8 - Proposta.
Notas iniciais
Alicia pensou em várias hipóteses depois daquela cena:
1- Matar o Paulo ( é claro que essa tinha que ser a primeira).
2- Cavar um buraco bem fundo e se enfiar nele.
3- Se matar ( afinal, por um milésimo de segundo ela havia gostado daquele ''gol dedicado'').
Porém não fez nenhum. Apenas ficou lá com as bochechas pegando fogo .
– Uh, Alicia. Quero ver negar alguma coisa agora! — Margarida provocou rindo.
Enquanto as meninas e os meninos riam, Paulo fazia coraçõezinhos com as mãos e mandava beijinhos.
– VAI SE FERRAR TODOS VOCÊS! PRINCIPALMENTE VOCÊ, PAULO GUERRA! — Alicia gritou se levantando do banco e saindo.
A galera não se assustou com a reação da amiga, já sabiam do temperamento dela.
– Você ainda mata a Alicia de raiva, Paulo. — MaJo falou entre risos.
– Eu adora ver ela irritada. — O garoto confessou.
Os meninos voltaram ao jogo e as meninas procuraram pela garota. Procuraram pela casa e toda mas não acharam.
– Ela deve tá por ai se acalmando, daqui a pouco ela volta. — Carmen falou e sentou-se no sofá.
As meninas pararam de procurar por Alicia e à essa altura, os meninos já haviam terminado de jogar.
– Posso falar com você? — Perguntou Jorge a sua namorada.
– Claro. — Respondeu MaJo.
Eles foram até a varanda.
– Quando eu te pedi em namoro Maria Joaquina, eu sabia que você não gosta tanto de mim quanto...- O garoto foi interrompido.
– Eu gosto de você, Jorge. — MaJo falou.
– Mas não tanto eu gosto de você! Falando sério MaJo, nem parece que a gente namora... eu num canto você em outro... quase não ficamos juntos! — Jorge continuou.
Maria Joaquina não sabia o que falar.
– Eu nunca pensei que fosse falar isso mas... é melhor nós terminarmos. — Jorge falou.
– Tem certeza? — A garota perguntou meio sem ter certeza do que o garoto havia terminado de dizer.
– Sim, MaJo. — O loiro confirmou.
– Mesmo assim eu queria dizer que eu gosto de você, Jorge! Pena que não deu certo. — A garota falou.
Jorge saiu e deixou MaJo sozinha.
No quarto dos meninos, Mário saiu do banho e viu Paulo o olhando.
– Cuidado para não se apaixonar. — Ele brincou.
– Por falar em se apaixonar, você não tá atrás da minha irmã não, né? — Paulo perguntou ignorando a brincadeira do amigo.
– Já falei que não, Paulo. — Mário mentiu. — Mas e se eu tivesse? A Marce é linda e muito legal. — Questionou.
– É melhor manter distância, não só você, qualquer um aqui! Minha irmã só vai poder namorar com 20 anos. — Paulo decretou.
– QUE? — Mário gritou.
Não sabia se ria ou chorava depois do que Paulo falou.
– É isso mesmo, meu pai sempre diz que quando ele não estar por perto eu tenho que cuidar dela. — Afirmou ele.
Paulo saiu do quarto e ao fechar a porta se assustou ao ouvir uma voz.
– VOCÊ É IDIOTA DE NASCENÇA OU SE APRIMOROU COM O TEMPO?
Ele virou e viu que era sua irmã.
– Tá maluca? — Perguntou ele sem entender a agressividade dela.
– Eu escutei tudo! Já não basta o papai? você vai me controlar agora? — Perguntou Marce.
– Vou! Ordens dele mesmo. E como eu sou um bom garoto, eu respeito as ordens que recebo. — Paulo respondeu.
– Pelo visto eu vou morrer virgem! — Marcelina se lamentou e saiu.
– ISSO É COISA PRA FICAR SE FALANDO, MARCELINA? — Paulo berrou. Era de mais para sua saúde ouvir sua irmã falando essas coisas.
Antes que o pessoal começasse a ficar preocupados, Alicia apareceu.
– Tá mais tranquilinha? — Valéria perguntou.
– Sim, é só aquele idiota não aprontar outra vez. — Alicia falou se referindo a Paulo.
Quando terminou de falar viu Marcelina aparecer na sala com a cara fechada.
– Que foi, Marce? — Perguntou Alicia.
– O meu irmão que é um idiota! — Marce respondeu.
Ela contou o que havia acontecido e depois de Alicia dá um grito nada discreto depois de saber o beijo entre ela e Mário, não conseguiu impedir a amiga de ir falar com seu irmão.
Enquanto isso... a galera já estava sabendo que Jorge e MaJo terminaram o namoro.
– A MaJo tá solteira? — Daniel perguntou.
– Depois dizem que você é o mais inteligente da turma, se eles terminaram é claro que ela tá solteira, Daniel! — Jaime falou.
– Espera pelo menos uma semana antes de ficar com ela! — Pediu Davi.
Daniel lançou um olhar que mais ou menos queria dizer ''vou te matar, Davi.'' .
– Não entendi. — Foi o que ele conseguiu dizer.
– Quer que a gente explique? — Adriano falou rindo.
– Todo mundo sabe que vocês se gostam. — Jaimen falou. — É que nem Paulo e Alicia.
– E você e a Carmen! — Rebateu Daniel deixando Jaimen com vergonha.
No corredor onde dava acesso aos quartos.
– Preciso falar com você!
– Lilica!
Alicia resolveu falar com Paulo sobre a Marce.
– Cala a boca e escuta! A Marce tá revoltada com você, deixa ela em paz! — Alicia pediu.
– Ah, claro! Já foi fofocar pra amiguinha! — Paulo desdenhou.
– Eu que perguntei a ela o que tinha acontecido! Até dá pra entender que você quer protegê-la só que não precisa sufocar a Marce!
– A Marcelina é minha irmã! E eu não quero nenhum ''zé mané'' atrás dela. — Paulo afrimou.
– Tudo isso só por causa do beijo entre ela e o Mário? — Alicia perguntou.
–O QUE? ELES SE BEIJARAM? É HOJE QUE EU VOU MATAR ALGUÉM! — Paulo gritou.
'' Merda, pensei que ele já sabia sobre o beijo. Marcelina vai me matar!'' — Alicia pensou.
A menina ficou na frente dele que queria ir a todo custo atrás da irmã e do amigo.
Já na parte de baixo da casa, mais precisamente na cozinha, Margarida encontrou Jorge sentando sozinho.
– Você não tá nada bem, é? — Ela perguntou.
– Até que não estou tão mal. — O garoto deu um risinho.
– Vocês vão superar. — Margarida falou.
– Não quero mais falar sobre isso, Marga! Vamos mudar de assunto. — Jorge falou.
– Ok, mas sobre o que? — Ela perguntou.
Jorge também não tava cheio de assunto porém eles ficaram conversando sobre coisas banais.
Depois de conseguir acalmar Paulo, Alicia o convenceu a não matar ninguém. Mas isso custaria um preço alto.
– O que eu ganho em troca de não matar o Mário e não falar pro papai mandar a Marce para um convento? — Paulo perguntou.
''Coitada da Marcelina!'' Pensou a garota.
– O que você quer? — Ela respondeu com outra pergunta.
– Pergunta perigosa, Alicia.
Paulo se aproximou da garota.
– Fala...fala logo! — Ela tentava não demonstrar o nervoso.
– Vai ter que fazer tudo o que eu quiser! — Ele falou.
– Sonha! Não vou ser sua escrava... — Ela afirmou.
– Não é bem isso, mas vai ter que fazer tudo o que eu pedi! Em troca, eu deixo a Marcelina em paz.
''A Marce me deve uma!''
– Ok, Paulo. Eu aceito.
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