PanaPaná
13 Capítulo 13 - Casais.
Notas iniciais
''Responde logo antes que eu tenha um ataque e morra!'' Foi o pensamento de Paulo.
Alicia permanecia parada em sua frente.
– Tem certeza disso? — Ela finalmente quebrou o silêncio.
O garoto riu e balançou a cabeça afirmando.
– E Eu aceito... — Alicia falou tímida.
Paulo se aproximou e a beijou.
Quando se separaram eles ficaram conversando abraçados.
– Você sabe que a gente vai brigar muito, né? — Ela perguntou e fez uma careta.
– Claro que eu sei afinal eu tô namorando com uma chata! — Paulo respondeu.
As provocações não foram deixadas de lado.
– E eu com um feio. — Alicia deu língua.
– As garotas lá da escola não concordam com você! — Paulo provocou.
– Elas precisam de óculos. — A garota rebateu.
Os dois riram.
– Falando sério, eu sei que vamos brigar muito! Até porque nós temos personalidades muito fortes mas sabe que brigar vai ser ótimo? — Paulo falou.
– Por que? — Alicia quis saber.
– Porque depois das brigas vem as reconciliações, que por sinal é a melhor parte. — Paulo respondeu e a beijou.
No acampamento todos estavam curiosos pra saber se eles estavam se entendendo.
– Eu acho que eles finalmente se entenderam! — MaJo falou.
– Verdade, se eles tivessem brigado o Paulo já teria chegado aqui com o olho roxo. — Mário brincou.
Todos riram.
O que surpreendeu a todos é que já passava de uma da manhã e os dois ainda não tinham voltado, a galera já estava em suas camas.
– Pelo visto a coisa tá boa! — Valéria brincou fazendo as meninas rirem.
Alicia e Paulo depois de muitos beijos e trocas de carinho acabaram pegando no sono juntos.
Quando o dia amanheceu o Sr. Campos percebeu que sua neta não estava por ali.
– Onde está a Alicia?
Todos se entreolharam, contar ou não contar?
– Sabe o que é Sr. Campos... é que a Alicia e o Paulo... — Carmen tentou explicar porém não encontrou palavras.
– Ela e o Paulo são apaixonados um pelo outro mas nunca admitiram, até que ontem eles deixaram de negar o óbvio e se encontram naquela casa perto do lago e a coisa deve ter sido tao boa que até agora não voltaram.
– VALÉRIA! — Disseram em coro.
Como ela pode ter dito aquela ultima frase na cara do Sr. Campos?
Então eles largaram o que estavam fazendo e correram pra o encontro do mais novo casal. Quando chegaram encontraram eles dormindo de conchinha.
– Isso é tão romântico! — Laura suspirou.
– Como diria a Bibi: PAULICIA IS REAL! — Valéria gritou.
E com o grito, nada estridente, da Valéria os dois acordaram assustados.
– Vô? — Alicia corou quando viu o avô.
Paulo deu um pulo e soltou Alicia quando viu o Sr. Campos o observando.
A galera riu da vergonha do casal.
Todos saíram, incluindo Alicia, deixando apenas Sr. Campos e Paulo.
– Só quero te avisar uma coisa! — Ele falou fazendo Paulo tremer de medo.
– É melhor cuidar muito bem da minha neta, caso o contrário, eu serei obrigado a praticar meus golpes de karatê. — Ele falou e riu.
Paulo ficou aliviado e riu também.
– Pode deixar. — Paulo falou.
Quando voltaram pra casa, Alicia foi para o quarto tomar banho e quando saiu não escapou das perguntas.
– Muito bonito, sai sem dá explicações só volta no dia seguinte... — MaJo falou.
– Eu não tenho que dar explicações a vocês! — Alicia rebateu e se deitou na cama.
– Quer dizer que vocês estão mesmo namorando? — Carmen perguntou.
– Carmen, não sei se você percebeu mas eles estavam dormindo de conchinha! — Margarida falou.
– Fato, tem nem como negar. — Marce concordou.
– FALA ALGUMA COISA ALICIA! TÁ FELIZ? — MaJo gritou rindo.
– MUITO! — Gritou Alicia de volta.
As meninas abraçaram ela.
– Conta tudo! — Margarida ordenou.
E ela começou a contar.
Depois da conversa as menias desceram, Alicia foi procurar o namorado e Daniel estava sentado na varanda quando viu Margarida chegar machucada.
– Margarida, o que aconteceu? — O garoto se preocupou.
A amiga estava com o joelho sangrando.
– É que eu acabei caindo, Dan. Tá ardendo de mais, quase não tô conseguindo andar direito.
Daniel como sempre prestativo pegou a garota no colo e foram pra sala. Ao chegarem lá deram de cara com MaJo.
– O que houve? — Maria Joaquina perguntou tentando esconder o ciúmes.
– Eu cai. — Margarida explicou.
Jorge desceu as escadas e não gostou nada da cena.
– Margarida?
– Oi Jorge, eu cai e me machuquei. — Margarida voltou a explicar.
– É melhor passar remédio antes que inflame. — Daniel alertou ainda com a garota no colo.
– Deixa que EU faço isso. — Jorge falou.
Jorge subiu com Margarida deixando MaJo e Daniel na sala.
– Eu sei que ela se machucou mas precisava pegar ela no colo? — Dessa vez ela não fez questão de esconder o ciúmes.
Daniel teve uma crise de risos e acabou levando uns tapinhas da namorada.
– Tá rindo de que, palhaço? — MaJo perguntou irritada.
– MaJo, eu só quis ajudar! O joelho dela tava sangrando. — Daniel se justificou.
– É, eu tive que arranjar um namorado bonzinho! — Ela fingiu se lamentar.
– Eu acho que você tá aprendendo ter tantos ciúmes com a Valéria! — Daniel falou e puxou a namorada para um beijo.
Jorge levou Margarida pro quarto e a mesma sentou em sua cama, o garoto pegou a caixa de primeiros socorros e procurou pelo merthiolate.
– Fica tranquila porque não arde! — O garoto brincou.
– Bobo. — Ela falou enquanto o garoto passava o remédio em seu joelho com todo cuidado.
– Você percebeu que eu sou seu anjo da guarda, né? Quando eu tô por perto você não se machuca... é só eu virar as costas olha o que acontece! — Jorge falou.
– Pior que é verdade. — Margarida concordou.
Jorge colocou o remédio de volta na caixa e sentou ao lado de Margarida.
– Posso te confessar uma coisa? Não gostei de ver o Daniel te pegando no colo.
– Ele só tava me ajudando... — A garota foi interrompida.
– Eu sei, mesmo assim não gostei. — Jorge afirmou.
– Por que não gostou? — Margarida perguntou.
– Não faço ideia!
Jorge terminou de falar e roubou um beijo da garota.
O dia se passou com tranquilidade, Alicia e Paulo alternavam entre se beijarem e se provocarem, MaJo e Daniel conversavam com os amigos, alguns jogavam futebol e Jorge e Margarida após o beijo não conversaram mais.
– Eu tô tão feliz por vocês! — Marcelina chegou com Mário onde Paulo e Alicia estavam.
– Eu também! — Mário concordou coma namorada.
– Me deseje sorte! — Alicia pediu.
– Pra que? — Marcelina perguntou.
– Pra aguentar esse teu irmão! — Alicia respondeu e deu um soquinho no braço do namorado.
Marcelina e Mário riram.
– E eu vou ter que adquirir paciência, você reclama de tudo! Parece até prima da Quiquina. — Paulo falou.
– EPA! Eu sou muito diferente da Maria Joaquina. — Alicia falou.
Logo que a noite chegou, outra vez, os meninos se lamentavam no quarto.
– É um porre saber que minha namorada tá no quarto do outro lado e eu tenho que ficar aqui com um bando de cuecas. — Paulo falou.
– Eu preferia mil vezes dormir com a Marcelina! — Mário falou e recebeu um tapa na cabeça de Paulo.
– Tá maluco? Ela é minha irmã! — Paulo falou com raiva.
Os garotos riram.
– Bem que a gente podia ir dormir. — Daniel deu a ideia.
– E depois dizem que você é o inocente da turma! Você é o pior! — Paulo falou rindo.
– Mas eu gostei da ideia! — Davi falou.
– EU TAMBÉM! — Paulo e Mário disseram em coro.
Então os quatro saíram em direção ao quarto das meninas. Jorge tinha escutado a conversa e teve vontade de ir com eles porém não era namorado de Margarida, por isso decidiu ficar onde estava.
Antes de chegarem no quarto, Paulo decidiu alertar Mário.
– Nada de mão boba com a minha irmã! Caso contrário eu arranco elas! — Advertiu o garoto.
– A mesma coisa eu digo pra você, fica de mão boba com a Alicia e eu chamo o Sr. Campos. — Mário rebateu.
As meninas já dormiam, ou seja, as luzes do quarto estavam apagadas.
– Droga, eu sei onde é a cama da Alicia mas nesse escuro eu tô sem noção de espaço. — Paulo sussurrou.
Eles seguiram tentando achar a cama de suas namoradas até que cada um ficou em uma cama.
Mas será que são das suas respectivas namoradas?
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