Pan, the Devil

9 Cap. 8 - Estrelas


Notas iniciais
Olá pessoas! Obrigada por todos os reviews, e por favor, continuem enviando. Fico muito feliz em recebê-los. O capítulo é pequenino, mas é porque se o fizesse longo, como estava planejando, ficaria longo demais... Por isso decidi quebrá-lo em três. Espero que gostem, tentarei postar os outros dois agora. Sininho: Para quem não queria que eu fosse embora, não se preocupe. FOI UMA PEGADINHA!! - Dá pulinhos de felicidade. - Boa leitura.

Ele voava, tão leve que nem parecia estar se movendo. O vento batia em meu rosto. Ele cantarolava. O que estava cantarolando? Franzi o cenho. Conhecia essa música.

Ele olhou em meu rosto desviando o olhar do céu. Pelo menos não havia como bater, no céu não tem trânsito. Certo?

– O que foi? – Ele perguntou. Notando meu rosto.

Desviei o olhar apoiando minha bochecha contra suas costas, agora ele fitava minha cabeça. — Nada... – Respondi. Provavelmente se falasse que conhecia a música ele ia apenas me ignorar ou rir, ou me chamar de estranha, ou praticar algum tipo de chantagem ou algo do gênero contra mim. Certeza.

Os milhões de planos mirabolantes que ele poderia ter rondaram minha mente até que ele disse:

– Chegamos. Dormiu? – Ele sorriu agora colocando o pé no chão. – Acorde! — Riu. — Garotos? – Chamou.

Ninguém respondeu. Ele assobiou, alguns instantes depois Sininho surgiu, ela voltara a ser pequenina na minha concepção.

– Caramba! Não consigo nem sair de Neverland e você já me chama? – Ela chiou pulando e batendo os pés várias vezes.

– Onde estão? – Perguntou sério ignorando sua histeria.

– Não sei. Estavam aqui. – Ela agora pareceu preocupada.

– Sininho. – Chamou ele.

– O quê? – Perguntou.

– Quero mais pó. – Pediu.

– Você não vai fazer isso. – Insinuou.

– Ah. Eu vou. – Ele moveu uma das sobrancelhas escuras.

Sobre o que eles estavam falando? Por que querem me confundir? Eu sempre pego a história pela metade! Coloquei a mão na cabeça tentando assentar e entender alguma coisa.

– Ela ainda não está bem! – Sininho forçou. Estão falando de mim?

– Lucy? – Pan chamou.

Estavam falando de mim. — O quê? – Fitei-o, vão finalmente me contar o que está acontecendo? Pensei suspirando um tanto quanto aliviada.

– Está se sentindo bem? – Perguntou.

– Ah? – Assenti. – Isso aqui? – Apontei para minha cintura. Os dois concordaram. Fitei o machucado por um tempo, não sangrava mais, mas ainda ardia um pouquinho.

Olhei cada um nos olhos, caminhei até Pan. Peguei sua mão e a coloquei em minha cintura apertando-a contra a mesma. Ele arregalou os olhos ficando vermelho. – Tá sentindo sangue? – Perguntei. A ardência era bem suportável.

Ele negou, ainda um pouco vermelho. Como eu consegui deixá-lo vermelho? Pensei negando rapidamente com a cabeça.

– Então estou bem... – Presumi para os dois. Sininho riu.

– Bem que a Fada Azul falou. – Ela assentiu.

– O quê? – Pan perguntou histérico tirando a mão de minha cintura ainda vermelho.

– Ela é pior que você.... – Sininho riu. Para logo depois mudar de assunto. — Cuidado. Os dois. – Ela pediu antes de entregar um pouco de pó para Pan. – Não merece mais que isso. – Assentiu. Pan mostrou a língua para ela, que já estava de costas para ele olhando para mim. – Toma. Cuide bem disso. – Ela sorriu, entregou-me um saquinho, maior que ela, como o carregou jamais saberei... Mordi o lábio achando um pouco de graça.

– Obrigada. – Sorri para ela. – Pelo saquinho e pelo elogio.

– Não foi um elogio. – Sininho admitiu. Agora retornando ao assunto anterior.

– Falou que eu sou melhor que ele, se é algo ruim ou não, não me importa. Eu ganhei. – Ri.

– Ela é realmente pior que você. – Sininho olhou para Pan concordando várias vezes com a cabeça antes de se despedir mais uma vez e sair voando.

– Eu sei. – Ele gritou para a fada. – Por que acha que a trouxe? – Gritou. Sininho retornou apressada e sussurrou algo em seu ouvido. O que era? Perguntei-me curiosa.

“Porque você precisa dela, está apaixonado.”

– Não preciso não! E isso é mentira! – Pan gritou em resposta ao que ela tinha dito. A fadinha saiu voando, ainda rindo.

– O que? – Perguntei.

– Nada. – Ele chiou. Virou de costas para mim, suas orelhas pareciam estar queimando de tão vermelhas. De alguma forma começava a me acostumar com ele.

O sol já se punha e ainda estávamos esperando os meninos retornarem, naquele estranho labirinto onde viviam, poderia chamar de... Toca? Suspirei.

– Era o que temia. – Ele reclamou com a mão apoiando a cabeça.

– O que? – Perguntei. Estava falando muito isso no dia de hoje, também, ninguém me explicava nada! Defendi a mim mesma para o meu cérebro.

– Gancho. – Olhou para baixo.

– Ele também existe? – Perguntei. Ok. Não me surpreendo com mais nada.

– Você ainda duvida? – Ele devolveu a pergunta.

– Eu duvido de tudo, até que me provem o contrário... – Reclamei.

– Ok. – Ele disse apenas pondo-se de pé e caminhando por um dos corredores que eu ainda tinha medo de andar sozinha, voltou com duas espadas e um esparadrapo. — Vou provar que ele existe.

– Para que isso? – Perguntei.

– Vamos atrás deles. – Ele disse agora pondo-se de joelhos em minha frente. – Levanta a blusa. – Pediu.

Ergui a mesma, ele trocou o enfaixe sem olhar no meu rosto. O que houve? Ele normalmente praticaria algum tipo de graça contra a minha pessoa. Dei de ombros, uma sensação estranha se formou na boca do meu estômago, mordi o lábio reprimindo-a. O que era aquilo que eu sentia?

– Pronto... – Ele colocou a camiseta no lugar. Entregou-me uma das espadas.

– Sabe usar, não sabe? – Perguntou.

– Ainda duvida? – Devolvi.

– Você é mesmo pior que eu. – Riu. – Estranha. — Completou.

– Pare. – Disse. Finalmente, uma resposta normal, senti-me melhor, aquela estranha sensação desaparecera.

– Segure. – Pediu entregando-me seu sabre, ele me pegou no colo e voamos, a lua já sobre nós. Fomos ao meio do oceano.

– Será que ele também foi? – Perguntou falando sozinho.

– Para onde? – Perguntei.

– Segure-se... – Respondeu apenas.

– Aonde vamos? – Perguntei.

– Para a Floresta Encantada... – Ele reclamou, parecia estar indo de malgrado.

– Onde? – Perguntei.

– Outra estrela.

– O quê? – Perguntei ainda mais chocada.

– Vamos para o mundo dos Contos de Fadas, os das princesas. – Respondeu. — Que no seu planeta parece uma estrela. — Ele sorriu. — Não percebe que aqui só tem a lua, e não remos estrelas.

Não pude evitar de me surpreender, no final meu pai tinha razão? Pensei. Não havia percebido o seu último comentário, mas era verdade. Que estranho... Olhei para sua camiseta. Normalmente as pessoas sempre fazer o lugar de conto de fadas cheio de estrelas, como o nosso planeta. Quantas coisas mais são diferentes e eu não sabia?

– Ah... – Assenti. Ele estava irritado. – É onde Sininho foi? – Perguntei.

– Sim. Eu ia também, mas não quis. – Afirmou. – Agora vou ter que ir. Só porque gancho levou os meninos. – Assentiu com raiva.

Não falou nada apenas assentia a cada cinco minutos como quem estava a pensar e decidir coisas difíceis. Fiquei a pensar comigo mesma, por que Pan não gostava daquele lugar de Conto de Fadas? Ou pior, por que Gancho levaria os meninos para esse lugar, sendo que a história dele é em Neverland?

– Fica do meu lado? – Pediu por fim quebrando o longo silêncio que se formara.

– Não é como se tivesse escolha. – Ri com seu pedido.

– Lá é diferente. Então, por favor. – Pediu.

– O que vai acontecer? – Perguntei.

– Algo difícil para mim. – Afirmou. – Fica do meu lado. – Pediu mais uma vez.

Concordei com a cabeça.

– Obrigado. – Agradeceu.

Apertei minhas mãos contra sua roupa. Ele estava voando mais rápido que o normal. Um portal, ou ao menos algo que parecia a Aurora Boreal surgiu em minha frente, fechei os olhos apertados.

– Confie. – Pediu. Apertei sua roupa mais forte ainda. Meus olhos ainda cerrados.

Não sabia qual seria a situação, nem porquê ele não gostava do lugar, mas até agora, apesar de tudo, ele se provou uma pessoa... Confiável? Suspirei admitindo para mim mesma, um vento frio percorreu-nos enquanto atravessávamos a estranha passagem. O que virá daqui para frente?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor, digam-me o que acharam e o que esperam daqui para frente. Obrigada! Mais uma coisa, para quem queria mais de OUAT~~ hahaah.... Pedidos atendidos... Ou quase... *Suspiro*