Palácio Murat
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Demorou, eu sei que demorou, mas ta aqui!
Tentei atender os pedidos de mais cenas "calientes" de vocês queridas leitoras, mas fiz alguma coisinha bem light. De qualquer forma espero que gostem.
Eu e Galahad corremos até a saída do castelo, mas ao invés de continuarmos nos distanciando, como eu esperava, ele me arrastou pelo lado da muralha até darmos quase meia-volta ao redor do todo o castelo. Até chegarmos a uma porta lateral não muito utilizada, que ficava próxima de onde era a área dos serviçais.
Eu não estava entendendo o porquê de voltarmos, e somente depois de entrarmos no meu quarto, onde também estava Erce, ele pode explicar-me:–Não há lugar seguro para tu ficares lá fora, seriamos alcançados antes que pudéssemos planejar o que fazer.–Mas ficarmos aqui, em baixo do nariz daquele porco imundo é suicídio! Disse sem me importar com os xingamentos dirigidos ao próprio pai de Galahad, que aparentemente, também não se importou.–Guinevere, ele jamais procurará aqui, ele imagina que estamos nos distanciando, isso nos dá um pouco de tempo.–O que está acontecendo aqui? Indagou atônita Erce, que assistia a conversa sem entender palavra.–Depois Erce – e voltando-me para Galahad – E sobre depois, o que faremos depois?–Não se preocupe tenho algo em mente.Meia hora se passou para que eu pudesse explicar a Erce tudo o que estava acontecendo e para Galahad, que ficou andando de um lado para o outro no pequeno quarto, resolver começar a falar o que tinha em mente.–Já sei onde tu podes ficar. Quando eu era pequenino brincava com alguns primos e primas na biblioteca, e numa tarde chuvosa descobrimos uma entrada camuflada por uma estante que dava para uma sala secreta. Sei que o Rei não sabe da existência dela, que provavelmente foi construída por um dos primeiros moradores do castelo.–Mas nós não podemos ficar lá para sempre!–Eu pensei em somente tu ires para aquela sala, eu voltaria para o castelo, daria uma explicação qualquer, e planejaria a nossa fuga.–Mas o teu casamente é em menos de uma semana!–Eu sei, eu sei, vou ser o mais rápido que eu puder.E desse jeito que foi combinado foi feito. Eu fui para a tal sala secreta da biblioteca e Erce ficou encarregada de levar-me comida e outas coisas das quais eu pudesse necessitar. Galahad jurou visitar-me o máximo que pudesse. Cuidando, obviamente, para não gerar desconfiança do Rei.O quarto era médio, até um pouco maior que o meu dormitório habitual. Porém não era um “quarto” de verdade. Era um cômodo para se esconder tesouros e coisas do tipo. Não tinha cama somente um daqueles sofás antigos, que não parecia ser muito confortável. Tinha um armário de madeira escura empoeirado. Alguns baús fechados que pareciam ser bem antigos, quadros, uma mesa de canto ao lado do sofá, um espelho com uma camada grossa de poeira em uma moldura dourada detalhada, dois lampiões que já estavam lá, mais o lampião que eu havia levado e o combustível para estes. Entre outros objetos espalhados pelos cantos do quarto.O lugar tinha cheiro de mofo e me fazia espirrar o tempo todo. Após o horário de serviço Erce, acompanhada de Issa, veio me trazer comida, agua e material para limpeza.–O príncipe disse que aqui podia estar sujo então nós trouxemos o básico para te ajudar a limpar isso aqui.–Mas sujo é muito pouco para descrever isso aqui. Disse Issa entrando no cômodo atrás de Erce.–Nem me falem! Estou tossindo e espirrando o dia inteiro!–E tem motivos. Vamos começar logo!–Não, não. Vocês não precisam me ajudar. Trabalharam o dia inteiro e eu fiquei aqui olhando para as paredes sem fazer nada com medo de aranhas me comerem viva. Mas enfim, vocês podem ir descansar eu tenho tempo de sobra para cuidar disso aqui.–Tens certeza que não quer ajuda? Indagou Erce.–Tenho, tenho. Vão dormir vocês.Então elas foram embora e eu comecei a limpar. Como eu não tinha agua para esfregar as paredes somente passei uma vassoura para tirar o excesso de poeira e as teias de aranha, tirei o pó de alguns móveis e varri o chão. Quando terminei, exausta, ouvi alguém batendo na porta. Três batidas, uma pausa e mais uma batida. Era o que nós tínhamos combinado.Abri a porta e por alguns segundos respirei o ar puro que vinha da biblioteca e me senti renovada. –Posso entrar? Indagou Galahad.–Claro.Nós entramos e fomos nos sentar confortavelmente no sofá, meio de frente um para o outro, meio de lado.–Me desculpe ter de te obrigar a ficar neste lugar imundo... Começou Galahad.–Bem, é melhor ter que ficar aqui do que a opção. E olha que eu já fiz algumas arrumações, estava bem pior!–Eu não consigo nem imaginar...Após um tempo em silêncio eu perguntei:–O que disseste ao teu pai?–Eu disse que você está em um lugar seguro agora. Longe das mãos dele, mas que não é para ele se alarmar, pois vou casar com Severn do mesmo jeito. É obvio que nós discutimos e gritamos, mas ele não se importa com isso. Nunca chegou a ser um pai, sempre foi unicamente Rei.–Ah, isso é tão triste... Murmurei.–É superável. Existem coisas piores. Como as coisas que aquele brutamonte queria fazer contigo.–Não vamos falar nisso agora, por favor. Eu disse me encolhendo e me sentindo desconfortável.
–Não se preocupe, ele não pode fazer-te mal algum aqui. Disse envolvendo-me com seus braços.–Espero que não.–Eu te protegerei sempre. Murmurou ele em meu ouvido.–Desculpe a minha reação explosiva contigo naquele dia. Eu me sentia confusa.–Não tem problema, tu não precisas te explicar.–Mas eu quero. No fundo eu tinha medo de apaixonar-me por uma ilusão, por alguém que só queria me ter, como o teu pai...–Eu não sou como o meu pai, eu jamais faria algo assim. Tu podes confiar em mim. Disse ele olhando fundo em meus olhos.–Eu confio. Disse retribuindo o olhar dele.–E sem mais palavras ele me beijou. Um beijo intenso e apaixonado, pulsante.Ele estava sobre mim no sofá. Distribuindo beijos pelas partes descobertas de roupado meu corpo. Fazendo-me descobrir sensações que até então eu não conhecia.Seus lábios, macios, me envolviam. Seu cabelo, sob as minhas mãos, parecia-se com o que eu sempre imaginei, em meus sonhos, de como era a textura da penugem de um cisne. Aconchegante, delicada e ao mesmo tempo elegante.Acabamos nos locomovendo para o chão, onde com a cabeça aninhada sobre o peito de Galahad eu adormeci.
Notas finais
Então, o que acharam minhas lindas? Comente por favor.
Me digam o que vocês querem ver na fic, o que vocês não querem, o que está bom, o que precisa melhorar. Enfim comentem tudo e qualquer coisa.
Bjs ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor