Palavras não Podem Descrever
1 prólogo
Era outono. Caiam folhas e flores secas para todos os lados, as ruas encontravam se completamente cobertas por estas, de forma que a cada passo, podiam-se ouvir o leve barulho das folhas a se quebrarem. Numa larga rua onde viviam muitas famílias, podia se ouvir o sino da Igreja, que anunciava a missa das 6 horas da tarde, e os gritos e risadas das crianças que brincavam na rua, desde depois de chegarem da escola, até o pôr do sol, que deixava o céu com tons de alaranjado misturando se com o azul inconfundível da pureza daquele ar que por ali passava. Eu balançava alto, o mais alto que meu amigo de infância, desde que nascecemos e que sempre viveu junto a mim, conseguia empurravar. E os sorrisos em nossos rostos eram evidentes, a felicidade nos tomava por completos, quando estavamos juntos nossos olhos brilhavam de alegria. E era assim desde quando nos conheciamos.
Foram os melhores anos de nossas vidas, aqueles em que passamos juntos, uma garota chamada Alicia Evans e um garoto chamado Felipe Millan. Os primeiros treze, de uma vida inteira que vinha pela frente. Juntos passamos por todas as fases que percorreriam por nossas vidas. O outono sempre foi a nossa estação preferida. Pois era uma estação onde não se fazia o absurdo calor do verão, onde não havia tantas pessoas a passar pelas ruas à tarde, como na primavera, quando não fazia o frio de congelar que era o inverno, a rua no outono, toda coberta, ficava mais bela, parecia ser coberta apenas para nos dois podermos nos aconchegar em baixo da árvore onde estava dependurado o balanço, que nos brincavam desde crianças.
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