Palavras de amor
16 Capítulo 16
POV Cebola
— O que!!
— É, a maga tem razão- Mônica e Cascão concordaram.
— Por que eu!- Eu indaguei.
— Qual é, você tem ótimas ideias pra mostrar- Magali disse.- você mesmo me disse algumas delas no ano passado.
— Além de ser justo, honesto e sentado- Mônica continuou.- você ouviria as opiniões dos outros alunos e os ajudaria.
— Não como o babaca do Toni que só vai olhar para o próprio umbigo- Cascão completou.
— Por que então a Mônica não se candidata- Eu tentei sair dessa.- ou você.
— Eu sou parte da equipe de torcida- Mônica falou.
— E eu não gosto desse assunto de eleições- Ele falou.- e também faço parte do time de futebol da escola.
— Então sobrou pra você- Magali finalizou.
— Vai concorrer?- Os três perguntaram.
— Eu...eu...eu...- Comecei a gaguejar. Então pra evitar mais comentários fiz o que sei de melhor nessas situações...
Eu fugi...
Patético, né...mas foi minha única opção...eu quero concorrer a muito tempo...
Entretanto só de pensar em falar na frente de todos me dá um nó no estômago...
Paro no meio da rua e vejo que estou perto da confeitaria de minha mãe.
— Acho que vai ser uma boa ajudar minha mãe pra esquecer isso.- Eu pensei.
Ano mais um pouco e entro na confeitaria.
— Mãe!- Eu a chamei.
— Nos fundos querido!- Ela gritou.
Vou até os fundos onde vejo minha mãe fazendo o estoque dos ingredientes.
— Tem problema se eu ajudar a senhora hoje?- Perguntei.
— Não, pode me ajudar a qualquer hora- Minha mãe disse.
A ajudo no estoque e vejo que falta uns ingredientes.
— Falta algumas coisas.
— Tem algum problema filho?- Minha mãe perguntou.
— Como assim?
— Você esta com uma cara de desanimado- Ela pontuou.
— Não é nada- Eu menti.
— Cebola...
— São só as eleições de presidente do grêmio estudantil que estão chegando.- Eu falei, enquanto ajeitava algo na estante.
— Que legal querido- Minha mãe disse.- vai se candidatar?
— Não sei- Eu falei.- meus amigos querem que eu me candidate mas...
— Mas...
— Estou em dúvida se entro ou não.
— Ad decisão é sua.
— Eu sei mas...
— Mas...
— Esquece- Eu disse.- vou arrumar os salgados lá na frente.
— Tudo bem querido- Minha mãe concordou.
Pego uns salgados e os arrumo na frente da confeitaria.
A tarde se seguiu normal então tiro meu avental, vou pra casa, subo pro meu quarto, desabo em minha cama e durmo.
...Dia seguinte...
Meu despertador toca, me levanto da cama, vou pro armário e visto uma roupa.
Desço as escadas e me sento na mesa.
— Bom dia...- Eu disse, um pouco desanimado.
— Esta bem filhote?- Meu pai perguntou.
— Sim- Eu respondi.
— Não me parece- Ele falou.
— É sério, estou bem- Eu disse, e forcei um sorriso.- juro.
— Se estiver acontecendo algo sabe que pode contar conosco pimpolho- Minha mãe disse.
— Eu sei.
Me levanto, pego minha mochila e vou pra escola.
Entro no pátio e vejo Mônica, Cascão e Magali.
— Bom dia- Eles me cumprimentaram.
— Bom dia...
Então começamos a conversar várias coisas,, quer dizer, eles três conversavam pois eu só fiquei ouvindo e com o sorriso forçado no rosto.
O sinal toca e entramos na escola.
Depois de termos aula de física e inglês finalmente fomos liberados pro intervalo.
...Refeitório...
— Sério, a gente tem que ver esse filme juntos!- Cascão suplicou.
— Eu detesto filmes de terror!- Magali argumentou.
— Mô, ajuda aqui- Ele pediu.
— Eu tô com ela- Mônica disse.- esse filme “polaroid” parece ridículo.
— Mas é terror, é você gosta de filmes de terror.
— Filmes de terror bons!
— Chata...
— Ei, cê- Magali me chamou.
Levanto minha cabeça do meu prato e digo.- que foi?
— Por que esta desanimado?- Ela perguntou.
— Eu não...
— Nem venha dizer “não estou desanimado”- Ela me interrompeu.- pois esta na cara.
— Ela tem razão- Cascão se intrometeu.- acha que a gente engoliu esse sorriso forçado.
— Ok, estou um pouquinho desanimado- Eu disse.- mas vai passar.
— É por causa pelo que dissemos ontem, não é?- Mônica perguntou.
— Hã?
— Nós falamos que você devia se candidatar.- Ela falou.- é por isso?
—...
— Seu silêncio diz tudo.
— Você não quer se candidatar?- Cascão e Magali perguntaram.
—...
— Cebola?
— Será que dá pra você pararem de ficar lembrando dessa porra dê eleição!- Eu perdi a paciência.- que chatice.
Me levanto o mais rápido da cadeira e saio do refeitório pra ir a biblioteca.
Entro no lugar e me sento na cadeira.
Certo, a maneira como falei com eles não foi legal mas por que eles não conseguem entender que eu não quero tocar nesse assunto...
Deito minha cabeça na mesa fico uns minutos dessa forma mas sinto alguém se sentar ao meu lado. Fico do mesmo jeito até sentir um cutuco em meu ombro.
Levanto a cabeça e vejo Mônica ao meu lado. Espero ela falar algo mas ao invés disso a vejo pegar uma caneta dentro do casaco e escrever na mesa.
“Quer desabafar?”
Dou um sorriso pequeno, pego a caneta de sua mão e escrevo na mesa.
“É a eleição...”
Devolvo a caneta pra ela e a mesma escreve de novo.
“Desculpa se eu, o Cascão e a Magali te pressionamos...”
Pego a caneta e escrevo.
“Não, eu quero de verdade me candidatar mas...”
Mônica pega a caneta de novo e escreve.
“Mas...”
Pego a caneta e escrevo.
“Mas estou com um pouco de medo”
“Por que esta com medo?”
“Medo de falar em público e medo de ser um fracasso quando isso tudo rolar.”
“Você não vai ser um fracasso e nem precisa ter medo.”
“Como pode ter certeza”
“Pois eu, o Cas e a Maga estamos contigo e te ajudaremos”
“Mesmo?”
“Mesmo, acreditamos em você”
Devolvo a caneta e sussurro pra ela.
— Obrigado.
— De nada- Ela sussurrou de volta.
O sinal toca e vamos para sala.
Depois da aula fomos para o corredor.
— Desculpa por te pressionarmos- Magali falou.
— É, não queríamos isso...
— Gente, não precisam se desculpar- Eu falei.- vamos
— Pra onde?
— Diretoria.
— Pra que?
— Vocês vão ver.
Vamos até a diretoria e bato na porta.
— Entre- Ouvi a diretora falar.
Entro na diretoria junto de Magali, Cascão e Mônica.
— Com liçensa diretora Jenna...- Eu pedi.
— O que houve, Cebola?- Jenna perguntou.
— Eu quero me candidatar pra vaga de presidente do grêmio estudantil.- Eu falei, confiante.
— Tudo bem- Ela disse.- primeira vez que tem alguém que quer entrar além do Toni.
— Onde me inscrevo?
— Aqui- Ela me entregou um papel.
Pego o papel e inscrevo meu nome.
— Boa sorte senhor Menezes- Ela disse.
— Obrigado diretora.
Saímos da diretoria então Cascão fala.
— Ae!! Finalmente teremos um candidato à altura!!
— Fico feliz que decidiu participar- Magali me elogiou.- e eu te ajudarei.
— E eu também- Cascão disse.
Olho para Mônica que me lança um olhar como se disse “eu te disse”.
— Certo, vamos embora- Eu pedi.- temos que ver o que vou fazer agora.
— Tá bem- Os três falaram.
Fomos para nossas casas e vou pro meu quarto dormir.
...Dia seguinte...
Acordo antes do despertador, faço minhas higienes, vou pro armário e coloco uma roupa.
Desço as escadas e me sento com meus pais e minha irmã.
— Bom dia.
— Vejo que alguém esta melhor- Meus pais falaram.
— Sim- Eu confirmei.- e tenho novidades.
— Quais?
— Me inscrevi para a eleição do grêmio.
— Que orgulho!
— Meu filhote vai ser presidente!
— Legal.
— Eu ainda não venci, e nem sei se vou mas vamos ver.
— Mesmo assim ainda teremos orgulhos de você.
— Pois te amamos muito.
— Também amo vocês.
Pego minha mochila e vou correndo para a escola.
Entro no pátio mas vejo que umas pessoas estão olhando pra mim.
— Por que todos estão me olhando?- Perguntei incomodado.
— Deve ser por isso- Magali me estendeu uma folha grossa, que reconheci ser o jornal da escola.
Pego o jornal e vejo a notícia.
“Super bomba: Cebola Menezes é concorrente contra Toni para presidente do nosso grêmio estudantil”
“Isso mesmo colegas, finalmente em todos esses anos Toni tem um adversário. Segundo nossas fontes seguras Cebola foi visto saindo da diretoria ontem depois das aulas. E como todos sabem ele nunca fez nada para estar lá e também vimos o anûncio...então juntasmos dois mais dois.”
“Escrevam suas apostas, quem ganhará? Toni ou Cebola?”
Fecho o jornal e falo.
— Uau, isso foi rápido.
— Foi mesmo- Os três concordara.
— E não me surpreende quem deve ter escrito o artigo.
— Nem nós.
— Vamos entrar gente.
Ignorando os olhares entramos na sala e assistimos as aulas. O sinal toca e vamos pro refeitório.
...Refeitório...
— Então é verdade o que o jornal disse?
Paramos a conversa e vimos Toni, junto de uns outros garotos, Penha, Amanda e Carmem.
— Sim, qual o problema?- Eu o questionei.
— Cometei um grande erro ao se inscrever.- Ele disse.- vai pagar um mico quando perder.
— É o que vamos ver.
Toni e o outro pessoal vão embora então solto o ar que havia prendido.
— Tenso...- Eu sussurrei.
— Muito tenso...- Cascão complementou.
— Mas você vai conseguir- Magali garantiu.
— Isso, lembre-se que estamos contigo nessa- Mônica falou.
Um feixe de luz aparece e escutamos uma voz.
— Mais um complemento pro meu artigo.
— Denise.
— A primeira e única baby- Ela disse.
— Nem vou perguntar como soube que eu me inscrevi.
— Não foi nada demais, juro. Só vi vocês entrando e ouvi a conversa por trás da porta.- Ela explicou.
— Certo...
— Mas sério, você tem todo meu apoio Cebola- Denise disse.
— E o meu.
— Franja?
— Sim, também estou cansado do Toni no cargo- Franja reclamou, enquanto se sentava.
— E como podem me ajudar?- Perguntei.
— Posso falar com uns amigos no terceiro ano sore como você pode ser bem melhor.- Franja sugeriu.- e pedir pra Aninha falar com as delas.
— Gostei- Cascão falou.
— E você, Denise.- Magali falou.
— Como chefe do jornal da escola não posso opinar- Ela falou.- tenho que ser imparcial.
— Ah...
— Mas posso fazer um programa que acompanha o progresso e nível de cada candidato.- Ela sugeriu.- e eu posso falar sobre você com uns amigos meus do primeiro ano.
— Legal.
— E podemos fazer cartazes e panfletos.- Mônica propôs.
— Isso- Eu concordei.- valeu, por me ajudarem.
— Espera, eu também quero ajudar.
Me viro para a pessoa que tinha falado.
— Marina?
— Sim, também quero ajudar a tirar o babaca do Toni.
— E o que você pode fazer?
— Eu desenho bem...talvez poderia ajudar com os cartazes e panfletos...
— Seria de boa ajuda.
— Obrigada.
— Então a operação presidente do grêmio está em ativa!- Cascão falou.
Todos damos risadas e depois voltamos para nossas salas
E assim se seguiram esses dias, fizemos panfletos para Mônica e eu distribuirmos. Denise monitorava o programa que ela tinha feito pra ajudar. Franja, Magali e Cascão falavam com algumas pessoas sobre como seria bom essa mudança.
Agora estamos na biblioteca esperando Denise e Marina.
— Como anda a distribuição dos panfletos?- Magali sussurrou.
— Está indo bem- Eu sussurrei também.- Marina fez uns panfletos incríveis.
— É, eu sempre soube que ela desenhava mas os panfletos dela são de outro mundo.- Mônica falou.
— Obrigada pelo elogio.
Nos viramos e vimos Denise e Marina em nossa frente.
— Sentem-se.- eu pedi.
As duas se sentaram.
— Como vai o progresso da eleição?- Cascão perguntou.
— Bom, segundo meu programa o Cebola esta indo bem com nossa ajuda.- Ela disse, mostrando o celular com as estatísticas.- mas o Toni esta quase chegando na sua marca.
— Mas por que o Toni esta indo bem?- Franja perguntou.
— Bom, a popularidade que ele ainda tem ajuda bastante.- Magali pontuou.
— Precisamos fazer mais.- Mônica falou.- como esta o andamento dos cartazes, Marina.
— Estão ótimos- Ela falou.- tenho uns esboços aqui pra mostrar.
— Manda- Eu pedi.
Marina tira da mochila vários papéis e nos mostra os diversos esboços.
— Você é realmente bem talentosa- Franja disse, admirado.
— Obrigada...- Ela agradeceu, e corou um pouco.- mas ainda falta o slogan pra finalizar.
— Eu a Mô, o Cas e o Cê vamos pensar em algo- Magali disse.- melhor irmos, acho que já gastamos tempo demais aqui.
Todos saímos da biblioteca e saímos da escola.
— Pra onde vamos?- Cascão perguntou.
— Que tal irmos pra minha casa?- Mônica sugeriu.
— Topamos- Eu e Magali falamos juntos.
Vamos em direção à casa de Mônica e entramos.
— Vamos, meu quarto é lá em cima.
Subimos as escadas mas um pequeno ser nos atrapalha.
— Parados ai, caras pálidas- O menino disse. E ele esta usando uma roupa de índio, com a cara pintada e um cocar na cabeça.
Ele me parece familiar...não pode ser...
— Matheus, não estou a fim de brincar agora- Mônica falou.- temos um negócio pra fazer.
— Mim não conhecer esse Matheus.- Ele continuou no papel.- eu sou o grande e poderoso cacique Ma.
Mônica da uma risadinha e fica na mesma altura de Matt.
— Ó grande e poderoso cacique, será que você poderia nos deixar passar pelo seu território- Ela brincou.- prometo que nós caras pálidas não faremos nada de mal para sua tribo.
— Vejo sinceridade nas suas palavras- Ele disse.- então o grande cacique permite sua passagem.
— Eu agradeço.
— Antchau!- Matheus se despediu com movimento de mãos.
— Antchau!- Mônica imitou o movimento.
Mas antes de entrar no quarto Matheus acena para mim com um sorriso e eu retribuo.
Entramos no quarto de Mônica.
— Eu tinha me esquecido de como seu irmão pode ser engraçado.- Cascão comentou.
— Eu achei ele uma gracinha.- Magali falou.
— É, mesmo ele sendo super inteligente ainda é uma criança.- Mônica disse, colocando a bolsa no chão.- e ele tem todo o direito de brincar. Pois logo ele vai crescer e...
— Não irá ser mais o garotinho que conhece- Eu continuei sua frase.- vai crescer e se tornar independente...
— Isso- Ela concordou.- como sabe?
— Me sinto do mesmo jeito com a Maria- Eu respondi.
— Tendi- Ela falou.- mas de entramos o Matt acenou pra você.
— Sim.
— Como ele te conhece?
—Nos encontramos em duas situações- Eu falei.- e eu conversei com ele.
— Por isso- Ela disse.- matt é muito tímido quando se trata de pessoas novas.
— Certo.
Nos sentamos no chão e ficamos pensando em slogans para o cartaz.
— Que tal esse, “não seja um bobalhão, Cebola é a melhor opção”- Cascão sugeriu.
— Péé!
— Negativo.
— Próximo.
— Nossa, como vocês são maus- Cascão choramingou.- por que fazer isso...eu sou uma pessoa tão legal...
Damos risadas e depois paramos.
— Ok gente, vamos voltar ao foco- Magali pediu.
— Certo- Mônica e Cascão concordaram.
— Maga, me responde uma pergunta.
— Sim.
— Pra que precisa rimar?
— É pra dar um tcham a mais- Ela respondeu.
— Certo...
— Ouch, agora sei como Cascão se sente- Ela fingiu.- pra que ser mau.
Damos mais risadas e depois voltamos a nos concentrar.
— Já sei!- Mônica falou de repente.- já sei de um slogan legal.
— Manda.
—“Vote em Cebola Menezes pra um corpo estudantil mais justo e igualitário”- Ela falou.
— Gostei.- Eu disse.- é simples e mostra o que eu quero.
— Também gostei.
— Idem.
— Então vou mandar a mensagem com o slogan pra Marina- Mônica disse, pegando o celular.- para ela começar o desenho dos cartazes pra eu levar para loja de cópias.
— Ok.
E assim se passaram mais dias. Marina fez os cartazes e com a ajuda dela, de Franja e Denise nos os colocamos por quase todas as paredes da escola.
...Dia da eleição...
É isso...hoje é o dia em que finalmente decidirão quem ganhou, mas antes teremos que falar com toda a escola e apresentar nossas propostas...
— Parece nervoso...
Me assusto e viro para a pessoa que falou.
— Tá tão na cara assim Denise?
— Esta estampado na sua cara- Ela falou.
— Obrigado pela parte que me toca...- Eu falei com sarcasmo.
— Mas não se esquece de que você tem que sair bem- Denise falou.- todos estarão lá pra ouvir seu discurso.
— Todos...
Ok, se antes eu estava com medo agora estou totalmente apavorado!
— Deixa ele Denise.
Me viro de novo e vejo Mônica, Magali e Cascão.
— Ok...
Denise vai embora,
— Não liga pro que ela disse.- Cascão disse.
— É.
— Mas ela está certa, eu tenho que me sair bem!
— Ei, respira- Mônica pediu.
— Mas...
— Respira.
Respiro mais fundo que posso.
— Agora inspira.
Inspiro fundo.
— Melhor?- Ela perguntou.
— Não.
— Lembre-se que estamos contigo Cê- Magali pôs a mão no meu ombro.- e acreditamos em você.
Dou um sorriso pequeno para os três.
— Vai começar.
Toni sobe no palanque e começa a discursar.
— Tá na cara que ele não escreveu o discurso por si mesmo- Cascão comentou.
— É, ele deve ter pesquisado na internet.
— Mas não deixa de ser bom...
— Você vai ser melhor que ele.
— Duvido...- Eu pensei.
Toni sai do palanque e a diretora fala.
— Bom discurso, agora vamos ao senhor Menezes.
— Boa sorte- Os três desejaram.
Vou a passos pequenos até o palanque. Subo e fico em frente à toda a escola.
Ai...não consigo...
Vamos Cebola...coragem...
Dobro o papel que eu tinha escrito meu discurso. Vamos falar com o coração aqui...
— Eu sei que não sou o cara mais bonito, engraçado, bom em esportes e popular deste colégio. A verdade é que sou um cara tímido, na minha, que é considerado o nerd por todos. Odeio bebidas alcoólicas e prefiro ficarm casa jogando vídeo game ou vendo séries no computador a ir numa festa...
Ouço umas risadas, penso em parar o discurso mas olho para Cascão, Magali e Mônica que me dão um sorriso para me dar forças. Então dou uma respirada e volto a falar.
— Mas qual é pessoal! Vocês querem mesmo um representante que não liga a mínima para nossas opiniões?- Eu perguntei.- se votarem em mim eu darei direitos iguais a todos! Auxilio nas carreias que querem. Por exemplo: os que querem ser médicos podiam ter aulas extras das matérias para estes. Irei implantas clubes opcionais de qualquer tipo, darei um jeito de colocar alimentos saudáveis na cantina. Providenciarei novos livros para a biblioteca também. Assim como instituiria palestras com as nossas futuras profissões e também de aceitação de pessoas, tais como: homossexuais, negros, cegos, cadeirantes e entre outros
— Então deixo a escolha para vocês- Finalizo meu discurso e vou me juntar aos meus amigos.
— Você foi incrível!- Mônica me elogiou.
— Não é pra tanto.
— Claro que é- Cascão disse.
— Os dois tem razão, foi o máximo!- Magali disse.
— Valei- Eu agradeci.- agora é só esperar.
Ficamos conversando e depois a diretora aparece.
— Os votos já foram contados- Ela anunciou.- e o vencedor da eleição é...
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