O homem de plástico se levanta novamente.

Ele olha o seu terno surrado.

A navalha que ele usa ao fazer a barba está afiada.

O homem de plástico coloca sua mascara.

Ele se odeia.

Ele te odeia.

Ele me odeia.



O canalha é o chefe dele.

O viado é seu amigo.

O filho da puta é seu pai.

E a maldição é estar vivo.



O Homem de plastico não está mais aqui.

Ele era um de nós.

Ele estava entre nós.

Agora ele flutua.

Voa.

Livre.

Na infinita escuridão eterna.


Eu queria ser como o homem de plastico. Assim, livre.