Palavras.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
...

Palavras... Palavras jogadas ao vento.

Palavras lidas com olhares atentos.

Posso aqui tentar passar algum sentimento.

Todo escritor tem como dom a poesia.

Pode ela não falar do mais bonito amor.

Pode ela vir acompanhada de uma dor sem tamanho.

“Dor que desatina sem doer.” Será que não?

E todo o peso das lágrimas que pingam na folha desse caderno velho, onde desenhei inúmeros corações? Não será isso a pior dor? Às vezes chega a ser físico. Então aqui afirmo, Dói sim!

Esse caderno velho... Onde escrevi vários sobrenomes para ver se combinavam com o meu. Já tentei “Bezerra Morais, Bezerra Lima, Bezerra Fernandes... Bezerra Freitas.”

Posso até não escrever em versos.

Posso até não ser boa com rimas.

Posso aqui não expressar a poesia.

Mas a sinto em cada letra aqui escrita.

Em cada lágrima derramada, seja ela de dor ou alegria.

Em cada rosto que um dia por mim passou.

A cada sonho lindo... Que já não sonho mais.

Em cada vida que complementa a minha.

Em cada amigo que com o tempo perdi. Em cada amigo que o tempo trará. Ela ta em todo lugar.

Em cada palavra que ainda vou escrever.

Seja a poesia. Sou a poesia. Viva a poesia, somos a poesia!

Palavras... Palavras jogadas ao vento. Palavras esquecidas com o tempo.

Palavras que revelam uma alma. Palavras que mostram um coração. Palavras que agora se escondem nas páginas desse caderno velho. Somente Palavras...

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!